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Foram encontradas 6.730 questões.

3854320 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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No texto a seguir, Alan Chalmers explica uma das principais ideias da epistemologia falsificacionista:

“O falsificacionista vê a ciência como um conjunto de hipóteses que são experimentalmente propostas com a finalidade de descrever ou explicar acuradamente o comportamento de algum aspecto do mundo ou do universo. Todavia, nem toda hipótese fará isto. Há uma condição fundamental que toda hipótese ou sistema de hipóteses deve satisfazer para ter garantido o status de lei ou teoria científica. Para fazer parte da ciência, uma hipótese deve ser falsificável
Fonte: (CHALMERS, Alan F. O que é a ciência, afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 64 - 65).

Marque a opção que lista hipóteses que podem ser consideradas científicas pelos critérios falsificacionistas de cientificidade.
 

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3854319 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Observe o comentário de Étienne Gilson sobre a ética de Tomás de Aquino:

“O objeto próprio da vontade é o bem enquanto tal; onde quer que ela suspeite de sua presença e em que o intelecto lhe apresente desta alguma imagem, ela tende espontaneamente a abraçá-lo. No fundo, o que a vontade procura para além de todos esses bens que persegue é o bem em si, do qual os bens particulares participam. Se o intelecto humano pudesse nos representar já aqui neste mundo o próprio Soberano Bem, perceberíamos imediata e imutavelmente o bem específico de nossa vontade e ela logo aderiria a ele e dele se apoderaria, por uma captura imutável que também seria a mais perfeita liberdade. Mas não vemos diretamente a perfeição suprema; somos, pois, reduzidos a procurar determinar, por um esforço incessantemente renovado do intelecto, entre os bens que se nos oferecem, os que se ligam ao Soberano Bem por uma conexão necessária”.
Fonte: (GILSON, Étienne. A filosofia na Idade Média. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 669).

Tendo em vista a situação em que o ser humano se encontra, necessitando julgar, entre os vários bens terrenos, quais são os que mais propriamente se conectam ao Soberano Bem, Tomás de Aquino elucida que os bens que devem ser priorizados são:
 

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3854318 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o excerto a seguir para responder à questão.

“Quando Galileu fez rolar no plano inclinado as esferas, com uma aceleração que ele próprio escolhera, quando Torricelli fez suportar pelo ar um peso, que antecipadamente sabia idêntico ao peso conhecido de uma coluna de água, [...] foi uma iluminação para todos os físicos. Compreenderam que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos”.
Fonte: (KANT, I. Crítica da Razão Pura, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 5. ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. p. 18. Grifos acrescentados).


O projeto epistemológico de Immanuel Kant é marcado por uma forma específica de compreender a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Como é dito no texto, o sujeito, em certos casos, é capaz de antecipar os resultados de alguns experimentos mesmo antes da sua execução. Segundo Kant, isto é possível porque
 

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3854317 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o excerto a seguir para responder à questão.

“(...) Toda a filosofia é como uma árvore, cujas raízes são formadas pela metafísica, o tronco pela física e os ramos que saem deste tronco constituem todas as outras ciências que, ao cabo, se reduzem a três principais: a medicina, a mecânica e a moral”
Fonte: (DESCARTES, R. Princípios da Filosofia. Lisboa: Guimarães Editores, 1989. p.42. Adaptado).


Sobre a Árvore do Conhecimento ou Árvore da Filosofia, de Descartes, podemos afirmar que
 

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3854316 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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No diálogo Eutidemo, Platão, descrevendo os irmãos sofistas Eutidemo e Dionisodoro, afirma que eles possuem a habilidade de “brandir palavras como suas armas e de refutar quaisquer argumentos, não importa se verdadeiros ou falsos”. Mais adiante, vemos Dionisodoro provando ao jovem Ctesipo que seu pai é um cachorro:

Dionisodoro: “Simplesmente me responde: tens um cão?“ Ctesipo: “Sim“ [...] Dionisodoro: “E ele tem filhotes?“ Ctesipo: “Sim” [...] Dionisodoro: “Então esse cão é o pai deles?“ Ctesipo: “Certamente“ [...] Dionisodoro: “Ora, o cão não é teu?“ Ctesipo: “Certamente“ [...] Dionisodoro: “Portanto, considerando-se que ele é um pai e é teu, o cão passa a ser teu pai, e tu um irmão de filhotes de cão, não é mesmo?”

Fonte: (PLATÃO. Eutidemo. In: ____. Diálogos II. Tradução e notas Edson Bini. São Paulo: Edipro, 2016. Coleção Clássicos Edipro. p. 174 e p. 220- 221, respectivamente).

Esse modo de discurso, muitas vezes empregado pelos sofistas, representava um problema para os filósofos atenienses daquele período histórico, já que muitas vezes era utilizado para inibir um diálogo legitimamente filosófico sobre o que se propunha debater. Marque a opção que caracteriza corretamente a forma de debater dos irmãos Eutidemo e Dionisodoro.
 

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3854315 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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O trecho a seguir foi selecionado do início do Livro VII da República de Platão e descreve o que poderia acontecer ao escravo que havia escapado de uma certa caverna, caso decidisse retornar ao espaço subterrâneo:


“- Se, naquele tempo, entre eles [os prisioneiros que permaneceram na caverna] havia honras, louvores e também prêmios concedidos a quem observasse com um olhar mais aguçado os objetos que desfilassem diante deles e se lembrasse melhor do que costumava vir antes, depois ou simultaneamente e, a partir disso, tivesse mais capacidade para adivinhar o que estivesse por vir, na tua opinião, não achas que ele [o prisioneiro liberto que retorna à caverna] cobiçaria essas recompensas e invejaria os que entre eles fossem honrados e tivessem poder? Ou achas que ele passaria pela experiência de que fala Homero e preferiria, no trabalho da terra, sendo escravo de outro homem sem posses, sofrer qualquer coisa que fosse, a ter aquelas opiniões e viver daquela maneira?     - É assim, disse ele, que eu penso. Estaria mais disposto a sofrer o que fosse que a viver daquele modo.     - Reflete sobre isto! disse eu. Se, de novo, esse fulano descesse e se sentasse naquele mesmo local, não ficaria com os olhos toldados pela escuridão ao sair de repente do sol?     - É bem isso que aconteceria, disse.     - E se ele, a respeito da significação daquelas sombras precisasse competir com os que continuavam como prisioneiros, no momento em que sua visão estivesse fraca e antes que seus olhos estivessem bem - e esse tempo de acomodação não seria muito curto -, será que não seria motivo de riso? Não diriam dele que, tendo ido lá para cima, tinha voltado com os olhos lesados e que não valia a pena nem mesmo tentar ir até lá? E a quem tentasse libertá-los e conduzi-los lá para cima, se de alguma forma pudessem segurá-lo com suas mão e matá-lo, eles não o matariam? - É bem isso que faria, disse”.
Fonte: (PLATÃO. A república. Tradução Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo: Martins Fontes, 2006. p. 270). 



Ao analisarmos os sentidos que podem ser hauridos da Alegoria da Caverna, com especial atenção à motivação do possível regresso do escravo, podemos afirmar que ele retornaria à caverna
 

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3854314 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o trecho de diálogo a seguir para responder à questão.

Teeteto: Ah sim, Sócrates. Na verdade, uma vez ouvi alguém fazer essa distinção. Eu me esquecera disso, mas agora me lembro. Dizia ele que o conhecimento é a opinião verdadeira associada ao discurso racional, mas que a opinião verdadeira dissociada da explicação racional sai do âmbito do conhecimento; e que matérias que carecem de uma explicação racional são incognoscíveis [...] enquanto aquelas que contam uma explicação racional são cognoscíveis”
Fonte: (PLATÃO. Teeteto. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 139).

Neste trecho do diálogo entre Sócrates e Teeteto, Platão apresenta três elementos explicativos que, juntos, caracterizam a definição clássica de conhecimento. A saber, esses elementos são
 

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3854313 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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Leia o seguinte trecho de diálogo para responder à questão

Estrangeiro: Então eu formarei um discurso [uma sentença] para ti no qual uma ação e o resultado da ação estão combinados através de um nome e um verbo e me dirás sobre o que é o discurso [o sujeito da sentença].

Teeteto: Eu o farei o melhor que puder.

Estrangeiro: ‘Teeteto senta’. Não é um longo discurso, é? Teeteto: Não, é razoavelmente curto.

Estrangeiro: Agora cabe a ti dizer sobre o que é e qual é o seu sujeito.

Teeteto: Está claro que é sobre mim e que sou eu o seu sujeito.

[...]

Estrangeiro: ‘Teeteto, com quem estou falando agora, voa’.

Teeteto: Todos se disporiam a concordar que esse também é sobre mim e que sou seu sujeito.

Estrangeiro: Mas concordamos que todo discurso (sentença) tem necessariamente uma particular qualidade.

Teeteto: Sim.

Estrangeiro: Ora, que qualidade deveríamos atribuir a cada um desses discursos (sentenças)?

Teeteto: Suponho que uma é falsa, ao passo que a outra é verdadeira.

Estrangeiro: A verdadeira indica fatos como são sobre ti.

Teeteto: Certamente.

Estrangeiro: Enquanto a falsa indica coisas diferentes dos fatos.

Teeteto: Sim.”

Fonte: (PLATÃO. Sofista. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 236-237).

A teoria da verdade representada neste trecho é a

 

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3854312 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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A Fenomenologia de Husserl desenvolve o conceito de Epoché, que significa a suspensão do juízo, não para negar as elaborações da razão, mas para que não recaia numa espécie de fixação do objeto pelo recorte da sua apresentação fenomenológica. Assim, Husserl busca levar a sua fenomenologia ao encontro do eu, que é o sujeito da epoché, para que assim se possa estabelecer, mediante a filosofia do ego, como centro constitutivo de toda a subjetividade, o nível da consciência que é base para
 

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3854311 Ano: 2025
Disciplina: Filosofia
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-PE
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A Pólis não é apenas a Cidade-Estado no sentido geográfico e demográfico, mas é a unidade espiritual de formação do cidadão, enquanto indivíduo moral não separado do todo, do cosmos que ela é, de modo que a vida pública é vida ética e a escolha do modo de vida é a manifestação das virtudes que orientam essa vida. A ética dos antigos gregos busca relacionar de maneira inseparável a condução da vida pública com os princípios morais que a orientam e, para tal, em relação a essa vivência integrada, na boa disposição entre as coisas necessárias e as coisas passageiras, o indivíduo moral é o mesmo que o indivíduo político e desenvolve no contexto da sua práxis a
 

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