Foram encontradas 356 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
O romance Macunaíma, de Mário de Andrade, retrata o Brasil na sua realidade social e linguística.
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O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
Preservam-se a coerência de argumentação e a correção gramatical do texto ao se substituir “com a qual” por em que.
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O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
Assim como o cinema, o teatro sofreu uma asfixia causada pela censura e pela repressão durante o regime militar aludido no texto. Os grupos teatrais Oficina e Arena, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e propor uma nova formação do ator, foram vítimas do regime autoritário.
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O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
Com mais de duas décadas de existência, o regime militar instaurado em 1964, ao qual o texto alude, passou por fases distintas e, especialmente sob a égide do AI 5, exerceu forte censura sobre as diversas formas de expressão artística.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
Mário de Andrade foi não só um poeta, mas também um teórico do movimento modernista brasileiro.
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O cinema nunca foi totalmente mudo. Só não tinha fala. Som, sempre teve. É quase que instintivo, natural, do homem associar som a imagens, e vice-versa. No cinema, só imagem ou só som causava estranhamento, assim como hoje causa-nos desconforto assistir a uma projeção muda, a não ser que seja pelo interesse histórico. (...)
Uma das conquistas do cinema sonoro foi a descoberta do silêncio — o silêncio de quando se espera ou se imagina uma coisa. No tempo do silencioso, ignorava-se o silêncio: havia sempre, nas salas de projeção, o pano de boca da orquestrinha, como hoje o pano de fundo musical. Me ocorre tudo isso ao ver Frenesi, o último filme de mestre Hitchcock, que, Deus o abençoe, não criou mofo com a velhice. Há, neste filme, uma esquina terrivelmente silenciosa, sem ninguém. E uma escada deserta, por onde sente-se que o silêncio vai subindo. Um truque da objetiva, sim, mas pura magia do mestre. Aliás, o silêncio é que torna tão impressionante — tão de outro mundo — uma rua numa tela. Que torna tão encantadoras as crianças daquelas cenas familiares pintadas pelo velho Renoir. E, mesmo lendo-se um romance, ouvindo-se um drama, nós o fazemos em um silêncio de almas desencarnadas, isto é, quando nos vemos livres de nós mesmos. Esse, o milagre da arte. E, diante disto, bem se poderia dizer que toda a arte é feita de silêncio — inclusive a música.
Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 2005, p. 558.
Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, de Mário Quintana, julgue o próximo item.
Segundo o autor do texto, o silêncio no cinema só se tornou possível graças ao advento do cinema sonoro.
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O cinema nunca foi totalmente mudo. Só não tinha fala. Som, sempre teve. É quase que instintivo, natural, do homem associar som a imagens, e vice-versa. No cinema, só imagem ou só som causava estranhamento, assim como hoje causa-nos desconforto assistir a uma projeção muda, a não ser que seja pelo interesse histórico. (...)
Uma das conquistas do cinema sonoro foi a descoberta do silêncio — o silêncio de quando se espera ou se imagina uma coisa. No tempo do silencioso, ignorava-se o silêncio: havia sempre, nas salas de projeção, o pano de boca da orquestrinha, como hoje o pano de fundo musical. Me ocorre tudo isso ao ver Frenesi, o último filme de mestre Hitchcock, que, Deus o abençoe, não criou mofo com a velhice. Há, neste filme, uma esquina terrivelmente silenciosa, sem ninguém. E uma escada deserta, por onde sente-se que o silêncio vai subindo. Um truque da objetiva, sim, mas pura magia do mestre. Aliás, o silêncio é que torna tão impressionante — tão de outro mundo — uma rua numa tela. Que torna tão encantadoras as crianças daquelas cenas familiares pintadas pelo velho Renoir. E, mesmo lendo-se um romance, ouvindo-se um drama, nós o fazemos em um silêncio de almas desencarnadas, isto é, quando nos vemos livres de nós mesmos. Esse, o milagre da arte. E, diante disto, bem se poderia dizer que toda a arte é feita de silêncio — inclusive a música.
Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 2005, p. 558.
Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, de Mário Quintana, julgue o próximo item.
Infere-se do texto que o silêncio, no cinema sonoro, adquire consistência ao ser usado como recurso da narrativa.
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O cinema nunca foi totalmente mudo. Só não tinha fala. Som, sempre teve. É quase que instintivo, natural, do homem associar som a imagens, e vice-versa. No cinema, só imagem ou só som causava estranhamento, assim como hoje causa-nos desconforto assistir a uma projeção muda, a não ser que seja pelo interesse histórico. (...)
Uma das conquistas do cinema sonoro foi a descoberta do silêncio — o silêncio de quando se espera ou se imagina uma coisa. No tempo do silencioso, ignorava-se o silêncio: havia sempre, nas salas de projeção, o pano de boca da orquestrinha, como hoje o pano de fundo musical. Me ocorre tudo isso ao ver Frenesi, o último filme de mestre Hitchcock, que, Deus o abençoe, não criou mofo com a velhice. Há, neste filme, uma esquina terrivelmente silenciosa, sem ninguém. E uma escada deserta, por onde sente-se que o silêncio vai subindo. Um truque da objetiva, sim, mas pura magia do mestre. Aliás, o silêncio é que torna tão impressionante — tão de outro mundo — uma rua numa tela. Que torna tão encantadoras as crianças daquelas cenas familiares pintadas pelo velho Renoir. E, mesmo lendo-se um romance, ouvindo-se um drama, nós o fazemos em um silêncio de almas desencarnadas, isto é, quando nos vemos livres de nós mesmos. Esse, o milagre da arte. E, diante disto, bem se poderia dizer que toda a arte é feita de silêncio — inclusive a música.
Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 2005, p. 558.
Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, de Mário Quintana, julgue o próximo item.
Seria preservada a coerência entre as ideias do texto, mas seriam alterados o estilo e o nível de formalidade da linguagem usada no fragmento se, em lugar de “Me ocorre tudo isso”, o autor tivesse escrito Tudo isso me ocorre.
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O cinema nunca foi totalmente mudo. Só não tinha fala. Som, sempre teve. É quase que instintivo, natural, do homem associar som a imagens, e vice-versa. No cinema, só imagem ou só som causava estranhamento, assim como hoje causa-nos desconforto assistir a uma projeção muda, a não ser que seja pelo interesse histórico. (...)
Uma das conquistas do cinema sonoro foi a descoberta do silêncio — o silêncio de quando se espera ou se imagina uma coisa. No tempo do silencioso, ignorava-se o silêncio: havia sempre, nas salas de projeção, o pano de boca da orquestrinha, como hoje o pano de fundo musical. Me ocorre tudo isso ao ver Frenesi, o último filme de mestre Hitchcock, que, Deus o abençoe, não criou mofo com a velhice. Há, neste filme, uma esquina terrivelmente silenciosa, sem ninguém. E uma escada deserta, por onde sente-se que o silêncio vai subindo. Um truque da objetiva, sim, mas pura magia do mestre. Aliás, o silêncio é que torna tão impressionante — tão de outro mundo — uma rua numa tela. Que torna tão encantadoras as crianças daquelas cenas familiares pintadas pelo velho Renoir. E, mesmo lendo-se um romance, ouvindo-se um drama, nós o fazemos em um silêncio de almas desencarnadas, isto é, quando nos vemos livres de nós mesmos. Esse, o milagre da arte. E, diante disto, bem se poderia dizer que toda a arte é feita de silêncio — inclusive a música.
Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 2005, p. 558.
Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, de Mário Quintana, julgue o próximo item.
As formas verbais “havia” e “Há” concordam, respectivamente, com as expressões “pano de boca” e “uma esquina”, as quais exercem a função de sujeito.
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O cinema nunca foi totalmente mudo. Só não tinha fala. Som, sempre teve. É quase que instintivo, natural, do homem associar som a imagens, e vice-versa. No cinema, só imagem ou só som causava estranhamento, assim como hoje causa-nos desconforto assistir a uma projeção muda, a não ser que seja pelo interesse histórico. (...)
Uma das conquistas do cinema sonoro foi a descoberta do silêncio — o silêncio de quando se espera ou se imagina uma coisa. No tempo do silencioso, ignorava-se o silêncio: havia sempre, nas salas de projeção, o pano de boca da orquestrinha, como hoje o pano de fundo musical. Me ocorre tudo isso ao ver Frenesi, o último filme de mestre Hitchcock, que, Deus o abençoe, não criou mofo com a velhice. Há, neste filme, uma esquina terrivelmente silenciosa, sem ninguém. E uma escada deserta, por onde sente-se que o silêncio vai subindo. Um truque da objetiva, sim, mas pura magia do mestre. Aliás, o silêncio é que torna tão impressionante — tão de outro mundo — uma rua numa tela. Que torna tão encantadoras as crianças daquelas cenas familiares pintadas pelo velho Renoir. E, mesmo lendo-se um romance, ouvindo-se um drama, nós o fazemos em um silêncio de almas desencarnadas, isto é, quando nos vemos livres de nós mesmos. Esse, o milagre da arte. E, diante disto, bem se poderia dizer que toda a arte é feita de silêncio — inclusive a música.
Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 2005, p. 558.
Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, de Mário Quintana, julgue o próximo item.
A recorrência ao uso do pronome se, como marca de indeterminação do agente da ação verbal, em “se espera”, “se imagina”, “sente-se”, “lendo-se” e em “se poderia dizer", tem o efeito de ressaltar, na organização textual, que não é relevante identificar-se quem pratica a ação, mas, sim, que esta é praticada.
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