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Disciplina: Fonoaudiologia
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Fazenda Rio Grande-PR
Na avaliação da leitura, de acordo com a abordagem cognitiva, deve incluir vários tipos de estímulos, a fim de se verificar a presença ou ausência de alguns efeitos aos quais as vias lexical e fonológica são sensíveis. A via lexical é sensível ao efeito de lexicalidade, frequência e imageabilidade, ao passo que a via fonológica é sensível aos efeitos de regularidade e extensão. Assim, alguns estímulos que a prova deve conter são:
I. palavras e pseudopalavras, pois apenas a via fonológica pode processar as últimas (efeito de lexicalidade).
II. palavras de ortografia regular e de ortografia irregular, pois apenas a via lexical pode processar as últimas (efeito de regularidade). Em sistemas transparentes como o português, sugere-se o uso de palavras estrangeiras utilizadas em nosso meio, como <pizza> e <light>, que também são lidas pela via lexical.
III. palavras de função gramatical e palavras polimorfêmicas, para verificar a integridade das conexões diretas entre os dois léxicos (via lexical direta).
IV. palavras frequentes e não frequentes, pois diferenças entre esses estímulos sugerem danos na via lexical.
V. palavras concretas e abstratas, uma vez que a presença do efeito de imageabilidade (melhor desempenho em palavras concretas que em abstratas) tem sido considerado como indicativo de danos na via lexical.
VI. palavras curtas e longas, uma vez que a via fonológica faz um processamento serial e sua leitura deve ser vulnerável ao efeito de extensão.
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A atuação do fonoaudiólogo educacional como assessor é ampla e, provavelmente, é a mais disseminada. Há inúmeras ações realizadas por esse profissional, nesta função. Entre elas, podemos destacar, de acordo com a Resolução CFFa 387/104:
I. atuação integrada à equipe escolar, a fim de criar ambientes físicos favoráveis à comunicação humana e ao processo de ensino-aprendizagem.
II. desenvolvimento de ações educativas, formativas e informativas, para disseminação do conhecimento sobre a interface entre comunicação e aprendizagem para os diferentes atores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem: gestores, equipes técnicas, professores, familiares e educandos, inclusive intermediando campanhas públicas ou programas intersetoriais.
III. desenvolvimento de ações institucionais, principalmente de promoção e prevenção, inclusive com a realização de encaminhamentos extra escolares.
IV. participação ativa em processos de formação continuada de profissionais da educação.
V. o fonoaudiólogo educacional deve olhar o cenário no qual a instituição de ensino está contextualizada, e realizar atendimento clínico quando houver demanda de dificuldades de aprendizagem na instituição.
VI. sensibilização e capacitação de educandos, educadores e familiares para a utilização de estratégias comunicativas que possam favorecer a universalização do acesso ao ambiente escolar, o aprendizado e a inclusão escolar e social.
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Analise as assertivas quanto a respiração que pode ser classificada quanto ao modo em nasal, oral e mista e assinale a alternativa correta.
I. A respiração predominantemente oral também pode ser associada a fatores de natureza não obstrutivas como amamentação materna insuficiente, hábitos orais prolongados e flacidez de músculos da face.
II. As consequências da respiração oral podem ser flacidez de estruturas face como lábios, que pode resultar em lábio superior hipodesenvolvido e inferior espesso e com eversão, dificultando o selamento labial.
III. Os músculos bucinadores, masseteres e temporais podem apresentar flacidez enquanto o músculo mentual se apresenta em hiperfunção.
IV. A audição merece uma atenção especial nas crianças respiradoras orais, principalmente na faixa entre 5 e 12 anos, período de maior desenvolvimento das habilidades auditivas, visando a evitar flutuação dos limiares da audição e consequentemente prejuízos na aprendizagem.
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Em 1994, O Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais, DSM IV, incluiu a dislexia nas perturbações de aprendizagem, utiliza a denominação de “Perturbação da Leitura e da Escrita” e estabelece os seguintes critérios de diagnóstico, exceto:
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Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Na afasaia de o local da lesão é no giro temporal , área temporo parieto occipital. As manifestações clinicas se dão por Logorreico, comprometimento da compreensão, presença de parafasias fonêmicas, neologismos, repetição prejudicada, alterações de leitura e escrita proporcional à fala.
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Atualmente, o fonoaudiólogo pode romper as paredes da clínica e atuar com maestria em âmbito escolar. Esse trabalho torna-se fundamental para alterar a realidade do contexto da alfabetização no Brasil. Propostas direcionadas aos professores, tornando-os conscientes de seu papel e da importância de trabalhar com alguns recursos muitas vezes deixados de lado. Intencionalmente o trabalho com consciência fonológica, por exemplo, deverá ser proposto em todas as turmas de primeiros, segundos e terceiros anos, de forma lúdica, brincadeiras orais, jogos de ouvir e pensar, adequadas à idade e de curta duração (ZORZI, 2017). Analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A partir da identificação da posição das sílabas na palavra e seu som, a criança pode ser conduzida às atividades que envolvam as rimas. Neste momento, o aprendiz perceberá que algumas palavras compartilham o mesmo som final e depois de algum tempo além de identificar e associar rimas, será capaz de produzi-las.
II. Quando a consciência silábica está devidamente estruturada e fixada para o aprendiz, as atividades envolvendo fonemas podem ser inseridas. Iniciando pelas consoantes, os fonemas iniciais das palavras devem ser primeiramente identificados conduzindo a criança para uma análise mais apurada dos elementos que compõe a sílaba. Depois que as consoantes iniciais foram trabalhadas, podem ser trabalhadas atividades de identificação do som dessas com as vogais em diferentes posições das palavras.
III. Quando o aprendizado das vogais está devidamente consolidado, as consoantes fricativas podem ser apresentadas e o mesmo padrão de atividade pode ser realizado, começando pela identificação do som, a percepção em diferentes posições da palavra e posteriormente a pronúncia de diferentes palavras que possuam (em qualquer posição) aquele fonema.
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No guia prático de consulta rápida da Cid-10 pelo fonoaudiólogo, mostra vários transtornos globais do desenvolvimento, assinale a alternativa que corresponde ao Cid - F84.0.
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As deficiências auditivas são classificadas de acordo com o grau de severidade, ao tipo e a configuração audiométrica e lateralidade. Na literatura, são reconhecidas cientificamente diversas classificações que são recomendadas por especialistas da área. A classificação quanto ao tipo de deficiência auditiva está relacionada à localização das estruturas afetadas no sistema auditivo. Portanto, leva em consideração a comparação entre os limiares de VA e VO de cada orelha separadamente, classificação sugerida por Silman e Silverman (1998). De acordo com os autores, os tipos de perdas auditivas são
I. perda auditiva condutiva: ocorre se o limiar de VO estiver no seu limite de normalidade (até 15 dB) e o limiar de VA abaixo de seu limite de normalidade (20 ou 25 dB), indicativo de que o problema se encontra na orelha média interna.
II. perda auditiva sensorioneural: ocorre se o limiar de VO estiver abaixo do limite considerado normal (15dB), assim como o limiar de VA (20 ou 25 dB), não ocorrendo presença de gap (diferença de limiar aéreoósseo não excede 10dB); sugere um problema de mecanismo sensorial.
III. perda auditiva mista: ocorre se o limiar de VO estiver abaixo do limite normal (15 dB), assim como o limiar de VA (20 ou 25 dB) e há presença significante de gap aéreo ósseo excedendo 10 dB; indica uma alteração no mecanismo condutivo associado a problema no mecanismo sensorial.
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Assinale a alternativa correta de acordo com as abordagens de ajustes posturais, modo de execução, indicação, efeito fisiológico e prática em um paciente com paralisia ou paresia unilateral da faringe.
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Sobre a atuação fonoaudiológica nas unidades neonatais (DANTAS et al., 2017), assinale a alternativa incorreta.
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