Paciente de 25 anos é admitido com história de diarreia
sanguinolenta, urgência evacuatória e dor abdominal
cólica há 4 meses. Foi submetido à colonoscopia, que
revelou mucosa friável, com múltiplas úlceras aftoides e
áreas de mucosa saudável entre as lesões, acometendo
o íleo terminal e o cólon ascendente. O cólon esquerdo
e o reto estavam poupados. O laudo histopatológico descreve inflamação transmural focal e granulomas epitelioides não caseosos. Com base nos achados endoscópicos e histopatológicos,
qual é o diagnóstico mais provável?
Paciente de 65 anos, sexo masculino, é admitido com
história de obstipação progressiva há 4 semanas, evoluindo para parada total da eliminação de gases e fezes
há 3 dias, associada à dor abdominal em cólica e distensão. Mantém-se estável clinicamente e sem peritonite. Ao
toque retal, identifica-se uma massa endurecida e estenosante e intransponível a 5 cm da margem anal. A tomografia de abdome confirma um tumor retal extraperitoneal
inferior causando obstrução, com distensão de todo o
cólon (da região retossigmoide ao ceco), mas com alças
delgadas sem dilatação. Sem pneumoperitônio. Não há
evidências de metástases à distância.
Paciente de 35 anos relata epigastralgia e pirose há um
mês. Foi submetido à endoscopia digestiva alta, que identificou um segmento de mucosa de aspecto colunar, cor
salmão, no esôfago distal, com extensão máxima inferior
a 1 cm acima da transição esofagogástrica. O resultado
histopatológico das biópsias evidencia metaplasia intestinal sem displasia.
Considerando os achados endoscópicos e histológicos,
qual é a conduta mais adequada?
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com histórico de
cirrose hepática etílica (child-pugh B), MELD 17, hipertensão portal e varizes esofágicas de grosso calibre, é
admitido no pronto-socorro com hematêmese maciça.
A endoscopia digestiva alta confirma sangramento ativo
de varizes esofágicas, sendo realizado tratamento com
ligadura elástica com sucesso inicial. O paciente teve
outros episódios semelhantes nos últimos meses. Apesar
da terapia vasoativa contínua e antibioticoterapia, o
paciente apresenta ressangramento em menos de
48 horas após o controle inicial.
Qual é a próxima conduta de escolha para o controle do
sangramento nesse cenário?
Homem, 25 anos, sofre ferimento cortante na região
jugal direita. Ao exame: dificuldade para soprar/insuflar
as bochechas, escape de ar pela comissura labial direita
e acúmulo de alimento no vestíbulo. Fechamento palpebral e movimentos da testa preservados.
Qual estrutura nervosa foi mais provavelmente lesada?
Paciente do sexo feminino, 35 anos, chega ao pronto-socorro relatando que bocejava profundamente quando
sentiu um “estalo” e incapacidade de fechar a boca,
irreversível espontaneamente, acompanhados de dor
intensa na região anterior aos ouvidos. Ao exame físico,
observa-se assimetria facial.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta imediata
mais adequada?
Paciente do sexo masculino, 55 anos, obeso, com diagnóstico de adenocarcinoma de reto baixo localmente
avançado, submetido à quimiorradioterapia neoadjuvante. É levado à cirurgia para ressecção anterior baixa
do reto. O procedimento é tecnicamente difícil devido à
obesidade e à significativa quantidade de gordura visceral. Durante a liberação lateral do mesorreto direito,
próximo à asa sacral, há sangramento súbito e vigoroso,
controlado com compressão e aplicação de ligadura
direta do vaso. Após a conclusão da cirurgia, nota-se
que o membro inferior direito está pálido e frio. Os pulsos
poplíteo, pedioso e tibial posterior estão ausentes. O
membro contralateral apresenta perfusão normal.
Considerando o quadro de isquemia aguda, qual vaso
sanguíneo foi mais provavelmente lesionado durante a
cirurgia?
Paciente de 72 anos, com histórico de hérnia umbilical
conhecida há anos e obesidade grau I, foi recentemente
diagnosticado com adenocarcinoma gástrico do terço inferior do corpo do estômago. Iniciou quimioterapia sistêmica.
Ele procura o pronto-socorro queixando-se de um aumento progressivo do volume na região umbilical nas últimas
3 semanas, associado a um desconforto local contínuo e
leve edema ao redor. Negava náuseas, vômitos ou parada
de eliminação de gases e fezes. Ao exame, abdome globoso, e na região umbilical era palpável uma massa nodular, firme, fixa, não redutível a compressão e não dolorosa
à palpação superficial. Considerando o quadro apresentado, a hipótese diagnóstica mais provável para o nódulo umbilical é:
Paciente de 78 anos, hipertenso, tabagista, é admitido no
pronto-socorro em choque séptico de instalação rápida,
associado à dor abdominal súbita e distensão. Realizada
tomografia computadorizada de abdome a seguir:
Qual o diagnóstico mais provável baseado na interpretação da imagem e no quadro clínico?