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O poema ao lado é de Ivan Junqueira. O texto,
Flor amarela
Atrás daquela montanha
tem uma flor amarela;
dentro da flor amarela,
o menino que você era.
Porém, se atrás daquela
montanha não houver
a tal flor amarela,
o importante é acreditar
que atrás de outra montanha
tenha uma flor amarela
com o menino que você era
guardado dentro dela.
(Em: Poemas reunidos. Rio de Janeiro:
Record, 1999.)
I. na 1ª estrofe, trata da infância por meio de metáforas construídas com elementos naturais (“montanha” e “flor amarela”).
II. na 2ª estrofe, por meio da conjunção “porém”, rompe com a representação metafórica presente na 1ª estrofe.
III. na sequência da 1ª para a 2ª estrofe, faz com que as metáforas apontem mais para a interioridade do sujeito que para a exterioridade da natureza.
Está(ão) correta(s) apenas
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Itame
Orgão: Pref. Uruana-GO
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O poema abaixo é de José Paulo Paes:
Bucólica
O camponês sem terra
Detém a charrua
E pensa em colheitas
Que nunca serão suas.
(Em: Um por todos – poesia reunida. São Paulo:
Brasiliense, 1986.)
O texto apresenta
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETREDE
Orgão: Câm. Boa Viagem-CE
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e é quem pode nos ajudar...
Qu’eu vou e torno a vortá...
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Seu rosto lembrava o dos índios sul-americanos mal-encarados das aventuras do Tintim. O nariz adunco, a testa avançada sobre os olhos fundos, as faces encovadas entre os cabelos pretos e lisos que caíam até os ombros. Era difícil entender o que aquela gente queria. Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era um romance.
(...)
Não sorria, não demonstrava nenhum gesto ou expressão de simpatia. Tinha um olhar impassível e determinado. O motivo da sua visita era me encurralar. Repetia: “Os velhos estão preocupados”. E eu pensava comigo: “O idiota deve ter ouvido alguma coisa e resolveu tomar a iniciativa de me pedir satisfação”. As minhas explicações sobre o romance eram inúteis. Eu tentava dizer que, para os brancos
que não acreditam em deuses, a ficção servia de mitologia, era o equivalente dos mitos dos índios, e antes mesmo de terminar a frase, já não sabia se o idiota era ele ou eu. Ele não dizia nada a não ser: “O que você quer com o passado?”. Repetia. E, diante da sua insistência bovina, tive de me render à evidência de que eu não sabia responder à sua pergunta. Não conseguia fazê-lo entender o que era ficção (no fundo, ele não estava interessado), nem convencê-lo de que o meu interesse pelo passado não teria consequências reais, no final seria tudo inventado.
Bernardo Carvalho. Nove noites. São Paulo: Companhia das Letras, 2002 (com adaptações).
Tendo como referência o fragmento acima, do romance Nove noites, de Bernardo Carvalho, julgue os seguintes itens.
A discussão do estatuto da ficção em Nove noites reitera a metalinguagem como um dos recursos mais utilizados na literatura contemporânea, quando se busca investigar os sentidos da ficção no âmbito da narrativa ficcional.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Seu rosto lembrava o dos índios sul-americanos mal-encarados das aventuras do Tintim. O nariz adunco, a testa avançada sobre os olhos fundos, as faces encovadas entre os cabelos pretos e lisos que caíam até os ombros. Era difícil entender o que aquela gente queria. Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era um romance.
(...)
Não sorria, não demonstrava nenhum gesto ou expressão de simpatia. Tinha um olhar impassível e determinado. O motivo da sua visita era me encurralar. Repetia: “Os velhos estão preocupados”. E eu pensava comigo: “O idiota deve ter ouvido alguma coisa e resolveu tomar a iniciativa de me pedir satisfação”. As minhas explicações sobre o romance eram inúteis. Eu tentava dizer que, para os brancos
que não acreditam em deuses, a ficção servia de mitologia, era o equivalente dos mitos dos índios, e antes mesmo de terminar a frase, já não sabia se o idiota era ele ou eu. Ele não dizia nada a não ser: “O que você quer com o passado?”. Repetia. E, diante da sua insistência bovina, tive de me render à evidência de que eu não sabia responder à sua pergunta. Não conseguia fazê-lo entender o que era ficção (no fundo, ele não estava interessado), nem convencê-lo de que o meu interesse pelo passado não teria consequências reais, no final seria tudo inventado.
Bernardo Carvalho. Nove noites. São Paulo: Companhia das Letras, 2002 (com adaptações).
Tendo como referência o fragmento acima, do romance Nove noites, de Bernardo Carvalho, julgue os seguintes itens.
Por trazer como tema, entre outros, a questão indígena, o romance Nove noites dá prosseguimento à tradição de se transformar a figura do índio em símbolo da brasilidade, porém com estratégias discursivas distintas das utilizadas no passado.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para os itens de 38 a 43 e 47 e 48
As meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha
Oswald de Andrade. Pau Brasil. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2008.
A respeito do poema As meninas da gare, de Oswald de Andrade, e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens seguintes.
O Manifesto da Poesia Pau Brasil e o Manifesto Antropófago, marcos das ideias modernistas no Brasil, pregavam o uso rigoroso da linguagem, de modo que os autores utilizavam uma sintaxe elaborada e evitavam coloquialismos e expressões populares.
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