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Foram encontradas 50 questões.

2411013 Ano: 2011
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
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Assinale a alternativa cuja definição corrobora com o conceito contido no art. 11 da Lei nº 4.320/64, que dispõe sobre a classificação das Receitas Correntes.
 

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2410668 Ano: 2011
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
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Fatos Contábeis são acontecimentos que podem provocar alterações qualitativas e/ou quantitativas nos valores patrimoniais, podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido das entidades. Classifique o tipo de fato ocorrido, e o seu respectivo reflexo no Patrimônio de uma empresa que adquiriu uma máquina (para integrar o Ativo Não Circulante Imobilizado de uma entidade) por R$ 1.000.000,00, sendo 50% de entrada e 50% a pagar futuramente, alterando, portanto, o patrimônio da seguinte forma:
 

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2410541 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
TEXTO
A insistência com que a presidenta fala às brasileiras, além de causar a ira do senador goiano Demóstenes Torres, acusando-a de fazer um governo de gênero, levando a crer que está deixando para um segundo plano o eleitorado masculino, atrai a curiosidade dos analistas.
Na edição de 22 de setembro de 2011, a Folha de S Paulo tem por foto principal de capa a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde se lê na legenda: “em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher abrir a Assembleia Geral”. Essa forma de endereçamento de sua comunicação, a partir do gênero feminino, poderia correr o risco de ser mal interpretada naquilo que realmente diz.
Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos sites de jornais: “E o Daily Beast, site da Newsweek, revista que dedicou a ela a sua capa!$ ^{(A)} !$, deu como manchete ‘Dilma se bate pelas mulheres’. E continua: “embora tenha seguido o roteiro lulista de se apresentar como representante de um grupo oprimido, as mulheres, e defender a nação palestina, seu foco maior e urgente estava na deterioração da economia”. Em seus quatro primeiros parágrafos, a presidenta Dilma fala a partir de seu “lugar de fala”, presidenta do Brasil. Assim se expressa na página 16A da Folha: “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho de mulher, que vivo esse momento histórico!$ ^{(B)} !$. Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher!$ ^{(C)} !$, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje!$ ^{(D)} !$”.
Ora, este seu lugar de fala e o desejo de se comunicar com as mulheres de todo o mundo mostrariam um certo partis-pris. Afinal o mundo é composto de homens e mulheres. Caímos na questão das figuras de linguagem, muito comuns em discursos pomposos, como o da ONU. São metáforas, isto é, deslocamentos de sentidos (meta-forum = lugar além), desejo de falar para toda a humanidade, mas personificando-se nas mulheres. São metonímias, em que se ajusta um sentido ao outro, substitui-se um sentido pelo outro, mas mantém-se a coerência do discurso. Diria que são principalmente alegorias, figuras que dão ao discurso a ideia do outro (da outra), presente na raiz grega da palavra. Quando se fala alegoricamente, quer-se chamar a presença do outro no discurso. Assim, a presidenta, ao falar às mulheres, também fala ao outro. Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher, aquela que há muito, neste mundo, vem sendo subjugada, vem sendo minoria. Mas com isso não deseja excluir de sua fala o seu semelhante.
A presidenta Dilma, certamente por uma questão de marketing de seu governo, se permite dizer que este é o século das mulheres. Existe também uma visão diabólica!$ ^{(E)} !$ da alegoria, que luta contra a mesmice do simbólico. É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos de linguagem, feitos de consensos e discordâncias. Dilma pode ser presidenta e presidente, mas prioriza a sua interlocução com as mulheres e, com isso, não deixa de falar com os homens. Possui, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina, mas não faz um governo de gênero, como clama o senador goiano, ela discursa metafórica e alegoricamente dos lugares femininos, que certamente lhe dão maior sabor. Coisas e ideias de seu marqueteiro? Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder retórico da linguagem.
Adaptado de: DAYRELL, Sérgio. Por que a presidenta fala às mulheres? Jornal O Povo. Disponível em:
http://publica.opovo.com.br/page,528,109.html?i=2308414&meta_type=noticia&schema=noticia_128033434835
Assinale a alternativa cujo verbo está empregado como transitivo direto.
 

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2410326 Ano: 2011
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
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Após o encerramento do exercício, o Balanço Patrimonial de uma empresa estava assim constituído:
Ativo Circulante..................................................... R$ 2.000
Ativo Não Circulante/ Realizável a Longo Prazo ..R$ 1.000
Ativo Não Circulante/ Imobilizado ........................R$ 5.000
Passivo Circulante .................................................R$ 1.000
Passivo Não Circulante/ Financiamento ...... ..........R$ 1.500
Patrimônio Líquido ................................................R$ 5.500
Assinale a alternativa que contém a afirmativa correta em relação aos dados apresentados.
 

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2410230 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
TEXTO
A insistência com que a presidenta fala às brasileiras, além de causar a ira do senador goiano Demóstenes Torres, acusando-a de fazer um governo de gênero, levando a crer que está deixando para um segundo plano o eleitorado masculino, atrai a curiosidade dos analistas.
Na edição de 22 de setembro de 2011, a Folha de S Paulo tem por foto principal de capa a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde se lê na legenda: “em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher abrir a Assembleia Geral”. Essa forma de endereçamento de sua comunicação, a partir do gênero feminino, poderia correr o risco de ser mal interpretada naquilo que realmente diz.
Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos sites de jornais: “E o Daily Beast, site da Newsweek, revista que dedicou a ela a sua capa, deu como manchete ‘Dilma se bate pelas mulheres’. E continua: “embora tenha seguido o roteiro lulista de se apresentar como representante de um grupo oprimido, as mulheres, e defender a nação palestina, seu foco maior e urgente estava na deterioração da economia”. Em seus quatro primeiros parágrafos, a presidenta Dilma fala a partir de seu “lugar de fala”, presidenta do Brasil. Assim se expressa na página 16A da Folha: “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna!$ ^{(A)} !$ que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho de mulher!$ ^{(B)} !$, que vivo esse momento histórico. Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade!$ ^{(C)} !$. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje”.
Ora, este seu lugar de fala e o desejo de se comunicar com as mulheres de todo o mundo mostrariam um certo partis-pris. Afinal o mundo é composto de homens e mulheres. Caímos na questão das figuras de linguagem, muito comuns em discursos pomposos, como o da ONU. São metáforas, isto é, deslocamentos de sentidos (meta-forum = lugar além), desejo de falar para toda a humanidade, mas personificando-se nas mulheres. São metonímias, em que se ajusta um sentido ao outro, substitui-se um sentido pelo outro, mas mantém-se a coerência do discurso. Diria que são principalmente alegorias, figuras que dão ao discurso a ideia do outro (da outra), presente na raiz grega da palavra. Quando se fala alegoricamente, quer-se chamar a presença do outro no discurso. Assim, a presidenta, ao falar às mulheres, também fala ao outro. Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher, aquela que há muito, neste mundo, vem sendo subjugada, vem sendo minoria. Mas com isso não deseja excluir de sua fala o seu semelhante!$ ^{(D)} !$.
A presidenta Dilma, certamente por uma questão de marketing de seu governo, se permite dizer que este é o século das mulheres. Existe também uma visão diabólica da alegoria, que luta contra a mesmice do simbólico. É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos de linguagem, feitos de consensos e discordâncias!$ ^{(E)} !$. Dilma pode ser presidenta e presidente, mas prioriza a sua interlocução com as mulheres e, com isso, não deixa de falar com os homens. Possui, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina, mas não faz um governo de gênero, como clama o senador goiano, ela discursa metafórica e alegoricamente dos lugares femininos, que certamente lhe dão maior sabor. Coisas e ideias de seu marqueteiro? Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder retórico da linguagem.
Adaptado de: DAYRELL, Sérgio. Por que a presidenta fala às mulheres? Jornal O Povo. Disponível em:
http://publica.opovo.com.br/page,528,109.html?i=2308414&meta_type=noticia&schema=noticia_128033434835
Há contradição no seguinte trecho:
 

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2410184 Ano: 2011
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
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De acordo com as informações obtidas de uma empresa que produz: Cadeiras, Mesas e Armários, temos:
1. Preços de venda unitários
- Das cadeiras = R$ 2.000,00
- Das mesas = R$ 2.200,00
- Dos armários = R$ 4.000,00
2. Gastos diretos
- Das cadeiras = R$ 1.440,00
- Das mesas = R$ 1.880,00
- Dos armários = R$ 3.800,00
3. Gastos indiretos = R$ 5.000,00
4. Quantidade vendida
- Das cadeiras = 300 un.
- Das mesas = 600 un.
- Dos armários = 2.500 un.
Com base nas informações acima, e efetuados os devidos cálculos, pode-se afirmar corretamente em relação à Margem de Contribuição (MC) que o produto com maior MC unitária; o produto com maior MC total e o produto com maior MC percentual, calculados, alcançaram, respectivamente, os seguintes valores:
 

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2409852 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
TEXTO
A insistência com que a presidenta fala às brasileiras, além de causar a ira do senador goiano Demóstenes Torres, acusando-a de fazer um governo de gênero!$ ^{(D)} !$, levando a crer que está deixando para um segundo plano o eleitorado masculino, atrai a curiosidade dos analistas.
Na edição de 22 de setembro de 2011, a Folha de S Paulo tem por foto principal de capa a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde se lê na legenda: “em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher!$ ^{(A)} !$ abrir a Assembleia Geral”. Essa forma de endereçamento de sua comunicação, a partir do gênero feminino, poderia correr o risco de ser mal interpretada naquilo que realmente diz.
Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos sites de jornais: “E o Daily Beast, site da Newsweek, revista que dedicou a ela a sua capa, deu como manchete ‘Dilma se bate pelas mulheres’. E continua: “embora tenha seguido o roteiro lulista de se apresentar como representante de um grupo oprimido, as mulheres!$ ^{(E)} !$, e defender a nação palestina, seu foco maior e urgente estava na deterioração da economia”. Em seus quatro primeiros parágrafos, a presidenta Dilma fala a partir de seu “lugar de fala”, presidenta do Brasil. Assim se expressa na página 16A da Folha: “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho de mulher, que vivo esse momento histórico. Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher!$ ^{(A)} !$, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje”.
Ora, este seu lugar de fala e o desejo de se comunicar com as mulheres de todo o mundo mostrariam um certo partis-pris. Afinal o mundo é composto de homens e mulheres. Caímos na questão das figuras de linguagem, muito comuns em discursos pomposos, como o da ONU. São metáforas, isto é, deslocamentos de sentidos (meta-forum = lugar além), desejo de falar para toda a humanidade, mas personificando-se nas mulheres. São metonímias, em que se ajusta um sentido!$ ^{(B)} !$ ao outro, substitui-se um sentido!$ ^{(B)} !$ pelo outro, mas mantém-se a coerência do discurso. Diria que são principalmente alegorias, figuras que dão ao discurso a ideia do outro (da outra), presente na raiz grega da palavra. Quando se fala alegoricamente, quer-se chamar a presença do outro no discurso!$ ^{(C)} !$. Assim, a presidenta, ao falar às mulheres!$ ^{(E)} !$, também fala ao outro. Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher, aquela que há muito, neste mundo, vem sendo subjugada, vem sendo minoria. Mas com isso não deseja excluir de sua fala o seu semelhante.
A presidenta Dilma, certamente por uma questão de marketing de seu governo, se permite dizer que este é o século das mulheres. Existe também uma visão diabólica da alegoria, que luta contra a mesmice do simbólico. É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos de linguagem, feitos de consensos e discordâncias. Dilma pode ser presidenta e presidente, mas prioriza a sua interlocução com as mulheres e, com isso, não deixa de falar com os homens. Possui, certamente, um discurso!$ ^{(C)} !$ afinado com a emancipação feminina, mas não faz um governo de gênero!$ ^{(D)} !$, como clama o senador goiano, ela discursa metafórica e alegoricamente dos lugares femininos, que certamente lhe dão maior sabor. Coisas e ideias de seu marqueteiro? Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder retórico da linguagem.
Adaptado de: DAYRELL, Sérgio. Por que a presidenta fala às mulheres? Jornal O Povo. Disponível em:
http://publica.opovo.com.br/page,528,109.html?i=2308414&meta_type=noticia&schema=noticia_128033434835
Assinale a alternativa em que as palavras estão ordenadas do geral para o específico, no texto.
 

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2409599 Ano: 2011
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
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Conforme os fundamentos da ciência contábil, é correto afirmar que:
 

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2409428 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
TEXTO
A insistência com que a presidenta fala às brasileiras, além de causar a ira do senador goiano Demóstenes Torres, acusando-a de fazer um governo de gênero, levando a crer que está deixando para um segundo plano o eleitorado masculino, atrai a curiosidade dos analistas.
Na edição de 22 de setembro de 2011, a Folha de S Paulo tem por foto principal de capa a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde se lê na legenda: “em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher abrir a Assembleia Geral”. Essa forma de endereçamento de sua comunicação, a partir do gênero feminino, poderia correr o risco de ser mal interpretada naquilo que realmente diz.
Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos sites de jornais: “E o Daily Beast, site da Newsweek, revista que dedicou a ela a sua capa, deu como manchete ‘Dilma se bate pelas mulheres’. E continua: “embora tenha seguido o roteiro lulista de se apresentar como representante de um grupo oprimido, as mulheres, e defender a nação palestina, seu foco maior e urgente estava na deterioração da economia”. Em seus quatro primeiros parágrafos, a presidenta Dilma fala a partir de seu “lugar de fala”, presidenta do Brasil. Assim se expressa na página 16A da Folha: “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho de mulher, que vivo esse momento histórico. Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje”.
Ora, este seu lugar de fala e o desejo de se comunicar com as mulheres de todo o mundo mostrariam um certo partis-pris. Afinal o mundo é composto de homens e mulheres. Caímos na questão das figuras de linguagem, muito comuns em discursos pomposos, como o da ONU. São metáforas, isto é, deslocamentos de sentidos (meta-forum = lugar além), desejo de falar para toda a humanidade, mas personificando-se nas mulheres. São metonímias, em que se ajusta um sentido ao outro, substitui-se um sentido pelo outro, mas mantém-se a coerência do discurso. Diria que são principalmente alegorias, figuras que dão ao discurso a ideia do outro (da outra), presente na raiz grega da palavra. Quando se fala alegoricamente, quer-se chamar a presença do outro no discurso. Assim, a presidenta, ao falar às mulheres, também fala ao outro. Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher, aquela que há muito, neste mundo, vem sendo subjugada, vem sendo minoria. Mas com isso não deseja excluir de sua fala o seu semelhante.
A presidenta Dilma, certamente por uma questão de marketing de seu governo, se permite dizer que este é o século das mulheres. Existe também uma visão diabólica da alegoria, que luta contra a mesmice do simbólico. É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos de linguagem, feitos de consensos e discordâncias. Dilma pode ser presidenta e presidente, mas prioriza a sua interlocução com as mulheres e, com isso, não deixa de falar com os homens. Possui, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina, mas não faz um governo de gênero, como clama o senador goiano, ela discursa metafórica e alegoricamente dos lugares femininos, que certamente lhe dão maior sabor. Coisas e ideias de seu marqueteiro? Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder retórico da linguagem.
Adaptado de: DAYRELL, Sérgio. Por que a presidenta fala às mulheres? Jornal O Povo. Disponível em:
http://publica.opovo.com.br/page,528,109.html?i=2308414&meta_type=noticia&schema=noticia_128033434835
No seu discurso, a presidenta apela, como mulher, para algumas palavras como carro-chefe, cujos valores:
 

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2409426 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFC
Orgão: UNILAB
TEXTO
A insistência com que a presidenta fala às brasileiras, além de causar a ira do senador goiano Demóstenes Torres, acusando-a de fazer um governo de gênero, levando a crer que está deixando para um segundo plano o eleitorado masculino, atrai a curiosidade dos analistas.
Na edição de 22 de setembro de 2011, a Folha de S Paulo tem por foto principal de capa a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde se lê na legenda: “em discurso de 25 minutos, Dilma destacou o fato de, pela primeira vez, uma mulher abrir a Assembleia Geral”. Essa forma de endereçamento de sua comunicação, a partir do gênero feminino, poderia correr o risco de ser mal interpretada naquilo que realmente diz.
Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos sites de jornais: “E o Daily Beast, site da Newsweek, revista que dedicou a ela a sua capa, deu como manchete ‘Dilma se bate pelas mulheres’. E continua: “embora tenha seguido o roteiro lulista de se apresentar como representante de um grupo oprimido, as mulheres, e defender a nação palestina, seu foco maior e urgente estava na deterioração da economia”. Em seus quatro primeiros parágrafos, a presidenta Dilma fala a partir de seu “lugar de fala”, presidenta do Brasil. Assim se expressa na página 16A da Folha: “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho de mulher, que vivo esse momento histórico. Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje”.
Ora, este seu lugar de fala e o desejo de se comunicar com as mulheres de todo o mundo mostrariam um certo partis-pris. Afinal o mundo é composto de homens e mulheres. Caímos na questão das figuras de linguagem, muito comuns em discursos pomposos, como o da ONU. São metáforas, isto é, deslocamentos de sentidos (meta-forum = lugar além), desejo de falar para toda a humanidade, mas personificando-se nas mulheres. São metonímias, em que se ajusta um sentido ao outro, substitui-se um sentido pelo outro, mas mantém-se a coerência do discurso. Diria que são principalmente alegorias, figuras que dão ao discurso a ideia do outro (da outra), presente na raiz grega da palavra. Quando se fala alegoricamente, quer-se chamar a presença do outro no discurso. Assim, a presidenta, ao falar às mulheres, também fala ao outro. Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher, aquela que há muito, neste mundo, vem sendo subjugada, vem sendo minoria. Mas com isso não deseja excluir de sua fala o seu semelhante.
A presidenta Dilma, certamente por uma questão de marketing de seu governo, se permite dizer que este é o século das mulheres. Existe também uma visão diabólica da alegoria, que luta contra a mesmice do simbólico. É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos de linguagem, feitos de consensos e discordâncias. Dilma pode ser presidenta e presidente, mas prioriza a sua interlocução com as mulheres e, com isso, não deixa de falar com os homens. Possui, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina, mas não faz um governo de gênero, como clama o senador goiano, ela discursa metafórica e alegoricamente dos lugares femininos, que certamente lhe dão maior sabor. Coisas e ideias de seu marqueteiro? Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder retórico da linguagem.
Adaptado de: DAYRELL, Sérgio. Por que a presidenta fala às mulheres? Jornal O Povo. Disponível em:
http://publica.opovo.com.br/page,528,109.html?i=2308414&meta_type=noticia&schema=noticia_128033434835
Existe fonema velar oclusivo surdo na palavra:
 

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