A Lei nº 6.360/1976 dispõe sobre a Vigilância Sanitária a que ficam
sujeitos os medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos e
correlatos, estabelecendo requisitos para registro,
comercialização e fiscalização. O Decreto nº 8.077/2013
regulamenta dispositivos dessa lei, detalhando procedimentos.
De acordo com a Lei nº 6.360/1976 e seu regulamento, a
comercialização de medicamentos no Brasil depende, como regra
geral, de prévio registro na Anvisa, que tem por finalidade
A Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, dispõe sobre o
controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos
farmacêuticos e correlatos, definindo conceitos fundamentais
como dispensação, distribuição e armazenamento.
Nos termos da Lei nº 5.991/1973, dispensação é definida como
De acordo com o art. 199, §1º, da Constituição Federal de 1988, a
participação de instituições privadas no Sistema Único de Saúde
(SUS) ocorre de forma complementar, observadas as diretrizes do
sistema.
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 197, dispõe que as
ações e os serviços de saúde são de relevância pública, cabendo ao
Poder Público regulamentar, fiscalizar e controlar sua execução.
Esse dispositivo admite que tais serviços sejam realizados por
terceiros, o que, na prática, permitiu o desenvolvimento de
parcerias reguladas por leis posteriores.
Nessa perspectiva, a execução indireta das ações dos serviços de
saúde pode envolver:
Em instituições, as normas de Vigilância Sanitária reforçam a
importância de manter os latões de lixo sempre devidamente
fechados. A resolução - RDC nº 275/2002 da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), bem como legislações municipais
correlatas, estabelecem que resíduos devem ser armazenados de
forma a evitar o acesso de vetores como ratos, baratas, moscas,
além de impedir a liberação de odores que comprometem a
salubridade e o bem-estar coletivo.
Em Nova Iguaçu, a Vigilância Sanitária Municipal recebeu
denúncias da comunidade sobre descarga irregular de efluentes
por uma indústria de produtos de higiene localizada próxima a
uma escola. Em inspeção, a equipe constatou risco sanitário
relevante. O fiscal lavrou auto de infração, expediu termo de
interdição parcial da linha produtiva envolvida e apreendeu lotes
suspeitos para análise. O fato foi comunicado ao Conselho
Municipal de Saúde, em razão das denúncias reiteradas e do
potencial impacto no território. A empresa apresentou defesa
administrativa no prazo legal, alegando boa-fé e ausência de dolo.
À luz da legislação sanitária aplicável e das competências
municipais no SNVS, assinale a opção correta quanto à atuação da
Vigilância Sanitária Municipal de Nova Iguaçu.
Durante inspeção em uma drogaria, a Vigilância Sanitária
municipal constatou a venda de medicamentos controlados sem
retenção da receita. O fiscal lavrou auto de infração e aplicou
medida cautelar de interdição parcial. O responsável técnico
apresentou defesa administrativa no prazo legal.
Nesse caso, a conduta do fiscal encontra respaldo no processo
administrativo-sanitário, assegurando ao infrator o direito ao
Sobre as infrações sanitárias e suas sanções, conforme a Lei
nº 6.437/1977, analise as afirmativas a seguir.
I. As infrações sanitárias independem da intenção do infrator,
bastando a prática do ato irregular.
II. Entre as sanções aplicáveis, estão advertência, multa,
interdição e cancelamento de autorização.
III. Para caracterização da infração sanitária, é indispensável a
comprovação de dolo ou má-fé.