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Leia os versos a seguir e responda.
Alguidar: recipiente de barro, metal ou material plástico, usado para tarefas domésticas
“Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e o oco, palha eco,”
Em Catar feijão, João Cabral de Melo Neto revela
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Leia o trecho do conto “O Peru de Natal” e responda.
“O nosso primeiro Natal em família, depois da morte de meu pai, acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, duma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.
Morreu meu pai sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto da família... A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.
Foi decerto por isso que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a ideia de fazer uma das minhas chamadas “loucuras”. Essa fora, aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos...eu consegui no reformatório do lar e vasta parentagem, a fama conciliatória de “louco”. “É doido coitado!” (…)
Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas “loucuras”:
– Bom, no Natal, quero comer peru.
Houve um desses espantos que ninguém não imagina.”
Nesse fragmento, o universo ficcional constitui
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-MG
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Assinale a alternativa que contém uma das características da segunda fase modernista brasileira.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
SONETO 204 AO RAPPER
De cor, mulato, pardo, negro, preto.
O branco é simplesmente branco, e só.
Você quer mais respeito, não quer dó.
Quer ser um cidadão, não quer o gueto.
No Sul, no Pelourinho, no Soweto,
lutando contra o falso status quo
da máscara, a gravata e o paletó:
A letra é mais comprida que um soneto.
Seu canto já foi blues, quase balada;
Foi soul, foi funk e reggae; agora é bala
perdida em tiroteio de emboscada.
Xerife do xadrez, você não cala:
leva a periferia pra parada,
de sola entra no som da minha sala.
Disponível em: <http://www.roteirosonline.com.br/racial.htm>. Acesso em: 5 nov. 2015.
Acerca da estrutura métrica e rimática do poema acima, um soneto de autoria de Glauco Mattoso, pode-se afirmar a presença de
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Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
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