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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
Acerca do verso livre, leia um comentário do crítico Sérgio Milliet:
“Em suma, para eles, o verso só tinha de livre o nome; na realidade criavam novas regras, mais difíceis ainda do que as anteriores, porquanto exigiam do artista uma penetração profunda na própria essência da poesia. Não se tratava de abolir ritmos, música, imagens, mas de encontrar o ritmo certo, a música adequada e a imagem incisiva.”
(LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. 15. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, p. 504-505.)
De acordo com o conteúdo apresentado, é possível identificar que o crítico faz uma referência em seu comentário à:
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Pode-se afirmar que dentre os ideais da chamada fase heroica do Modernismo brasileiro está a:
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Tarsila
(Maria Adelaide Amaral.)
[...]
Personagens:
Tarsila
Oswald de Andrade
Mário de Andrade
Anita Malfatti
Voz de homem em off
Voz feminina em off
Cenário:
Único e polivalente. As mudanças de cena devem ser marcadas pela luz e pela música. Telas de Tarsila em suas diferentes fases.
Música:
Villa-Lobos, Sousa Lima e Satie.
JULHO DE 1922. Tarsila, de combinação, ajeita as meias e as ligas. Depois, diante do espelho, pinta os olhos, os lábios em forte tom vermelho, coloca os brincos e finalmente enfia um lindo vestido poiret. Ela examina-se vaidosa e aprova o que vê.
Enquanto ela se arruma em off, sua própria voz, cinquenta anos depois.
TARSILA – Eu cresci numa fazenda de café entre rochas e cactos... era muito livre, corria muito, brincava, subia em muros, em árvores e fazia bonecas de mato. Fora isso, tudo respirava França. Nossos sabonetes, nossas leituras, até os vestidos e os laços de fita eram franceses.
VOZ DE HOMEM EM OFF – A senhora disse uma vez que gostaria de ter sido pianista.
TARSILA EM OFF – Foi a timidez que me empurrou para a pintura, mas eu morria de medo de me apresentar em público. Mas às vezes eu tocava com o Mário de Andrade, na época em que éramos do Grupo dos Cinco.
(Tarsila. São Paulo: Globo, 2004. p. 13.)
O texto anterior trata-se de uma peça teatral, pertencente ao gênero dramático; marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, de acordo com as principais características que permitem a atribuição de tal classificação.
( ) Personagens, cenário e texto produzido para ser lido.
( ) Apresentação dos fatos por meio da ação e fala dos personagens.
( ) Emprego de rubricas indicando a organização dos elementos presentes em cada cena.
( ) Presença de narrador onisciente, demonstrando conhecimento sobre os personagens e seus sentimentos.
A sequência está correta em
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Durante o período colonial, em relação à produção literária brasileira, pode-se afirmar que:
I. No geral, era bastante reduzida.
II. Com a chegada dos rumores da Inquisição, a produção de livros aumentou significativamente.
III. Tal produção é parte do processo de construção de uma consciência social e cultural brasileira.
Está correto o que se afirma apenas em
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Poética
(Manuel Bandeira.)
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem-comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de cossenos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(1930) (Disponível em: BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1970, p. 108.)
Em relação ao conteúdo apresentado no poema “Poética”, é correto afirmar que o poema de Manuel Bandeira:
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No início do século XX, a Literatura Brasileira passa por um período de transição. Entre os ideários do Parnasianismo e do Simbolismo e a renovação que viria em 1922 ocorre o(a):
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De acordo com as características literárias da segunda geração do Modernismo no Brasil, pode-se identificar, com relação à prosa, múltiplas tendências, EXCETO:
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Sabendo-se que a poesia como manifestação literária é uma espécie de desdobramento do uso mnemônico do ritmo da língua, a correlação entre ritmo e poesia teve como consequência a criação de formas poéticas a que se relacionam:
I. Esquema de rima.
II. Recursos de coesão.
III. Número de estrofes.
IV. Marcadores discursivos.
V. Número de sílabas dos versos.
VI. Padrão de distribuição da acentuação das sílabas.
Está correto o que se afirma apenas em
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Dentre as propostas modernistas na literatura brasileira pode-se reconhecer o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” de Oswaldo de Andrade; leia o fragmento a seguir:
“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.”
(Fragmento do Manifesto da Poesia Pau-Brasil. In: Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia e Modernismo brasileiro. Petrópolis/Brasília: Vozes/INL, 976. p. 266.)
Considerando o contexto literário, o fragmento anterior retrata:
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Leia a seguir um trecho do primeiro capítulo do livro “Triste fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto:
[...] Dona Adelaide, a irmã de Quaresma, entrou e convidou-os a irem jantar. A sopa já esfriava na mesa, que fossem!
— O Senhor Ricardo há de nos desculpar, disse a velha senhora, a pobreza do nosso jantar. Eu lhe quis fazer um frango com
petit-pois, mas Policarpo não deixou. Disse-me que esse tal petit-pois é estrangeiro e que eu o substituísse por guando. Onde é que se viu frango com guando?
Coração dos Outros aventou que talvez fosse bom, seria uma novidade e não fazia mal experimentar.
— É uma mania de seu amigo, Senhor Ricardo, esta de só querer coisas nacionais, e a gente tem que ingerir cada droga, chi!
— Qual, Adelaide, você tem certas ojerizas! A nossa terra, que tem todos os climas do mundo, é capaz de produzir tudo que é
necessário para o estômago mais exigente. Você é que deu para implicar.
— Exemplo: a manteiga que fica logo rançosa.
— É porque é de leite, se fosse como essas estrangeiras aí, fabricadas com gorduras de esgotos, talvez não se estragasse... É
isto, Ricardo! Não querem nada da nossa terra...
— Em geral é assim, disse Ricardo.
— Mas é um erro... Não protegem as indústrias nacionais... Comigo não há disso: de tudo que há nacional, eu não uso
estrangeiro. Visto-me com pano nacional, calço botas nacionais e assim por diante.
(BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. Curitiba: Editora da UFPR, 1997.)
Considerando o fragmento anterior e o contexto de produção literária em que Lima Barreto está inserido na produção nacional, pode-se afirmar que:
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