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Foram encontradas 4.884 questões.

95844 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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A questão refere-se ao seguinte texto:

Ela saltou no meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca encontra fundo. Depois, como se voltasse à vida soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar os quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamente, erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro, sobre a nuca enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, titilando.

(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço, 25ª ed. São Paulo, Ática, 1992, p. 72-3.)

Assinale a alternativa que reúne personagens femininas cuja sensualidade física é ressaltada por seus autores, à maneira do que consta no trecho de O Cortiço:

 

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95843 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Leia os seguintes textos, observando que eles descrevem o ambiente natural de acordo com a época a que correspondem, fazendo predominar os aspectos bucólico, cotidiano e irônico, respectivamente:

Texto 1

Marília de Dirceu

Enquanto pasta, alegre, o manso gado,

minha bela Marília, nos sentemos

À sombra deste cedro levantado.

Um pouco meditemos

Na regular beleza,

Que em tudo quanto vive nos descobre

A sábia Natureza.

Atende como aquela vaca preta

O novilhinho seu dos mais separa,

E o lambe, enquanto chupa a lisa teta.

Atende mais, ó cara,

Como a ruiva cadela,

Suporta que lhe morda o filho o corpo,

E salte em cima dela.

(GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. In: Proença Filho, Domício. Org. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1996, p. 605.)

Texto 2

Bucólica nostálgica

Ao entardecer no mato, a casa entre

bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,

aparece dourada. Dentro dela, agachados,

na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,

rápidos como se fossem ao Êxodo, comem

feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,

muitas vezes abóbora.

Depois, café na canequinha e pito.

O que um homem precisa pra falar,

entre enxada e sono: Louvado seja Deus!

(PRADO, Adélia. Poesia Reunida. 2ª. ed, São Paulo: Siciliano, 1992, p. 42.)

Texto 3

Cidadezinha qualquer

Casas entre bananeiras

Mulheres entre laranjeiras

Pomar amor cantar

Um homem vai devagar.

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

(ANDRADE, Carlos Drummond. Obra Completa, Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1967, p. 67.)

Assinale a alternativa referente aos respectivos momentos literários a que correspondem os três textos:

 

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95842 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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No texto de Murilo Mendes, os versos “Banana que nem chuchu”, “Tem macaco até demais” e “Esmeralda é para os trouxas” exprimem a representação literária da visão do colonizador de maneira:

 

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95841 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Assinale a alternativa que rotula adequadamente o tratamento dado ao elemento indígena, nos romances O Guarani, de José de Alencar, e Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, respectivamente:

 

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95840 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Leia o seguinte texto:

– Toma outra xícara, meia xícara só.

– E papai?

– Eu mando vir mais; anda, bebe!

Ezequiel abriu a boca. Cheguei-Ihe a xícara, tão trêmulo

que quase a entornei, mas disposto a fazê-Ia

cair pela goela abaixo, caso o sabor lhe repugnasse,

ou a temperatura, porque o café estava frio... Mas

não sei que senti que me fez recuar. Pus a xícara em

cima da mesa, e dei por mim a beijar doidamente a

cabeça do menino.

– Papai! papai! exclamava Ezequiel.

– Não, não, eu não sou teu pai!

(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 27ª ed. São Paulo: Ática, 1994, p. 173.)

A cena criada por Machado de Assis está relacionada a:

 

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90344 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Meti os dedos no bolso do colete que trazia no corpo e senti umas moedas de cobre; eram os vinténs que eu deveria ter dado ao almocreve, em lugar do cruzado em prata. Porque, enfim, ele não levou em mira nenhuma recompensa ou virtude, cedeu a um impulso natural, ao temperamento, aos hábitos do ofício; acresce que a circunstância de estar, não mais adiante nem mais atrás, mas justamente no ponto do desastre, parecia constituí-lo simples instrumento da Providência; e, de um ou de outro modo, o mérito do ato era positivamente nenhum. Fiquei desconsolado com esta reflexão, chamei-me pródigo, lancei o cruzado à conta das minhas dissipações antigas; tive (por que não direi tudo?) tive remorsos.

( Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas)

O fragmento acima é o final do episódio em que o narrador- personagem, salvo de ferir-se gravemente com a disparada do animal em que cavalgava, avalia a gratidão dele para com o seu salvador. Analise-o cuidadosamente e assinale a alternativa em que a declaração sobre ele corresponda à característica realista.

 

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90343 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Leia os textos abaixo e responda.

Texto 1
Que és terra, e em terra hás de tornar-te
Te lembra hoje Deus por sua igreja;
De pó te faz espelho, em que se veja
A vil matéria, de que quis formar-te.

Texto 2
A cada canto um grande conselheiro
Que nos quer governar cabana e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Com relação aos textos pode-se afirmar que

 

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90342 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Leia os textos abaixo e responda à questão.

Texto 1
Sou como a pomba e como as vozes dela
É triste o meu cantar;
– Flor dos trópicos – cá na Europa fria
Eu definho, chorando noite e dia
Saudades do meu lar.

A juriti suspira sobre as folhas secas
Seu canto de saudade;

Hino de angústia, férvido lamento,
Um poema de amor e sentimento,
Um grito d'orfandade!

Texto 2
Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso
O palácio imperial de pórfiro luzente
E mármor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra, em prata incrustado, o nácar do oriente

Nero no toro erbúreo estende-se indolente...
Gemas em profusão do estrágulo custoso
De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente,
Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso.

Examinando as características de cada texto, é possível reconhecer neles, respectivamente, exemplos das escolas

 

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90341 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Leia os textos abaixo e responda à questão.

Texto 1
Sou como a pomba e como as vozes dela
É triste o meu cantar;
– Flor dos trópicos – cá na Europa fria
Eu definho, chorando noite e dia
Saudades do meu lar.

A juriti suspira sobre as folhas secas
Seu canto de saudade;

Hino de angústia, férvido lamento,
Um poema de amor e sentimento,
Um grito d'orfandade!

Texto 2
Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso
O palácio imperial de pórfiro luzente
E mármor da Lacônia. O teto caprichoso
Mostra, em prata incrustado, o nácar do oriente

Nero no toro erbúreo estende-se indolente...
Gemas em profusão do estrágulo custoso
De ouro bordado vêem-se. O olhar deslumbra, ardente,
Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso.

Quanto ao texto 1, pode-se afirmar que é um(a)

 

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95846 Ano: 2001
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Leia, a seguir, o texto em que Millôr Fernandes parodia Manuel Bandeira:
Que Manuel Bandeira me perdoe, mas
VOU-ME EMBORA DE PASÁRGADA
Vou-me embora de Pasárgada
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei
Vou-me embora de Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
A existência é tão dura
As elites tão senis
Que Joana, a louca da Espanha,
Ainda é mais coerente
do que os donos do país.
(FERNANDES, Millôr. Mais! Folha de S.Paulo, mar. 2001.)
Os três últimos versos de Millôr Fernandes exprimem:
Questão Anulada

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