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Foram encontradas 60 questões.

2438138 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 3

Tecnologia do bem

Teoricamente, notebooks, smartphones e outras ferramentas tecnológicas devem ajudar as pessoas a executar tarefas mais rapidamente e com menor esforço. Mas, quando usada incorretamente, a tecnologia deixa de ser uma aliada e se torna inimiga. A ideia de que é possível manter-se o tempo todo em contato com o ambiente de trabalho, por meio de computadores pessoais ou de celulares, aumenta a ansiedade e a carga de tarefas realizadas fora do escritório — tarefas essas que, muitas vezes, poderiam ter sido eliminadas durante o expediente. “Achávamos que os avanços da tecnologia ajudariam a estender os momentos de lazer, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário”, diz Anderson Sant'Anna, da Fundação Dom Cabral. “O tempo dedicado aos problemas corporativos aumentou”, diz.

Antonio Lemos, gerente de vendas da Voith do Brasil, empresa de soluções gráficas, é desses profissionais que não conseguem desconectar: nunca desliga o celular, checa e-mails corporativos nos fins de semana e entra em contato com colegas de trabalho de madrugada. “Não me incomodo de estar online o tempo todo, uso qualquer brecha de tempo livre para ser mais produtivo”, diz Antonio. Esse uso desenfreado, no entanto, pode prejudicar a qualidade de vida. [...]

Para usar a tecnologia a seu favor e não se tornar um escravo dela, o ideal é estabelecer horários (e locais) para acessar a caixa postal corporativa e atender a chamados do escritório. O especialista em gestão de tempo Paulo Kretly, da consultoria FranklinCovey, aconselha: “Cheque os e-mails de trabalho apenas durante o expediente e estabeleça prioridades para as respostas. Usar assertivamente a tecnologia demanda reeducação e controle da ansiedade”. A mudança de hábito é mais difícil em empresas com cultura imediatista — se a liderança espera que você esteja sempre disponível, responder a um telefonema às 3 da manhã não é um favor, mas, sim, uma obrigação. Nesses casos, o melhor a fazer é estimular a mudança aos poucos. “Se houver abertura, converse com a chefia e mostre que é preciso ter tempo para as respostas, ainda mais quando você estiver fora do escritório”, diz Carlos Honorato. “As lideranças precisam começar a usar a tecnologia a serviço das pessoas, e não o contrário”, completa.

(TOZZI, Elisa. Por que ainda trabalhamos tanto? Vocesa.com.br.

São Paulo, ed.142, abr. 2010, p. 35-36. Adaptado.)

“Esse uso desenfreado, no entanto, pode prejudicar a qualidade de vida.”

Assinale a alternativa em que o termo pode é usado com o mesmo sentido do fragmento acima:

 

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2438137 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 3

Tecnologia do bem

Teoricamente, notebooks, smartphones e outras ferramentas tecnológicas devem ajudar as pessoas a executar tarefas mais rapidamente e com menor esforço. Mas, quando usada incorretamente, a tecnologia deixa de ser uma aliada e se torna inimiga. A ideia de que é possível manter-se o tempo todo em contato com o ambiente de trabalho, por meio de computadores pessoais ou de celulares, aumenta a ansiedade e a carga de tarefas realizadas fora do escritório — tarefas essas que, muitas vezes, poderiam ter sido eliminadas durante o expediente. “Achávamos que os avanços da tecnologia ajudariam a estender os momentos de lazer, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário”, diz Anderson Sant'Anna, da Fundação Dom Cabral. “O tempo dedicado aos problemas corporativos aumentou”, diz.

Antonio Lemos, gerente de vendas da Voith do Brasil, empresa de soluções gráficas, é desses profissionais que não conseguem desconectar: nunca desliga o celular, checa e-mails corporativos nos fins de semana e entra em contato com colegas de trabalho de madrugada. “Não me incomodo de estar online o tempo todo, uso qualquer brecha de tempo livre para ser mais produtivo”, diz Antonio. Esse uso desenfreado, no entanto, pode prejudicar a qualidade de vida. [...]

Para usar a tecnologia a seu favor e não se tornar um escravo dela, o ideal é estabelecer horários (e locais) para acessar a caixa postal corporativa e atender a chamados do escritório. O especialista em gestão de tempo Paulo Kretly, da consultoria FranklinCovey, aconselha: “Cheque os e-mails de trabalho apenas durante o expediente e estabeleça prioridades para as respostas. Usar assertivamente a tecnologia demanda reeducação e controle da ansiedade”. A mudança de hábito é mais difícil em empresas com cultura imediatista — se a liderança espera que você esteja sempre disponível, responder a um telefonema às 3 da manhã não é um favor, mas, sim, uma obrigação. Nesses casos, o melhor a fazer é estimular a mudança aos poucos. “Se houver abertura, converse com a chefia e mostre que é preciso ter tempo para as respostas, ainda mais quando você estiver fora do escritório”, diz Carlos Honorato. “As lideranças precisam começar a usar a tecnologia a serviço das pessoas, e não o contrário”, completa.

(TOZZI, Elisa. Por que ainda trabalhamos tanto? Vocesa.com.br.

São Paulo, ed.142, abr. 2010, p. 35-36. Adaptado.)

“A ideia de que é possível manter-se o tempo todo em contato com o ambiente de trabalho, por meio de computadores pessoais ou de celulares, aumenta a ansiedade e a carga de tarefas realizadas fora do escritório — tarefas essas que, muitas vezes, poderiam ter sido eliminadas durante o expediente.”

Considerando as informações apresentadas no fragmento acima, assinale a afirmativa CORRETA:

 

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2438136 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 3

Tecnologia do bem

Teoricamente, notebooks, smartphones e outras ferramentas tecnológicas devem ajudar as pessoas a executar tarefas mais rapidamente e com menor esforço. Mas, quando usada incorretamente, a tecnologia deixa de ser uma aliada e se torna inimiga. A ideia de que é possível manter-se o tempo todo em contato com o ambiente de trabalho, por meio de computadores pessoais ou de celulares, aumenta a ansiedade e a carga de tarefas realizadas fora do escritório — tarefas essas que, muitas vezes, poderiam ter sido eliminadas durante o expediente. “Achávamos que os avanços da tecnologia ajudariam a estender os momentos de lazer, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário”, diz Anderson Sant'Anna, da Fundação Dom Cabral. “O tempo dedicado aos problemas corporativos aumentou”, diz.

Antonio Lemos, gerente de vendas da Voith do Brasil, empresa de soluções gráficas, é desses profissionais que não conseguem desconectar: nunca desliga o celular, checa e-mails corporativos nos fins de semana e entra em contato com colegas de trabalho de madrugada. “Não me incomodo de estar online o tempo todo, uso qualquer brecha de tempo livre para ser mais produtivo”, diz Antonio. Esse uso desenfreado, no entanto, pode prejudicar a qualidade de vida. [...]

Para usar a tecnologia a seu favor e não se tornar um escravo dela, o ideal é estabelecer horários (e locais) para acessar a caixa postal corporativa e atender a chamados do escritório. O especialista em gestão de tempo Paulo Kretly, da consultoria FranklinCovey, aconselha: “Cheque os e-mails de trabalho apenas durante o expediente e estabeleça prioridades para as respostas. Usar assertivamente a tecnologia demanda reeducação e controle da ansiedade”. A mudança de hábito é mais difícil em empresas com cultura imediatista — se a liderança espera que você esteja sempre disponível, responder a um telefonema às 3 da manhã não é um favor, mas, sim, uma obrigação. Nesses casos, o melhor a fazer é estimular a mudança aos poucos. “Se houver abertura, converse com a chefia e mostre que é preciso ter tempo para as respostas, ainda mais quando você estiver fora do escritório”, diz Carlos Honorato. “As lideranças precisam começar a usar a tecnologia a serviço das pessoas, e não o contrário”, completa.

(TOZZI, Elisa. Por que ainda trabalhamos tanto? Vocesa.com.br.

São Paulo, ed.142, abr. 2010, p. 35-36. Adaptado.)

Teoricamente, notebooks, smartphones e outras ferramentas tecnológicas devem ajudar as pessoas a executar tarefas mais rapidamente e com menor esforço. Mas, quando usada incorretamente, a tecnologia deixa de ser uma aliada e se torna inimiga.”

O advérbio “teoricamente”, no texto, indica:

 

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2438135 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 2

Aos condôminos do Edifício Geraldo Gomes

A Solução Administração está comprando olho mágico para ser instalado nas portas dos apartamentos o custo para o serviço será de R$ 20,00 por apartamento, os condôminos que desejarem a instalação deveram entrar em contato com a administradora.

O texto 2 foi enviado aos condôminos por meio de um ofício escrito, se a administradora tivesse enviado via internet estaria:

 

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2438134 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 2

Aos condôminos do Edifício Geraldo Gomes

A Solução Administração está comprando olho mágico para ser instalado nas portas dos apartamentos o custo para o serviço será de R$ 20,00 por apartamento, os condôminos que desejarem a instalação deveram entrar em contato com a administradora.

Das reescritas processadas a partir do texto acima, assinale a alternativa que apresenta a reescrita CORRETA:

 

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2438133 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 1

O corpo fabricado

A criação de estruturas como fígado, traqueia, rins e vasos sanguíneos surge como alternativa
de tratamento para substituir partes danificadas do organismo por outras, novas e sadias

Uma das maiores ambições da medicina sempre foi conseguir trocar órgãos danificados por outros, novinhos, deixando o organismo permanentemente como uma espécie de carro zero-quilômetro. Pode parecer audacioso, mas grupos de cientistas envolvidos na concretização desse sonho estão demonstrando que isso é possível. Na segunda-feira 18, um desses times anunciou mais um passo importante nessa direção. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, o prestigiado MIT, dos Estados Unidos, informaram ao mundo a criação de um fígado humano artificial, fabricado completamente em laboratório. Os detalhes da façanha estão descritos na edição online do Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das mais respeitadas publicações científicas mundiais.

O órgão foi produzido a partir de uma mistura de hepácitos humanos (células que compõem o fígado) com fibroblastos (células de suporte) extraídas de ratos. Os exemplares foram implantados em cobaias usadas em testes de medicamentos. Normalmente, antes de um remédio ser aprovado, ele passa por várias etapas para a análise de sua segurança e eficácia.(d) As primeiras são realizadas em animais – comumente, em ratos. Mas, por mais semelhantes que sejam as respostas das cobaias e dos humanos às medicações, elas são exatamente as mesmas. Por isso a ideia dos pesquisadores americanos de produzir um fígado humano e implantá-lo nos camundongos.(a) Dessa maneira, as reações observadas serão ainda mais próximas das que serão manifestadas por um ser humano.

Esse foi o objetivo mais imediato do trabalho. E foi alcançado. Nos testes, os cientistas verificaram que o fígado artificial integrou-se ao organismo das cobaias cerca de uma semana após ser implantado. E foi capaz de se comportar como se fosse o fígado de um homem.(c) Os pesquisadores, porém, estão sonhando mais alto. “Acreditamos que este trabalho seja um passo para, no futuro, criarmos um fígado artificial que possa ser usado em pessoas doentes”, disse à ISTOÉ a cientista Alice Chen, uma das responsáveis pelo estudo. “Tivemos e continuaremos a ter esta meta”, completou.

A apresentação da experiência americana ocorreu apenas dez dias depois da divulgação de outro feito de igual impacto. Na sexta-feira 8, pesquisadores do Karolinska University Hospital, na Suécia, anunciaram a realização de um implante de uma traqueia totalmente fabricada em laboratório. O beneficiado foi um homem de 36 anos, pai de dois filhos. Ele sofria de um câncer na traqueia e não respondia mais aos tratamentos.(b) “Estava condenado à morte”, disse o médico Paolo Macchiarini, coordenador do procedimento. A traqueia doente foi extirpada, e a nova, sadia, colocada em seu lugar. [...] É verdade que ainda há muito o que caminhar, como ressaltou Alice Chen, do MIT, mas o fato é que a medicina regenerativa, como é chamado esse campo, vem colecionando conquistas em ritmo surpreendente.

(PEREIRA, Cilene; COSTA, Rachel. O corpo fabricado. Revista ISTOÉ.

São Paulo, ano 35, n. 2176, 27 jul. 2011, p. 76-78. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que NÃO há correspondência entre o termo em destaque e o valor lógico-semântico expresso entre parênteses:

 

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2438132 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 1

O corpo fabricado

A criação de estruturas como fígado, traqueia, rins e vasos sanguíneos surge como alternativa
de tratamento para substituir partes danificadas do organismo por outras, novas e sadias

Uma das maiores ambições da medicina sempre foi conseguir trocar órgãos danificados por outros, novinhos, deixando o organismo permanentemente como uma espécie de carro zero-quilômetro. Pode parecer audacioso, mas grupos de cientistas envolvidos na concretização desse sonho estão demonstrando que isso é possível. Na segunda-feira 18, um desses times anunciou mais um passo importante nessa direção. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, o prestigiado MIT, dos Estados Unidos, informaram ao mundo a criação de um fígado humano artificial, fabricado completamente em laboratório. Os detalhes da façanha estão descritos na edição online do Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das mais respeitadas publicações científicas mundiais.

O órgão foi produzido a partir de uma mistura de hepácitos humanos (células que compõem o fígado) com fibroblastos (células de suporte) extraídas de ratos. Os exemplares foram implantados em cobaias usadas em testes de medicamentos. Normalmente, antes de um remédio ser aprovado, ele passa por várias etapas para a análise de sua segurança e eficácia.(a) As primeiras são realizadas em animais – comumente, em ratos. Mas, por mais semelhantes que sejam as respostas das cobaias e dos humanos às medicações, elas são exatamente as mesmas.(b) Por isso a ideia dos pesquisadores americanos de produzir um fígado humano e implantá-lo nos camundongos. Dessa maneira, as reações observadas serão ainda mais próximas das que serão manifestadas por um ser humano.(d)

Esse foi o objetivo mais imediato do trabalho. E foi alcançado. Nos testes, os cientistas verificaram que o fígado artificial integrou-se ao organismo das cobaias cerca de uma semana após ser implantado.(c) E foi capaz de se comportar como se fosse o fígado de um homem. Os pesquisadores, porém, estão sonhando mais alto. “Acreditamos que este trabalho seja um passo para, no futuro, criarmos um fígado artificial que possa ser usado em pessoas doentes”, disse à ISTOÉ a cientista Alice Chen, uma das responsáveis pelo estudo. “Tivemos e continuaremos a ter esta meta”, completou.

A apresentação da experiência americana ocorreu apenas dez dias depois da divulgação de outro feito de igual impacto. Na sexta-feira 8, pesquisadores do Karolinska University Hospital, na Suécia, anunciaram a realização de um implante de uma traqueia totalmente fabricada em laboratório. O beneficiado foi um homem de 36 anos, pai de dois filhos. Ele sofria de um câncer na traqueia e não respondia mais aos tratamentos. “Estava condenado à morte”, disse o médico Paolo Macchiarini, coordenador do procedimento. A traqueia doente foi extirpada, e a nova, sadia, colocada em seu lugar. [...] É verdade que ainda há muito o que caminhar, como ressaltou Alice Chen, do MIT, mas o fato é que a medicina regenerativa, como é chamado esse campo, vem colecionando conquistas em ritmo surpreendente.

(PEREIRA, Cilene; COSTA, Rachel. O corpo fabricado. Revista ISTOÉ.

São Paulo, ano 35, n. 2176, 27 jul. 2011, p. 76-78. Adaptado.)

Assinale, entre as passagens extraídas do texto, aquela que NÃO apresenta o objetivo mais imediato da pesquisa divulgada:

 

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2438131 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 1

O corpo fabricado

A criação de estruturas como fígado, traqueia, rins e vasos sanguíneos surge como alternativa
de tratamento para substituir partes danificadas do organismo por outras, novas e sadias

Uma das maiores ambições da medicina sempre foi conseguir trocar órgãos danificados por outros, novinhos, deixando o organismo permanentemente como uma espécie de carro zero-quilômetro. Pode parecer audacioso, mas grupos de cientistas envolvidos na concretização desse sonho estão demonstrando que isso é possível. Na segunda-feira 18, um desses times anunciou mais um passo importante nessa direção. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, o prestigiado MIT, dos Estados Unidos, informaram ao mundo a criação de um fígado humano artificial, fabricado completamente em laboratório. Os detalhes da façanha estão descritos na edição online do Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das mais respeitadas publicações científicas mundiais.

O órgão foi produzido a partir de uma mistura de hepácitos humanos (células que compõem o fígado) com fibroblastos (células de suporte) extraídas de ratos. Os exemplares foram implantados em cobaias usadas em testes de medicamentos. Normalmente, antes de um remédio ser aprovado, ele passa por várias etapas para a análise de sua segurança e eficácia. As primeiras são realizadas em animais – comumente, em ratos. Mas, por mais semelhantes que sejam as respostas das cobaias e dos humanos às medicações, elas são exatamente as mesmas. Por isso a ideia dos pesquisadores americanos de produzir um fígado humano e implantá-lo nos camundongos. Dessa maneira, as reações observadas serão ainda mais próximas das que serão manifestadas por um ser humano.

Esse foi o objetivo mais imediato do trabalho. E foi alcançado. Nos testes, os cientistas verificaram que o fígado artificial integrou-se ao organismo das cobaias cerca de uma semana após ser implantado. E foi capaz de se comportar como se fosse o fígado de um homem. Os pesquisadores, porém, estão sonhando mais alto. “Acreditamos que este trabalho seja um passo para, no futuro, criarmos um fígado artificial que possa ser usado em pessoas doentes”, disse à ISTOÉ a cientista Alice Chen, uma das responsáveis pelo estudo. “Tivemos e continuaremos a ter esta meta”, completou.

A apresentação da experiência americana ocorreu apenas dez dias depois da divulgação de outro feito de igual impacto. Na sexta-feira 8, pesquisadores do Karolinska University Hospital, na Suécia, anunciaram a realização de um implante de uma traqueia totalmente fabricada em laboratório. O beneficiado foi um homem de 36 anos, pai de dois filhos. Ele sofria de um câncer na traqueia e não respondia mais aos tratamentos. “Estava condenado à morte”, disse o médico Paolo Macchiarini, coordenador do procedimento. A traqueia doente foi extirpada, e a nova, sadia, colocada em seu lugar. [...] É verdade que ainda há muito o que caminhar, como ressaltou Alice Chen, do MIT, mas o fato é que a medicina regenerativa, como é chamado esse campo, vem colecionando conquistas em ritmo surpreendente.

(PEREIRA, Cilene; COSTA, Rachel. O corpo fabricado. Revista ISTOÉ.

São Paulo, ano 35, n. 2176, 27 jul. 2011, p. 76-78. Adaptado.)

“O órgão foi produzido a partir de uma mistura de hepácitos humanos (células que compõem o fígado) com fibroblastos (células de suporte) extraídas de ratos.”

As informações entre parênteses, no fragmento acima, servem para:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2438130 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 1

O corpo fabricado

A criação de estruturas como fígado, traqueia, rins e vasos sanguíneos surge como alternativa
de tratamento para substituir partes danificadas do organismo por outras, novas e sadias

Uma das maiores ambições da medicina sempre foi conseguir trocar órgãos danificados por outros, novinhos, deixando o organismo permanentemente como uma espécie de carro zero-quilômetro. Pode parecer audacioso, mas grupos de cientistas envolvidos na concretização desse sonho(a) estão demonstrando que isso é possível. Na segunda-feira 18, um desses times anunciou mais um passo importante nessa direção. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, o prestigiado MIT, dos Estados Unidos, informaram ao mundo a criação de um fígado humano artificial, fabricado completamente em laboratório. Os detalhes da façanha estão descritos na edição online do Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das mais respeitadas publicações científicas mundiais.

O órgão foi produzido a partir de uma mistura de hepácitos humanos (células que compõem o fígado) com fibroblastos (células de suporte) extraídas de ratos. Os exemplares foram implantados em cobaias usadas em testes de medicamentos. Normalmente, antes de um remédio ser aprovado, ele passa por várias etapas(b) para a análise de sua segurança e eficácia. As primeiras são realizadas em animais – comumente, em ratos. Mas, por mais semelhantes que sejam as respostas das cobaias e dos humanos às medicações, elas são exatamente as mesmas. Por isso a ideia dos pesquisadores americanos de produzir um fígado humano e implantá-lo(c) nos camundongos. Dessa maneira, as reações observadas serão ainda mais próximas das que serão manifestadas por um ser humano.

Esse foi o objetivo mais imediato do trabalho. E foi alcançado. Nos testes, os cientistas verificaram que o fígado artificial integrou-se ao organismo das cobaias(d) cerca de uma semana após ser implantado. E foi capaz de se comportar como se fosse o fígado de um homem. Os pesquisadores, porém, estão sonhando mais alto. “Acreditamos que este trabalho seja um passo para, no futuro, criarmos um fígado artificial que possa ser usado em pessoas doentes”, disse à ISTOÉ a cientista Alice Chen, uma das responsáveis pelo estudo. “Tivemos e continuaremos a ter esta meta”, completou.

A apresentação da experiência americana ocorreu apenas dez dias depois da divulgação de outro feito de igual impacto. Na sexta-feira 8, pesquisadores do Karolinska University Hospital, na Suécia, anunciaram a realização de um implante de uma traqueia totalmente fabricada em laboratório. O beneficiado foi um homem de 36 anos, pai de dois filhos. Ele sofria de um câncer na traqueia e não respondia mais aos tratamentos. “Estava condenado à morte”, disse o médico Paolo Macchiarini, coordenador do procedimento. A traqueia doente foi extirpada, e a nova, sadia, colocada em seu lugar. [...] É verdade que ainda há muito o que caminhar, como ressaltou Alice Chen, do MIT, mas o fato é que a medicina regenerativa, como é chamado esse campo, vem colecionando conquistas em ritmo surpreendente.

(PEREIRA, Cilene; COSTA, Rachel. O corpo fabricado. Revista ISTOÉ.

São Paulo, ano 35, n. 2176, 27 jul. 2011, p. 76-78. Adaptado.)

Assinale a alternativa em que NÃO há correspondência entre o termo em destaque e o recurso coesivo expresso entre parênteses:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2438129 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Texto 1

O corpo fabricado

A criação de estruturas como fígado, traqueia, rins e vasos sanguíneos surge como alternativa
de tratamento para substituir partes danificadas do organismo por outras, novas e sadias

Uma das maiores ambições da medicina sempre foi conseguir trocar órgãos danificados por outros, novinhos, deixando o organismo permanentemente como uma espécie de carro zero-quilômetro. Pode parecer audacioso, mas grupos de cientistas envolvidos na concretização desse sonho estão demonstrando que isso é possível. Na segunda-feira 18, um desses times anunciou mais um passo importante nessa direção. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, o prestigiado MIT, dos Estados Unidos, informaram ao mundo a criação de um fígado humano artificial, fabricado completamente em laboratório. Os detalhes da façanha estão descritos na edição online do Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das mais respeitadas publicações científicas mundiais.

O órgão foi produzido a partir de uma mistura de hepácitos humanos (células que compõem o fígado) com fibroblastos (células de suporte) extraídas de ratos. Os exemplares foram implantados em cobaias usadas em testes de medicamentos. Normalmente, antes de um remédio ser aprovado, ele passa por várias etapas para a análise de sua segurança e eficácia. As primeiras são realizadas em animais – comumente, em ratos. Mas, por mais semelhantes que sejam as respostas das cobaias e dos humanos às medicações, elas são exatamente as mesmas. Por isso a ideia dos pesquisadores americanos de produzir um fígado humano e implantá-lo nos camundongos. Dessa maneira, as reações observadas serão ainda mais próximas das que serão manifestadas por um ser humano.

Esse foi o objetivo mais imediato do trabalho. E foi alcançado. Nos testes, os cientistas verificaram que o fígado artificial integrou-se ao organismo das cobaias cerca de uma semana após ser implantado. E foi capaz de se comportar como se fosse o fígado de um homem. Os pesquisadores, porém, estão sonhando mais alto. “Acreditamos que este trabalho seja um passo para, no futuro, criarmos um fígado artificial que possa ser usado em pessoas doentes”, disse à ISTOÉ a cientista Alice Chen, uma das responsáveis pelo estudo. “Tivemos e continuaremos a ter esta meta”, completou.

A apresentação da experiência americana ocorreu apenas dez dias depois da divulgação de outro feito de igual impacto. Na sexta-feira 8, pesquisadores do Karolinska University Hospital, na Suécia, anunciaram a realização de um implante de uma traqueia totalmente fabricada em laboratório. O beneficiado foi um homem de 36 anos, pai de dois filhos. Ele sofria de um câncer na traqueia e não respondia mais aos tratamentos. “Estava condenado à morte”, disse o médico Paolo Macchiarini, coordenador do procedimento. A traqueia doente foi extirpada, e a nova, sadia, colocada em seu lugar. [...] É verdade que ainda há muito o que caminhar, como ressaltou Alice Chen, do MIT, mas o fato é que a medicina regenerativa, como é chamado esse campo, vem colecionando conquistas em ritmo surpreendente.

(PEREIRA, Cilene; COSTA, Rachel. O corpo fabricado. Revista ISTOÉ.

São Paulo, ano 35, n. 2176, 27 jul. 2011, p. 76-78. Adaptado.)

Assinale a alternativa que apresenta o objetivo comunicativo do texto:

 

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