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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
A respeito das ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. Os devaneios futuros e ansiosos por autorrealização minimizam os efeitos da tristeza provocada pela divagação.
II. Não há relação direta entre o fim do devaneio e o alcance de sucesso e felicidade, mesmo que conjugados com o controle da mente.
III. Faz parte da natureza humana ter pensamentos errantes, e eles justamente constituíram fatores de aprendizado e possibilidades criativas.
Assinale
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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
O texto, em relação à sua tipologia, se classifica como
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Texto para as questões 1 a 10
A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
1 Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito
2 provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios,
3 espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
4 Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as
5 obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de
6 atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam
7 o propósito. Ou não...
8 Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados,
9 não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são
10 consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do
11 autocontrole.
12 Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas
13 ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais
14 e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é
15 verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
16 Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à
17 obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor,
18 pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que
19 faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo:
20 os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável,
21 tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não
22 sua mera consequência.
23 Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu
24 esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
25 Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um
26 notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de
27 eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas
28 divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
29 A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem
30 desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas
31 pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por
32 uma solução.
33 Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então,
34 automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa
35 consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo
36 cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
37 Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem
38 revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante
39 da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. (linhas 9 e 10)
No período acima, os segmentos sublinhados exercem, respectivamente, papel sintático de
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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios, espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações [A] melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam o propósito. Ou não...
Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados, não evitaremos essa repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências desta falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do autocontrole.
Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse princípio é verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes [B], ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável, tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não sua mera consequência.
Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar [C] algumas pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por uma solução.
Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então, automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo [D] cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada não tenha sido empregada em sentido conotativo.
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A divagação da mente, o fluxo dos erros e a criatividade
Nossa mente vagueia entre passado e futuro, imaginando o que poderia ter sido, antecipando acontecimentos que muito provavelmente nunca ocorrerão, além de elaborar fantasiosas narrações. O padrão mental é criar pensamentos aleatórios, espontaneamente, à parte do que fazemos e das circunstâncias presentes.
Alguns exemplos são típicos em doenças mentais, como as ruminações melancólicas, características da depressão; as obsessões, identidade do transtorno obsessivo-compulsivo; o sonhar acordado, comum aos que têm transtorno de déficit de atenção. Em pessoas livres dessas enfermidades, as consequências dos raciocínios intrusos podem ser mínimas, nem perturbam o propósito. Ou não...
Às vezes, flagramos nossa mente distante, por um tempo surpreendentemente longo. Resignados ou inconformados, não evitaremos essa [A] repetição. A procrastinação e a impulsividade, causas frequentes de frustração e desgosto, são consequências desta [B] falha cognitiva, a incompetência em conectar o pensamento à ação contemporânea. Um fracasso do autocontrole.
Mesmo mais brandamente, a divergência entre o pensar e o agir gera tristeza. Algumas tradições filosóficas e religiosas ensinam que a felicidade reside no presente; dessa forma, seus adeptos são incentivados a reconhecer as divagações mentais e concentrarem-se no aqui e agora. Essas práticas sugerem que uma mente errante é uma mente infeliz. Mas esse [C] princípio é verdadeiro e pode ser testado objetivamente?
Questões complicadas como essas são um convite à divagação. Felizmente, alguns curiosos e persistentes foram à obra, especificamente em 2010, na Faculdade de Psicologia da Universidade Harvard. Esses insistentes, ou melhor, pesquisadores, enviaram perguntas, várias vezes e ao acaso, aos celulares de 2.250 voluntários. O mote era descobrir o que faziam, se o que estavam pensando era pertinente ao momento e como se sentiam. As conclusões obtidas desse clássico estudo: os participantes estavam menos felizes quando a mente vagueava, não importa se a atividade era agradável ou desagradável, tampouco se o pensamento transcorria sobre tópicos prazerosos ou não. A divagação da mente era a causa da tristeza, e não sua mera consequência.
Então, a chave do sucesso e da felicidade é o controle voluntário da mente, o fim dos devaneios? Desiludo o meu esperançoso leitor, não é possível alcançar esse objetivo.
Os pensamentos errantes ocupam muito do nosso tempo, por serem um aspecto normal da condição humana, um notável efeito da evolução que nos possibilita aprender, raciocinar, planejar e formatar a metacognição. A viagem mental de eventos passados às possibilidades futuras nos ajuda a integrar experiências e a antecipar consequências. Sem falar que essas [D] divagações ajudam a enfrentar a chatice de tarefas monótonas, já que adicionam alguns intervalos reparadores.
A experiência humana da consciência é fluida, raramente restringe-se a um único tópico por um período extenso, sem desvios. Sua natureza é dinâmica. Alguns raciocínios que surgem durante o divagar da mente tendem a orbitar algumas pendências pregressas e podem trazer momentos "Eureca", que talvez não seriam alcançados durante a exaustiva busca por uma solução.
Impasses mentais acontecem, e por vezes a concentração humana se desvia do obstáculo. A razão, então, automaticamente se envolve com outra atividade, cuidando de temas aleatórios. O problema fica incubado, submerso a nossa consciência. O que acontece durante o período de incubação é um mistério, não sabemos aquilo que se passa em subsolo cerebral. Mas em meio à diversidade de pensamentos erráticos, uma solução pode ser encontrada.
Imerso em pensamentos e sentimentos, alguém pode perder-se em devaneios. Porém, as simulações mentais podem revelar aspectos da realidade. A diversidade dos pensamentos fortuitos, e não o foco em uma ideia repetitiva, é uma determinante da criatividade.
(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2022/06/a-divagacao-da-mente-o-fluxo-dos-erros-e-a-criatividade.shtml. 7.jun.2022, com adaptações)
Assinale a alternativa em que a palavra exerça papel catafórico.
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Na prática laboratorial e industrial recomenda-se que a geração de resíduos seja reduzida ao máximo, empregando técnicas que não necessitam de reagentes agressivos ao meio ambiente e utilizando o mínimo possível de amostras e solventes. No entanto, mesmo seguindo essas recomendações, a geração de resíduos é inevitável. Sobre a correta destinação de resíduos químicos, assinale a afirmativa incorreta.
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Os mecanismos das reações químicas têm função importante no estudo da cinética dessas reações químicas. Considerando a reação abaixo, assinale a alternativa correta a respeito do seu mecanismo.
CH3- CH2- CH3+Cl2→ CH3-CH2-CH2-Cl+HCl
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A cromatografia é uma das técnicas mais usadas em análises químicas. Entre algumas de suas aplicações podemos citar a identificação de substâncias, purificação ou separação de compostos, monitoramento da qualidade do ar, composição química de gases em processos industriais, testagem de água potável e detecção de drogas em exames de urina e sangue. Assinale a afirmativa incorreta sobre a cromatografia.
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Um composto binário é formado por um cátion trivalente e um ânion bivalente. Sabendo que o cátion desse composto possui 30 nêutrons e 23 elétrons e o ânion possui 8 nêutrons e 10 elétrons, a massa molecular desse composto é
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Analise as afirmativas a seguir sobre as licitações públicas:
I. Os contratos decorrentes das licitações públicas devem estipular obrigações recíprocas paras as partes.
II. Toda licitação é sigilosa, já que o conteúdo das propostas não pode ser divulgado até a abertura dos envelopes.
III. A chamada execução direta pode ser feita sob três regimes: empreitada por preço global, empreitada por preço unitário ou tarefa.
Assinale:
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