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Foram encontradas 4.884 questões.

1693833 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: SEE-PE

Leia atentamente o texto IV para responder às questões de 21 a 25

MOMENTO NO CAFÉ
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida.
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudavam a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.
(Manuel Bandeira)

Leia as afirmações abaixo.

I. A segunda estrofe em relação à primeira encerra uma reflexão.
II. A segunda estrofe em relação à primeira encerra uma repetição.
III. A segunda estrofe em relação à primeira encerra uma confirmação.
Somente está CORRETO o que se afirma em
 

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1683820 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

O poeta árcade apresenta a figura heroica de Tupac Amaru de forma realista.

 

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1683819 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

Estão presentes no poema tanto a exaltação da cultura indígena, pelo tema tratado, quanto a adoção da cultura européia, pela forma erudita adotada: o soneto.

 

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1671259 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Vestindo água, só saído o cimo do pescoço, o burrinho tinha de se enqueixar para o alto, a salvar também de fora o focinho. Uma peitada. Outro tacar de patas. Chu-áa! Chu-áa... — ruge o rio, como chuva deitada no chão.
Nenhuma pressa! Outra remada, vagarosa. No fim de tudo, tem o pátio, com os cochos, muito milho, na Fazenda; e depois o pasto: sombra, capim e sossego... Nenhuma pressa. Aqui, por ora, este poço doido, que barulha como um fogo, e faz medo, não é novo: tudo é ruim e uma só coisa, no caminho: como os homens e os seus modos, costumeira confusão. É só fechar os olhos.
Como sempre. Outra passada, na massa fria. E ir sem afã, à voga surda, amigo da água, bem com o escuro, filho do fundo, poupando forças para o fim. Nada mais, nada de graça; nem um arranco, fora de hora. Assim.
João Guimarães Rosa. O burrinho pedrês, Sagarana.
Quando nos apresentam os homens vistos pelos olhos dos animais, as narrativas em que aparecem o burrinho pedrês, do conto homônimo (Sagarana), os bois de “Conversa de bois” (Sagarana) e a cachorra Baleia (Vidas secas) produzem um efeito de
 

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1634746 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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As estrofes a seguir pertencem ao canto VIII de I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias. Nelas, o pai dirige-se ao filho, um guerreiro tupi que havia sido libertado por seus inimigos, os Timbira, após pedir para não morrer. Considerando este relato, leia o poema e responda às questões de números 16 e 17.
Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?
Não descende o cobarde do forte;
Pois choraste, meu filho não és!
Possas tu, descendente maldito
De uma tribo de nobres guerreiros,
Implorando cruéis forasteiros,
Seres presa de vis Aimorés.
Possas tu, isolado na terra,
Sem arrimo e sem pátria vagando,
Rejeitado da morte na guerra,
Rejeitado dos homens na paz,
Ser das gentes o espectro execrado;
Não encontres amor nas mulheres,
Teus amigos, se amigos tiveres,
Tenham alma inconstante e falaz!
(...)
Sempre o céu, como um teto incendido,
Creste e punja teus membros malditos
E oceano de pó denegrido
Seja a terra ao ignavo tupi!
Miserável, faminto, sedento,
Manitôs lhe não falem nos sonhos,
E do horror os espectros medonhos
Traga sempre o cobarde após si.
Uma característica do Romantismo brasileiro presente no excerto de I-Juca-Pirama é
 

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1614394 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Leia o poema abaixo, “Inscrição na areia”, de Cecília Meireles.
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Nesse texto,
 

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1596200 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O conto “A terceira margem do rio”, que faz parte do livro Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, é um dos textos mais célebres e complexos do autor. Acerca desse conto, é correto afirmar que
 

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1556582 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Considere o poema, parte de Invenções de Orfeu, de Jorge de Lima, para responder às questões de números 18 a 20.
Agora, escutai-me
que eu falo de mim;
ouvi que sou eu,
sou eu, eu em mim;
tocai esses cravos
já feitos pra mim,
suores de sangue,
pressuados sem poros,
verônica herdada,
sem face do ser.
Embora; escutai-me,
que eu falo com a voz
inata que diz
que a voz não é essa
que fala por mim,
talvez minha fala
saída de ti.
18. As palavras e as imagens utilizadas no poema possuem conotação
 

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1551665 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNCISAL
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Considere o poema, parte de Invenções de Orfeu, de Jorge de Lima, para responder às questões de números 18 a 20.
Agora, escutai-me
que eu falo de mim;
ouvi que sou eu,
sou eu, eu em mim;
tocai esses cravos
já feitos pra mim,
suores de sangue,
pressuados sem poros,
verônica herdada,
sem face do ser.
Embora; escutai-me,
que eu falo com a voz
inata que diz
que a voz não é essa
que fala por mim,
talvez minha fala
saída de ti.
Uma das características do Modernismo presente no poema de Jorge de Lima é
 

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1525013 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Leia o poema abaixo, “O anel de vidro”, de Manuel Bandeira.
Aquele pequenino anel que tu me deste,
Ai de mim – era vidro e logo se quebrou...
Assim também o eterno amor que prometeste,
Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou –
Aquele pequenino anel que tu me deste,
Ai de mim – era vidro e logo se quebrou...
Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo na alma a saudade celeste...
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste.
Nesse texto,
 

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