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3523422 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Texto para o item.

Onde canta o sabiá

Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...

Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.

A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:

Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.

A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.

Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).

Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.

No texto, defende-se a idéia de que, entre os versos originais de Canção do Exílio e suas “releituras”, há uma diferença tipológica: as releituras são textos críticos.

 

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3523421 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Texto para o item.

Onde canta o sabiá

Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá...

Que brasileiro nunca ouviu estes versos algum dia, saudando a terra onde as aves, os amores, as flores são melhores do que em qualquer outro lugar? Escrito por Gonçalves Dias, em 1843, durante o Romantismo, com suas preocupações com a terra natal e a origem da nação, o poema Canção do Exílio passou das antologias poéticas aos manuais escolares. Seus enunciados entraram em nossa história cotidiana desde meados do século XIX e ao longo do XX, de modo que certas imagens (o sabiá, a palmeira) e alguns versos soltos do poema (“nosso céu tem mais estrelas”; “não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá”) se tornaram fatos comuns do imaginário brasileiro.

A Canção do Exílio é um dos textos-fundadores de nossa cultura. Criaram-se a partir dele imagens de identidade brasileira, num percurso que pode ser seguido através de várias linhas ou matrizes. A Canção do Expedicionário, de Guilherme de Almeida — ligado ao
contexto modernista dos anos 30 e 40 —, com certo tom tradicional, canta a natureza brasileira e retoma símbolos nacionais, como a Moema, a Iracema, o Sabiá, dialogando também com as modinhas do cancioneiro popular:

Deixei lá atrás meu terreiro,
28 meu limão, meu limoeiro,
meu pé de jacarandá
lá no alto da colina
31 onde canta o sabiá.

A partir do movimento modernista, a retratação otimista da paisagem tropical começou a alterar-se, conforme se tomava consciência dos problemas econômicos e culturais legados dos tempos coloniais. “Sabiás”, “palmeiras”, “minha terra” aparecem desestabilizando os valores e os sentidos consagrados pela tradição anterior. Assim, num segundo tipo de imagem, as releituras da Canção do Exílio vinculam natureza e cultura, relendo-se o poema-fundador com perspectiva crítica, que aponta para ruínas culturais, esquecimentos,
lacunas políticas e sociais.

Beatriz de Moraes Vieira. Internet:
<www.nossahistoria.net> (com adaptações).

Considerando o conteúdo e a expressão do texto, julgue o item a seguir.

A partir do Movimento Tropicalista, na literatura brasileira, abandona-se a tendência de “retratação otimista da paisagem tropical” e substitui-se a paráfrase pela paródia, abordando-se os problemas culturais brasileiros.

 

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3523415 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Texto para o item.

Estava num aposento vasto, com janelas para uma rua lateral, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de
espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião.

Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros. Podia-se afiançar que nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta ora lá faltava nas estantes do major. De História do Brasil, era farta a messe: os cronistas, Gabriel Rocha Pita, Frei Vicente do Salvador, Capistrano de Abreu, Southey, Varnhagen, além de outros mais raros ou menos famosos. Então no tocante a viagens e explorações, que riqueza! Lá estavam todos esses últimos viajantes que tocavam no Brasil, resumida ou amplamente. Além destes, havia livros subsidiários: dicionários, manuais, enciclopédias, compêndios, em vários idiomas.

Vê-se assim que a sua predileção pela poética de Porto Alegre e Magalhães não lhe vinha de uma irremediável ignorância das línguas literárias da Europa; ao contrário, o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente. A razão tinha que ser encontrada numa disposição particular de seu espírito, no forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota.

Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Internet: <www.bibvirt .futuro.usp.br>.

A partir do fragmento de texto ao lado, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, julgue o item a seguir.

Perpassa o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma uma concepção de herói nacional profundamente comprometida com problemas sociais e políticos de seu tempo e com o idioma nacional.

 

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3523414 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Texto para o item.

Estava num aposento vasto, com janelas para uma rua lateral, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de
espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião.

Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros. Podia-se afiançar que nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta ora lá faltava nas estantes do major. De História do Brasil, era farta a messe: os cronistas, Gabriel Rocha Pita, Frei Vicente do Salvador, Capistrano de Abreu, Southey, Varnhagen, além de outros mais raros ou menos famosos. Então no tocante a viagens e explorações, que riqueza! Lá estavam todos esses últimos viajantes que tocavam no Brasil, resumida ou amplamente. Além destes, havia livros subsidiários: dicionários, manuais, enciclopédias, compêndios, em vários idiomas.

Vê-se assim que a sua predileção pela poética de Porto Alegre e Magalhães não lhe vinha de uma irremediável ignorância das línguas literárias da Europa; ao contrário, o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente. A razão tinha que ser encontrada numa disposição particular de seu espírito, no forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota.

Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Internet: <www.bibvirt .futuro.usp.br>.

A partir do fragmento de texto ao lado, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, julgue o item a seguir.

Lima Barreto caracteriza Policarpo valendo-se de alguns traços do ideário estético do Pré-Modernismo, entre eles, o da busca por uma expressão autenticamente brasileira.

 

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3523408 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Texto para o item.

Estava num aposento vasto, com janelas para uma rua lateral, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de
espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião.

Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros. Podia-se afiançar que nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta ora lá faltava nas estantes do major. De História do Brasil, era farta a messe: os cronistas, Gabriel Rocha Pita, Frei Vicente do Salvador, Capistrano de Abreu, Southey, Varnhagen, além de outros mais raros ou menos famosos. Então no tocante a viagens e explorações, que riqueza! Lá estavam todos esses últimos viajantes que tocavam no Brasil, resumida ou amplamente. Além destes, havia livros subsidiários: dicionários, manuais, enciclopédias, compêndios, em vários idiomas.

Vê-se assim que a sua predileção pela poética de Porto Alegre e Magalhães não lhe vinha de uma irremediável ignorância das línguas literárias da Europa; ao contrário, o major conhecia bem sofrivelmente francês, inglês e alemão; e se não falava tais idiomas, lia-os e traduzia-os corretamente. A razão tinha que ser encontrada numa disposição particular de seu espírito, no forte sentimento que guiava sua vida. Policarpo era patriota.

Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma.
Internet: <www.bibvirt .futuro.usp.br>.

A partir do fragmento de texto ao lado, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, julgue o item a seguir.

No segundo parágrafo do texto, são citados prosadores, ficcionistas do Romantismo.

 

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2372892 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa, faz parte do livro Sagarana, de 1946. Nesse texto, o personagem central vive aquilo que aparentemente é um processo de conversão cristã, que se inicia quando ele
 

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2372790 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O poema ao lado, que não possui título, faz parte do livro Teia, de 1996, da escritora Orides Fontela.
Sem mão
não acorda
a pedra
sem língua
não ascende
o canto
sem olho
não existe
o sol.
(Editado por Geração Editorial, São Paulo.)
Nesse poema, a autora estabelece metaforicamente a relação do homem com a natureza. Aponte a opção que traduz essa relação:
 

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2371819 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Alguns estudiosos consideram que a publicação, em 1881, do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, marca o início do Realismo na literatura brasileira. Contudo, não é difícil perceber que esse livro já apresenta algumas características que serão desenvolvidas pela ficção moderna do século XX, principalmente
 

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2371688 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O romance A hora da estrela, de Clarice Lispector, publicado em 1977, pouco antes da morte da autora, é um dos livros mais famosos da ficção brasileira contemporânea. Podemos fazer algumas relações entre esta obra e alguns livros importantes de nossa tradição literária. Por exemplo:
I. Pode-se dizer que o livro de Clarice começa no ponto em que Vidas secas termina, pois Graciliano Ramos mostra as personagens indo para uma cidade grande, e a autora localiza a personagem central do livro vivendo numa metrópole.
II. Assim como em Memórias póstumas de Brás Cubas, o narrador de Clarice narra os fatos e comenta acerca da forma como está narrando.
III. É possível pensar que Macabéa mantém alguns traços da heroína romântica, não quanto à beleza física, mas à inteligência e ao caráter, o que a aproxima de algumas personagens de José de Alencar.
Está(ao) correta(s):
 

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2371346 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O poema ao lado consta do livro Paisagem com figuras, de João Cabral de Melo Neto, publicado em 1955.
Cemitério Pernambucano
Nesta terra ninguém jaz,
pois também não jaz um rio
noutro rio, nem o mar
é cemitério de rios.
Nenhum dos mortos daqui
vem vestido de caixão.
Portanto, eles não se enterram,
são derramados no chão.
Vêm em redes de varandas
abertas ao sol e à chuva.
Trazem suas próprias moscas.
O chão lhes vai como luva.
Mortos ao ar-livre, que eram,
hoje à terra-livre estão.
São tão da terra que a terra
nem sente sua intrusão.
Este texto mostra com clareza duas das marcas mais recorrentes da obra de João Cabral, que são:
 

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