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Foram encontradas 50 questões.

2522254 Ano: 2016
Disciplina: Meteorologia
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Sabe-se que a ocorrência do evento El Niño provoca em algumas regiões da Terra secas e em outras muitas chuvas. É CORRETO afirmar que em qualquer ano de El Niño:
 

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2521552 Ano: 2016
Disciplina: Informática
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Dispositivo de armazenamento é um dispositivo capaz de armazenar informações por longo período de tempo. Esses dispositivos podem ser magnéticos, ópticos ou eletrônicos.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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2521129 Ano: 2016
Disciplina: Meteorologia
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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A atmosfera terrestre é uma camada gasosa que circunda nosso planeta, a qual é fundamental para a existência de vida na Terra. Nela ocorrem os fenômenos meteorológicos e o controle da quantidade e qualidade da radiação solar que a atravessa e atinge a superfície. Nos tempos atuais tem sido muito comentadas as agressões causadas pelo homem a essa camada tão importante para os seres vivos que habitam a Terra. Indique quais os principais gases que contribuem para o efeito estufa:
 

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2520159 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Texto para a questão abaixo.
“INTELECTUÁULICO”: ISSO EXISTE?
A figura do intelectual é francesa. Seu modelo mais luminoso talvez seja o escritor Émile Zola (1840-1902), autor de Germinal. Zola é a encarnação clássica do homem de letras que, num momento crítico da nação, tem a coragem necessária para abandonar sua biblioteca e entrar de peito aberto no combate das ideias, no meio da arena pública. No dia 13 de janeiro de 1898, ele publicou na primeira página do jornal L’Aurore, de Paris, uma carta aberta ao então presidente francês, Felix Faure, acusando-o pela farsa jurídica tramada para levar o capitão de origem judaica Alfred Dreyfus à prisão perpétua. O título desse artigo, em letras devidamente garrafais, entrou para a História: “J’accuse...!” (“Eu acuso...!”). Em poucas horas, os 300 mil exemplares do Aurore se esgotaram nas bancas. Em pouco tempo, Dreyfus seria libertado pela força da opinião pública, e a intriga corrupta de antissemitismo que perseguia o capitão estaria derrotada.
O paradigma ficou. O intelectual é alguém como Zola, dedicado ao pensamento e, ao mesmo tempo, disposto a intervir publicamente na defesa de teses difíceis, que nunca são óbvias. O intelectual precisa ser bem informado, ter cultura humanista e vasta erudição para demonstrar a veracidade de ideias que contrariam o senso comum. Do mesmo modo, precisa ter destemor para correr os riscos que a defesa de ideias controversas costuma cobrar. Com Émile Zola foi exat amente assim. Se a acusação que ele fez ao presidente se revelasse mentirosa, sua reputação estaria arruinada.
Para resumir: um estudioso que nunca dá a cara a tapa, que nunca se expõe ao risco, pode ser um bom acadêmico, mas não é um intelectual; de outr o lado, um polemista temerário que vive da polêmica sem muitos fundamentos pode ser muito vistoso, mas, por escassez de substância, também não é intelectual.
Prossigamos. Outro francês que virou um símbolo do que significa ser intelectual foi o filósofo J ean Paul Sartre (1905 1980). Em matéria de teses difíceis, Sartre exagerou um pouco na sua apologia do totalitarismo soviético, mas sua filosofia existencialista sobreviveu e influencia muita gente até hoje. No Brasil, inclusive. Uma de suas lições mais ra dicais embora ele não tenha sido o único a ensiná la é aquela que afirma que, sem liberdade, nada feito. Para bom entendedor, quem renuncia à própria liberdade simplesmente deixa de existir.
A lição vale para qualquer uma ou qualquer um, mas é especia lmente válida para jornalistas, escritores, acadêmicos, artistas e, ainda mais, é válida para os intelectuais. Um intelectual que renuncia a sua liberdade de conhecer a verdade dos fatos é um absurdo absurdíssimo. À luz dos modelos de Sartre ou de Zola e Raymond Aron, Claude Leffort e tantos mais ––, o intelectual tem compromisso com as ideias, não com a obediência a uma igreja, a um Estado, a um time de futebol ou a um... partido.
O intelectual pensa e, se pensa, pensa contra. O intelectual fala e, se fa la, fala contra. O intelectual é um indivíduo, não um “coletiv o”. Intelectual a favor é um oxí moro. O intelectual que não incomoda e não fustiga, mas adula e, por sabujice ou carência afetiva, aceita dobrar se em deferências a um líder religioso, a um pres idente da República, a um marechal, a um cacique, não é um intelectual é apenas um áulico. Mas o que vem a ser um “áulico”? A palavra vem de outras paragens. Com origens que remontam ao grego ( aulikós ), passando pelo latim aulicus ), ela ressurgiu no sé culo XVI com o sentido de “cortesão”, de “palaciano”. Hoje, designa aquele que enaltece e glorifica o poderoso. Se o poderoso em questão se encontra instalado no Estado ou aboletado no comando das legiões oposicionistas, é o de menos. Qualquer poderoso, es teja onde estiver, nutre estima por seus áulicos, aqueles amigos solícitos que riem de suas piadas, acendem seus cigarros e, quando conseguem atrair um microfone, elogiam os dotes visionários do chefe.
Logo, um áulico é o oposto de um intelectual. Para se r um áulico, o sujeito não pode querer pensar muito, pois, se muito pensar, sua lealdade ao chefe deixará de ser assim tão constante, tão canina. Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes. Aí é que fica engraçado. Poderia existir esse híbrido entre o áulico e o intelectual? Poderia haver o “intelectuáulico”?
Como no Brasil, em se plantando, tudo dá, nada é impossível. Fiquemos de olho na safra da estação.
BUCCI, Eugênio. Disponível em:
http://epoca.globo.com/politica/eugenio-bucci/noticia/2016/11/intelectuaulico-isso-existe.html
Acesso: 28/11/2016
Para responder a questão a seguir, releia:
“Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes.” (8º parágrafo)
“Não obstante”, conforme empregada no texto, é
 

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2520157 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Texto para a questão abaixo.
“INTELECTUÁULICO”: ISSO EXISTE?
A figura do intelectual é francesa. Seu modelo mais luminoso talvez seja o escritor Émile Zola (1840-1902), autor de Germinal. Zola é a encarnação clássica do homem de letras que, num momento crítico da nação, tem a coragem necessária para abandonar sua biblioteca e entrar de peito aberto no combate das ideias, no meio da arena pública. No dia 13 de janeiro de 1898, ele publicou na primeira página do jornal L’Aurore, de Paris, uma carta aberta ao então presidente francês, Felix Faure, acusando-o pela farsa jurídica tramada para levar o capitão de origem judaica Alfred Dreyfus à prisão perpétua. O título desse artigo, em letras devidamente garrafais, entrou para a História: “J’accuse...!” (“Eu acuso...!”). Em poucas horas, os 300 mil exemplares do Aurore se esgotaram nas bancas. Em pouco tempo, Dreyfus seria libertado pela força da opinião pública, e a intriga corrupta de antissemitismo que perseguia o capitão estaria derrotada.
O paradigma ficou. O intelectual é alguém como Zola, dedicado ao pensamento e, ao mesmo tempo, disposto a intervir publicamente na defesa de teses difíceis, que nunca são óbvias. O intelectual precisa ser bem informado, ter cultura humanista e vasta erudição para demonstrar a veracidade de ideias que contrariam o senso comum. Do mesmo modo, precisa ter destemor para correr os riscos que a defesa de ideias controversas costuma cobrar. Com Émile Zola foi exat amente assim. Se a acusação que ele fez ao presidente se revelasse mentirosa, sua reputação estaria arruinada.
Para resumir: um estudioso que nunca dá a cara a tapa, que nunca se expõe ao risco, pode ser um bom acadêmico, mas não é um intelectual; de outr o lado, um polemista temerário que vive da polêmica sem muitos fundamentos pode ser muito vistoso, mas, por escassez de substância, também não é intelectual.
Prossigamos. Outro francês que virou um símbolo do que significa ser intelectual foi o filósofo J ean Paul Sartre (1905 1980). Em matéria de teses difíceis, Sartre exagerou um pouco na sua apologia do totalitarismo soviético, mas sua filosofia existencialista sobreviveu e influencia muita gente até hoje. No Brasil, inclusive. Uma de suas lições mais ra dicais embora ele não tenha sido o único a ensiná la é aquela que afirma que, sem liberdade, nada feito. Para bom entendedor, quem renuncia à própria liberdade simplesmente deixa de existir.
A lição vale para qualquer uma ou qualquer um, mas é especia lmente válida para jornalistas, escritores, acadêmicos, artistas e, ainda mais, é válida para os intelectuais. Um intelectual que renuncia a sua liberdade de conhecer a verdade dos fatos é um absurdo absurdíssimo. À luz dos modelos de Sartre ou de Zola e Raymond Aron, Claude Leffort e tantos mais ––, o intelectual tem compromisso com as ideias, não com a obediência a uma igreja, a um Estado, a um time de futebol ou a um... partido.
O intelectual pensa e, se pensa, pensa contra. O intelectual fala e, se fa la, fala contra. O intelectual é um indivíduo, não um “coletiv o”. Intelectual a favor é um oxí moro. O intelectual que não incomoda e não fustiga, mas adula e, por sabujice ou carência afetiva, aceita dobrar se em deferências a um líder religioso, a um pres idente da República, a um marechal, a um cacique, não é um intelectual é apenas um áulico. Mas o que vem a ser um “áulico”? A palavra vem de outras paragens. Com origens que remontam ao grego ( aulikós ), passando pelo latim aulicus ), ela ressurgiu no sé culo XVI com o sentido de “cortesão”, de “palaciano”. Hoje, designa aquele que enaltece e glorifica o poderoso. Se o poderoso em questão se encontra instalado no Estado ou aboletado no comando das legiões oposicionistas, é o de menos. Qualquer poderoso, es teja onde estiver, nutre estima por seus áulicos, aqueles amigos solícitos que riem de suas piadas, acendem seus cigarros e, quando conseguem atrair um microfone, elogiam os dotes visionários do chefe.
Logo, um áulico é o oposto de um intelectual. Para se r um áulico, o sujeito não pode querer pensar muito, pois, se muito pensar, sua lealdade ao chefe deixará de ser assim tão constante, tão canina. Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes. Aí é que fica engraçado. Poderia existir esse híbrido entre o áulico e o intelectual? Poderia haver o “intelectuáulico”?
Como no Brasil, em se plantando, tudo dá, nada é impossível. Fiquemos de olho na safra da estação.
BUCCI, Eugênio. Disponível em:
http://epoca.globo.com/politica/eugenio-bucci/noticia/2016/11/intelectuaulico-isso-existe.html
Acesso: 28/11/2016
No sétimo parágrafo, a oração “aqueles amigos solícitos que riem de suas piadas” tem valor de:
 

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Sobre a Lei de Acesso à Informação, Lei nº 12.527, de 2011, marque a alternativa CORRETA:
 

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2519967 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Texto para a questão abaixo.
“INTELECTUÁULICO”: ISSO EXISTE?
A figura do intelectual é francesa. Seu modelo mais luminoso talvez seja o escritor Émile Zola (1840-1902), autor de Germinal. Zola é a encarnação clássica do homem de letras que, num momento crítico da nação, tem a coragem necessária para abandonar sua biblioteca e entrar de peito aberto no combate das ideias, no meio da arena pública. No dia 13 de janeiro de 1898, ele publicou na primeira página do jornal L’Aurore, de Paris, uma carta aberta ao então presidente francês, Felix Faure, acusando-o pela farsa jurídica tramada para levar o capitão de origem judaica Alfred Dreyfus à prisão perpétua. O título desse artigo, em letras devidamente garrafais, entrou para a História: “J’accuse...!” (“Eu acuso...!”). Em poucas horas, os 300 mil exemplares do Aurore se esgotaram nas bancas. Em pouco tempo, Dreyfus seria libertado pela força da opinião pública, e a intriga corrupta de antissemitismo que perseguia o capitão estaria derrotada.
O paradigma ficou. O intelectual é alguém como Zola, dedicado ao pensamento e, ao mesmo tempo, disposto a intervir publicamente na defesa de teses difíceis, que nunca são óbvias. O intelectual precisa ser bem informado, ter cultura humanista e vasta erudição para demonstrar a veracidade de ideias que contrariam o senso comum. Do mesmo modo, precisa ter destemor para correr os riscos que a defesa de ideias controversas costuma cobrar. Com Émile Zola foi exat amente assim. Se a acusação que ele fez ao presidente se revelasse mentirosa, sua reputação estaria arruinada.
Para resumir: um estudioso que nunca dá a cara a tapa, que nunca se expõe ao risco, pode ser um bom acadêmico, mas não é um intelectual; de outr o lado, um polemista temerário que vive da polêmica sem muitos fundamentos pode ser muito vistoso, mas, por escassez de substância, também não é intelectual.
Prossigamos. Outro francês que virou um símbolo do que significa ser intelectual foi o filósofo J ean Paul Sartre (1905 1980). Em matéria de teses difíceis, Sartre exagerou um pouco na sua apologia do totalitarismo soviético, mas sua filosofia existencialista sobreviveu e influencia muita gente até hoje. No Brasil, inclusive. Uma de suas lições mais ra dicais embora ele não tenha sido o único a ensiná la é aquela que afirma que, sem liberdade, nada feito. Para bom entendedor, quem renuncia à própria liberdade simplesmente deixa de existir.
A lição vale para qualquer uma ou qualquer um, mas é especia lmente válida para jornalistas, escritores, acadêmicos, artistas e, ainda mais, é válida para os intelectuais. Um intelectual que renuncia a sua liberdade de conhecer a verdade dos fatos é um absurdo absurdíssimo. À luz dos modelos de Sartre ou de Zola e Raymond Aron, Claude Leffort e tantos mais ––, o intelectual tem compromisso com as ideias, não com a obediência a uma igreja, a um Estado, a um time de futebol ou a um... partido.
O intelectual pensa e, se pensa, pensa contra. O intelectual fala e, se fa la, fala contra. O intelectual é um indivíduo, não um “coletiv o”. Intelectual a favor é um oxí moro. O intelectual que não incomoda e não fustiga, mas adula e, por sabujice ou carência afetiva, aceita dobrar se em deferências a um líder religioso, a um pres idente da República, a um marechal, a um cacique, não é um intelectual é apenas um áulico. Mas o que vem a ser um “áulico”? A palavra vem de outras paragens. Com origens que remontam ao grego ( aulikós ), passando pelo latim aulicus ), ela ressurgiu no sé culo XVI com o sentido de “cortesão”, de “palaciano”. Hoje, designa aquele que enaltece e glorifica o poderoso. Se o poderoso em questão se encontra instalado no Estado ou aboletado no comando das legiões oposicionistas, é o de menos. Qualquer poderoso, es teja onde estiver, nutre estima por seus áulicos, aqueles amigos solícitos que riem de suas piadas, acendem seus cigarros e, quando conseguem atrair um microfone, elogiam os dotes visionários do chefe.
Logo, um áulico é o oposto de um intelectual. Para se r um áulico, o sujeito não pode querer pensar muito, pois, se muito pensar, sua lealdade ao chefe deixará de ser assim tão constante, tão canina. Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes. Aí é que fica engraçado. Poderia existir esse híbrido entre o áulico e o intelectual? Poderia haver o “intelectuáulico”?
Como no Brasil, em se plantando, tudo dá, nada é impossível. Fiquemos de olho na safra da estação.
BUCCI, Eugênio. Disponível em:
http://epoca.globo.com/politica/eugenio-bucci/noticia/2016/11/intelectuaulico-isso-existe.html
Acesso: 28/11/2016
Para responder a questão a seguir, releia:
“Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes.” (8º parágrafo)
A locução “eis que” poderia ser substituída, sem alterar o sentido do trecho, por:
 

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2519423 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Texto para a questão abaixo.

“INTELECTUÁULICO”: ISSO EXISTE?

A figura do intelectual é francesa. Seu modelo mais luminoso talvez seja o escritor Émile Zola (1840-1902), autor de Germinal. Zola é a encarnação clássica do homem de letras que, num momento crítico da nação, tem a coragem necessária para abandonar sua biblioteca e entrar de peito aberto no combate das ideias, no meio da arena pública. No dia 13 de janeiro de 1898, ele publicou na primeira página do jornal L’Aurore, de Paris, uma carta aberta ao então presidente francês, Felix Faure, acusando-o pela farsa jurídica tramada para levar o capitão de origem judaica Alfred Dreyfus à prisão perpétua. O título desse artigo, em letras devidamente garrafais, entrou para a História: “J’accuse...!” (“Eu acuso...!”). Em poucas horas, os 300 mil exemplares do Aurore se esgotaram nas bancas. Em pouco tempo, Dreyfus seria libertado pela força da opinião pública, e a intriga corrupta de antissemitismo que perseguia o capitão estaria derrotada.

O paradigma ficou. O intelectual é alguém como Zola, dedicado ao pensamento e, ao mesmo tempo, disposto a intervir publicamente na defesa de teses difíceis, que nunca são óbvias. O intelectual precisa ser bem informado, ter cultura humanista e vasta erudição para demonstrar a veracidade de ideias que contrariam o senso comum. Do mesmo modo, precisa ter destemor para correr os riscos que a defesa de ideias controversas costuma cobrar. Com Émile Zola foi exat amente assim. Se a acusação que ele fez ao presidente se revelasse mentirosa, sua reputação estaria arruinada.

Para resumir: um estudioso que nunca dá a cara a tapa, que nunca se expõe ao risco, pode ser um bom acadêmico, mas não é um intelectual; de outr o lado, um polemista temerário que vive da polêmica sem muitos fundamentos pode ser muito vistoso, mas, por escassez de substância, também não é intelectual.

Prossigamos. Outro francês que virou um símbolo do que significa ser intelectual foi o filósofo J ean Paul Sartre (1905 1980). Em matéria de teses difíceis, Sartre exagerou um pouco na sua apologia do totalitarismo soviético, mas sua filosofia existencialista sobreviveu e influencia muita gente até hoje. No Brasil, inclusive. Uma de suas lições mais ra dicais embora ele não tenha sido o único a ensiná la é aquela que afirma que, sem liberdade, nada feito. Para bom entendedor, quem renuncia à própria liberdade simplesmente deixa de existir.

A lição vale para qualquer uma ou qualquer um, mas é especia lmente válida para jornalistas, escritores, acadêmicos, artistas e, ainda mais, é válida para os intelectuais. Um intelectual que renuncia a sua liberdade de conhecer a verdade dos fatos é um absurdo absurdíssimo. À luz dos modelos de Sartre ou de Zola e Raymond Aron, Claude Leffort e tantos mais ––, o intelectual tem compromisso com as ideias, não com a obediência a uma igreja, a um Estado, a um time de futebol ou a um... partido.

O intelectual pensa e, se pensa, pensa contra. O intelectual fala e, se fa la, fala contra. O intelectual é um indivíduo, não um “coletiv o”. Intelectual a favor é um oxí moro. O intelectual que não incomoda e não fustiga, mas adula e, por sabujice ou carência afetiva, aceita dobrar se em deferências a um líder religioso, a um pres idente da República, a um marechal, a um cacique, não é um intelectual é apenas um áulico. Mas o que vem a ser um “áulico”? A palavra vem de outras paragens. Com origens que remontam ao grego ( aulikós ), passando pelo latim aulicus ), ela ressurgiu no sé culo XVI com o sentido de “cortesão”, de “palaciano”. Hoje, designa aquele que enaltece e glorifica o poderoso. Se o poderoso em questão se encontra instalado no Estado ou aboletado no comando das legiões oposicionistas, é o de menos. Qualquer poderoso, es teja onde estiver, nutre estima por seus áulicos, aqueles amigos solícitos que riem de suas piadas, acendem seus cigarros e, quando conseguem atrair um microfone, elogiam os dotes visionários do chefe.

Logo, um áulico é o oposto de um intelectual. Para se r um áulico, o sujeito não pode querer pensar muito, pois, se muito pensar, sua lealdade ao chefe deixará de ser assim tão constante, tão canina. Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes. Aí é que fica engraçado. Poderia existir esse híbrido entre o áulico e o intelectual? Poderia haver o “intelectuáulico”?

Como no Brasil, em se plantando, tudo dá, nada é impossível. Fiquemos de olho na safra da estação.

BUCCI, Eugênio. Disponível em:

http://epoca.globo.com/politica/eugenio-bucci/noticia/2016/11/intelectuaulico-isso-existe.html

Acesso: 28/11/2016

Para responder a questão a seguir, releia:

“Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes.” (8º parágrafo)

A posição do pronome “se” está corretamente descrita em:

 

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2518833 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Texto para a questão abaixo.
“INTELECTUÁULICO”: ISSO EXISTE?
A figura do intelectual é francesa. Seu modelo mais luminoso talvez seja o escritor Émile Zola (1840-1902), autor de Germinal. Zola é a encarnação clássica do homem de letras que, num momento crítico da nação, tem a coragem necessária para abandonar sua biblioteca e entrar de peito aberto no combate das ideias, no meio da arena pública. No dia 13 de janeiro de 1898, ele publicou na primeira página do jornal L’Aurore, de Paris, uma carta aberta ao então presidente francês, Felix Faure, acusando-o pela farsa jurídica tramada para levar o capitão de origem judaica Alfred Dreyfus à prisão perpétua. O título desse artigo, em letras devidamente garrafais, entrou para a História: “J’accuse...!” (“Eu acuso...!”). Em poucas horas, os 300 mil exemplares do Aurore se esgotaram nas bancas. Em pouco tempo, Dreyfus seria libertado pela força da opinião pública, e a intriga corrupta de antissemitismo que perseguia o capitão estaria derrotada.
O paradigma ficou. O intelectual é alguém como Zola, dedicado ao pensamento e, ao mesmo tempo, disposto a intervir publicamente na defesa de teses difíceis, que nunca são óbvias. O intelectual precisa ser bem informado, ter cultura humanista e vasta erudição para demonstrar a veracidade de ideias que contrariam o senso comum. Do mesmo modo, precisa ter destemor para correr os riscos que a defesa de ideias controversas costuma cobrar. Com Émile Zola foi exat amente assim. Se a acusação que ele fez ao presidente se revelasse mentirosa, sua reputação estaria arruinada.
Para resumir: um estudioso que nunca dá a cara a tapa, que nunca se expõe ao risco, pode ser um bom acadêmico, mas não é um intelectual; de outr o lado, um polemista temerário que vive da polêmica sem muitos fundamentos pode ser muito vistoso, mas, por escassez de substância, também não é intelectual.
Prossigamos. Outro francês que virou um símbolo do que significa ser intelectual foi o filósofo J ean Paul Sartre (1905 1980). Em matéria de teses difíceis, Sartre exagerou um pouco na sua apologia do totalitarismo soviético, mas sua filosofia existencialista sobreviveu e influencia muita gente até hoje. No Brasil, inclusive. Uma de suas lições mais ra dicais embora ele não tenha sido o único a ensiná la é aquela que afirma que, sem liberdade, nada feito. Para bom entendedor, quem renuncia à própria liberdade simplesmente deixa de existir.
A lição vale para qualquer uma ou qualquer um, mas é especia lmente válida para jornalistas, escritores, acadêmicos, artistas e, ainda mais, é válida para os intelectuais. Um intelectual que renuncia a sua liberdade de conhecer a verdade dos fatos é um absurdo absurdíssimo. À luz dos modelos de Sartre ou de Zola e Raymond Aron, Claude Leffort e tantos mais ––, o intelectual tem compromisso com as ideias, não com a obediência a uma igreja, a um Estado, a um time de futebol ou a um... partido.
O intelectual pensa e, se pensa, pensa contra. O intelectual fala e, se fa la, fala contra. O intelectual é um indivíduo, não um “coletiv o”. Intelectual a favor é um oxí moro. O intelectual que não incomoda e não fustiga, mas adula e, por sabujice ou carência afetiva, aceita dobrar se em deferências a um líder religioso, a um pres idente da República, a um marechal, a um cacique, não é um intelectual é apenas um áulico. Mas o que vem a ser um “áulico”? A palavra vem de outras paragens. Com origens que remontam ao grego ( aulikós ), passando pelo latim aulicus ), ela ressurgiu no sé culo XVI com o sentido de “cortesão”, de “palaciano”. Hoje, designa aquele que enaltece e glorifica o poderoso. Se o poderoso em questão se encontra instalado no Estado ou aboletado no comando das legiões oposicionistas, é o de menos. Qualquer poderoso, es teja onde estiver, nutre estima por seus áulicos, aqueles amigos solícitos que riem de suas piadas, acendem seus cigarros e, quando conseguem atrair um microfone, elogiam os dotes visionários do chefe.
Logo, um áulico é o oposto de um intelectual. Para se r um áulico, o sujeito não pode querer pensar muito, pois, se muito pensar, sua lealdade ao chefe deixará de ser assim tão constante, tão canina. Não obstante, eis que começam a pipocar áulicos que se emprestam ares de intelectuais independentes. Aí é que fica engraçado. Poderia existir esse híbrido entre o áulico e o intelectual? Poderia haver o “intelectuáulico”?
Como no Brasil, em se plantando, tudo dá, nada é impossível. Fiquemos de olho na safra da estação.
BUCCI, Eugênio. Disponível em:
http://epoca.globo.com/politica/eugenio-bucci/noticia/2016/11/intelectuaulico-isso-existe.html
Acesso: 28/11/2016
Para responder a questão a seguir, releia:
“O intelectual pensa e, se pensa, pensa contra. O intelectual fala e, se fala, fala contra. O intelectual é um indivíduo, não um ‘coletivo’. Intelectual a favor é um oxímoro.” (6º parágrafo)
Como estratégia argumentativa e de progressão textual, o segundo período apresenta, em relação ao primeiro, recorrência de:
 

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2518443 Ano: 2016
Disciplina: Meteorologia
Banca: UNIVASF
Orgão: UNIVASF
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Vários sistemas meteorológicos contribuem para a ocorrência de chuvas no território brasileiro. Qual é o principal sistema meteorológico que atua no Norte do Nordeste e em boa parte do semiárido?
 

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