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Os transportes foram fundamentais para a evolução do Estado-nação, o que explica algumas diferenças da história britânica com relação a seus vizinhos europeus, bem como a percepção de se configurar um caso específico. Isso ajudou a determinar o pronto sucesso da Inglaterra como entidade política, seus padrões de mobilidade social e geográfica e a forte integração econômica, o que ajudou a fazer da Grã-Bretanha a primeira nação industrial.
John Cannon. Transport. In: The Oxford companion to british history.
Oxford/New York: Oxford University Press, 1997, p. 931-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir.
A Segunda Revolução Industrial está associada ao domínio técnico da metalurgia, principalmente do aço, elemento fundamental para o desenvolvimento da Grã-Bretanha como potência.
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Estimamos que as mitologias, mais que as ciências e as filosofias, encerram, junto com as religiões, as grandes elucidações da essência humana. Aí as culturas, geração após geração, projetaram grandes visões, acumularam reflexões, fizeram aprofundamentos e os passaram a seus pósteros. Souberam usar uma linguagem plástica — com imagens tiradas das profundezas do inconsciente coletivo — acessível a todas as idades e a todos os tempos. Além das visões e dos símbolos, suscitaram e continuam suscitando grandes emoções.
Não é seguro que nós, modernos, com nossa inteligência instrumental, com nossa tradição de pesquisa empírica, de crítica e de acumulação de saberes sobre praticamente tudo, conheçamos mais o ser humano que os antigos formuladores de mitos. Esses se revelaram observadores meticulosos e sábios exímios de cada situação e de cada dobra da existência. Convém revisitá-los, valorizar suas contribuições e escutar suas lições, sempre atuais.
Leonardo Boff. Saber cuidar: ética do humano — compaixão
pela Terra. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 36-7 (com adaptações).
Tendo esse texto como referência inicial, julgue o item a seguir.
O autor do texto estabelece uma contraposição entre as construções mitológicas e as científicas a partir, respectivamente, do emprego dos termos “emoções e “instrumental”, referindo-se, implicitamente, ao processo no qual as ciências, em geral, e a sociologia, em particular, se envolveram, durante todo o século XIX, para se libertarem de elementos que impregnassem de elevados graus de subjetividade as suas análises.
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Estimamos que as mitologias, mais que as ciências e as filosofias, encerram, junto com as religiões, as grandes elucidações da essência humana. Aí as culturas, geração após geração, projetaram grandes visões, acumularam reflexões, fizeram aprofundamentos e os passaram a seus pósteros. Souberam usar uma linguagem plástica — com imagens tiradas das profundezas do inconsciente coletivo — acessível a todas as idades e a todos os tempos. Além das visões e dos símbolos, suscitaram e continuam suscitando grandes emoções.
Não é seguro que nós, modernos, com nossa inteligência instrumental, com nossa tradição de pesquisa empírica, de crítica e de acumulação de saberes sobre praticamente tudo, conheçamos mais o ser humano que os antigos formuladores de mitos. Esses se revelaram observadores meticulosos e sábios exímios de cada situação e de cada dobra da existência. Convém revisitá-los, valorizar suas contribuições e escutar suas lições, sempre atuais.
Leonardo Boff. Saber cuidar: ética do humano — compaixão
pela Terra. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 36-7 (com adaptações).
Tendo esse texto como referência inicial, julgue o item a seguir.
A ideia de “inconsciente coletivo” está relacionada ao princípio sociológico básico de que há forças na sociedade que extrapolam as determinações puramente pessoais.
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Estimamos que as mitologias, mais que as ciências e as filosofias, encerram, junto com as religiões, as grandes elucidações da essência humana. Aí as culturas, geração após geração, projetaram grandes visões, acumularam reflexões, fizeram aprofundamentos e os passaram a seus pósteros. Souberam usar uma linguagem plástica — com imagens tiradas das profundezas do inconsciente coletivo — acessível a todas as idades e a todos os tempos. Além das visões e dos símbolos, suscitaram e continuam suscitando grandes emoções.
Não é seguro que nós, modernos, com nossa inteligência instrumental, com nossa tradição de pesquisa empírica, de crítica e de acumulação de saberes sobre praticamente tudo, conheçamos mais o ser humano que os antigos formuladores de mitos. Esses se revelaram observadores meticulosos e sábios exímios de cada situação e de cada dobra da existência. Convém revisitá-los, valorizar suas contribuições e escutar suas lições, sempre atuais.
Leonardo Boff. Saber cuidar: ética do humano — compaixão
pela Terra. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 36-7 (com adaptações).
Tendo esse texto como referência inicial, julgue o item a seguir.
Depreende-se do texto que o autor defende os princípios de uma sociologia de viés positivista.
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Estimamos que as mitologias, mais que as ciências e as filosofias, encerram, junto com as religiões, as grandes elucidações da essência humana. Aí as culturas, geração após geração, projetaram grandes visões, acumularam reflexões, fizeram aprofundamentos e os passaram a seus pósteros. Souberam usar uma linguagem plástica — com imagens tiradas das profundezas do inconsciente coletivo — acessível a todas as idades e a todos os tempos. Além das visões e dos símbolos, suscitaram e continuam suscitando grandes emoções.
Não é seguro que nós, modernos, com nossa inteligência instrumental, com nossa tradição de pesquisa empírica, de crítica e de acumulação de saberes sobre praticamente tudo, conheçamos mais o ser humano que os antigos formuladores de mitos. Esses se revelaram observadores meticulosos e sábios exímios de cada situação e de cada dobra da existência. Convém revisitá-los, valorizar suas contribuições e escutar suas lições, sempre atuais.
Leonardo Boff. Saber cuidar: ética do humano — compaixão
pela Terra. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 36-7 (com adaptações).
Tendo esse texto como referência inicial, julgue o item a seguir.
No texto, é estabelecida, do ponto de vista lógico, uma premissa essencialista como garantia de que as lições dos mitos continuam sempre atuais.
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Texto I
Vivendo provavelmente no século VIII a.C., costumava peregrinar pelas cortes e pelas ágoras, mercados públicos das cidades daquela época, a repetir, em estrofes candentes, entusiastas, cosendo os cantos uns nos outros, os memoráveis feitos dos aqueus, antepassados dos gregos.
Segundo o costume, apresentava-se em pé, apoiado em um bastão, narrando de memória e em voz alta, para que todos ouvissem, e, assim, preservava a memória dos combates e dos másculos heróis do passado. Teria sido ele o principal responsável por conferir unidade cultural a todo o povo de fala grega, o do continente da Ática, o da península do Peloponeso e o das ilhas do Mar Egeu. Para Hesíodo, foi Homero quem constituiu a teologia nacional da Grécia. É consenso, hoje, que nenhum poeta, nenhuma personalidade literária, ocupou na vida do seu povo lugar semelhante.
Homero narrou a epopeia da guerra de Troia em duas obras distintas: Ilíada (dedicada ao último ano da guerra) e Odisseia (narrativa das peripécias de Ulisses depois da guerra). Nelas, encontram-se não só a relação estreita dos homens com inúmeros deuses, mas também a exposição da cosmogonia grega, o que solidificou a posição dessas duas obras como expressão dos ideais de formação dos gregos (Paideia).
Internet: <http://educaterra.terra.com.br> (com adaptações).
Texto II
Efetivamente, são esses [Hesíodo e Homero] que fizeram para os homens essas fábulas falsas — que contaram e continuam a contar —, nas quais os deuses lutam contra os deuses, que conspiram e combatem, pois nada disso é verdade. Nem se deve contar essas fábulas na nossa cidade se queremos que os futuros guardiões considerem uma grande vileza o odiarem-se uns aos outros por pouca coisa.
Platão. A República. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993, p. 88-9 (com adaptações).
Considerando os textos acima, julgue o item a seguir.
Depreende-se do segundo texto que, para Platão, os mitos não têm valor filosófico.
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Texto I
Vivendo provavelmente no século VIII a.C., costumava peregrinar pelas cortes e pelas ágoras, mercados públicos das cidades daquela época, a repetir, em estrofes candentes, entusiastas, cosendo os cantos uns nos outros, os memoráveis feitos dos aqueus, antepassados dos gregos.
Segundo o costume, apresentava-se em pé, apoiado em um bastão, narrando de memória e em voz alta, para que todos ouvissem, e, assim, preservava a memória dos combates e dos másculos heróis do passado. Teria sido ele o principal responsável por conferir unidade cultural a todo o povo de fala grega, o do continente da Ática, o da península do Peloponeso e o das ilhas do Mar Egeu. Para Hesíodo, foi Homero quem constituiu a teologia nacional da Grécia. É consenso, hoje, que nenhum poeta, nenhuma personalidade literária, ocupou na vida do seu povo lugar semelhante.
Homero narrou a epopeia da guerra de Troia em duas obras distintas: Ilíada (dedicada ao último ano da guerra) e Odisseia (narrativa das peripécias de Ulisses depois da guerra). Nelas, encontram-se não só a relação estreita dos homens com inúmeros deuses, mas também a exposição da cosmogonia grega, o que solidificou a posição dessas duas obras como expressão dos ideais de formação dos gregos (Paideia).
Internet: <http://educaterra.terra.com.br> (com adaptações).
Texto II
Efetivamente, são esses [Hesíodo e Homero] que fizeram para os homens essas fábulas falsas — que contaram e continuam a contar —, nas quais os deuses lutam contra os deuses, que conspiram e combatem, pois nada disso é verdade. Nem se deve contar essas fábulas na nossa cidade se queremos que os futuros guardiões considerem uma grande vileza o odiarem-se uns aos outros por pouca coisa.
Platão. A República. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993, p. 88-9 (com adaptações).
Considerando os textos acima, julgue o item a seguir.
A partir da leitura dos textos I e II, conclui-se que, embora as narrativas épicas, históricas ou epopeicas garantissem a preservação da memória cultural dos gregos, para Platão, as fábulas contadas por Hesíodo e Homero, por não serem exemplares, não possuíam conteúdo pedagógico.
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Texto I
Vivendo provavelmente no século VIII a.C., costumava peregrinar pelas cortes e pelas ágoras, mercados públicos das cidades daquela época, a repetir, em estrofes candentes, entusiastas, cosendo os cantos uns nos outros, os memoráveis feitos dos aqueus, antepassados dos gregos.
Segundo o costume, apresentava-se em pé, apoiado em um bastão, narrando de memória e em voz alta, para que todos ouvissem, e, assim, preservava a memória dos combates e dos másculos heróis do passado. Teria sido ele o principal responsável por conferir unidade cultural a todo o povo de fala grega, o do continente da Ática, o da península do Peloponeso e o das ilhas do Mar Egeu. Para Hesíodo, foi Homero quem constituiu a teologia nacional da Grécia. É consenso, hoje, que nenhum poeta, nenhuma personalidade literária, ocupou na vida do seu povo lugar semelhante.
Homero narrou a epopeia da guerra de Troia em duas obras distintas: Ilíada (dedicada ao último ano da guerra) e Odisseia (narrativa das peripécias de Ulisses depois da guerra). Nelas, encontram-se não só a relação estreita dos homens com inúmeros deuses, mas também a exposição da cosmogonia grega, o que solidificou a posição dessas duas obras como expressão dos ideais de formação dos gregos (Paideia).
Internet: <http://educaterra.terra.com.br> (com adaptações).
Texto II
Efetivamente, são esses [Hesíodo e Homero] que fizeram para os homens essas fábulas falsas — que contaram e continuam a contar —, nas quais os deuses lutam contra os deuses, que conspiram e combatem, pois nada disso é verdade. Nem se deve contar essas fábulas na nossa cidade se queremos que os futuros guardiões considerem uma grande vileza o odiarem-se uns aos outros por pouca coisa.
Platão. A República. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993, p. 88-9 (com adaptações).
Considerando os textos acima, julgue o item a seguir.
A menção a hábito do poeta Homero, no primeiro parágrafo do texto I, endossa a tese de que a prática musical na Grécia Antiga teve origem no âmbito da dramaturgia.
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A cidade
Destinava-se a uma cidade maior, mas o trem permaneceu indefinidamente na antepenúltima estação.
Cariba acreditou que a demora poderia ser atribuída a algum comboio de carga descarrilado na linha, acidente comum naquele trecho da ferrovia. Como se fizesse excessivo o atraso e ninguém o procurasse para lhe explicar o que estava ocorrendo, pensou numa provável desconsideração à sua pessoa, em virtude de ser o único passageiro do trem.
Chamou o funcionário que examinara as passagens e quis saber se constituía motivo para tanta negligência o fato de ir vazia a composição.
Não recebeu uma resposta direta do empregado da estrada, que se limitou a apontar o morro, onde se dispunham, sem simetria, dezenas de casinhas brancas.
— Belas mulheres? Indagou o viajante.
Percebeu logo que tinha pela frente um cretino. Apanhou as malas e se dispôs a subir as íngremes ladeiras que o conduziriam ao povoado.
(...)
Uma vaga tristeza rodeava o lugarejo. As janelas e portas das casas estavam fechadas, mas os jardins pareciam ter sido regados na véspera. Experimentou bater em alguns dos chalés e não o atenderam. Caminhou um pouco mais e, do topo da montanha, avistou a cidade, tão grande quanto a que buscava.
Murilo Rubião. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 1998.
Com relação à estética literária brasileira e ao trecho narrativo apresentado, de Murilo Rubião, integrante da geração de autores que surgiu logo após a consolidação do Modernismo, julgue o item a seguir.
A supressão do pronome “lhe” e da expressão “à sua pessoa” não prejudicaria a coerência do texto.
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A cidade
Destinava-se a uma cidade maior, mas o trem permaneceu indefinidamente na antepenúltima estação.
Cariba acreditou que a demora poderia ser atribuída a algum comboio de carga descarrilado na linha, acidente comum naquele trecho da ferrovia. Como se fizesse excessivo o atraso e ninguém o procurasse para lhe explicar o que estava ocorrendo, pensou numa provável desconsideração à sua pessoa, em virtude de ser o único passageiro do trem.
Chamou o funcionário que examinara as passagens e quis saber se constituía motivo para tanta negligência o fato de ir vazia a composição.
Não recebeu uma resposta direta do empregado da estrada, que se limitou a apontar o morro, onde se dispunham, sem simetria, dezenas de casinhas brancas.
— Belas mulheres? Indagou o viajante.
Percebeu logo que tinha pela frente um cretino. Apanhou as malas e se dispôs a subir as íngremes ladeiras que o conduziriam ao povoado.
(...)
Uma vaga tristeza rodeava o lugarejo. As janelas e portas das casas estavam fechadas, mas os jardins pareciam ter sido regados na véspera. Experimentou bater em alguns dos chalés e não o atenderam. Caminhou um pouco mais e, do topo da montanha, avistou a cidade, tão grande quanto a que buscava.
Murilo Rubião. Contos reunidos. São Paulo: Ática, 1998.
Com relação à estética literária brasileira e ao trecho narrativo apresentado, de Murilo Rubião, integrante da geração de autores que surgiu logo após a consolidação do Modernismo, julgue o item a seguir.
Por fazer parte da oração que exerce a função de complemento do verbo acreditar, a locução verbal “poderia ser atribuída” atende à prescrição de emprego obrigatório do futuro do pretérito para se expressar hipótese ou possibilidade no futuro; já o emprego da voz passiva nessa locução verbal não é obrigatório nesse contexto
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