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Em 2017, completam-se 500 anos desde que o alemão Martinho Lutero (1483-1546) desencadeou uma revolução religiosa. A jornalista Miriam Leitão, filha de um pastor presbiteriano, escreveu: “Como em toda revolução, o ato inicial da Reforma Protestante foi feito sem que o padre e professor Martinho Lutero tivesse a noção da dimensão das transformações das quais aquele momento seria o marco inaugural. Ele queria o debate. E, por isso, afixou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg, em um texto em que convidava quem não pudesse estar presente a apresentar suas ideias por escrito. Suas teses eram curtas, mas profundas. Como a de número 76: ‘As indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais’. Foi o começo do fim de uma era.”.
O Globo, 1.o/1/2017, p. 13 (com adaptações).
Considerando o trecho de texto precedente, julgue o item.
Ao afirmar que o ano de 1517 marcou “o começo do fim de uma era”, o texto refere-se ao fato de que a reforma religiosa iniciada por Lutero rompeu com a hegemonia exercida pela Igreja Católica no cristianismo europeu medieval e deu origem ao protestantismo. Esse rompimento suscitou um contexto de intolerância que provocou guerras religiosas na Europa ao longo da Idade Moderna.
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Há aproximadamente mil anos, no auge do Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser treinado para tocar várias músicas usando instruções codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente. Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era programável [A]. Conceitualmente, esse foi um imenso salto adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou possível com essa invenção [B]. Esse conceito incrivelmente poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de guerra, de conquista [C] ou de uma necessidade [D]. De forma alguma, ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música. De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu redor. Devido a essa busca, muitas experiências que começaram como simples prazer e diversão, por fim, resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
A palavra “busca” é formada pelo mesmo processo de derivação a partir do qual se forma a palavra
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Há aproximadamente mil anos, no auge do Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser treinado para tocar várias músicas usando instruções codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente. Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era programável. Conceitualmente, esse foi um imenso salto adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou possível com essa invenção. Esse conceito incrivelmente poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de guerra, de conquista ou de uma necessidade. De forma alguma, ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música. De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu redor. Devido a essa busca, muitas experiências que começaram como simples prazer e diversão, por fim, resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
A importância da música deve-se ao fato de que, graças a ela, surgiu a ideia de máquina programável e desenvolveram-se os conceitos de hardware e de software.
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Há aproximadamente mil anos, no auge do Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser treinado para tocar várias músicas usando instruções codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente. Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era programável. Conceitualmente, esse foi um imenso salto adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou possível com essa invenção. Esse conceito incrivelmente poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de guerra, de conquista ou de uma necessidade. De forma alguma, ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música. De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu redor. Devido a essa busca, muitas experiências que começaram como simples prazer e diversão, por fim, resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
Conforme o texto, tanto um estado de espírito lúdico na busca por novas possibilidades quanto a necessidade podem propiciar invenções.
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Há aproximadamente mil anos, no auge do Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser treinado para tocar várias músicas usando instruções codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente. Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era programável. Conceitualmente, esse foi um imenso salto adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou possível com essa invenção. Esse conceito incrivelmente poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de guerra, de conquista ou de uma necessidade. De forma alguma, ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música. De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu redor. Devido a essa busca, muitas experiências que começaram como simples prazer e diversão, por fim, resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
O ponto de vista segundo o qual grandes invenções, ideias revolucionárias ou tecnologias transformadoras nem sempre surgem como resposta a necessidades é validado, no texto, por meio da estratégia argumentativa da exemplificação.
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Há aproximadamente mil anos, no auge do Renascimento islâmico, três irmãos em Bagdá projetaram um dispositivo que era um órgão automatizado. Eles o chamaram “o instrumento que toca sozinho”. O instrumento era basicamente uma caixa de música gigante. O órgão podia ser treinado para tocar várias músicas usando instruções codificadas por meio de pinos colocados em um cilindro giratório. Para a máquina tocar uma música diferente, era só trocar um cilindro por outro com uma codificação diferente. Esse foi o primeiro instrumento desse tipo. Ele era programável. Conceitualmente, esse foi um imenso salto adiante. Toda a ideia de hardware e de software se tornou possível com essa invenção. Esse conceito incrivelmente poderoso não veio para nós na forma de um instrumento de guerra, de conquista ou de uma necessidade. De forma alguma, ele veio do estranho prazer de ver uma máquina tocar música. De fato, a ideia de máquinas programáveis foi mantida viva exclusivamente pela música por aproximadamente setecentos anos.
Existe uma longa lista de ideias e de tecnologias transformadoras que vieram de brincadeiras: os museus públicos, a borracha, a teoria das probabilidades, o negócio de seguros e muito mais. A necessidade nem sempre é a mãe da invenção. Um estado de espírito lúdico é fundamentalmente exploratório e busca novas possibilidades no mundo ao seu redor. Devido a essa busca, muitas experiências que começaram como simples prazer e diversão, por fim, resultaram em grandes avanços.
Stephen Johnson. O paraíso lúdico por trás das grandes invenções. Internet: <www.ted.com>.
Tomando como base o fragmento de texto acima, julgue o item.
A substituição do pronome “o” por lhe manteria a correção gramatical do período.
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Em outubro de 1917, os bolcheviques (maioria, em russo) lideraram uma revolução, invadiram o palácio do czar, subiram pelas escadarias e derrubaram séculos de absolutismo, instalando um governo de operários e camponeses.
Tudo mentira. Os bolcheviques não eram maioria, o czar não morava no palácio de inverno (ele abdicara em março e estava preso a quilômetros de distância). Em outubro de 1917, não havia mais monarquia [A], e a Rússia era uma república mambembe [B]. Os poucos revoltosos entraram no palácio por janelas laterais, e o prédio não estava guarnecido por tropa capaz de defendê-lo. A cena da tomada do palácio [C], com uma heroica multidão subindo sua escadaria, foi uma invenção do cineasta Sergei Eisenstein [D]. Ele teve a ajuda de cinco mil figurantes, e a filmagem, em 1928, causou mais danos ao palácio que a sua tomada em 1917. A grandiosidade de Eisenstein fez que suas cenografias engolissem a realidade. O massacre da escadaria de Odessa, do Encouraçado Potemkin, também não aconteceu.
Elio Gaspari. O centenário da Rússia de 1917. In: O Globo, 11/1/2017, p. 16 (com adaptações).
Tendo o trecho precedente como referência, assinale a opção correta.
Assinale a opção que associa corretamente os termos presentes no segundo parágrafo do texto às suas funções sintáticas.
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Em outubro de 1917, os bolcheviques (maioria, em russo) lideraram uma revolução, invadiram o palácio do czar, subiram pelas escadarias e derrubaram séculos de absolutismo, instalando um governo de operários e camponeses.
Tudo mentira. Os bolcheviques não eram maioria, o czar não morava no palácio de inverno (ele abdicara em março e estava preso a quilômetros de distância). Em outubro de 1917, não havia mais monarquia, e a Rússia era uma república mambembe. Os poucos revoltosos entraram no palácio por janelas laterais, e o prédio não estava guarnecido por tropa capaz de defendê-lo. A cena da tomada do palácio, com uma heroica multidão subindo sua escadaria, foi uma invenção do cineasta Sergei Eisenstein. Ele teve a ajuda de cinco mil figurantes, e a filmagem, em 1928, causou mais danos ao palácio que a sua tomada em 1917. A grandiosidade de Eisenstein fez que suas cenografias engolissem a realidade. O massacre da escadaria de Odessa, do Encouraçado Potemkin, também não aconteceu.
Elio Gaspari. O centenário da Rússia de 1917. In: O Globo, 11/1/2017, p. 16 (com adaptações).
Tendo o trecho precedente como referência, julgue o item.
Conforme a teoria marxista, a transição ao comunismo se iniciaria com o levante do proletariado frente ao esgotamento do sistema capitalista e a subsequente instauração de um governo proletário. Assim, a ausência de um proletariado organizado na Rússia se colocava como um desafio para a revolução concebida pela teoria marxista.
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Em outubro de 1917, os bolcheviques (maioria, em russo) lideraram uma revolução, invadiram o palácio do czar, subiram pelas escadarias e derrubaram séculos de absolutismo, instalando um governo de operários e camponeses.
Tudo mentira. Os bolcheviques não eram maioria, o czar não morava no palácio de inverno (ele abdicara em março e estava preso a quilômetros de distância). Em outubro de 1917, não havia mais monarquia, e a Rússia era uma república mambembe. Os poucos revoltosos entraram no palácio por janelas laterais, e o prédio não estava guarnecido por tropa capaz de defendê-lo. A cena da tomada do palácio, com uma heroica multidão subindo sua escadaria, foi uma invenção do cineasta Sergei Eisenstein. Ele teve a ajuda de cinco mil figurantes, e a filmagem, em 1928, causou mais danos ao palácio que a sua tomada em 1917. A grandiosidade de Eisenstein fez que suas cenografias engolissem a realidade. O massacre da escadaria de Odessa, do Encouraçado Potemkin, também não aconteceu.
Elio Gaspari. O centenário da Rússia de 1917. In: O Globo, 11/1/2017, p. 16 (com adaptações).
Tendo o trecho precedente como referência, julgue o item.
A partir da publicação do Manifesto Comunista, o socialismo de inspiração marxista se expandiu e, na esteira da derrota francesa na guerra franco-prussiana, sobressaiu-se ao concorrente movimento anarquista, confirmando suas teses com a vitoriosa e duradoura Comuna de Paris.
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Em outubro de 1917, os bolcheviques (maioria, em russo) lideraram uma revolução, invadiram o palácio do czar, subiram pelas escadarias e derrubaram séculos de absolutismo, instalando um governo de operários e camponeses.
Tudo mentira. Os bolcheviques não eram maioria, o czar não morava no palácio de inverno (ele abdicara em março e estava preso a quilômetros de distância). Em outubro de 1917, não havia mais monarquia, e a Rússia era uma república mambembe. Os poucos revoltosos entraram no palácio por janelas laterais, e o prédio não estava guarnecido por tropa capaz de defendê-lo. A cena da tomada do palácio, com uma heroica multidão subindo sua escadaria, foi uma invenção do cineasta Sergei Eisenstein. Ele teve a ajuda de cinco mil figurantes, e a filmagem, em 1928, causou mais danos ao palácio que a sua tomada em 1917. A grandiosidade de Eisenstein fez que suas cenografias engolissem a realidade. O massacre da escadaria de Odessa, do Encouraçado Potemkin, também não aconteceu.
Elio Gaspari. O centenário da Rússia de 1917. In: O Globo, 11/1/2017, p. 16 (com adaptações).
Tendo o trecho precedente como referência, julgue o item.
Ao lado do liberalismo e do nacionalismo, o socialismo foi uma das grandes expressões ideológicas do século XIX no Ocidente. Enquanto os dois primeiros correspondem à crescente afirmação da ordem burguesa, o socialismo foi um contraponto à consolidação do capitalismo como sistema econômico dominante a partir da Revolução Industrial.
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