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1001216 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: URCA
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A velha e gloriosa corveta – que pena! – já nem sequer lembrava o mesmo navio d’outrora, sugestivamente pitoresco, idealmente festivo, como um galera de lenda, branca e leve no mar alto, grimpando serena o corcovo das ondas!...
Estava outra, muito outra com o seu casco negro, com as suas velas encardidas de mofo, sem aquele esplêndido aspecto guerreiro que entusiasmava a gente nos bons tempos de “patescaria”. Vista ao longe, na infinita extensão azul, dir-se-ia, agora, a sombra fantástica de um barco aventureiro. Toda ela mudada, a velha carcaça flutuante, desde a brancura límpida e triunfal das velas até a primitiva pintura do bojo.
No entanto ela aí vinha – esquife agourento – singrando águas da pátria, quase lúgubre na sua marcha vagarosa; ela aí vinha, não já como uma enorme garça branca flechando a líquida planície, mas lenta, pesada, como se fora um grande morcego apocalíptico de asas abertas sobre o mar...
Havia pouco entrara na região das calmarias: o pano começava a bater frouxo, mole, inchando cada solavanco, para recair depois, com uma pancada surda e igual, no mesmo abandono sonolento; a viagem tornava-se monótona; a larga superfície do oceano estendia-se muito polida e imóvel sob a irradiação meridional do sol, e a corveta deslizava apenas, tão de leve, tão de leve que mal se lhe percebia o movimento.
Nem sinal de vela na linha azul do horizonte, indício algum de criatura humana fora daquele estreito convés: água, somente água em derredor, como se o mundo houvesse desaparecido num dilúvio medonho..., e no alto, lá em cima, o silêncio infinito das esferas obumbradas pela chuva de ouro do dia.
Triste e nostálgica paisagem, onde as cores desmaiavam à força de luz e a voz humana perdia-se numa desolação imensa!
Marinheiros conversavam à proa, sentados uns no castelo, outros em pé, colhendo cabos ou estendendo roupa ao sol, tranqüilamente, esquecidos da faina. As chapas dos mastros, a culatra das peças, varais de escotilha, tudo quanto é aço e metal amarelo reluz fortemente, encandeando a vista.
De vez em quando há um grande rebuliço: a mastreação geme, como se fora desprender-se toda, o pano bate com força de encontro às vergas, chocam-se cabos com um ruidozinho seco, e ouve-se o cachoeirar da água no bojo da velha nau.
— Agüenta! diz uma voz.
E volta o sossego e continua a pasmaceira, o tédio, a calmaria sem fim...
Já os primeiros sintomas de indolência refletiam-se no semblante da gente, convertendo-se em bocejos e espreguiçamentos de sesta, e ainda ficavam tão longe as montanhas da costa e os carinhos da família!...
Escasseavam os gêneros, e o regimen de carne-seca e das conservas em lata aproximava-se ameaçadoramente, causando apreensões à marinhagem.
Tinham dado onze horas na sineta de proa.
O tenente que estava de quarto no passadiço conferiu o relógio d’algibeira, um belo cronômetro de ouro comprado em Toulon, torceu o bigode, passou uma vista d’olhos no aparelho, e, dirigindo-se para a espada que descansava junto ao mastro, numa voz clara um pouco, metálica:
— Corneta!
Era um oficial distinto, moço, moreno, os olhos vivos e inteligentes, grande calculista, jogador da sueca e autor de um Tratado elementar de navegação prática.
Ninguém a bordo o excedia na procura dos logaritmos. Calculava d’olhos fechados, e senos e cosenos acudiam-lhe à ponta do lápis de um modo admirável. Era, invariavelmente, o primeiro que achava a hora meridiana. Tornara-se conhecido logo ao sair da escola pelo sei entranhado amor às matemáticas e à vida naval. Como guarda-marinha deixava-se ficar a bordo nos dias de folga, somente “para não perder o hábito”. Inimigo de terra, preferia o farniente de seu camarote, ali ao pé dos livros e das fotografias marítimas, ao movimento esterilizador e absorvente dos cafés e dos teatros.
— Corneta! repetiu, carregando o semblante numa sombria expressão de constrangimento.
Outras bocas foram transmitindo a ordem até que surgiu, correndo, a figura exótica de um marinheiro negro, d’olhos muito brancos, lábios enormemente grossos, abrindo-se num vago sorriso idiota, e em cuja fisionomia acentuavam-se linhas características de estupidez e subserviência
— Pronto! disse levando a mão ao boné com um jeito marcial.
— Toca mostra, ordenou o tenente.
s primeiras notas da corneta, límpidas e sem eco no silêncio do mar alto, houve logo um estranho bulício em todos os recantos da corveta. – Agora os marinheiros que descansavam à proa, olhavam-se por cima dos ombros com ar desconfiado. Na tolda e pelas cobertas o movimento foi-se acelerando à proporção que o toque finalizava, sobressaindo no atropelo a voz dos guardiões: — Sobe, sobe, – tudo para cima! – de envolta com um barulho de ferros que vinha dos porões.
O “mestre d’armas”, cabrocha pedante, muito cheio de si e de seus galões reluzentes, ia enfileirando a marinhagem por alturas, num exagero metódico de instrutor de colégio, arredando uns para colocar outros, advertindo estes porque não tinham a camisa abotoada e aqueles porque não tinham “fita” no boné, ameaçando estoutro de levá-lo à presença de “seu” tenente porque recusavase a perfilar...
Oficiais começavam a aparecer em segundo uniforme – boné e dragonas –, arrastando as espadas, mirando-se d’alto a baixo, apertados no talim de pano azul, por cima da farda.
Com pouco estava tudo pronto, marinheiros e oficiais – aqueles alinhados a dois de fundo, num e noutro bordo, estes a ré, perto do mastro grande, em atitude respeitosa de quem vai assistir a um ato solene.
Tinha-se feito silêncio. Uma ou outra voz segredava baixinho, timidamente. E agora, no silêncio da mostra, é que se ouvia bem o cachoeira de água no bojo da corveta caturrando...
— Agüenta!
Por fim apareceu o comandante abotoando a luva branca de camurça, teso na sua farda nova, o ar autoritário, solta a espada num abandono elegante, as dragonas tremulando sobre os ombros em cachos de ouro, todo ele comunicando respeito.
Era homem robusto de feições e presença nobre, olhar enérgico, muito moreno, desse moreno carregado, cor de bronze, que o sol imprime nos homens do mar, bigode largo e compacto, levemente grisalho, com uma ponta de arrogância convencional.
Veja o fragmento introdutório do texto: “ A velha e gloriosa corveta – que pena!” O termo em destaque pode ser compreendido, como:
 

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1000420 Ano: 2017
Disciplina: Geografia
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Patativa do Assaré escreveu A Terra É Naturá (1995).

“ [...] Se a terra foi Deus quem fez,
Se é obra da criação,
Deve cada Camponês
Ter um pedaço de Chão,
Quando um agregado solta
O seu gripo de revolta,
Tem razão de reclamá,
Não há maió padicê,
De que Camponês vive
Sem Terra pra trabaiá
“[...]Não invejo seu tisoro,

Suas mala de dinheiro,
A sua prata e seu ouro,
O seu boi e o seu Carnêro,
Seu repôzo e seu recreio,
Seu bom carro de passeio,
Sua casa de mora
E a sua loja surtida,
O que eu quero nesta vida
É Terra pra trabaiá”. [... ]

I- O Trecho da poesia de Patativa do Assaré fala do sertanejo pobre, camponês, agregado que não tem acesso a terra para trabalhar, produzir e manter sua família;

II- Esse trecho aborda sobre a alegria de ter camponeses que herdaram terras para trabalhar do patrão;

III- O trecho destacado da poesia continua atualizado uma vez que milhares de camponeses brasileiros continuam sem acesso a terra do trabalho no Brasil;

IV- O Trecho da poesia fala do Brasil rural da década de 80 e 90 quando camponeses empobrecidos ocuparam terras em vinte três estados brasileiros no sonho de conquistar a terra do trabalho, mas na atualidade não tem mais sentido;

V- O trecho relata o conflito e o lamento de camponeses sem terra que lutam pelo direito de conquistar a terra do trabalho no Brasil.

Após análise do enunciado da questão marque a opção correta:

 

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999819 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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A velha e gloriosa corveta – que pena! – já nem sequer lembrava o mesmo navio d’outrora, sugestivamente pitoresco, idealmente festivo, como um galera de lenda, branca e leve no mar alto, grimpando serena o corcovo das ondas!...
Estava outra, muito outra com o seu casco negro, com as suas velas encardidas de mofo, sem aquele esplêndido aspecto guerreiro que entusiasmava a gente nos bons tempos de “patescaria”. Vista ao longe, na infinita extensão azul, dir-se-ia, agora, a sombra fantástica de um barco aventureiro. Toda ela mudada, a velha carcaça flutuante, desde a brancura límpida e triunfal das velas até a primitiva pintura do bojo.
No entanto ela aí vinha – esquife agourento – singrando águas da pátria, quase lúgubre na sua marcha vagarosa; ela aí vinha, não já como uma enorme garça branca flechando a líquida planície, mas lenta, pesada, como se fora um grande morcego apocalíptico de asas abertas sobre o mar...
Havia pouco entrara na região das calmarias: o pano começava a bater frouxo, mole, inchando cada solavanco, para recair depois, com uma pancada surda e igual, no mesmo abandono sonolento; a viagem tornava-se monótona; a larga superfície do oceano estendia-se muito polida e imóvel sob a irradiação meridional do sol, e a corveta deslizava apenas, tão de leve, tão de leve que mal se lhe percebia o movimento.
Nem sinal de vela na linha azul do horizonte, indício algum de criatura humana fora daquele estreito convés: água, somente água em derredor, como se o mundo houvesse desaparecido num dilúvio medonho..., e no alto, lá em cima, o silêncio infinito das esferas obumbradas pela chuva de ouro do dia.
Triste e nostálgica paisagem, onde as cores desmaiavam à força de luz e a voz humana perdia-se numa desolação imensa!
Marinheiros conversavam à proa, sentados uns no castelo, outros em pé, colhendo cabos ou estendendo roupa ao sol, tranqüilamente, esquecidos da faina. As chapas dos mastros, a culatra das peças, varais de escotilha, tudo quanto é aço e metal amarelo reluz fortemente, encandeando a vista.
De vez em quando há um grande rebuliço: a mastreação geme, como se fora desprender-se toda, o pano bate com força de encontro às vergas, chocam-se cabos com um ruidozinho seco, e ouve-se o cachoeirar da água no bojo da velha nau.
— Agüenta! diz uma voz.
E volta o sossego e continua a pasmaceira, o tédio, a calmaria sem fim...
Já os primeiros sintomas de indolência refletiam-se no semblante da gente, convertendo-se em bocejos e espreguiçamentos de sesta, e ainda ficavam tão longe as montanhas da costa e os carinhos da família!...
Escasseavam os gêneros, e o regimen de carne-seca e das conservas em lata aproximava-se ameaçadoramente, causando apreensões à marinhagem.
Tinham dado onze horas na sineta de proa.
O tenente que estava de quarto no passadiço conferiu o relógio d’algibeira, um belo cronômetro de ouro comprado em Toulon, torceu o bigode, passou uma vista d’olhos no aparelho, e, dirigindo-se para a espada que descansava junto ao mastro, numa voz clara um pouco, metálica:
— Corneta!
Era um oficial distinto, moço, moreno, os olhos vivos e inteligentes, grande calculista, jogador da sueca e autor de um Tratado elementar de navegação prática.
Ninguém a bordo o excedia na procura dos logaritmos. Calculava d’olhos fechados, e senos e cosenos acudiam-lhe à ponta do lápis de um modo admirável. Era, invariavelmente, o primeiro que achava a hora meridiana. Tornara-se conhecido logo ao sair da escola pelo sei entranhado amor às matemáticas e à vida naval. Como guarda-marinha deixava-se ficar a bordo nos dias de folga, somente “para não perder o hábito”. Inimigo de terra, preferia o farniente de seu camarote, ali ao pé dos livros e das fotografias marítimas, ao movimento esterilizador e absorvente dos cafés e dos teatros.
— Corneta! repetiu, carregando o semblante numa sombria expressão de constrangimento.
Outras bocas foram transmitindo a ordem até que surgiu, correndo, a figura exótica de um marinheiro negro, d’olhos muito brancos, lábios enormemente grossos, abrindo-se num vago sorriso idiota, e em cuja fisionomia acentuavam-se linhas características de estupidez e subserviência
— Pronto! disse levando a mão ao boné com um jeito marcial.
— Toca mostra, ordenou o tenente.
s primeiras notas da corneta, límpidas e sem eco no silêncio do mar alto, houve logo um estranho bulício em todos os recantos da corveta. – Agora os marinheiros que descansavam à proa, olhavam-se por cima dos ombros com ar desconfiado. Na tolda e pelas cobertas o movimento foi-se acelerando à proporção que o toque finalizava, sobressaindo no atropelo a voz dos guardiões: — Sobe, sobe, – tudo para cima! – de envolta com um barulho de ferros que vinha dos porões.
O “mestre d’armas”, cabrocha pedante, muito cheio de si e de seus galões reluzentes, ia enfileirando a marinhagem por alturas, num exagero metódico de instrutor de colégio, arredando uns para colocar outros, advertindo estes porque não tinham a camisa abotoada e aqueles porque não tinham “fita” no boné, ameaçando estoutro de levá-lo à presença de “seu” tenente porque recusavase a perfilar...
Oficiais começavam a aparecer em segundo uniforme – boné e dragonas –, arrastando as espadas, mirando-se d’alto a baixo, apertados no talim de pano azul, por cima da farda.
Com pouco estava tudo pronto, marinheiros e oficiais – aqueles alinhados a dois de fundo, num e noutro bordo, estes a ré, perto do mastro grande, em atitude respeitosa de quem vai assistir a um ato solene.
Tinha-se feito silêncio. Uma ou outra voz segredava baixinho, timidamente. E agora, no silêncio da mostra, é que se ouvia bem o cachoeira de água no bojo da corveta caturrando...
— Agüenta!
Por fim apareceu o comandante abotoando a luva branca de camurça, teso na sua farda nova, o ar autoritário, solta a espada num abandono elegante, as dragonas tremulando sobre os ombros em cachos de ouro, todo ele comunicando respeito.
Era homem robusto de feições e presença nobre, olhar enérgico, muito moreno, desse moreno carregado, cor de bronze, que o sol imprime nos homens do mar, bigode largo e compacto, levemente grisalho, com uma ponta de arrogância convencional.
São também obras do autor do texto acima
 

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999793 Ano: 2017
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Text II – Question
GUNS ALLOW PEOPLE TO KILL THEMSELVES MUCH MORE EASILY
enunciado 2050993-1
Perhaps the reason access to guns so strongly contributes to suicides is that guns are much deadlier than alternatives like cutting and poison.
Jill Harkavy-Friedman, vice president of research for the American Foundation for Suicide Prevention, previously explained that this is why reducing access to guns can be so important to preventing suicides: Just stalling an attempt or making it less likely to result in death makes a huge difference.
“Time is really key to preventing suicide in a suicidal person,” Harkavy-Friedman said. “First, the crisis won’t last, so it will seem less dire and less hopeless with time. Second, it opens the opportunity for someone to help or for the suicidal person to reach out to someone to help. That’s why limiting access to lethal means is so powerful.”
She added, “[I]f we keep the method of suicide away from a person when they consider it, in that moment they will not switch to another method. It doesn’t mean they never will. But in that moment, their thinking is very inflexible and rigid. So it’s not like they say, ‘Oh, this isn’t going to work. I’m going to try something else.’ They generally can’t adjust their thinking, and they don’t switch methods.”
Fonte: https://goo.gl/EFuEMH. Accessed on 11/20/17
The most important action to prevent suicide is:
 

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999735 Ano: 2017
Disciplina: Engenharia Química
Banca: URCA
Orgão: URCA
Provas:
Quando se colocar sabão em pó na mão e a mergulhamos em um recipiente com água percebemos um ligeiro aquecimento na palma da mão. Este fenômeno ocorre devido:
 

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999720 Ano: 2017
Disciplina: Biologia
Banca: URCA
Orgão: URCA
Provas:
A evolução das espécies é uma teoria aceita dentro do meio científico para explicar o aparecimento e desaparecimento de grupos de seres vivos. Assinale a proposição que não está de acordo com o resumo neodarwinista para a evolução dos seres vivos.
 

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Questão presente nas seguintes provas
998369 Ano: 2017
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: URCA
Orgão: URCA
Provas:
Text I – Question
enunciado 2050761-1
https://goo.gl/dxAsVG. Accessed on 11/19/17
After reading the text, you can conclude that research on guns and safety:
 

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998080 Ano: 2017
Disciplina: Química
Banca: URCA
Orgão: URCA
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O sódio é um metal macio que apresenta uma reatividade muito forte quando em contato com água a ponto de provocar explosões. Sobre o conhecimento das propriedades do sódio analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
 

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997995 Ano: 2017
Disciplina: Matemática
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Os comprimentos dos lados de um triângulo retângulo, quando ordenados do menor para o maior, formam uma progressão geométrica crescente. É CORRETO afirmar que a razão dessa progressão é igual a
 

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Questão presente nas seguintes provas
997895 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Explique o motivo da utilização dos “porquês” neste trecho: Estava cansado, porque calculara logaritmo o dia inteiro. Além disso, não gosto da rota feita e todos sabem o porquê.
 

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