Magna Concursos

Foram encontradas 100 questões.

TEXTO:
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura. Como são bonitas essas casas modernas; o risco é ousado e às vezes lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto, o arquiteto faz escultura em cimento armado e a gente vive dentro da escultura e da paisagem.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou um arquiteto novo.
O rapaz disse: “vamos tirar esta parede e também aquela; você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre” . E meu amigo tinha um ar feliz.
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu a quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder minha solidão.
Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho, quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! – certo de que ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e de alma, e sítio para falar sozinho.
Onde eu, que não sei desenhar, possa levar dias tentando traçar na parede o perfil de minha amada, sem que ninguém veja e sorria; onde eu, que não sei fazer versos, possa improvisar canções em alta voz para o meu amor; onde eu, que não tenho crença, possa rezar a divindades ocultas, que são apenas minhas.
Casa deve ser a preparação para o segredo maior do túmulo.
BRAGA, R. A casa. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: BestBolso, 2011. p. 359-360. Seleção Saraiva Vira-vira 1.
A substituição da preposição “de” pelo vocábulo por, no fragmento “Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar”, resulta em outro significado para o contexto frasal.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2492470 Ano: 2014
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, os componentes curriculares obrigatórios para o Ensino Fundamental estão organizados em cinco áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Religioso.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2490001 Ano: 2014
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
A intervenção do Estado nas questões de educação começa a ter grande expressão a partir do século XVIII, concomitantemente com a ideia do desenvolvimento de sistemas nacionais de educação ligados aos processos político-sociais de consolidação dos Estados nacionais europeus.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2489340 Ano: 2014
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
De acordo com relatório divulgado, em 2013, pela OCDE, o percentual da população entre 25 e 64 anos que concluiu o Ensino Superior no Brasil superou a média do dos países pesquisados, com previsão de, em dez anos, figurar entre os quinze países com mais egressos da educação superior.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
TEXTO:
A cidade não é apenas a organização funcional do espaço, suas ruas e edificações, seus bairros, pessoas carregando sonhos, isoladas na multidão, em um deserto de prédios, que aboliu o horizonte e apagou as estrelas. A cidade é a expressão das relações sociais de produção capitalista, sua materialização política e espacial que está na base da produção e reprodução do capital.
A cidade é a forma reificada dessas relações, mas também do amadurecimento das contradições que lhes são próprias. É a unidade de contrários, não apenas pelas profundas desigualdades, mas pela dinâmica da ordem e da explosão. As contradições, na maioria das vezes, explodem, cotidianamente, invisíveis. Bairros e pessoas pobres, assaltos, lixo, doenças, engarrafamentos, drogas, violência, exploração, mercado de coisas e de corpos transformados em coisas. As contradições surgem como grafites que insistem em pintar de cores e beleza a cidade cinza e feia. Estão lá, pulsando, nas veias que correm sob a pele urbana.
As pessoas vivem as explorações cotidianas das contradições urbanas na forma de uma serialidade, isto é, presas em seus casulos individuais, estão no mesmo lugar fazendo as mesmas coisas, mas não formam um grupo, e sim um coletivo serial no qual prevalece a indiferença mútua.
No âmbito da serialidade e do cotidiano, a consciência correnponde ao que Lukács denomina de consciência reificada – ou o senso comum para Gramsci. Submetidos à sociedade do capital, interiorizamos as relações sociais na forma de uma representação que as toma como naturais e imutáveis. Nossa consciência imediata assume uma forma particular da realidade como se fosse a realidade, que sempre foi e sempre será assim. Navegamos nas diferentes esferas que compõem a vida de forma fragmentária e superficial, e não como totalidade articulada.
O real aqui se apresenta como uma impossibilidade, nos termos freudianos “princípio de realidade”, que deve condicionar a realização do desejo. Para o pai da psicanálise, não há civilização sem repressão. Será Reich quem irá nos lembrar que “a definição do princípio da realidade como exigência da sociedade permanece formal, se não se acrescentar concretamente que o princípio da realidade, sob a forma que se reveste para nós atualmente, é o princípio da sociedade capitalista”.
LASI, M. L. A rebelião, a cidade e a consciência. In: MARICATO,
E. et al. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2013. p. 40-41.
O autor, no último parágrafo, apossa-se do discurso freudiano para conceituar a sociedade capitalista contemporânea.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2488572 Ano: 2014
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
Anísio Teixeira, nascido em Caetité (BA) e influenciado pelas ideias do filósofo norte-americano John Dewey, foi pioneiro no desenvolvimento de uma série de ações visando democratizar a educação pública de qualidade no Brasil.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2487032 Ano: 2014
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
Os mapas conceituais são, em geral, diagramas que indicam relações entre conceitos e que são utilizados por diferentes campos do conhecimento. As teorias da aprendizagem de Piaget e Wallon se destacam na ampla fundamentação e sistematização desses recursos pedagógicos.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2486986 Ano: 2014
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
A História Ocidental da Educação começou seis séculos a.C. no Egito Antigo.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
TEXTO:
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura. Como são bonitas essas casas modernas; o risco é ousado e às vezes lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto, o arquiteto faz escultura em cimento armado e a gente vive dentro da escultura e da paisagem.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou um arquiteto novo.
O rapaz disse: “vamos tirar esta parede e também aquela; você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre” . E meu amigo tinha um ar feliz.
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu a quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder minha solidão.
Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho, quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! – certo de que ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e de alma, e sítio para falar sozinho.
Onde eu, que não sei desenhar, possa levar dias tentando traçar na parede o perfil de minha amada, sem que ninguém veja e sorria; onde eu, que não sei fazer versos, possa improvisar canções em alta voz para o meu amor; onde eu, que não tenho crença, possa rezar a divindades ocultas, que são apenas minhas.
Casa deve ser a preparação para o segredo maior do túmulo.
BRAGA, R. A casa. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: BestBolso, 2011. p. 359-360. Seleção Saraiva Vira-vira 1.
O enunciador do discurso conduz a sua narrativa priorizando uma linguagem referencial e precisa.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2486807 Ano: 2014
Disciplina: Pedagogia
Banca: UFBA
Orgão: UNILAB
Provas:
Concepções da escola em diferentes momentos históricos
Concepção I Concepção II
• Diversidade de objetivos;
• Não há um fim único;
• Mestres diferentes sem ligação entre si;
• Ensino com conteúdo heterogêneo;
• Dispersão;
• Contatos ocasionais mestre-aluno;
• Alunos temporários.
• Unidade de objetivo;
• Direção moral fortemente influenciada por instituição religiosa milenar;
• Ensino com conteúdo homogêneo;
• Concentração;
• Contatos estreitos, contínuos;
• Alunos permanentes.
A Concepção I está baseada em características do modelo de educação do Renascimento.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas