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Há um debate contemporâneo sobre o grau de “tolerância”
ideológica que Al-Andalus pode ter demonstrado na Idade Média.
As percepções do Islã no mundo ocidental contemporâneo, sejam
elas positivas ou negativas, influenciam profundamente este
debate. É verdade que o mundo muçulmano, especialmente sua
parte hispano-mourisca, não sofreu a mesma repressão do
pensamento crítico que a cristandade europeia, especialmente
após o nascimento da Inquisição, no final do século XII.
Entretanto, também não se deve atribuir-lhe um conceito
anacrônico de liberdade religiosa e intelectual. Tal liberdade
simplesmente não existia na época, seja na Europa, no Norte da
África, ou no Oriente Próximo. Nenhuma das visões opostas
simplistas do Al-Andalus pode resistir a uma séria pesquisa
histórica.
(BATEAU, Jean. O domínio muçulmano na Espanha foi crucial para a história da
Europa. Extraído de: https://jacobin.com.br/2023/10/o-dominio-muculmano-naespanha-foi-crucial-para-a-historia-da-europa/)
Um professor de ensino fundamental II elabora uma aula sobre as sociedades islâmicas, tendo como fonte para incentivar o debate o trecho citado acima. O objetivo a ser alcançado é
Um professor de ensino fundamental II elabora uma aula sobre as sociedades islâmicas, tendo como fonte para incentivar o debate o trecho citado acima. O objetivo a ser alcançado é
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O mundo só vai ser igualitário na medida do conhecimento sobre
o qual ele é construído. O iluminismo surgiu numa época em que
a Europa havia arrasado grande parte do mundo por meio do
genocídio da escravidão e estava afirmando seu domínio pela
expansão colonial. A arrogância dos seus pensadores só foi
possível devido à violência da primeira versão do império
Ocidental. Os ‘grandes pensadores’ se viram no centro do mundo
como resultado disso e teorizaram a respeito de sua aparente
supremacia. Um dos seus propósitos era oferecer uma
justificativa para o genocídio, a escravidão e o colonialismo que
eram absolutamente indispensáveis para o progresso do
Ocidente. O iluminismo foi crucial na passagem para a nova era
imperialista: ele ofereceu a estrutura de conhecimento
universalista, supostamente racional e científica que sustentava a
lógica colonial. É uma heresia questionar os homens brancos
mortos porque suas obras estão na fundação da atual ordem
social injusta. Entender que o iluminismo e o racismo não podem
ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica
colonial ainda governa o mundo hoje.
(ANDREWS, Kehinde. A nova era do Império: como o racismo e o colonialismo ainda
dominam o mundo. SP: Companhia das Letras, 2023. p. 38-39)
A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
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O próprio Hitler foi movido durante toda a carreira política por
um ódio fanático aos judeus. Esse antissemitismo tem raízes em
uma tradição com mais de mil anos, que em repetidas ocasiões
levou ao assassinato em massa de judeus. Mas o passo de
assassinato em massa para genocídio só foi dado quando a
tradição antissemita por fim se encontrou com a tradição de
genocídios surgida durante a expansão europeia na Europa, na
América, na África e na Ásia.
(LINDQVIST, Sven. Exterminem todos os malditos: uma viagem ao Coração das
Trevas e à origem do genocídio europeu. São Paulo, Fósforo, 2023. p. 219)
professor de ensino fundamental II, ao propor o uso da citação acima para o planejamento de aula, tem como objetivo
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O comparecimento à Assembleia soberana era aberto a todo o
cidadão, e não havia burocracia ou funcionários públicos, exceto
uns poucos escriturários, escravos de propriedade do estado que
faziam registros inevitáveis, como cópias de tratados e leis, listas
de contribuintes inadimplentes e similares. O governo era, assim,
“pelo povo”, no sentido mais literal. A Assembleia, que detinha a
palavra final na guerra e na paz, nos tratados, nas finanças, na
legislação, nas obras públicas, em suma, na totalidade das
atividades governamentais, era um comício ao ar livre, com
tantos milhares de cidadãos com idade superior a 18 anos
quantos quisessem comparecer naquele determinado dia. Ela se
reunia frequentemente durante o ano todo, no mínimo quarenta
vezes, e, normalmente, chegava a uma decisão sobre o assunto a
discutir em um único dia de debate, em que, em princípio todos os
presentes tinham o direito de participar, tomando a palavra.
Isegoria, o direito universal de falar na Assembleia, era algumas
vezes empregado pelos escritores gregos como sinônimo de
“democracia”. E a decisão era pelo voto da maioria simples
daqueles que estivessem presentes.
(FINLEY, Moses I. Democracia antiga e moderna. RJ: Graal, 1985. p. 31)
Tendo em vista a descrição do autor sobre o funcionamento da Assembleia, podemos considerar que a democracia ateniense é
Tendo em vista a descrição do autor sobre o funcionamento da Assembleia, podemos considerar que a democracia ateniense é
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Em Coimbra, pouco depois, em 1772, criaram-se o Gabinete de
História Natural e o Jardim Botânico, ambos ligados à
universidade, devendo servir fins pedagógicos no âmbito das
ciências da natureza. Nessas instituições, trabalhará Félix Avelar
Brotero, que mais tarde, dirigirá o Jardim Botânico da Ajuda.
Refira-se ainda que, no reinado de D. Maria I (1777-1816), no real
Paço de Belém, administrado de forma eficiente pelo
desembargador João Rodrigues Vilar, funcionou um jardim
zoológico composto por diversos felinos, zebras, macacos e
inúmeros pássaros.
(BRAGA, Isabel M. R. Mendes Drumond. Sabores do Brasil em Portugal: descobrir e
transformar novos alimentos (séculos XVI-XXI). São Paulo: SENAC, 2010. p. 90-91).
O relato acima pode ser analisado, tendo em vista o amplo contexto cultural europeu em que se destacam
O relato acima pode ser analisado, tendo em vista o amplo contexto cultural europeu em que se destacam
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[...] quase todos [os meninos índios] vêm duas vezes por dia à
escola, sobretudo de manhã; pois de tarde todos se dão `caças ou
à pesca para se darem sustento; se não trabalham não comem.
Mas o principal cuidado que temos deles está em declararmos os
rudimentos da fé, sem descuidar o ensino das letras; estimam-no
tanto que, se não fosse esta atração, talvez não os pudéssemos
levar a mais nada [...] Se acaso alguns deles, pouco que seja, se
dá, ou pelo jeito do corpo ou pelas palavras ou de qualquer outro
modo, a alguma coisa que tenha ressaibo de costumes gentios,
imediatamente os outros o acusam e riem dele.
(ANCHIETA, José de. Doutrina Cristã, p. 210. In: DAHER, Andrea. Oralidade perdida:
ensaios de história das práticas letradas. RJ: Civilização Brasileira, 2012. p. 59)
A contrarreforma teve um impacto direto na atuação da Igreja Católica nas colônias, e a Companhia de Jesus foi a protagonista da expansão do catolicismo. Na América portuguesa, os escritos de José de Anchieta são relatos importantes para a investigação das relações entre portugueses e os povos originários, bem como as relações entre os próprios indígenas nos espaços cristianizados. Nesse sentido, podemos dizer que o relato de Anchieta nos oferece a possibilidade de explorar o seguinte tema:
A contrarreforma teve um impacto direto na atuação da Igreja Católica nas colônias, e a Companhia de Jesus foi a protagonista da expansão do catolicismo. Na América portuguesa, os escritos de José de Anchieta são relatos importantes para a investigação das relações entre portugueses e os povos originários, bem como as relações entre os próprios indígenas nos espaços cristianizados. Nesse sentido, podemos dizer que o relato de Anchieta nos oferece a possibilidade de explorar o seguinte tema:
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Em virtude da conspiração dos flagelos naturais, das flutuações
da conjuntura econômica e da conversão crescente da burguesia
citadina à propriedade fundiária, o conjunto do campesinato
italiano do renascimento se encontra assim mergulhado na maior
indigência, numa servidão material e moral pior do que ele havia
conhecido na Idade Média. Na prática, uma servidão de fato
substituiu em quase toda a parte a servidão medieval de direito,
lá onde havia sido abolida. Daí, tanto na Itália como alhures, e às
vezes até mais na península, ladainhas de manifestações,
variáveis segundo os lugares e as ocasiões, de um mesmo
desespero endêmico dos camponeses: insurreições populares
esporádicas, afogadas em sangue, ou emigração em massa para
o luxo da cidade, onde os camponeses, ainda durante o século
XVI, virão engrossar as fileiras da plebe, reservatório de mão-de-obra barata para a economia citadina.
(LARIVAILLE, Paul. A Itália no tempo de Maquiavel.
SP: Companhia das Letras, 1988. p. 213)
Um professor propõe para planejamento de uma aula sobre o renascimento europeu o uso da citação acima.
O objetivo dessa atividade de ensino com uso do documento é
Um professor propõe para planejamento de uma aula sobre o renascimento europeu o uso da citação acima.
O objetivo dessa atividade de ensino com uso do documento é
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O Estado do Acre é dividido em 5 (cinco) microrregiões e 2
(duas) mesorregiões, o Vale do Acre e o Vale do Juruá. Na
microrregião Cruzeiro do Sul, localiza-se a
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O Acre está se tornando uma referência nacional no
etnoturismo, fortalecido por meio do Plano de
Desenvolvimento do Turismo nas Terras Indígenas do Alto
do Rio Purus e Alto Rio Juruá. Esse plano estrutura um
conjunto de rotas turísticas, com objetivo de apresentar a
diversidade da cultura indígena acriana. O etnoturismo
consiste em
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Leia o texto a seguir.
A colonização da Amazônia submeteu os indígenas de forma violenta ao controle do trabalho, recursos e produtos em torno da produção mercantil. Na Amazônia Sul Ocidental este processo se deu em fins do século XIX e durante quase todo o século XX. O seringal virou cativeiro para o indígena que perdeu o direito sobre o território tornando-se uma grande força de trabalho e impedido de viver sua cultura nas suas formas linguísticas, festas, rituais, pinturas artesanatos e agricultura.
Fonte: KAXINAWÁ, Joaquim Paulo Maná, et al. Índios no Acre: História e organização. 2ª ed. Rio Branco: Comissão Pró-Índio do Acre, 2002.
A história indígena passa por novas interpretações de caráter decolonial considerando a importância da memória dos povos originários como portadora da narrativa sobre eles. O trecho elucida o tempo do cativeiro no Estado do Acre, no qual povos indígenas e seringueiros
A colonização da Amazônia submeteu os indígenas de forma violenta ao controle do trabalho, recursos e produtos em torno da produção mercantil. Na Amazônia Sul Ocidental este processo se deu em fins do século XIX e durante quase todo o século XX. O seringal virou cativeiro para o indígena que perdeu o direito sobre o território tornando-se uma grande força de trabalho e impedido de viver sua cultura nas suas formas linguísticas, festas, rituais, pinturas artesanatos e agricultura.
Fonte: KAXINAWÁ, Joaquim Paulo Maná, et al. Índios no Acre: História e organização. 2ª ed. Rio Branco: Comissão Pró-Índio do Acre, 2002.
A história indígena passa por novas interpretações de caráter decolonial considerando a importância da memória dos povos originários como portadora da narrativa sobre eles. O trecho elucida o tempo do cativeiro no Estado do Acre, no qual povos indígenas e seringueiros
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