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1421798 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
Utilize o texto I para responder a questão.
Profissionalismo como religião
Logo que mudei para a França, tive de levar meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: ”O senhor pode colar, mas, como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.
Acostumamo-nos com a ideia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo-nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa, e alhures, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima” (obra primeira), a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas esses trajes.
Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou benfeito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que os sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje de qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim, ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai benfeito quando alguém espreita. Sai matado quando ninguém está olhando.
Existe relação entre o que pagamos e a qualidade obtida. Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fica feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada, que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?
Tudo funciona melhor em uma sociedade em que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que o orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício. Em tempo: amadores não formam profissionais.
Fonte: CASTRO, Cláudio de Moura. In: Revista VEJA, n.
2219, p.28.
No enunciado “Mais à frente, decidi atapetar um quartinho.”, o vocábulo em destaque tem o mesmo sentido de:
 

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1421789 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
Utilize o texto I para responder a questão.
Profissionalismo como religião
Logo que mudei para a França, tive de levar meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: ”O senhor pode colar, mas, como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.
Acostumamo-nos com a ideia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo-nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa, e alhures, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima” (obra primeira), a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas esses trajes.
Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou benfeito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que os sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje de qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim, ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai benfeito quando alguém espreita. Sai matado quando ninguém está olhando.
Existe relação entre o que pagamos e a qualidade obtida. Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fica feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada, que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?
Tudo funciona melhor em uma sociedade em que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que o orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício. Em tempo: amadores não formam profissionais.
Fonte: CASTRO, Cláudio de Moura. In: Revista VEJA, n.
2219, p.28.
Pode-se dizer que o autor busca fazer uma comparação entre o ontem e o hoje para:
 

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1416746 Ano: 2012
Disciplina: Arquitetura
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
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Alguns critérios devem ser observados na elaboração dos projetos visando à acústica dos ambientes. Dos critérios listados abaixo, indique o que NÃO compromete a absorção acústica:
 

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1416653 Ano: 2012
Disciplina: Física
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
Sabendo-se que !$ 1,0 × 10^{20} !$ elétrons passam pela secção transversal de um condutor em um intervalo de 10s e considerando a carga elétrica de um elétron igual a !$ 1,6 × 10^{-19}C !$, é CORRETO afirmar que a corrente elétrica medida nesse condutor, em ampères, é igual a:
 

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1416322 Ano: 2012
Disciplina: Química
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
O rótulo do frasco de uma marca de vinagre trazia a informação de que o produto era composto de 4% de ácido acético !$ (C_2H_4O_2) !$. Para descobrir isso, uma equipe de técnico em laboratório (biologia, química e análise clínicas), juntamente com os responsáveis titularam 25mL de vinagre – Solução aquosa de ácido acético – com 30mL de solução de NaOH 1M, obtendo uma concentração do ácido acético igual a 1,2mol/L. Com base em seus conhecimentos, e de acordo com o enunciado marque a alternativa CORRETA que corresponde à massa do ácido, a massa da solução e o titulo em porcentagem aproximado, respectivamente:
(Dados: densidade do !$ C_2H_4O_2 = 1,05g/mL !$; Massa Molar !$ (C_2H_4O_2)=60g/mol !$).
 

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1415189 Ano: 2012
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
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Quanto aos Princípios Orçamentários, marque CORRETA (C) ou ERRADO (E) nas proposições abaixo. Em seguida, marque a alternativa com a CORRETA equivalência.
( ) Os Princípios Orçamentários visam estabelecer regas norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do Orçamento Público.
( ) Os Princípios Orçamentários somente são válidos para os Poderes Executivos e Legislativo.
( ) Princípio da Unidade ou Totalidade previsto de forma expressa, pelo caput do art.2 da Lei n. 4.320/1964,determina existência de orçamento único para cada um dos entes federados – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política.
( ) Princípio do Orçamento Bruto – previsto pelo art. 6 da Lei nº. 4.320/1964,obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções.
( ) São Princípios Orçamentários: Princípio da Exclusividade, Princípio da Legalidade, Princípio da Competência , Princípio da Unidade e Princípio da Anualidade ou Periodicidade.
 

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1415108 Ano: 2012
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
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A respeito dos protocolos HTTP, FTP e SMTP, as portas padrões, utilizadas por esses serviços, são, respectivamente:
 

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1415012 Ano: 2012
Disciplina: Economia
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
Provas:
No governo do presidente Juscelino Kubitschek, criou-se o Conselho de Desenvolvimento (Decreto n. 38.744, de 12 de fevereiro de 1956). Diretamente subordinado à Presidência da República, o conselho era responsável pela identificação de setores da economia que, uma vez estimulados, poderiam apresentar capacidade de crescimento. O referido conselho elaborou um conjunto de 30 objetivos, distribuídos em cinco setores.
Essa ação de planejamento foi denominada de:
 

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1414992 Ano: 2012
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
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Na linguagem JAVA, um recurso da programação orientada a objetos é utilizado. Este recurso permite ao programador definir uma classe geral de objetos que garantem que, ao serem criados novos objetos, eles serão especializações da classe generalizada. A esse recurso dá-se o nome de:
 

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1414786 Ano: 2012
Disciplina: Economia
Banca: UNIFAP
Orgão: UNIFAP
Provas:
Considere os seguintes dados:
• Consumo do Governo: 400;
• Subsídios: 70;
• Transferências: 200;
• Impostos diretos: 700;
• Impostos indiretos: 100;
• Outras receitas correntes líquidas: 50.
Com base nas informações anteriores, a poupança será de:
 

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