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Assinale a alternativa com a correta correspondência entre a sentença e sua classificação entre aberta e fechada.
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A proposição a !$ leftrightarrow !$ (b !$ land !$ c) pode ser exemplificada com:
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Um técnico pedagógico, ao verificar a sala após a aula, deparou-se com a seguinte tabela-verdade em uma lousa:
| !$ p !$ | !$ q !$ | !$ p land q !$ | !$ sim (p land q) !$ | !$ q leftrightarrow p !$ | !$ sim (q leftrightarrow p) !$ | !$ sim (p land q) lor sim (q leftrightarrow p) !$ |
| V | V | V | # | V | % | F |
| V | F | F | V | @ | V | V |
| F | V | F | V | F | V | ? |
| F | F | F | V | V | F | V |
Assinale corretamente a alternativa que substitui os símbolos ?, @, % e #.
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Qual operador lógico completa a lacuna abaixo de modo que as expressões “p ▢ ~ (p !$ land !$ q)” e “(p !$ land !$ q) !$ ightarrow !$ (p !$ leftrightarrow !$ q)” possuam o mesmo valor lógico?
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A proposição composta: “Os índices de compra de carro aumentaram e se a cotação do dólar diminuir, então o comércio exterior será abalado”, pode ser apresentada como:
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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
Assinale a alternativa em que se tenham feito corretamente as flexões de gênero e número para “obsessivo-compulsivo” (linha 5)
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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de atenção. (linhas 4 a 6)
Assinale a alternativa em que se tenha construído pontuação igualmente correta para o período acima.
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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. (linhas 26 e 27)
No período acima, é correto afirmar que há
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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
As conclusões obtidas desse clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava... (linhas 19 e 20)
O segmento após os dois-pontos, sublinhado no período acima, em relação ao trecho anterior, estabelece uma relação de
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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
Esses insistentes, ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. (linhas 17 e 18)
A expressão sublinhada no período acima introduz uma
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