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Foram encontradas 60 questões.

2877517 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: UNILAB

Texto para as questões 1 a 10

A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito

2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,

3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as

5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de

6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam

7 o propósito. Ou não...

8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,

9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são

10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do

11 autocontrole.

12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas

13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais

14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é

15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à

17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,

18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que

19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:

20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,

21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não

22 sua mera consequência.

23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu

24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um

26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de

27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas

28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem

30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas

31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por

32 uma solução.

33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,

34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa

35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo

36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem

38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante

39 da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

As conclusões obtidas desse clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava... (linhas 19 e 20)

O segmento após os dois-pontos, sublinhado no período acima, em relação ao trecho anterior, estabelece uma relação de

 

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2877516 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: UNILAB

Texto para as questões 1 a 10

A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito

2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,

3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as

5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de

6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam

7 o propósito. Ou não...

8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,

9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são

10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do

11 autocontrole.

12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas

13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais

14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é

15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à

17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,

18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que

19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:

20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,

21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não

22 sua mera consequência.

23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu

24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um

26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de

27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas

28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem

30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas

31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por

32 uma solução.

33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,

34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa

35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo

36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem

38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante

39 da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

Esses insistentes, ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. (linhas 17 e 18)

A expressão sublinhada no período acima introduz uma

 

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2877515 Ano: 2022
Disciplina: Português
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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito

2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,

3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as

5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de

6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam

7 o propósito. Ou não...

8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,

9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são

10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do

11 autocontrole.

12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas

13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais

14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é

15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à

17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,

18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que

19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:

20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,

21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não

22 sua mera consequência.

23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu

24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um

26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de

27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas

28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem

30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas

31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por

32 uma solução.

33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,

34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa

35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo

36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem

38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante

39 da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

A respeito das ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. Os devaneios futuros e ansiosos por autorrealização minimizam os efeitos da tristeza provocada pela divagação.

II. Não há relação direta entre o fim do devaneio e o alcance de sucesso e felicidade, mesmo que conjugados com o controle da mente.

III. Faz parte da natureza humana ter pensamentos errantes, e eles justamente constituíram fatores de aprendizado e possibilidades criativas.

Assinale

 

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2877514 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
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Texto para as questões 1 a 10

A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito

2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,

3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as

5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de

6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam

7 o propósito. Ou não...

8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,

9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são

10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do

11 autocontrole.

12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas

13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais

14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é

15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à

17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,

18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que

19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:

20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,

21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não

22 sua mera consequência.

23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu

24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um

26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de

27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas

28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem

30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas

31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por

32 uma solução.

33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,

34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa

35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo

36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem

38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante

39 da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

O texto, em relação à sua tipologia, se classifica como

 

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2877513 Ano: 2022
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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito

2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,

3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as

5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de

6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam

7 o propósito. Ou não...

8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,

9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são

10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do

11 autocontrole.

12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas

13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais

14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é

15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à

17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,

18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que

19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:

20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,

21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não

22 sua mera consequência.

23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu

24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um

26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de

27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas

28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem

30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas

31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por

32 uma solução.

33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,

34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa

35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo

36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem

38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante

39 da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. (linhas 9 e 10)

No período acima, os segmentos sublinhados exercem, respectivamente, papel sintático de

 

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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios, espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações [A] melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam o propósito. Ou não...

Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados, não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do autocontrole.

Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes [B], ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável, tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não sua mera consequência.

Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar [C] algumas pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por uma solução.

Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então, automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo [D] cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada não tenha sido empregada em sentido conotativo.

 

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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade

Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios, espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.

Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam o propósito. Ou não...

Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados, não evitaremos essa [A] repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências desta [B] falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do autocontrole.

Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse [C] princípio é verdadeiro e pode ser testado objetivamente?

Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável, tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não sua mera consequência.

Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.

Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas [D] divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.

A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por uma solução.

Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então, automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.

Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante da criatividade.

(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)

Assinale a alternativa em que a palavra exerça papel catafórico.

 

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2877614 Ano: 2022
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: IDECAN
Orgão: UNILAB
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Efluentes (ou também água residual) é qualquer tipo de água usada afetada por processos domésticos, comerciais ou industriais. A água usada que sai da casa de uma pessoa, de uma escola ou de um prédio de escritórios é um esgoto. O mesmo ocorre com a água produzida durante as operações industriais, como fabricação de papel, roupas ou fabricação de produtos químicos. Com relação aos projetos de tratamento de esgotos, assinale a opção incorreta.

Questão Anulada

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2877607 Ano: 2022
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: IDECAN
Orgão: UNILAB
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A preocupação ambiental ganhou impulso nas três últimas décadas do século XX, sendo direcionada para um estudo mais amplo no século XXI. Enquanto que, inicialmente, as preocupações ambientais estavam relacionadas a questões pontuais, o debate evoluiu para uma visão holística e indissociável entre os sistemas biológicos, econômicos, financeiros, culturais e sociais.

A gestão ambiental, sob a ótica da administração das atividades econômicas e sociais, de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, passou a ser indispensável em qualquer tipo e porte de organização. Nesse contexto, organizar a produção de bens e serviços requer uma ampla observância da legislação e da regulamentação.

Sobre o tema, assinale a alternativa incorreta.

Questão Anulada

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2877568 Ano: 2022
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IDECAN
Orgão: UNILAB

Analise as afirmativas a seguir sobre as licitações públicas:

I. Os contratos decorrentes das licitações públicas devem estipular obrigações recíprocas paras as partes.

II. Toda licitação é sigilosa, já que o conteúdo das propostas não pode ser divulgado até a abertura dos envelopes.

III. A chamada execução direta pode ser feita sob três regimes: empreitada por preço global, empreitada por preço unitário ou tarefa.

Assinale:

Questão Anulada

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