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A benzilpenicilina benzatina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis, sendo a única droga com eficácia comprovada durante a gestação. Não há evidências de resistência do Treponema pallidum à penicilina no Brasil e no mundo (Brasil, 2023).
Fonte: BRASIL. Nota Técnica nº 14/2023-DATHI/SVSA/MS: Atualização do intervalo entre doses de benzilpenicilina benzatina no tratamento de sífilis em gestantes. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponivel em: https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/notas-tecnicas/2023/sei_ms_-_0034352557_-_nota_tecnica_penicilina.pdf.
O esquema terapêutico: “Benzilpenicilina benzantina 2,4 milhões UI, intramuscular (IM), 1 vez por semana (1,2 milhão UI em cada glúteo) por três semanas. Dose total: 7,2 milhões UI” é administrado em que estadiamento da doença?
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Segundo o Guia Prático de Cuidado à Mulher em Situação de Violência (Brasil, 2025), as orientações de organização dos serviços para o efetivo acolhimento para atender mulheres em situação de violência devem estar em conformidade com a Lei n.º 14.847/2024, que prevê salas de acolhimento, atendimento adequado e proteção à integridade física das vítimas em serviços do Sistema Único de Saúde e da rede conveniada.
Fonte: BRASIL. Guia Prático de Cuidado à Mulher em Situação de Violência . Brasília: Ministério da Saúde, 2025.
Sobre o efetivo acolhimento e atendimento às mulheres em situação de violência, analise as assertivas a seguir.
I- O serviço público de saúde dispõe de duas modalidades de contracepção de emergência: a pílula de levonorgestrel (“Pílula do Dia Seguinte”) e o DIU de cobre. Ambos podem ser ofertados em até 120h (cinco dias) após a ocorrência da violência sexual, mediante orientação adequada para escolha autônoma da sobrevivente de violência e para o seguimento do cuidado.
II- Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde vigentes e atualizados devem ser adotados na oferta da testagem rápida, preconizando o devido aconselhamento antes e depois da testagem, com orientações para o seguimento do rastreamento de acordo com a janela imunológica.
III- Situações de violência sexual demandam a profilaxia contra Infecções Sexualmente Transmissíveis quando ocorridas em até 72h (violência sexual aguda).
É CORRETO o que se afirma em:
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A inserção e retirada do Dispositivo Intrauterino (DIU) deve ser realizada pelo enfermeiro, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), na Atenção Primária e Especializada à Saúde, em ambiente institucional, inserido na rede de atenção à saúde, seguindo protocolos assistenciais, normas e rotinas e Procedimentos Operacionais Padrão (POP), e buscando a garantia do acesso e integralidade da assistência no campo do Planejamento Familiar e Reprodutivo (Resolução COFEN, 690/2022).
A partir deste contexto e da importância da capacitação do enfermeiro para a inserção, revisão e retirada do DIU, analise as assertivas a seguir.
I- O enfermeiro deve ter curso de capacitação, presencial ou online, em Inserção, revisão e retirada de DIU, com carga horária mínima de 360 (trezentas e sessenta) horas.
II- O enfermeiro deve manter-se atualizado técnica e cientificamente, de acordo com as revisões de protocolos assistenciais, normas e rotinas, Procedimentos Operacionais Padrão (POP), com base nas melhores práticas assistenciais baseadas em evidências científicas.
III- Do total da carga horária da capacitação para inserção, revisão e retirada do DIU, 50% devem ser teóricas e teórico-práticas e 50% de forma prática, com no mínimo 20 (vinte) inserções supervisionadas durante consulta de Enfermagem nos serviços de saúde.
É CORRETO o que se afirma em:
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O trauma perineal é uma lesão ocorrida no períneo, durante o parto vaginal, podendo comprometer outras estruturas anatômicas do Assoalho Pélvico (AP). Pode ser produzido por laceração perineal, representando ruptura espontânea do tecido durante a passagem do polo cefálico do recém-nato e/ou por episiotomia, incisão cirúrgica praticada pelo profissional, durante parto vaginal.
Considerando o contexto supracitado e entendendo que o enfermeiro precisa do conhecimento sobre anatomia do trato genital feminino na assistência ao parto vaginal, analise as assertivas a seguir.
I- O trauma perineal de segundo grau atinge apenas pele e mucosas.
II- O trauma perineal de terceiro grau causa lesão dos músculos perineais, sem atingir o esfíncter anal.
III- O trauma perineal de quarto grau causa lesão do períneo, envolvendo o complexo do esfíncter anal (esfíncter anal interno e externo) e o epitélio anal.
É CORRETO o que se afirma em:
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Durante consulta em ambulatório de Saúde da Mulher, a residente atende , pessoa Alexandra, 27 anos designada do sexo feminino ao nascer se identifica como homem relacionamento afetivo-sexual exclusivo com homens cisgênero desconforto , que e refere . Relata persistente com características corporais femininas, manifesta interesse em intervenções que promovam maior congruência corporal, porém , mantém vestimenta, linguagem corporal, nome social e formas de interação social tradicionalmente associadas ao femininosem relatar sofrimento relacionado a essa apresentação social.
Considerando os conceitos atuais relacionados à , avalie as identidade de gênero, orientação afetivo-sexual e expressão de gêneroasserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- Alexandra é um homem trans, de orientação afetivo-sexual homossexual, cuja expressão de gênero pode ser considerada feminina não sendo essas dimensões necessariamente congruentes entre si nem hierarquicamente dependentes.
PORQUE
II- A identidade de gênero corresponde à construção subjetiva de como a pessoa se identifica em relação ao seu gênero, podendo ser binária ou não binária; a orientação afetivo-sexual refere-se às formas de construção de desejo/atração (ou não) físico, afetivo ou emocional; e a expressão de gênero diz respeito à forma como a pessoa deseja se expressar, podendo ser fluida e não estar de acordo com os padrões de gênero.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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Situação hipotética: M.L., 28 anos, primípara, deu à luz há 5 dias por parto vaginal sem complicações. Durante consulta de enfermagem, relata tristeza, labilidade emocional, choro fácil, fadiga, insônia, irritabilidade, ansiedade e sensação de sobrecarga, mantendo sua funcionalidade. De acordo com o exposto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- A equipe de enfermagem considera que M.L. apresenta sintomas compatíveis com blues puerperal, quadro bastante comum no puerpério, que, embora seja angustiante para a puérpera, não constitui uma psicopatologia segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e geralmente não causa prejuízo funcional significativo.
PORQUE
II- O blues puerperal é geralmente transitório e autolimitado, não requer tratamento medicamentoso e tende a resolver-se espontaneamente em até duas semanas, embora o acompanhamento seja recomendado, pois até 20% das mulheres podem evoluir para depressão pós-parto.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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Sobre o partograma, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O partograma é uma ferramenta utilizada para o registro gráfico da evolução do trabalho de parto. Contém alguns itens básicos comuns, como o registro das contrações uterinas (frequência e intensidade), da frequência cardíaca fetal, da dilatação cervical, da altura da apresentação, do uso de ocitócito e o registro de consentimento informado para intervenções, sendo um instrumento importante para subsidiar a tomada de decisão clínica durante a assistência ao parto.
PORQUE
II- As linhas de alerta e de ação, recomendadas pelos estudos mais recentes, permitem avaliar a evolução do trabalho de parto ao longo do tempo e sinalizam a necessidade de vigilância intensificada ou de intervenção obstétrica quando a progressão se afasta do esperado, sendo especialmente importantes nos grandes centros obstétricos. Nessa perspectiva, a fase ativa inicia-se com dilatação de 3 cm, devendo a evolução ocorrer a pelo menos 1 cm por hora.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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Situação hipotética: G.L., 24 anos, G1P1, com 12 horas pós-parto vaginal, sem intercorrências obstétricas durante o trabalho de parto. Ao exame físico, apresenta-se afebril, pressão arterial dentro da normalidade. À palpação abdominal, observa-se útero aumentado, de consistência amolecida, com fundo uterino acima da cicatriz umbilical. A paciente não apresenta exteriorização de lóquios e refere leve desconforto abdominal, sem sangramento vaginal visível.
Com base no caso apresentado, analise os itens abaixo.
I- G.L. encontra-se no puerpério imediato. Dessa forma, é esperado um leve desconforto abdominal e que o útero se apresente aumentado e com consistência amolecida.
II- G.L. está com 12 horas de pós-parto. Logo, a altura do fundo uterino mede aproximadamente 12 cm e deve atingir a altura da sínfise púbica.
III- G.L. apresenta lóquios retidos à avaliação loquiométrica, situação clínica indesejável, que predispõe a infecção puerperal.
É CORRETO o que se afirma em:
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Durante a avaliação obstétrica em maternidade de referência, uma gestante de 39 semanas e 4 dias, primigesta, é admitida para definição de conduta frente à indicação de interrupção da gestação. Ao exame obstétrico, observou-se colo uterino centralizado, com dilatação de 4 cm, esvaecimento de 50%, consistência firme e apresentação fetal situada a –2 de De Lee. Com base nesses achados, foi calculado o Índice de Bishop para subsidiar a decisão clínica.
Considerando os parâmetros descritos, assinale a alternativa que corresponde CORRETAMENTE ao valor do Índice de Bishop e ao seu significado clínico.
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