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Ao Serviço Social tem sido cada vez mais demandada uma análise da realidade social em que os determinantes de raça/cor precisam ser apreendidos enquanto fatores de proteção social. Em se tratando do trabalho na saúde, a análise dos fatores condicionantes do processo saúde-doença deve conectar-se com as assimetrias étnico-raciais, o racismo estrutural e institucional e os impactos da covid-19 na população negra e indígena brasileira. De acordo com Eurico, Gonçalves e Fornazier (2021), o tratamento discriminatório no acesso aos bens e serviços e como as políticas sociais estão organizadas apenas atualiza a reprodução da pobreza geracional dessa parcela da população, concorrendo para o aumento de sua
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O processo de reestruturação do capital é um movimento de reordenação das forças produtivas e de atualização das práticas organizativas das classes, tendo em vista a dominação ideológica capitalista. No Brasil, esse processo implica profundas alterações no mundo do trabalho e na vida social, por meio da inflexão das políticas de recursos humanos, da qualificação da força de trabalho e da combinação do sistema de benefícios e serviços sociais, entre outros. Com relação às velhas demandas, o trabalho do Serviço Social nas empresas, mantém o caráter educativo de sua atuação voltada para mudanças do trabalhador em relação
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A violência de gênero, em particular de homens contra mulheres, tem persistido como fenômeno histórico e universal. Suas várias formas de opressão, de dominação e de crueldade, incluem assassinatos, estupros, abusos físicos, sexuais e emocionais, prostituição forçada, mutilação genital, violência racial, entre outras. Compreender a violência de gênero requer uma análise profunda da sociedade que a produz, no que se refere à sua formação sócio-histórica e às suas particularidades. O Brasil vem registrando indicadores alarmantes com relação às lesões, mortes e agravos causados por esse tipo de violência cujos impactos repercutem nos serviços de urgência/emergência. Em uma perspectiva ético-política hoje, a violência de gênero é considerada uma violação aos direitos humanos e uma questão
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O Serviço Social na saúde é uma atividade ocupacional que particulariza a inserção do Assistente Social no conjunto dos processos de trabalho dessa área, prioritariamente voltada para os segmentos socialmente excluídos. Apesar da importância da área da saúde, a conjuntura de crise vivenciada no país imputa ao assistente social a função, sempre silenciosa, de administrar o que é impossível de ser administrado. No entanto, é correto afirmar que, no contexto da redivisão do trabalho coletivo na saúde, o atendimento de algumas das necessidades dos usuários cada vez mais identifica-se e vincula-se com as competências profissionais do assistente social, justificando, desse modo, a
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Tradicionalmente, os serviços de saúde foram estruturados para atender enfermidades de origem biomédica, que demandam procedimentos médicos e das demais áreas constitutivas da saúde, incluindo o Serviço Social. No entanto, até por força de lei, a área da saúde é também requisitada a atuar nos impactos causados por acidentes e atos de violência, reconhecidos como doenças de causas externas. De acordo com Scorsim (2014), embora nem sempre os serviços de saúde disponham de pessoal qualificado, recursos materiais e estrutura física compatíveis para acolher essas demandas, as respostas estatais, por meio das políticas públicas, são efetivas na medida em que privilegiam a intersetorialidade das ações na construção de
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A intersetorialidade das políticas sociais supõe a articulação entre áreas que, partindo das especificidades e experiências dos sujeitos profissionais e criam estratégias conjuntas de intervenção para enfrentar problemas complexos, não equacionados de modo isolado. É uma forma de gestão de políticas públicas que está relacionada às situações concretas vividas pela população, que não pode ficar à mercê do mercado, mas depende do acesso a serviços públicos. A intersetorialidade tem como ponto de partida o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor e supõe vontade e decisão políticas dos
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O financiamento da Assistência Social e sua relação com o Fundo Público é um tema analisado no âmbito do Serviço Social desde o início dos anos 1990. Com base nessas análises, constata-se que o desmonte do direito à Assistência Social no Brasil processa-se pelas sucessivas contrarreformas que reduziram direitos, com rebatimentos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Conforme Boschetti (2021), tais reduções impactam na implementação da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), seja pelo esvaziamento dos espaços de controle democrático, seja pela supressão das necessárias
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Cotidianamente, os assistentes sociais veem-se desafiados a materializar requisições institucionais contrárias aos interesses da população usuária dos serviços públicos. Diante desse imperativo, os profissionais vivenciam um movimento ora em defesa de direitos sociais conquistados, ora em questionamento às precárias condições de seu trabalho. Responder a tais desafios no sentido de manter a hegemonia crítica no interior da profissão implica na criação de estratégias de enfrentamento e resistência nos múltiplos campos de intervenção, tanto no âmbito do conhecimento como na dimensão
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No âmbito prático profissional, o Serviço Social tem sido cobrado a responder as demandas institucionais, de forma rotineira e burocrática, em detrimento de uma realidade complexa e multifacetada. Atuando no campo das políticas públicas, os assistentes sociais deparam-se com a focalização nas situações de pobreza extrema e com a transferência para a sociedade civil de competências governamentais. De acordo com Keller (2019), muitos assistentes sociais, mesmo sofrendo os rebatimentos dessas configurações, contraditoriamente, passam a fazer a defesa de pautas como empreendedorismo, políticas de geração de emprego e renda, responsabilidade ambiental e empresarial, referendando no interior da política pública um processo de
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Diante da complexidade das demandas colocadas à profissão, o assistente social não deve restringir sua intervenção às abordagens que tratam as necessidades sociais como problemas e responsabilidades individuais e grupais. Isso porque todas as situações sociais vivenciadas pelos sujeitos que demandam seus serviços têm a mesma raiz estrutural e histórica na desigualdade de classe e suas determinações. Nessa perspectiva, a intervenção profissional não pode ter como horizonte somente a execução das atividades arroladas nos documentos institucionais, sob o risco de limitar suas ações à ótica da individualização das situações sociais e de abordar a questão social a partir de um viés
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