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Segundo os estudos de Gorski (2013), a Fonoaudiologia tem um papel importante para contribuir na elucidação de casos levados à justiça que envolvam a área de conhecimento do fonoaudiólogo. Diante disso, em um município de médio porte do interior da Bahia, a Promotoria de Justiça solicitou ao serviço de saúde a nomeação de um perito fonoaudiólogo para avaliar um trabalhador que afirma ter desenvolvido disfonia ocupacional após anos de atuação como operador de teleatendimento. No entanto, a informação que recebeu é que entre os sete fonoaudiólogos atuantes no serviço público local, apenas um possui pós-graduação em Voz e nenhum teve formação específica em perícia. Face a esta situação, o gestor municipal procurou orientações sobre a legalidade e a viabilidade da nomeação.
Fonte: GORSKI, L.P.; LOPES, S.G.; SILVA, E.B.. Perícia fonoaudiológica: conhecimento e atuação dos profissionais da fonoaudiologia de dois estados do Brasil. Revista CEFAC, São Paulo, v. 15, n. 5, p. 1338-1346, set.-out. 2013.
Com base no cenário descrito e no panorama atual da perícia fonoaudiológica no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
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Uma fonoaudióloga resolveu estruturar uma campanha escolar a partir do atendimento de Rafael, hoje com 7 anos, mas que desde os 3 anos e meio apresenta sinais de gagueira e disfluência, interferindo em sua comunicação e no desempenho escolar. Até então, Rafael não havia recebido nenhum tipo de acompanhamento pelo fato de a família entender a gagueira como uma característica comum entre seus parentes. Na montagem dessa campanha, a profissional chegou ao estudo realizado por Avilla et al. (2022) a respeito das alterações de fluência na fala caracterizada por repetições, prolongamentos e bloqueios em um outro município. A pesquisa demonstrou que a Secretaria de Saúde do local identificou que aproximadamente 5% das crianças em idade pré-escolar apresentam sinais de alterações na fluência da fala, embora apenas uma pequena parte tenha recebido avaliação fonoaudiológica formal.
Fonte: ÁVILA, N.S.F.; JUSTE, F.; COSTA, J.B.; ANDRADE, C.R.F.. Ensaio clínico de tratamento – em três modalidades – para crianças com distúrbios da fluência e gagueira. CoDAS, São Paulo, v. 34, n. 2, e20200264, 2022.
Considerando-se as evidências científicas mais atuais sobre a Gagueira Crônica do Desenvolvimento (GCD), assinale a alternativa CORRETA sobre os aspectos clínicos que podem guiar o alerta da campanha a ser levada para as escolas acerca da GCD na infância.
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Dona Silvia, de 68 anos, tem histórico de tontura e episódios frequentes de instabilidade. Ao passar pela consulta médica, foi encaminhada ao serviço de fonoaudiologia para avaliação otoneurológica. Durante a anamnese, a paciente relatou quedas ocasionais, principalmente ao caminhar em superfícies irregulares. Ela também se queixa de uma sensação de desequilíbrio, que piora quando realiza movimentos bruscos com a cabeça. O fonoaudiólogo, levando em consideração os critérios fundamentados pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020), solicitou diversos testes otoneurológicos para avaliar a função vestibular e o risco de quedas desta idosa.
Com base no contexto clínico apresentado e no raciocínio clínico que o profissional fonoaudiólogo deve seguir para montar a avaliação de Dona Silvia, analise as assertivas a seguir:
I- O Dizziness Handicap Inventory (DHI) é um questionário utilizado para avaliar a percepção do paciente sobre os efeitos incapacitantes da tontura, sendo um importante instrumento na escolha do tratamento adequado e na evolução clínica desta paciente.
PORQUE
II- A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) não é adequada para a paciente, já que tem a limitação de ser recomendada apenas para pacientes de até 50 anos, pois o risco de queda em idosos é algo comum e tem relação exclusiva com o déficit motor e muscular.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
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Em um município do interior do Brasil, a equipe de saúde auditiva da rede municipal está em processo de atualização dos protocolos clínicos para avaliação audiológica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020). Afim de alinhar os procedimentos às diretrizes científicas e normativas mais recentes, nesta campanha, Marcos de 45 anos, trabalhador da construção civil, relatou dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Ao realizar a avaliação audiológica completa, foi identificado: condutos auditivos livres de obliterações, limiares auditivos de via aérea maiores que 25 dB NA, via óssea com limiares maiores que 15 dB NA, com gap aéreo-ósseo de até 10 dB em todas as frequências pesquisadas; configuração audiométrica descendente acentuada; média quadritonal de 500 Hz, 1 kHz, 2 kHz e 4kHz em 66,25 dB NA em ambas as orelhas; e Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF) de 64%.
Com base nos achados audiológicos e nos critérios técnicos reconhecidos a respeito da Avaliação Auditiva realizada em Marcos, assinale a alternativa CORRETA.
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De acordo com Altmann (2019), a Afasia é uma disfunção da linguagem que pode comprometer a comunicação verbal ou escrita. Esta clareza é importante para analisar o caso de Maria, de 58 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico há 6 meses e foi diagnosticada com afasia de Broca. Ela apresenta dificuldades significativas em expressar-se verbalmente, mas a sua compreensão de linguagem está preservada. Após uma avaliação fonoaudiológica detalhada, foi iniciado um tratamento terapêutico voltado para a recuperação das suas habilidades linguísticas. O fonoaudiólogo que acompanha Maria optou por uma abordagem que visa a estimulação intensiva da linguagem por meio de exercícios de nomeação, linguagem automática e uso de pistas facilitadoras.
Fonte ALTMANN, R.F.; SILVEIRA, A.B.; PAGLIARIN, K.C.. Intervenção fonoaudiológica na afasia expressiva: revisão integrativa. Audiology – Communication Research, São Paulo, v. 24, e2100, 2019.
Com base no quadro clínico apresentado e no contexto da afasia de Broca, assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos e abordagens no tratamento fonoaudiológico.
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No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2024) indicam que a população idosa crescerá 10 vezes mais que a de jovens até 2050. O envelhecimento populacional traz desafios à saúde pública, especialmente em relação aos distúrbios do sono e às alterações funcionais do sistema estomatognático. Esta situação é o que vem trazendo angústia à família do senhor Maurício de 75 anos, que recebeu diagnóstico de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) moderada, IMC de 28,3 kg/m², hipertenso e em uso de medicação, relatava sonolência excessiva diurna, roncos intensos (confirmados pela esposa), dificuldade de concentração e fadiga ao acordar. Sem sucesso na adaptação ao CPAP, iniciou tratamento fonoaudiológico com foco miofuncional orofacial.
Considerando a atuação fonoaudiológica dentro do processo de envelhecimento e das disfunções associadas à AOS para dar suporte a esse paciente, assinale a alternativa CORRETA.
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Em um hospital municipal, a equipe multiprofissional realiza atendimento a Antônio de 72 anos, admitido na emergência com sinais clínicos compatíveis com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi). A tomografia confirmou o diagnóstico e o paciente recebeu tratamento trombolítico intravenoso com alteplase dentro da janela terapêutica de 4,5 horas. No entanto, 48 horas após a admissão, o paciente permanece restrito à dieta zero por apresentar sinais clínicos compatíveis com disfagia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o AVC é a principal causa de morte no país, sendo o AVCi responsável por cerca de 85% dos casos.
Diante do caso descrito e do conhecimento científico atual sobre a disfagia no contexto do AVCi e da trombólise, assinale a alternativa CORRETA.
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Carlos, 48 anos, professor de história em escola pública municipal, foi diagnosticado com paralisia unilateral de prega vocal (PUPV) após cirurgia para retirada de um tumor na tireoide. Queixando-se de voz soprosa, cansaço ao falar e episódios frequentes de tosse ao ingerir líquidos, foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica, mas, por conta da correria do dia a dia e por um certo receio de se sentir vulnerável, ele reluta em seguir com o tratamento. De acordo com dados de Barcelos et al. (2017), a taxa de abandono da reabilitação vocal em pacientes com PUPV é de aproximadamente 23,5%, o que representa um desafio na adesão aos modelos tradicionais de terapia.
Fonte: BARCELOS, C.B.. Terapia vocal breve e intensiva para paralisia unilateral de prega vocal. São Paulo, 2018. 77 p. Tese (Doutorado) — Fundação Antônio Prudente, Curso de Pós-Graduação em Ciências – Área de concentração: Oncologia. Orientadora: Elisabete Carrara-de Angelis.
Considerando a situação clínica apresentada e os conhecimentos atuais sobre a PUPV e sua reabilitação vocal, analise as afirmativas a seguir:
I- Carlos não é um caso isolado e a terapia vocal tradicional, embora apresente evidências de melhora vocal em pacientes com PUPV, está frequentemente associada a dificuldades de adesão, como ausências e abandono do tratamento.
II- A posição da prega vocal paralisada exerce baixa influência significativa nos sintomas clínicos, sendo os quadros de disfonia ou disfagia determinados apenas pela etiologia da paralisia.
III- A terapia vocal breve e intensiva é baseada principalmente em métodos empíricos sem fundamentação neurofisiológica, sendo considerada uma abordagem de eficácia inferior à terapia tradicional para pacientes como Carlos.
IV- Embora cirurgias como a tireoplastia tipo I promovam melhorias, o acompanhamento fonoaudiológico antes e depois da intervenção é considerado essencial para a eficácia do tratamento e para a recuperação de Carlos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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O estudo de Silva et al. (2021) correlaciona a oferta do trabalho do fonoaudiólogo no Sistema Único de Saúde (SUS) com a melhora dos indicadores sociais nas últimas décadas e a reflexão desse cenário foi levantada a partir do caso de Maria, uma criança de 6 anos residente em um município do Norte do Brasil, a qual apresenta dificuldades persistentes de articulação da fala e atraso no desenvolvimento da linguagem. Após avaliação na Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) indica a necessidade de acompanhamento fonoaudiológico. No entanto, a UBS informa que não há fonoaudiólogo disponível no território, sendo necessário encaminhamento para outro município, distante 120 km. Esse cenário se repete em outras localidades da região, afetando o acesso de crianças, idosos e adultos com diferentes necessidades de reabilitação fonoaudiológica. Diante disso, a população resolveu se mobilizar para elaborar um pedido formal de providências, destacando a necessidade das pessoas com diversas dificuldades que estão deixando de ser atendidas pela ausência de profissionais na localidade.
Fonte: SILVA, R.P.M.; NASCIMENTO, C.M.B.; MIRANDA, G.M.D.; SILVAV.L.; LIMA, M.L.L.T.; VILELA, M.B.R.. Evolução da oferta de fonoaudiólogos no SUS: um estudo sobre a correlação com os indicadores sociais no Brasil na última década. CoDAS, São Paulo, v. 33, n. 2, e20190243, 2021.
Considerando a situação descrita e os princípios organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS) para solicitar o apoio do município, assinale a alternativa CORRETA que representa um argumento sobre a atuação do fonoaudiólogo.
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Em um hospital de um município do interior do Brasil, havia um paciente idoso com dificuldades de deglutição e a família sentiu dificuldade de compreender por que uma fonoaudióloga foi chamada, já que eles associavam a Fonoaudiologia exclusivamente ao tratamento de Gagueira e Atraso de Linguagem. Ao ser informada do questionamento, a equipe chegou a um estudo, o qual demonstrou um aumento de 35% nos atendimentos fonoaudiológicos nos últimos dois anos, especialmente voltados às funções orofaciais. Este aumento foi atribuído à prevalência de disfagia, dificuldades de mastigação, alterações de fala e padrões respiratórios inadequados em pacientes com condições neurológicas e uso prolongado de próteses mal adaptadas (PEREIRA, et. al, 2024).
Fonte: PEREIRA, A.S.M.; GATTI, M.; RIBEIRO, V.V.; TAVEIRA, K.V.M.; BERRETIN-FELIX, G.. Intervenções da Fonoaudiologia nas áreas de respiração, mastigação, deglutição e fala: uma revisão de escopo. CoDAS, São Paulo, v. 36, n. 2, e20220339, 2024.
Considerando a atuação do fonoaudiólogo nas funções orofaciais, assinale a alternativa CORRETA para levar clareza à família com relação destas funções da fala.
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