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197952 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Em um trabalho envolvendo agentes e peritos da polícia federal, foi descoberto um sistema de telecomunicações clandestino com as seguintes características.

  • O sistema operava serviços relacionados à telefonia de curta e longa distâncias.
  • O acesso à rede pública era feito a partir de um escritório central dimensionado para atender o tráfego gerado pelos clientes.
  • O tráfego gerado por um cliente era encaminhado por espaço livre a uma torre dentro de sua área de cobertura, que servia de estação rádio-base e enviava esse tráfego ao escritório central por meio de um enlace direto ponto-aponto. Foram encontradas dez torres instaladas, correspondentes a dez áreas de cobertura que passaram a ser denominadas células.
  • Os clientes do sistema compartilhavam a banda disponível em um esquema FDMA/TDMA que apresentava algumas semelhanças com o sistema IS-136.
  • A torre de cada célula operava uma banda capaz de suportar dois canais de tráfego de 2,5 MHz de banda passante, acessados pelos clientes emTDMA com modulação do tipo QPSK. Um desses canais era utilizado para o tráfego no sentido do escritório central para o cliente — downlink — e o outro canal era utilizado no sentido contrário, do cliente para o escritório central — uplink. A freqüência de transmissão dos canais de tráfego era a mesma para todas as estações rádio-baseemumesquema de reuso de freqüências, iguais a 2,56 GHz para o uplink e a 2,83 GHz para o downlink.
  • O frame de cada canal de 2,5 MHz comportava 4 time-slots e cada cliente podia acessar o sistema por apenas um desses time-slots. O sistema não tinha capacidade de reusar um time-slot por detecção de uso do canal.
  • As antenas de transmissão e de recepção utilizadas em cada uma das torres instaladas eram iguais e do tipo omnidirecional.

Para a análise desse sistema clandestino, os peritos utilizaram, entre outras informações, a tabela de Erlang-B abaixo.

Enunciado 3317343-1

De acordo com a teoria de Erlang e com base em Erlang-B, caso o sistema operasse com um GOS de 0,1, sua capacidade em termos da quantidade de clientes potenciais seria cinco vezes maior que aquela que seria obtida no caso do GOS de 0,02, supondo que o tráfego por usuário fosse mantido.

 

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197949 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Em um trabalho envolvendo agentes e peritos da polícia federal, foi descoberto um sistema de telecomunicações clandestino com as seguintes características.

  • O sistema operava serviços relacionados à telefonia de curta e longa distâncias.
  • O acesso à rede pública era feito a partir de um escritório central dimensionado para atender o tráfego gerado pelos clientes.
  • O tráfego gerado por um cliente era encaminhado por espaço livre a uma torre dentro de sua área de cobertura, que servia de estação rádio-base e enviava esse tráfego ao escritório central por meio de um enlace direto ponto-aponto. Foram encontradas dez torres instaladas, correspondentes a dez áreas de cobertura que passaram a ser denominadas células.
  • Os clientes do sistema compartilhavam a banda disponível em um esquema FDMA/TDMA que apresentava algumas semelhanças com o sistema IS-136.
  • A torre de cada célula operava uma banda capaz de suportar dois canais de tráfego de 2,5 MHz de banda passante, acessados pelos clientes emTDMA com modulação do tipo QPSK. Um desses canais era utilizado para o tráfego no sentido do escritório central para o cliente — downlink — e o outro canal era utilizado no sentido contrário, do cliente para o escritório central — uplink. A freqüência de transmissão dos canais de tráfego era a mesma para todas as estações rádio-baseemumesquema de reuso de freqüências, iguais a 2,56 GHz para o uplink e a 2,83 GHz para o downlink.
  • O frame de cada canal de 2,5 MHz comportava 4 time-slots e cada cliente podia acessar o sistema por apenas um desses time-slots. O sistema não tinha capacidade de reusar um time-slot por detecção de uso do canal.
  • As antenas de transmissão e de recepção utilizadas em cada uma das torres instaladas eram iguais e do tipo omnidirecional.

Para a análise desse sistema clandestino, os peritos utilizaram, entre outras informações, a tabela de Erlang-B abaixo.

Enunciado 3317341-1

Sabendo que as áreas de cobertura das células não tinham interseção, é possível concluir que, se o GOS do sistema fosse igual a 0,02, o sistema clandestino teria capacidade para operar com mais de 160 clientes potenciais, desconsiderando margens de segurança de tráfego e considerando que o tráfego de cada cliente era de 0,06 erlang e era regido por Erlang-B.

 

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197948 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Enunciado 3317340-1

Julgue os itens abaixo, acerca do sistema descrito no texto CE-II.

Se a área coberta por três estações rádio-base mutuamente adjacentes passasse a ser coberta por apenas uma única estação rádio-base, cuja torre seria instalada na posição central às três regiões iniciais, e se a antena a ser utilizada nessa torre fosse também omnidirecional, então a capacidade do sistema em termos da quantidade de clientes potenciais e relativa a essas três estações rádio-base seria reduzida. Por outro lado, se fossem instaladas três antenas setorizadas nessa nova torre, que permitissem a cobertura isolada de cada uma das três regiões com interferência co-canal em níveis aceitáveis, então a capacidade inicial poderia ser restabelecida. Nesse caso, a relação frente-costa das antenas setorizadas deveria ser a maior possível. Entre as tecnologias disponíveis para se obter tais antenas, encontra-se a das antenas do tipo microstrip.

 

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197940 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Enunciado 3317339-1

Julgue os itens abaixo, acerca do sistema descrito no texto CE-II.

Supondo que as antenas nas torres das estações rádio-base sejam dipolos, poder-se-ia obter uma melhor diretividade, ao substituir os dipolos por antenas em array com elementos do tipo dipolo, mantendo ainda a característica omnidirecional.

 

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197939 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Enunciado 3317338-1

Julgue os itens abaixo, acerca do sistema descrito no texto CE-II.

O modelo de Okumura-Hata poderia ser utilizado para estimar a predição da potência do sinal na área de cobertura das estações rádio-base, pois o sistema clandestino apresentado possui as características de um sistema móvel.

 

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197767 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Enunciado 3317337-1

Julgue os itens abaixo, acerca do sistema descrito no texto CE-II.

Nas condições apresentadas no texto, se a técnica de modulação QPSK fosse substituída pela técnica GMSK, então, independentemente da configuração de filtro gaussiano utilizado, seria possível que o sistema oferecesse a seus clientes sinais com BER muito inferior à atual.

 

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197316 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-II – questões 40 e 41

Enunciado 3317336-1

Julgue os itens abaixo, acerca do sistema descrito no texto CE-II.

Sabendo que os agentes e os peritos descobriram que havia estações rádio-base com transmissores de 40 W e outras estações com sistemas de transmissão de 100 W, então, nas condições apresentadas e supondo que as degradações na qualidade do sinal eram dadas principalmente pelo ruído térmico, que independia dos níveis de potência do sinal, pode-se concluir que, para células de mesmo raio de cobertura, a bit error rate (BER) oferecida aos clientes nas bordas das células das estações rádio-base de 100 W era menor que aquela oferecida aos clientes das estações que transmitiam com 40 W de potência, supondo as mesmas condições de propagação, de transmissão e de recepção.

 

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190681 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-I – questões de 33 a 35

Enunciado 3317315-1

O advento da tecnologia digital tem proporcionado uma série de facilidades desconhecidas até bem recentemente. A Internet, o CD-player, o DVD, os jogos interativos de computador, a televisão digital de alta definição, a telefonia celular e a tomografia computadorizada são exemplos atuais dessa transformação digital. Entretanto, as versões digitais de sinais como voz, música, TV e filmes, requerem uma imensa quantidade de bits/segundo para armazenar ou transmitir as informações de interesse. Para exemplificar, a tabela acima apresenta os requisitos de diversas fontes de sinal em suas formas originais (não-comprimidas). Nessa tabela, vários números observados, principalmente na última coluna, mostram valores muito altos, demandando grande quantidade de memória para o armazenamento da informação e(ou) tempo de alocação de canal no caso de transmissão.

A compressão de dados, uma subárea dentro de processamento digital de sinais, estuda a representação eficiente das fontes de sinais. Essa eficiência é buscada no sentido de minimizar as redundâncias de informação das fontes. No sentido de sistemas estocásticos, a redundância pode ser posta como a dependência estatística dos símbolos gerados pela fonte de sinal. Utilizando os recursos e avanços tecnológicos de redes de comunicações, microeletrônica de processadores digitais, computadores e equipamentos de telecomunicações, atualmente, já se tem uma série de ferramentas que fazem uso da compressão de dados para possibilitar a implementação de diversos produtos de mídia digital.

De forma geral, aplicações como TV, teleconferência e vídeo também vêm tecnologicamente caminhando no sentido da implementação digital. Entretanto, como pode ser constatado na tabela do texto CE-I, o tratamento de vídeo na forma digital envolve uma grande quantidade de bits. Por outro lado, cada quadro do vídeo exibe uma redundância intrínseca típica que também pode ser observada na linha temporal, ou seja, de quadro para quadro. Podese, então, pensar em comprimir o vídeo, minimizando-se a redundância intraframe (dentro de cada quadro) e interframe (entre frames distintos). Desde a década de 70 do século passado, tem-se pesquisado e desenvolvido técnicas de compressão de vídeo para tornar realizável as propostas digitais. A compressão de vídeo pode ser vista, em poucas palavras, como a compressão de uma seqüência de imagens que se sucedem segundo uma variável temporal. Vários padrões foram desenvolvidos ou ainda estão em estudo. No que se refere aos padrões de compressão de vídeo, julgue os itens que se seguem.

O padrão MPEG-7, que está em fase de desenvolvimento e é similar ao MPEG-4, destina-se aos serviços de vídeo de alta definição em redes de comunicação de alta velocidade, como o padrão ATM.

 

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190672 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-I – questões de 33 a 35

Enunciado 3317314-1

O advento da tecnologia digital tem proporcionado uma série de facilidades desconhecidas até bem recentemente. A Internet, o CD-player, o DVD, os jogos interativos de computador, a televisão digital de alta definição, a telefonia celular e a tomografia computadorizada são exemplos atuais dessa transformação digital. Entretanto, as versões digitais de sinais como voz, música, TV e filmes, requerem uma imensa quantidade de bits/segundo para armazenar ou transmitir as informações de interesse. Para exemplificar, a tabela acima apresenta os requisitos de diversas fontes de sinal em suas formas originais (não-comprimidas). Nessa tabela, vários números observados, principalmente na última coluna, mostram valores muito altos, demandando grande quantidade de memória para o armazenamento da informação e(ou) tempo de alocação de canal no caso de transmissão.

A compressão de dados, uma subárea dentro de processamento digital de sinais, estuda a representação eficiente das fontes de sinais. Essa eficiência é buscada no sentido de minimizar as redundâncias de informação das fontes. No sentido de sistemas estocásticos, a redundância pode ser posta como a dependência estatística dos símbolos gerados pela fonte de sinal. Utilizando os recursos e avanços tecnológicos de redes de comunicações, microeletrônica de processadores digitais, computadores e equipamentos de telecomunicações, atualmente, já se tem uma série de ferramentas que fazem uso da compressão de dados para possibilitar a implementação de diversos produtos de mídia digital.

De forma geral, aplicações como TV, teleconferência e vídeo também vêm tecnologicamente caminhando no sentido da implementação digital. Entretanto, como pode ser constatado na tabela do texto CE-I, o tratamento de vídeo na forma digital envolve uma grande quantidade de bits. Por outro lado, cada quadro do vídeo exibe uma redundância intrínseca típica que também pode ser observada na linha temporal, ou seja, de quadro para quadro. Podese, então, pensar em comprimir o vídeo, minimizando-se a redundância intraframe (dentro de cada quadro) e interframe (entre frames distintos). Desde a década de 70 do século passado, tem-se pesquisado e desenvolvido técnicas de compressão de vídeo para tornar realizável as propostas digitais. A compressão de vídeo pode ser vista, em poucas palavras, como a compressão de uma seqüência de imagens que se sucedem segundo uma variável temporal. Vários padrões foram desenvolvidos ou ainda estão em estudo. No que se refere aos padrões de compressão de vídeo, julgue os itens que se seguem.

O padrão MPEG-4 provê uma modelagem mais abstrata para a codificação de sinais multimídia. O algoritmo trata a cena multimídia como uma coleção de objetos. Esses objetos podem ser visuais, como, por exemplo, o plano de fundo de uma imagem, ou podem ser aurais, como, por exemplo, a voz, a música e um ruído de fundo. Cada um desses objetos pode ser codificado independentemente por meio de diferentes técnicas, gerando conjuntos elementares de seqüências de bits. Essas seqüências de bits descritivas dos objetos são multiplexadas no sentido de descrever a cena em forma codificada. A linguagem denominada formato binário para cenas (BIPS), que se baseia na modelagem de realidade virtual (VRML), tem sido desenvolvida e aperfeiçoada pelo MPEG para a descrição de cenas.

 

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190671 Ano: 2002
Disciplina: Engenharia de Telecomunicações
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PF

Texto CE-I – questões de 33 a 35

Enunciado 3317313-1

O advento da tecnologia digital tem proporcionado uma série de facilidades desconhecidas até bem recentemente. A Internet, o CD-player, o DVD, os jogos interativos de computador, a televisão digital de alta definição, a telefonia celular e a tomografia computadorizada são exemplos atuais dessa transformação digital. Entretanto, as versões digitais de sinais como voz, música, TV e filmes, requerem uma imensa quantidade de bits/segundo para armazenar ou transmitir as informações de interesse. Para exemplificar, a tabela acima apresenta os requisitos de diversas fontes de sinal em suas formas originais (não-comprimidas). Nessa tabela, vários números observados, principalmente na última coluna, mostram valores muito altos, demandando grande quantidade de memória para o armazenamento da informação e(ou) tempo de alocação de canal no caso de transmissão.

A compressão de dados, uma subárea dentro de processamento digital de sinais, estuda a representação eficiente das fontes de sinais. Essa eficiência é buscada no sentido de minimizar as redundâncias de informação das fontes. No sentido de sistemas estocásticos, a redundância pode ser posta como a dependência estatística dos símbolos gerados pela fonte de sinal. Utilizando os recursos e avanços tecnológicos de redes de comunicações, microeletrônica de processadores digitais, computadores e equipamentos de telecomunicações, atualmente, já se tem uma série de ferramentas que fazem uso da compressão de dados para possibilitar a implementação de diversos produtos de mídia digital.

De forma geral, aplicações como TV, teleconferência e vídeo também vêm tecnologicamente caminhando no sentido da implementação digital. Entretanto, como pode ser constatado na tabela do texto CE-I, o tratamento de vídeo na forma digital envolve uma grande quantidade de bits. Por outro lado, cada quadro do vídeo exibe uma redundância intrínseca típica que também pode ser observada na linha temporal, ou seja, de quadro para quadro. Podese, então, pensar em comprimir o vídeo, minimizando-se a redundância intraframe (dentro de cada quadro) e interframe (entre frames distintos). Desde a década de 70 do século passado, tem-se pesquisado e desenvolvido técnicas de compressão de vídeo para tornar realizável as propostas digitais. A compressão de vídeo pode ser vista, em poucas palavras, como a compressão de uma seqüência de imagens que se sucedem segundo uma variável temporal. Vários padrões foram desenvolvidos ou ainda estão em estudo. No que se refere aos padrões de compressão de vídeo, julgue os itens que se seguem.

O algoritmo MEPG-3, popularmente conhecido como MP-3, constitui uma evolução da codificação de áudio do MPEG-2 e deu origem a um novo padrão de codificação de áudio, atualmente muito difundido na Internet.

 

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