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2438193 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

“Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.”

No trecho acima, a expressão em destaque foi utilizada para:

 

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2438192 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Assinale a alternativa em cujo trecho é evidenciado pela autora o sentido de ‘Espírito de Coletividade’, título do texto em questão:

 

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2438191 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar:

 

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2438190 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Considerando as informações apresentadas no texto, analise as afirmativas abaixo:

I. Um grupo de 200 aposentados japoneses consideram que dariam sua última contribuição à sociedade ao realizarem o trabalho de manutenção na usina nuclear de Fukushima.

II. Os reparos na usina nuclear de Fukushima envolvem baixos índices de radioatividade cancerígena, por isso são realizados por aposentados japoneses, com mais risco de desenvolver esse tipo de doença.

III. Os idosos japoneses estão exercendo o sentido de responsabilidade quando se oferecem para substituir os trabalhadores mais jovens na manutenção da usina nuclear de Fukushima.

Está CORRETO o que se afirma em:

 

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2438189 Ano: 2012
Disciplina: Português
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Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Tendo em vista o sentido global do texto, o objetivo comunicativo da autora é:

 

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