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Francisco é o responsável pelo almoxarifado de um hospital. Para fazer a pesagem de quatro objetos recebidos (X, Y, Z e J), ele precisa subir na balança junto aos objetos, pois o prato da balança não possibilita apoiá-los diretamente. Dessa forma, primeiramente ele sobe na balança com os objetos X e Y, e a balança registra 80Kg. Na sequência, ele sobe carregando os objetos Z e J, e a balança registra 93Kg.
Sabendo-se que Francisco pesa 69Kg, determine o peso de todos os objetos recebidos (X, Y, Z e J):
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De acordo com o levantamento feito pela administração de um hospital durante o ano de 2016, a título de compreender melhor o motivo das internações de pacientes na UTI, constatou-se que os motivos das internações eram subdivididos da seguinte maneira:
24% - Doenças do aparelho circulatório.
21% - Lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas.
15% - Neoplasias (tumores).
9% - Doenças do aparelho respiratório.
31% - Outros motivos.
O gráfico de setor, referente a essas informações, seria formado por cinco setores.
Assinale a alternativa que apresenta a diferença, em graus, dos ângulos dos setores referentes a doenças do aparelho circulatório e a doenças do aparelho respiratório, respectivamente.
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No ano de 2011, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) uma medida para reduzir os limites de iodo adicionado no sal de consumo humano no país. A faixa de variação do iodo no sal era de 20 a 60 miligramas (mg) de iodo por quilograma (Kg) de sal e passou para faixa de 15 a 45 miligramas (mg) de iodo por quilograma (Kg) de sal.
Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/saude/2013/04/quantidade-de-iodo-no-sal-consumido-no-brasil-sera-reduzido>. Acesso em: 10 maio 2017.
Calcule qual foi a redução em porcentagem dos limites mínimos e máximos da concentração de iodo no sal expressa em miligrama (mg) por quilograma (Kg):
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Em um Posto de Saúde, no ano de 2015, havia uma equipe de funcionários responsáveis pela saúde bucal composta por dentistas e auxiliares. Nessa equipe, 42% eram dentistas. Em 2016, o Posto de Saúde contratou mais X auxiliares para essa equipe, sendo que o número de dentistas permaneceu o mesmo.
Após a contratação dos auxiliares, a quantidade de dentista passou a ser de 35% da quantidade total da equipe.
Determine a razão entre a quantidade total de auxiliares antes da contratação e a quantidade total de auxiliares após a contratação:
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Leia o Texto 1 com atenção e, com base nele, responda a questão.
TEXTO 1 - Trajetórias da desigualdade
Há anos não se publicava um livro tão abrangente sobre a desigualdade no Brasil, ou, mais exatamente, sobre as desigualdades, pois Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos trata de desníveis em participação política, condições habitacionais, renda, educação, saúde e saneamento ao longo de meio século.
A combinação de temas é o primeiro grande mérito do livro; o segundo, a perspectiva histórica abrangente de cinco décadas. O enfoque recai sobre as trajetórias e não sobre as flutuações de curto prazo. Interessam as grandes tendências e os fatores que as impulsionam. [...]
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche. Para cobrir cinquenta anos de história esses estudos lançam mão de uma profusão de estatísticas de registros eleitorais, censos e pesquisas domiciliares complementadas com alguns dados de outras fontes. Denso e longo, o livro beira as quinhentas páginas. Como sempre ocorre com coletâneas, o conteúdo e a linguagem dos capítulos variam, o que certamente diversifica o interesse do leitor. Alguns são demasiadamente técnicos para um público amplo; outros complicam o que poderia ser apresentado de forma muito simples; uns poucos dão atenção excessiva a descrições de importância secundária, que atrasam a compreensão dos argumentos. [...]
Nos estudos sobre desigualdade, fatos e valores não se separam. Até na aparente isenção das estatísticas a mensuração da desigualdade reflete, implícita ou explicitamente, juízos de valor. Guia o livro uma noção igualitarista de justiça. [...]. Não há dúvida de que igualdade é um objetivo a se alcançar nas preocupações dos principais capítulos. Trata-se, portanto, de um livro engajado por seus valores. [...]
É difícil sintetizar o que há por trás de tantos estudos, autores e temas. Mas há uma ideia que costura os capítulos: nos últimos cinquenta anos a igualdade no Brasil foi obtida predominantemente por inclusão, não por redistribuição. [...]. A classificação encerra certo artificialismo, mas é útil para entender o eixo no qual giram as ideias do livro.
Políticas de igualdade por inclusão são aquelas que reconhecem certos avanços de uma parte da população, definindo-os como um marco absoluto, e buscam recuperar o atraso do restante das pessoas em relação a eles. São desenhadas para usar os recursos fiscais disponíveis de modo a dar aos que têm menos aquilo que se considera básico ou essencial e já foi garantido a outros. O universalismo ou, mais exatamente, um tipo minimalista de universalismo, é o princípio de justiça que norteia a igualdade por inclusão.
Políticas de igualdade por redistribuição trabalham com marcos relativos. Identificam diferenças e se empenham em reduzi-las, retirando dos que têm mais para redistribuir aos que têm menos. São desenhadas para aumentar a disponibilidade de recursos fiscais para fins redistributivos e realocar vantagens dos que têm mais aos que têm menos. A igualdade por redistribuição é guiada por princípios de equidade. [...]
É recorrente no livro o fato de a história brasileira ser marcada por uma igualdade por inclusão. Ou seja, a redução da desigualdade por meio de políticas, quando ocorreu, foi determinada por medidas inclusivas em políticas que não foram desenhadas com propósitos explicitamente distributivos.
Mas nem toda queda na desigualdade ocorreu devido à ação do Estado. Movimentos importantes na direção da igualdade ocorreram independentemente da ação estatal direta. É o caso, por exemplo, da redução das diferenças de gênero. Aliás, alguns resultados sugerem que a desigualdade caiu apesar da ação do Estado e não graças a ela. [...]
Trajetórias da desigualdade conta uma história de meio século de desigualdades no Brasil com rigor e detalhe. Trata de várias dimensões do bem viver e busca unificar ideias implícitas em uma grande quantidade de estudos. Combina décadas de estatísticas com análise institucional. É um livro que merece as boas-vindas de quem acredita que para se entender a sociedade brasileira é preciso saber o que faz o país tão desigual.
MEDEIROS, Marcelo. Resenha do livro: Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos, de Marta Arretche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 31, n. 90, fev. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17666/3190175-177/2016>. Acesso em: 22 abr. 2017.
O termo em destaque pode ser substituído pelo termo entre parênteses, sem alteração de sentido, EXCETO em:
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TEXTO 1 - Trajetórias da desigualdade
Há anos não se publicava um livro tão abrangente sobre a desigualdade no Brasil, ou, mais exatamente, sobre as desigualdades, pois Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos trata de desníveis em participação política, condições habitacionais, renda, educação, saúde e saneamento ao longo de meio século.
A combinação de temas é o primeiro grande mérito do livro; o segundo, a perspectiva histórica abrangente de cinco décadas. O enfoque recai sobre as trajetórias e não sobre as flutuações de curto prazo. Interessam as grandes tendências e os fatores que as impulsionam. [...]
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche. Para cobrir cinquenta anos de história esses estudos lançam mão de uma profusão de estatísticas de registros eleitorais, censos e pesquisas domiciliares complementadas com alguns dados de outras fontes. Denso e longo, o livro beira as quinhentas páginas. Como sempre ocorre com coletâneas, o conteúdo e a linguagem dos capítulos variam, o que certamente diversifica o interesse do leitor. Alguns são demasiadamente técnicos para um público amplo; outros complicam o que poderia ser apresentado de forma muito simples; uns poucos dão atenção excessiva a descrições de importância secundária, que atrasam a compreensão dos argumentos. [...]
Nos estudos sobre desigualdade, fatos e valores não se separam. Até na aparente isenção das estatísticas a mensuração da desigualdade reflete, implícita ou explicitamente, juízos de valor. Guia o livro uma noção igualitarista de justiça. [...]. Não há dúvida de que igualdade é um objetivo a se alcançar nas preocupações dos principais capítulos. Trata-se, portanto, de um livro engajado por seus valores. [...]
É difícil sintetizar o que há por trás de tantos estudos, autores e temas. Mas há uma ideia que costura os capítulos: nos últimos cinquenta anos a igualdade no Brasil foi obtida predominantemente por inclusão, não por redistribuição. [...]. A classificação encerra certo artificialismo, mas é útil para entender o eixo no qual giram as ideias do livro.
Políticas de igualdade por inclusão são aquelas que reconhecem certos avanços de uma parte da população, definindo-os como um marco absoluto, e buscam recuperar o atraso do restante das pessoas em relação a eles. São desenhadas para usar os recursos fiscais disponíveis de modo a dar aos que têm menos aquilo que se considera básico ou essencial e já foi garantido a outros. O universalismo ou, mais exatamente, um tipo minimalista de universalismo, é o princípio de justiça que norteia a igualdade por inclusão.
Políticas de igualdade por redistribuição trabalham com marcos relativos. Identificam diferenças e se empenham em reduzi-las, retirando dos que têm mais para redistribuir aos que têm menos. São desenhadas para aumentar a disponibilidade de recursos fiscais para fins redistributivos e realocar vantagens dos que têm mais aos que têm menos. A igualdade por redistribuição é guiada por princípios de equidade. [...]
É recorrente no livro o fato de a história brasileira ser marcada por uma igualdade por inclusão. Ou seja, a redução da desigualdade por meio de políticas, quando ocorreu, foi determinada por medidas inclusivas em políticas que não foram desenhadas com propósitos explicitamente distributivos.
Mas nem toda queda na desigualdade ocorreu devido à ação do Estado. Movimentos importantes na direção da igualdade ocorreram independentemente da ação estatal direta. É o caso, por exemplo, da redução das diferenças de gênero. Aliás, alguns resultados sugerem que a desigualdade caiu apesar da ação do Estado e não graças a ela. [...]
Trajetórias da desigualdade conta uma história de meio século de desigualdades no Brasil com rigor e detalhe. Trata de várias dimensões do bem viver e busca unificar ideias implícitas em uma grande quantidade de estudos. Combina décadas de estatísticas com análise institucional. É um livro que merece as boas-vindas de quem acredita que para se entender a sociedade brasileira é preciso saber o que faz o país tão desigual.
MEDEIROS, Marcelo. Resenha do livro: Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos, de Marta Arretche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 31, n. 90, fev. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17666/3190175-177/2016>. Acesso em: 22 abr. 2017.
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche.
Sobre o período acima, assinale a alternativa INCORRETA.
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TEXTO 1 - Trajetórias da desigualdade
Há anos não se publicava um livro tão abrangente sobre a desigualdade no Brasil, ou, mais exatamente, sobre as desigualdades, pois Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos trata de desníveis em participação política, condições habitacionais, renda, educação, saúde e saneamento ao longo de meio século.
A combinação de temas é o primeiro grande mérito do livro; o segundo, a perspectiva histórica abrangente de cinco décadas. O enfoque recai sobre as trajetórias e não sobre as flutuações de curto prazo. Interessam as grandes tendências e os fatores que as impulsionam. [...]
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche. Para cobrir cinquenta anos de história esses estudos lançam mão de uma profusão de estatísticas de registros eleitorais, censos e pesquisas domiciliares complementadas com alguns dados de outras fontes. Denso e longo, o livro beira as quinhentas páginas. Como sempre ocorre com coletâneas, o conteúdo e a linguagem dos capítulos variam, o que certamente diversifica o interesse do leitor. Alguns são demasiadamente técnicos para um público amplo; outros complicam o que poderia ser apresentado de forma muito simples; uns poucos dão atenção excessiva a descrições de importância secundária, que atrasam a compreensão dos argumentos. [...]
Nos estudos sobre desigualdade, fatos e valores não se separam. Até na aparente isenção das estatísticas a mensuração da desigualdade reflete, implícita ou explicitamente, juízos de valor. Guia o livro uma noção igualitarista de justiça. [...]. Não há dúvida de que igualdade é um objetivo a se alcançar nas preocupações dos principais capítulos. Trata-se, portanto, de um livro engajado por seus valores. [...]
É difícil sintetizar o que há por trás de tantos estudos, autores e temas. Mas há uma ideia que costura os capítulos: nos últimos cinquenta anos a igualdade no Brasil foi obtida predominantemente por inclusão, não por redistribuição. [...]. A classificação encerra certo artificialismo, mas é útil para entender o eixo no qual giram as ideias do livro.
Políticas de igualdade por inclusão são aquelas que reconhecem certos avanços de uma parte da população, definindo-os como um marco absoluto, e buscam recuperar o atraso do restante das pessoas em relação a eles. São desenhadas para usar os recursos fiscais disponíveis de modo a dar aos que têm menos aquilo que se considera básico ou essencial e já foi garantido a outros. O universalismo ou, mais exatamente, um tipo minimalista de universalismo, é o princípio de justiça que norteia a igualdade por inclusão.
Políticas de igualdade por redistribuição trabalham com marcos relativos. Identificam diferenças e se empenham em reduzi-las, retirando dos que têm mais para redistribuir aos que têm menos. São desenhadas para aumentar a disponibilidade de recursos fiscais para fins redistributivos e realocar vantagens dos que têm mais aos que têm menos. A igualdade por redistribuição é guiada por princípios de equidade. [...]
É recorrente no livro o fato de a história brasileira ser marcada por uma igualdade por inclusão. Ou seja, a redução da desigualdade por meio de políticas, quando ocorreu, foi determinada por medidas inclusivas em políticas que não foram desenhadas com propósitos explicitamente distributivos.
Mas nem toda queda na desigualdade ocorreu devido à ação do Estado. Movimentos importantes na direção da igualdade ocorreram independentemente da ação estatal direta. É o caso, por exemplo, da redução das diferenças de gênero. Aliás, alguns resultados sugerem que a desigualdade caiu apesar da ação do Estado e não graças a ela. [...]
Trajetórias da desigualdade conta uma história de meio século de desigualdades no Brasil com rigor e detalhe. Trata de várias dimensões do bem viver e busca unificar ideias implícitas em uma grande quantidade de estudos. Combina décadas de estatísticas com análise institucional. É um livro que merece as boas-vindas de quem acredita que para se entender a sociedade brasileira é preciso saber o que faz o país tão desigual.
MEDEIROS, Marcelo. Resenha do livro: Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos, de Marta Arretche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 31, n. 90, fev. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17666/3190175-177/2016>. Acesso em: 22 abr. 2017.
No eixo para o qual convergem as ideias do livro, a categoria que prevalece no Brasil no último meio século é a igualdade por
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TEXTO 1 - Trajetórias da desigualdade
Há anos não se publicava um livro tão abrangente sobre a desigualdade no Brasil, ou, mais exatamente, sobre as desigualdades, pois Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos trata de desníveis em participação política, condições habitacionais, renda, educação, saúde e saneamento ao longo de meio século.
A combinação de temas é o primeiro grande mérito do livro; o segundo, a perspectiva histórica abrangente de cinco décadas. O enfoque recai sobre as trajetórias e não sobre as flutuações de curto prazo. Interessam as grandes tendências e os fatores que as impulsionam. [...]
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche. Para cobrir cinquenta anos de história esses estudos lançam mão de uma profusão de estatísticas de registros eleitorais, censos e pesquisas domiciliares complementadas com alguns dados de outras fontes. Denso e longo, o livro beira as quinhentas páginas. Como sempre ocorre com coletâneas, o conteúdo e a linguagem dos capítulos variam, o que certamente diversifica o interesse do leitor. Alguns são demasiadamente técnicos para um público amplo; outros complicam o que poderia ser apresentado de forma muito simples; uns poucos dão atenção excessiva a descrições de importância secundária, que atrasam a compreensão dos argumentos. [...]
Nos estudos sobre desigualdade, fatos e valores não se separam. Até na aparente isenção das estatísticas a mensuração da desigualdade reflete, implícita ou explicitamente, juízos de valor. Guia o livro uma noção igualitarista de justiça. [...]. Não há dúvida de que igualdade é um objetivo a se alcançar nas preocupações dos principais capítulos. Trata-se, portanto, de um livro engajado por seus valores. [...]
É difícil sintetizar o que há por trás de tantos estudos, autores e temas. Mas há uma ideia que costura os capítulos: nos últimos cinquenta anos a igualdade no Brasil foi obtida predominantemente por inclusão, não por redistribuição. [...]. A classificação encerra certo artificialismo, mas é útil para entender o eixo no qual giram as ideias do livro.
Políticas de igualdade por inclusão são aquelas que reconhecem certos avanços de uma parte da população, definindo-os como um marco absoluto, e buscam recuperar o atraso do restante das pessoas em relação a eles. São desenhadas para usar os recursos fiscais disponíveis de modo a dar aos que têm menos aquilo que se considera básico ou essencial e já foi garantido a outros. O universalismo ou, mais exatamente, um tipo minimalista de universalismo, é o princípio de justiça que norteia a igualdade por inclusão.
Políticas de igualdade por redistribuição trabalham com marcos relativos. Identificam diferenças e se empenham em reduzi-las, retirando dos que têm mais para redistribuir aos que têm menos. São desenhadas para aumentar a disponibilidade de recursos fiscais para fins redistributivos e realocar vantagens dos que têm mais aos que têm menos. A igualdade por redistribuição é guiada por princípios de equidade. [...]
É recorrente no livro o fato de a história brasileira ser marcada por uma igualdade por inclusão. Ou seja, a redução da desigualdade por meio de políticas, quando ocorreu, foi determinada por medidas inclusivas em políticas que não foram desenhadas com propósitos explicitamente distributivos.
Mas nem toda queda na desigualdade ocorreu devido à ação do Estado. Movimentos importantes na direção da igualdade ocorreram independentemente da ação estatal direta. É o caso, por exemplo, da redução das diferenças de gênero. Aliás, alguns resultados sugerem que a desigualdade caiu apesar da ação do Estado e não graças a ela. [...]
Trajetórias da desigualdade conta uma história de meio século de desigualdades no Brasil com rigor e detalhe. Trata de várias dimensões do bem viver e busca unificar ideias implícitas em uma grande quantidade de estudos. Combina décadas de estatísticas com análise institucional. É um livro que merece as boas-vindas de quem acredita que para se entender a sociedade brasileira é preciso saber o que faz o país tão desigual.
MEDEIROS, Marcelo. Resenha do livro: Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos, de Marta Arretche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 31, n. 90, fev. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17666/3190175-177/2016>. Acesso em: 22 abr. 2017.
Assinale a alternativa em que NÃO há opinião no trecho extraído da resenha.
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TEXTO 1 - Trajetórias da desigualdade
Há anos não se publicava um livro tão abrangente sobre a desigualdade no Brasil, ou, mais exatamente, sobre as desigualdades, pois Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos trata de desníveis em participação política, condições habitacionais, renda, educação, saúde e saneamento ao longo de meio século.
A combinação de temas é o primeiro grande mérito do livro; o segundo, a perspectiva histórica abrangente de cinco décadas. O enfoque recai sobre as trajetórias e não sobre as flutuações de curto prazo. Interessam as grandes tendências e os fatores que as impulsionam. [...]
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche. Para cobrir cinquenta anos de história esses estudos lançam mão de uma profusão de estatísticas de registros eleitorais, censos e pesquisas domiciliares complementadas com alguns dados de outras fontes. Denso e longo, o livro beira as quinhentas páginas. Como sempre ocorre com coletâneas, o conteúdo e a linguagem dos capítulos variam, o que certamente diversifica o interesse do leitor. Alguns são demasiadamente técnicos para um público amplo; outros complicam o que poderia ser apresentado de forma muito simples; uns poucos dão atenção excessiva a descrições de importância secundária, que atrasam a compreensão dos argumentos. [...]
Nos estudos sobre desigualdade, fatos e valores não se separam. Até na aparente isenção das estatísticas a mensuração da desigualdade reflete, implícita ou explicitamente, juízos de valor. Guia o livro uma noção igualitarista de justiça. [...]. Não há dúvida de que igualdade é um objetivo a se alcançar nas preocupações dos principais capítulos. Trata-se, portanto, de um livro engajado por seus valores. [...]
É difícil sintetizar o que há por trás de tantos estudos, autores e temas. Mas há uma ideia que costura os capítulos: nos últimos cinquenta anos a igualdade no Brasil foi obtida predominantemente por inclusão, não por redistribuição. [...]. A classificação encerra certo artificialismo, mas é útil para entender o eixo no qual giram as ideias do livro.
Políticas de igualdade por inclusão são aquelas que reconhecem certos avanços de uma parte da população, definindo-os como um marco absoluto, e buscam recuperar o atraso do restante das pessoas em relação a eles. São desenhadas para usar os recursos fiscais disponíveis de modo a dar aos que têm menos aquilo que se considera básico ou essencial e já foi garantido a outros. O universalismo ou, mais exatamente, um tipo minimalista de universalismo, é o princípio de justiça que norteia a igualdade por inclusão.
Políticas de igualdade por redistribuição trabalham com marcos relativos. Identificam diferenças e se empenham em reduzi-las, retirando dos que têm mais para redistribuir aos que têm menos. São desenhadas para aumentar a disponibilidade de recursos fiscais para fins redistributivos e realocar vantagens dos que têm mais aos que têm menos. A igualdade por redistribuição é guiada por princípios de equidade. [...]
É recorrente no livro o fato de a história brasileira ser marcada por uma igualdade por inclusão. Ou seja, a redução da desigualdade por meio de políticas, quando ocorreu, foi determinada por medidas inclusivas em políticas que não foram desenhadas com propósitos explicitamente distributivos.
Mas nem toda queda na desigualdade ocorreu devido à ação do Estado. Movimentos importantes na direção da igualdade ocorreram independentemente da ação estatal direta. É o caso, por exemplo, da redução das diferenças de gênero. Aliás, alguns resultados sugerem que a desigualdade caiu apesar da ação do Estado e não graças a ela. [...]
Trajetórias da desigualdade conta uma história de meio século de desigualdades no Brasil com rigor e detalhe. Trata de várias dimensões do bem viver e busca unificar ideias implícitas em uma grande quantidade de estudos. Combina décadas de estatísticas com análise institucional. É um livro que merece as boas-vindas de quem acredita que para se entender a sociedade brasileira é preciso saber o que faz o país tão desigual.
MEDEIROS, Marcelo. Resenha do livro: Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos, de Marta Arretche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 31, n. 90, fev. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17666/3190175-177/2016>. Acesso em: 22 abr. 2017.
Na perspectiva do autor da resenha, a causa da fragilidade da obra Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos é/são
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TEXTO 1 - Trajetórias da desigualdade
Há anos não se publicava um livro tão abrangente sobre a desigualdade no Brasil, ou, mais exatamente, sobre as desigualdades, pois Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos trata de desníveis em participação política, condições habitacionais, renda, educação, saúde e saneamento ao longo de meio século.
A combinação de temas é o primeiro grande mérito do livro; o segundo, a perspectiva histórica abrangente de cinco décadas. O enfoque recai sobre as trajetórias e não sobre as flutuações de curto prazo. Interessam as grandes tendências e os fatores que as impulsionam. [...]
Trajetórias da desigualdade é uma coletânea de quatorze estudos, escritos por 28 autores de várias instituições e coordenados por Marta Arretche. Para cobrir cinquenta anos de história esses estudos lançam mão de uma profusão de estatísticas de registros eleitorais, censos e pesquisas domiciliares complementadas com alguns dados de outras fontes. Denso e longo, o livro beira as quinhentas páginas. Como sempre ocorre com coletâneas, o conteúdo e a linguagem dos capítulos variam, o que certamente diversifica o interesse do leitor. Alguns são demasiadamente técnicos para um público amplo; outros complicam o que poderia ser apresentado de forma muito simples; uns poucos dão atenção excessiva a descrições de importância secundária, que atrasam a compreensão dos argumentos. [...]
Nos estudos sobre desigualdade, fatos e valores não se separam. Até na aparente isenção das estatísticas a mensuração da desigualdade reflete, implícita ou explicitamente, juízos de valor. Guia o livro uma noção igualitarista de justiça. [...]. Não há dúvida de que igualdade é um objetivo a se alcançar nas preocupações dos principais capítulos. Trata-se, portanto, de um livro engajado por seus valores. [...]
É difícil sintetizar o que há por trás de tantos estudos, autores e temas. Mas há uma ideia que costura os capítulos: nos últimos cinquenta anos a igualdade no Brasil foi obtida predominantemente por inclusão, não por redistribuição. [...]. A classificação encerra certo artificialismo, mas é útil para entender o eixo no qual giram as ideias do livro.
Políticas de igualdade por inclusão são aquelas que reconhecem certos avanços de uma parte da população, definindo-os como um marco absoluto, e buscam recuperar o atraso do restante das pessoas em relação a eles. São desenhadas para usar os recursos fiscais disponíveis de modo a dar aos que têm menos aquilo que se considera básico ou essencial e já foi garantido a outros. O universalismo ou, mais exatamente, um tipo minimalista de universalismo, é o princípio de justiça que norteia a igualdade por inclusão.
Políticas de igualdade por redistribuição trabalham com marcos relativos. Identificam diferenças e se empenham em reduzi-las, retirando dos que têm mais para redistribuir aos que têm menos. São desenhadas para aumentar a disponibilidade de recursos fiscais para fins redistributivos e realocar vantagens dos que têm mais aos que têm menos. A igualdade por redistribuição é guiada por princípios de equidade. [...]
É recorrente no livro o fato de a história brasileira ser marcada por uma igualdade por inclusão. Ou seja, a redução da desigualdade por meio de políticas, quando ocorreu, foi determinada por medidas inclusivas em políticas que não foram desenhadas com propósitos explicitamente distributivos.
Mas nem toda queda na desigualdade ocorreu devido à ação do Estado. Movimentos importantes na direção da igualdade ocorreram independentemente da ação estatal direta. É o caso, por exemplo, da redução das diferenças de gênero. Aliás, alguns resultados sugerem que a desigualdade caiu apesar da ação do Estado e não graças a ela. [...]
Trajetórias da desigualdade conta uma história de meio século de desigualdades no Brasil com rigor e detalhe. Trata de várias dimensões do bem viver e busca unificar ideias implícitas em uma grande quantidade de estudos. Combina décadas de estatísticas com análise institucional. É um livro que merece as boas-vindas de quem acredita que para se entender a sociedade brasileira é preciso saber o que faz o país tão desigual.
MEDEIROS, Marcelo. Resenha do livro: Trajetórias da desigualdade: como o Brasil mudou nos últimos 50 anos, de Marta Arretche. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 31, n. 90, fev. 2016. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.17666/3190175-177/2016>. Acesso em: 22 abr. 2017.
Em relação ao contexto brasileiro, são características da coletânea organizada por Martha Arretche que fazem com que a obra seja considerada abrangente e documentada, EXCETO:
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