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Como Nasrudin criou a verdade
– As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores – disse Nasrudin ao Rei. – Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.
O Rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade, que poderia fazê-las observar a autenticidade – e assim o faria.
O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte. Sobre ela, o Rei ordenou que fosse construída uma forca.
Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o Chefe da Guarda estava a postos em frente de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: “Todos serão interrogados.
Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso mentir, será enforcado.”
Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzar a ponte.
– Onde o senhor pensa que vai? – perguntou o Chefe da Guarda.
– Estou a caminho da forca – respondeu Nasrudin, calmamente.
– Não acredito no que está dizendo!
– Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.
– Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!
– Isso mesmo – respondeu Nasrudin, sentindo-se vitorioso. – Agora vocês já sabem o que é a verdade: é apenas a sua verdade.
(AL-DIN, Khawajah Nasr. Como Nasrudin criou a verdade. In: COSTA, Flávio Moreira da (Org.). Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. 3. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. p. 50.)
Qual das conjunções apresentadas abaixo poderia substituir, no segundo parágrafo, a locução conjuntiva “no entanto” sem que houvesse alteração no sentido e na estrutura da oração?
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Como Nasrudin criou a verdade
– As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores – disse Nasrudin ao Rei. – Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.
O Rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade, que poderia fazê-las observar a autenticidade – e assim o faria.
O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte. Sobre ela, o Rei ordenou que fosse construída uma forca.
Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o Chefe da Guarda estava a postos em frente de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: “Todos serão interrogados.
Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso mentir, será enforcado.”
Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzar a ponte.
– Onde o senhor pensa que vai? – perguntou o Chefe da Guarda.
– Estou a caminho da forca – respondeu Nasrudin, calmamente.
– Não acredito no que está dizendo!
– Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.
– Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!
– Isso mesmo – respondeu Nasrudin, sentindo-se vitorioso. – Agora vocês já sabem o que é a verdade: é apenas a sua verdade.
(AL-DIN, Khawajah Nasr. Como Nasrudin criou a verdade. In: COSTA, Flávio Moreira da (Org.). Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. 3. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. p. 50.)
Assinale a alternativa incorreta.
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Como Nasrudin criou a verdade
– As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores – disse Nasrudin ao Rei. – Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.
O Rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade, que poderia fazê-las observar a autenticidade – e assim o faria.
O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte. Sobre ela, o Rei ordenou que fosse construída uma forca.
Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o Chefe da Guarda estava a postos em frente de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: “Todos serão interrogados.
Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso mentir, será enforcado.”
Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzar a ponte.
– Onde o senhor pensa que vai? – perguntou o Chefe da Guarda.
– Estou a caminho da forca – respondeu Nasrudin, calmamente.
– Não acredito no que está dizendo!
– Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.
– Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!
– Isso mesmo – respondeu Nasrudin, sentindo-se vitorioso. – Agora vocês já sabem o que é a verdade: é apenas a sua verdade.
(AL-DIN, Khawajah Nasr. Como Nasrudin criou a verdade. In: COSTA, Flávio Moreira da (Org.). Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. 3. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. p. 50.)
Nasrudin expõe determinada concepção de verdade. Qual dos ditados populares citados abaixo apresenta uma concepção semelhante?
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Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência
O que se escreve com facilidade costuma ser lido com dificuldade, e vice-versa. Alguns autores já disseram isso com palavras variadas, mas não custa repetir.
A ideia acima traz na barriga, embutida lógica e inapelavelmente, esta outra: todo texto contém certa dose, que é variável mas nunca ausente, de dificuldade, trampo, pedreira. Quem vai encarar?
Se o trabalho de quebrar pedras não for feito pelo sujeito que escreve, sobrará para o que lê. E caso este também não esteja disposto a se desincumbir da tarefa – mas quem poderia culpá-lo? –, babau: mais um texto para a montanha de lixo textual em que chafurdamos.
Escrever exige paciência. Sim, há ocasiões – mágicas, deliciosas – em que o texto jorra na página-tela pronto e redondo, irretocável e cheiroso, parecendo desmentir tudo o que foi dito até aqui.
É só uma impressão de facilidade. Nem toda criação se dá de forma consciente e deliberada, durante a vigília. Ninguém sabe muito bem, nem o autor, as horas, meses, séculos de labuta subterrânea que um dia vão dar nessas erupções vulcânicas.
Escrever exige paciência, ou a paciência do leitor será posta à prova. E se é verdade que a cultura digital nos torna cada dia mais ansiosos, menos tolerantes, menos atentos, mais volúveis, não duvido que seja a velocidade da escrita, mais que a da leitura, o grande vilão da inteligência coletiva que nos espreita nas brumas do futuro imediato.
A leitura dinâmica foi uma invenção do século XX que levou aquele personagem de Woody Allen, tendo atravessado “Guerra e paz” em vinte minutos, a resumir assim o tijolão de Tolstoi: “É sobre uns russos”.
Resistimos bem até aí, fazendo, como se vê, piada de nossa própria tolice. Resistiremos à escrita dinâmica, essa invenção do século XXI?
(RODRIGUES, Sérgio. Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência. Veja, 31 maio 2015. Disponível em: <http://veja.
abril.com.br/blog/sobre-palavras/cronica/da-leitura-dinamica-a-escrita-dinamica-dai-me-paciencia/>. Acesso em: 8 ago. 2015.)
Todas as palavras apresentadas abaixo estão associadas no texto a uma atividade trabalhosa, exceto:
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Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência
O que se escreve com facilidade costuma ser lido com dificuldade, e vice-versa. Alguns autores já disseram isso com palavras variadas, mas não custa repetir.
A ideia acima traz na barriga, embutida lógica e inapelavelmente, esta outra: todo texto contém certa dose, que é variável mas nunca ausente, de dificuldade, trampo, pedreira. Quem vai encarar?
Se o trabalho de quebrar pedras não for feito pelo sujeito que escreve, sobrará para o que lê. E caso este também não esteja disposto a se desincumbir da tarefa – mas quem poderia culpá-lo? –, babau: mais um texto para a montanha de lixo textual em que chafurdamos.
Escrever exige paciência. Sim, há ocasiões – mágicas, deliciosas – em que o texto jorra na página-tela pronto e redondo, irretocável e cheiroso, parecendo desmentir tudo o que foi dito até aqui.
É só uma impressão de facilidade. Nem toda criação se dá de forma consciente e deliberada, durante a vigília. Ninguém sabe muito bem, nem o autor, as horas, meses, séculos de labuta subterrânea que um dia vão dar nessas erupções vulcânicas.
Escrever exige paciência, ou a paciência do leitor será posta à prova. E se é verdade que a cultura digital nos torna cada dia mais ansiosos, menos tolerantes, menos atentos, mais volúveis, não duvido que seja a velocidade da escrita, mais que a da leitura, o grande vilão da inteligência coletiva que nos espreita nas brumas do futuro imediato.
A leitura dinâmica foi uma invenção do século XX que levou aquele personagem de Woody Allen, tendo atravessado “Guerra e paz” em vinte minutos, a resumir assim o tijolão de Tolstoi: “É sobre uns russos”.
Resistimos bem até aí, fazendo, como se vê, piada de nossa própria tolice. Resistiremos à escrita dinâmica, essa invenção do século XXI?
(RODRIGUES, Sérgio. Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência. Veja, 31 maio 2015. Disponível em: <http://veja.
abril.com.br/blog/sobre-palavras/cronica/da-leitura-dinamica-a-escrita-dinamica-dai-me-paciencia/>. Acesso em: 8 ago. 2015.)
Quanto ao título do texto, é correto afirmar que:
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Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência
O que se escreve com facilidade costuma ser lido com dificuldade, e vice-versa. Alguns autores já disseram isso com palavras variadas, mas não custa repetir.
A ideia acima traz na barriga, embutida lógica e inapelavelmente, esta outra: todo texto contém certa dose, que é variável mas nunca ausente, de dificuldade, trampo, pedreira. Quem vai encarar?
Se o trabalho de quebrar pedras não for feito pelo sujeito que escreve, sobrará para o que lê. E caso este também não esteja disposto a se desincumbir da tarefa – mas quem poderia culpá-lo? –, babau: mais um texto para a montanha de lixo textual em que chafurdamos.
Escrever exige paciência. Sim, há ocasiões – mágicas, deliciosas – em que o texto jorra na página-tela pronto e redondo, irretocável e cheiroso, parecendo desmentir tudo o que foi dito até aqui.
É só uma impressão de facilidade. Nem toda criação se dá de forma consciente e deliberada, durante a vigília. Ninguém sabe muito bem, nem o autor, as horas, meses, séculos de labuta subterrânea que um dia vão dar nessas erupções vulcânicas.
Escrever exige paciência, ou a paciência do leitor será posta à prova. E se é verdade que a cultura digital nos torna cada dia mais ansiosos, menos tolerantes, menos atentos, mais volúveis, não duvido que seja a velocidade da escrita, mais que a da leitura, o grande vilão da inteligência coletiva que nos espreita nas brumas do futuro imediato.
A leitura dinâmica foi uma invenção do século XX que levou aquele personagem de Woody Allen, tendo atravessado “Guerra e paz” em vinte minutos, a resumir assim o tijolão de Tolstoi: “É sobre uns russos”.
Resistimos bem até aí, fazendo, como se vê, piada de nossa própria tolice. Resistiremos à escrita dinâmica, essa invenção do século XXI?
(RODRIGUES, Sérgio. Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência. Veja, 31 maio 2015. Disponível em: <http://veja.
abril.com.br/blog/sobre-palavras/cronica/da-leitura-dinamica-a-escrita-dinamica-dai-me-paciencia/>. Acesso em: 8 ago. 2015.)
Assinale a alternativa incorreta.
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Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência
O que se escreve com facilidade costuma ser lido com dificuldade, e vice-versa. Alguns autores já disseram isso com palavras variadas, mas não custa repetir.
A ideia acima traz na barriga, embutida lógica e inapelavelmente, esta outra: todo texto contém certa dose, que é variável mas nunca ausente, de dificuldade, trampo, pedreira. Quem vai encarar?
Se o trabalho de quebrar pedras não for feito pelo sujeito que escreve, sobrará para o que lê. E caso este também não esteja disposto a se desincumbir da tarefa – mas quem poderia culpá-lo? –, babau: mais um texto para a montanha de lixo textual em que chafurdamos.
Escrever exige paciência. Sim, há ocasiões – mágicas, deliciosas – em que o texto jorra na página-tela pronto e redondo, irretocável e cheiroso, parecendo desmentir tudo o que foi dito até aqui.
É só uma impressão de facilidade. Nem toda criação se dá de forma consciente e deliberada, durante a vigília. Ninguém sabe muito bem, nem o autor, as horas, meses, séculos de labuta subterrânea que um dia vão dar nessas erupções vulcânicas.
Escrever exige paciência, ou a paciência do leitor será posta à prova. E se é verdade que a cultura digital nos torna cada dia mais ansiosos, menos tolerantes, menos atentos, mais volúveis, não duvido que seja a velocidade da escrita, mais que a da leitura, o grande vilão da inteligência coletiva que nos espreita nas brumas do futuro imediato.
A leitura dinâmica foi uma invenção do século XX que levou aquele personagem de Woody Allen, tendo atravessado “Guerra e paz” em vinte minutos, a resumir assim o tijolão de Tolstoi: “É sobre uns russos”.
Resistimos bem até aí, fazendo, como se vê, piada de nossa própria tolice. Resistiremos à escrita dinâmica, essa invenção do século XXI?
(RODRIGUES, Sérgio. Da leitura dinâmica à escrita dinâmica: dai-me paciência. Veja, 31 maio 2015. Disponível em: <http://veja.
abril.com.br/blog/sobre-palavras/cronica/da-leitura-dinamica-a-escrita-dinamica-dai-me-paciencia/>. Acesso em: 8 ago. 2015.)
Assinale a alternativa correta.
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Assinale a alternativa correta.
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O humor da tirinha resulta principalmente:
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Meu trabalho é basicamente convidar homens e mulheres a trocar de hábitos, renovar conceitos e atitudes. Não é uma tarefa fácil. A maioria de nós repete comportamentos quase que automaticamente, sem pensar. A cada dia que passa, preciso afiar mais e mais meus argumentos e ser muito boa em persuasão. Noto uma exacerbada preocupação dos ocidentais com a preservação da juventude. Rios de dinheiro são gastos com procedimentos cirúrgicos com a finalidade de melhorar a estética, de apagar rugas e demais marcas do tempo.
Deveríamos nos preocupar na mesma medida com a velhice de alma, porque essa nos faz resistentes a tudo o que é novo, faz com que nossos olhos percam o brilho que só a curiosidade lhes aufere. No universo corporativo, a resistência é igualmente grande, e a síndrome de Gabriela impera – eu nasci assim, eu cresci assim, aprendi assim, me aposento assim...
Pouca idade ou pouca experiência não necessariamente significam ausência de conhecimento e de capacidade de boas sugestões. O olhar daquele jovem que acabou de chegar à empresa ainda não é viciado nem foi contaminado pelos processos que existem e que acabam por fazer com que os mais experientes acreditem que tudo o que é novo é difícil. Aquele que não quer envelhecer profissional e pessoalmente é um fiscal atento de suas atitudes o tempo todo e quem não quer perder a validade ouve as sugestões e olha para o que é novo de maneira curiosa, e não resistente.
(LEÃO, Célia. Só não muda quem morreu. Você S/A, São Paulo, edição 193, p. 113, jun. 2014.)
Assinale a alternativa em que os dois pronomes sublinhados se referem ao mesmo termo.
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