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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Uberlândia-MG
Quanto aos gêneros literários, analise os itens e assinale a alternativa correta.
I- Os gêneros literários são: narrativo (contação de histórias), lírico (expressão subjetiva de ideias e emoções) e dramático (instruções para a encenação teatral). A literatura pode ser narrativa, poética, ou teatral. Os gêneros literários são três: narrativo ou épico, lírico e dramático.
II- O gênero narrativo se refere a textos que contam histórias; o lírico está relacionado a textos subjetivos e plurissignificativos; o dramático faz referência a textos produzidos para serem encenados.
III- O gênero narrativo está relacionado a textos que contam uma história. Já o gênero épico, além de possuir características narrativas, deve apresentar um herói. Tais textos são compostos por narrador, enredo ou trama, personagens, tempo e espaço.
IV- Subgêneros do gênero narrativo: Epopeias - são narrativas escritas em verso (com o passar do tempo, as epopeias foram substituídas pelo romance). São exemplos: A Ilíada e a Odisseia, ambas do poeta grego Homero; Eneida, de Virgílio; Os Lusíadas, de Camões; O Uraguai, de Basílio da Gama.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Videira-SC
Leia o texto abaixo:
Texto 1
A Semana de Arte Moderna aconteceu em fevereiro de 1922, na cidade de São Paulo, 100 anos após a Independência do Brasil, 34 anos após a abolição da escravidão e 4 anos após o fim da Primeira Guerra Mundial. Nesse contexto, uma questão importante para os considerados intelectuais brasileiros era como o Brasil tinha se saído desses processos históricos, principalmente comparando o país com os Estados Unidos da América, que saíram da Primeira Guerra Mundial como uma grande potência. Além disso, as questões sociais, principalmente a abolição da escravidão, recebiam pouco destaque nos trabalhos artísticos. Assim, a Semana de Arte Moderna se apoiava no pensamento nacionalista e na busca de uma identidade para o Brasil, além da procura por uma produção artística mais liberta, que rompesse com uma estética das academias de Belas Artes e das ideias parnasianistas. As ideias parnasianistas tratavam da arte pela arte, privilegiavam a busca pela perfeição e demonstravam pouca preocupação com os sentimentos humanos e os contextos sociais.
https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/100-anos-dasemana-de-arte-moderna-celebracao-ou-reflexao/
Texto 2
Vista sob esse ângulo, a “fase heroica” do Modernismo foi especialmente rica de aventuras experimentais tanto no terreno poético como no da ficção. São aventuras que se inserem na complexa história das invenções formais da literatura europeia a partir de Mallarmé, Rimbaud e Laforgue (…)
BOSI, Alfredo – História concisa da Literatura Brasileira – ed. Cultrix, São Paulo, 3ª ed, 1984, p. 391
Baseado nos textos 1 e 2 e em seus conhecimentos, analise as afirmativas abaixo sobre a Semana de Arte Moderna e sobre o Modernismo.
1. A primeira fase do Modernismo buscava o rompimento com as estruturas do passado – entre elas o verso livre, sem respeito à métrica, em oposição ao Parnasianismo.
2. Na linguagem, o Modernismo de 1922 buscava aproximação com o português brasileiro, com o falar do povo brasileiro.
3. Sobre a temática, os modernistas da primeira fase queriam romper com a exaltação aos valores da antiguidade clássica greco-romana.
4. Dentre estes escritores da primeira fase, ou fase heroica, estavam Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Carlos Drummond de Andrade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Videira-SC
Leia o texto abaixo:
O triste fim de Lima Barreto
É inevitável a comparação entre Machado de Assis e Lima Barreto. Dois cariocas, descendentes de escravos, mestiços, pinçaram, na mesma cidade e quase ao mesmo tempo, a paisagem, os personagens e os temas de seus romances. Se as semelhanças são grandes, as diferenças são igualmente profundas.
Autodidata, Machado percorreu um caminho ascendente. Dos ofícios humildes exercidos na juventude e na mocidade, alçou-se cultural e socialmente. Não criou apenas uma obra, mas criou-se a si próprio. Já foi dito que o Machado da maturidade, com aquele pincenê hierático, o cavanhaque grisalho, a efígie de selo postal, teria sido a sua maior criação.
Lima percorreu caminho inverso. Teve boa escolaridade, cursou a Politécnica, embora órfão de mãe desde a infância, teve o apoio do pai, que era tipógrafo conceituado, até bem pouco as gráficas usavam um manual francês traduzido por João Henriques Lima Barreto, pai do futuro romancista. (…)
Machado de Assis e Lima Barreto, ao morrerem, receberam um tipo estranho de homenagem.
Aos 41 anos, consumido pelo parati e pela miséria, com o pai louco no quarto ao lado, ele morreu abraçado a uma revista e teve um enterro humilde, acompanhado por bêbados como ele, vagabundos de subúrbio, cheirando a cachaça, os pés descalços. Quis ser enterrado em Botafogo -que ele detestava e criticava. Pouco mais de dez pessoas assistiram a seu sepultamento, entre eles, Félix Pacheco, Olegário e José Mariano -sendo que este pagou as despesas. Nenhuma repercussão nos jornais.
Machado saiu da Academia que ele fundara com Lúcio Mendonça, teve discurso de Ruy Barbosa, que o substituiu na presidência da casa que teria o nome dele. Apesar disso, como dois artistas que eram, receberam ambos a única homenagem que conta, a única que realmente eleva e consola.
Na agonia de Machado, um jovem desconhecido de 15 anos entrou em seu quarto, ajoelhou-se e beijou--lhe a mão. Soube-se depois o nome desse jovem, que se tornou crítico literário e um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro: Astrojildo Pereira.
Com Lima Barreto a homenagem foi diferente. Chovia em Todos os Santos. O velório na sala era interrompido pelo barulho da chuva e, de quando em quando, pelos gritos do pai, que, no quarto ao lado, louco e moribundo, morreria horas depois. Em volta do caixão de terceira, os irmãos e a gente modesta do subúrbio, que Lima conhecia dos botequins e das ruas enlameadas e tristes.
De repente, um homem de seus 50 anos, cuja roupa e cujos modos revelavam que viera de longe, aproximou-se da mesa onde haviam colocado o caixão. Ninguém o conhecia, ninguém procurou saber quem era. Em silêncio, ele descobriu o rosto de Lima Barreto, contemplou-o, curvou-se e beijou-lhe a testa.
Saiu como entrara: em silêncio, sem cumprimentar ninguém. (…)
O triste fim de Lima Barreto ficou mais triste com o beijo de um desconhecido que nem a história nem a família ficaram sabendo quem era. Num registro de seu diário íntimo, Lima desabafara: “”Gosto da morte porque ela nos sagra”. O afilhado de Nossa Senhora da Glória -ele sempre invocava essa condição- morreu sem glória. Pouco a pouco, contudo, em torno de seu nome e de sua obra, vão se aproximando aqueles que, em silêncio, se curvam diante de sua dilacerada herança.
Carlos Heitor Cony – Folha de S. Paulo, 22 de outubro de 1999.
Afonso Henriques de Lima Barreto morreu em 1º de novembro de 1922, no Rio de Janeiro. Portanto, completam-se 100 anos da morte do escritor.
Consoante ao texto acima e aos seus conhecimentos sobre esse autor e sua obra, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Videira-SC
Leia o texto abaixo:
Romance de 30 foi a denominação dada – não se sabe primeiro por quem – a um conjunto de obras de ficção escritas no Brasil a partir de 1928, ano da primeira edição de A bagaceira, de José Américo de Almeida, o qual, como está implícito, integra o grupo de autores obviamente qualificados de romancistas de 30.
Este grupo não é homogêneo nem bem definido. Dele, além do já citado José Américo de Almeida, fazem parte, sem que ninguém discorde, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Erico Verissimo, José Lins do Rego, Cyro Martins, Raquel de Queiroz, Ivan Pedro de Martins e Aureliano de Figueiredo Pinto.
DACANAL, José Hildebrando – O Romance de 30 – ed. Mercado Aberto, P. Alegre, 1982, p. 11.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto e com seus conhecimentos.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Videira-SC
Leia o poema abaixo tirado de uma notícia de jornal.
João Gostoso era carregador de
feira livre e morava no morro
da Babilônia num barracão sem
número
Uma noite ele chegou no bar
Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Analise as afirmativas abaixo sobre o poema.
1. O poema, por ser inspirado em notícia de jornal, é narrativo por conter as características próprias desse tipo textual: ação, personagem, ideia de tempo e de lugar.
2. O poema é reflexivo, porque não há uma ação concreta, nem ideia de tempo.
3. O poema possui a estrutura narrativa, inclusive, com o final se constituindo em ponto alto da ação.
4. O poema emprega ideia de tempo linear.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Uberlândia-MG
Quanto aos gêneros literários, analise os itens e assinale a alternativa correta.
I- Ode: o eu lírico homenageia algo, ou alguém.
II- Elegia: é um poema composto em tom melancólico.
III- Madrigal: apresenta caráter pastoril e heroico.
IV- Epitalâmio: enaltece o casamento.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Volta Grande-MG
A reconstrução do passado por meio da Literatura é importante mesmo considerando que a História tem como objeto de estudo as ações humanas ao longo do tempo. Diante do exposto, assinale, a seguir, a alternativa que confirma a afirmativa anterior justificando-a corretamente.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Volta Grande-MG
Considerando o estudo acerca dos gêneros literários, relacione a produção citada ao gênero correspondente.
1. Lírico.
2. Dramático.
3. Épico.
( ) Ode.
( ) Auto.
( ) Elegia.
( ) Novela.
( ) Tragédia.
A sequência está correta em
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Volta Grande-MG
Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(In: MELO NETO, João Cabral de. Obra completa: volume único. Org. Marly de Oliveira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.)
Cerca de 30 anos após a realização da Semana de Arte Moderna, a poesia modernista apresenta-se com características que a distinguem da produção dos primeiros modernistas. O poema “Tecendo a manhã”, de João Cabral de Melo Neto, ilustra a afirmação anterior, sendo ele um dos representantes modernistas da geração de 1945. Diante do exposto e considerando os conhecimentos acerca da literatura do período referido, assinale a afirmativa correta.
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Considere as seguintes frases:
I - Todo escritor admira alguma obra literária.
II - Nenhuma obra literária é admirada por todos os escritores.
III - James Joyce é um escritor que não admira obras literárias.
IV - Crime e Castigo é uma obra literária que todos os escritores admiram.
Com base nas frases anteriores e na interpretação clássica dos quantificadores é INCORRETO afirmar que
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