Uma paciente de 25 anos, em tratamento para hanseníase paucibacilar (PB) há dois meses, retorna à unidade com
quadro de astenia progressiva, palidez cutaneomucosa e icterícia leve. Exames laboratoriais revelam anemia
hemolítica e reticulocitose, atribuídas à dapsona. Diante da necessidade de interrupção definitiva deste fármaco por toxicidade grave, qual é a conduta CORRETA
para a continuidade do tratamento, conforme o esquema de segunda linha?
Um paciente de 38 anos apresenta-se à consulta com quatro lesões cutâneas hipocrômicas, com perda de
sensibilidade térmica e dolorosa, localizadas no tronco. Durante a Avaliação Neurológica Simplificada (ANS), o
médico identifica espessamento neural com dor à palpação no nervo ulnar direito e no nervo fibular comum
esquerdo, acompanhado de redução da força muscular (grau 3) na dorsiflexão do pé esquerdo. A baciloscopia de
raspado intradérmico foi negativa (IB=0). Segundo as diretrizes atuais, qual a classificação operacional e o esquema terapêutico inicial?
Um paciente de 45 anos, sexo masculino, recebeu alta por cura de hanseníase multibacilar (MB) há quatro anos.
Atualmente, retorna à Unidade Básica de Saúde queixando-se de sensação de queimação e formigamento persistente
em ambas as mãos e pés, com piora noturna, que tem impactado seu sono e qualidade de vida. Ao exame físico e
realização da Avaliação Neurológica Simplificada (ANS), nota-se que não houve alteração nos limiares de
sensibilidade (testados com monofilamentos de estesiômetro) nem na força muscular em relação ao exame da alta.
Os nervos periféricos não apresentam dor à palpação ou espessamentos novos. Diante deste quadro clínico e das diretrizes do PCDT, qual é a conduta e o diagnóstico mais prováveis?
Mulher de 28 anos, G2P2 (cesariana) procura a unidade básica de saúde em busca de método contraceptivo de
longa duração. Está amamentando um bebê de 4 meses, em aleitamento materno exclusivo. Nega comorbidades.
Refere que, após o parto, usou anticoncepcional combinado por 1 mês, mas interrompeu porque percebeu redução
da produção de leite. O exame físico é normal, não há história de trombose pessoal ou familiar. A paciente deseja
um método eficaz, seguro durante a amamentação e que não interfira na produção de leite. Qual é o método mais adequado nesse momento?
Paciente de 55 anos, G2P2 (cesariana), não amamentou. Procura a ginecologista com mama direita crescida e
assimétrica. No exame, foi evidenciada uma lesão de pele ulcerada em mama direita com sinais de dilatação venosa
importante no local da mama comprometida. Realizou-se biópsia que revelou comprometimento de tecido epitelial e
conjuntivo, além de projeções em forma de folhas no interior das cavidades císticas.
O quadro acima destaca o seguinte tipo de tumor mamário:
Paciente de 55 anos, G0 P0, menopausa há quatro anos, com queixas de sangramento genital moderado, vermelho
vivo, há uma semana. Nega dor ou mal cheiro. Exame físico sem alterações. USG TV: útero de 100 cm3, eco
endometrial de 0,9 cm, anexos diminuídos.
De acordo com o quadro acima, assinale a alternativa que destaca a melhor conduta.
Um casal procura atendimento por infertilidade há 24 meses. A mulher tem 32 anos, ciclos regulares de 28–30 dias,
sem dismenorreia significativa e sem histórico de cirurgia pélvica. IMC 23 kg/m². O parceiro tem 35 anos, sem
comorbidades e sem uso de medicamentos. USG TV com útero normal; contagem de folículos antrais de 18.TSH e
prolactina normais, histerossalpingografia com trompas pérvias. Hormônio Antimuleriano 2,8ng/mL.
Espermograma normal. Qual é a conduta inicial mais apropriada?
Uma mulher de 22 anos, previamente saudável, procura o pronto-atendimento com dor pélvica intensa há 3 dias,
pior à mobilização. Refere corrimento amarelado, febre de 38,5 °C e sangramento intermenstrual leve. Nega uso de
DIU. Ao exame físico, apresenta dor à mobilização do colo uterino, dor anexial bilateral e sensibilidade abdominal
inferior sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais: leucócitos: 14.800/mm³, PCR: 6 mg/dL, β-hCG:
negativo, testes para clamídia e gonococo: coletados, resultado pendente. Ultrassonografia transvaginal com
espessamento das tubas uterinas, sem abscesso e leve líquido livre em fundo de saco. A paciente se mantém estável
hemodinamicamente e tolera via oral. Qual é a conduta mais adequada nesse momento segundo diretrizes atuais?
Uma mulher de 34 anos, nuligesta, procura atendimento por dispareunia profunda, dismenorreia progressiva e
desconforto pélvico crônico há 2 anos. Refere que, apesar do uso regular de anti-inflamatórios, a dor tem piorado.
Seu ciclo é regular. Ela tentou engravidar por um ano sem sucesso. Ao exame físico, apresenta sensibilidade
acentuada ao toque profundo do fundo de saco vaginal e nódulo palpável na região do ligamento uterossacro direito.
Foi realizado ultrassom transvaginal com preparo intestinal, que evidenciou espessamento fibromuscular
retrocervical com infiltração de 0,8 cm, ovário direito com endometrioma de 3,2 cm e mobilidade uterina diminuída. Considerando as recomendações clínicas atuais, qual é a melhor conduta inicial?
Uma paciente de 29 anos, G0P0, procura consulta relatando irritabilidade intensa, labilidade emocional, sensação
de “inchaço”, cefaleia e hipersensibilidade mamária que surgem regularmente cerca de 7 dias antes da menstruação
e cessam completamente no primeiro dia do fluxo. Refere prejuízo importante no trabalho e conflitos frequentes
com familiares nesse período. Seu ciclo menstrual é regular, 28/28 dias. Nega uso de medicamentos, não faz terapia e
não tem histórico psiquiátrico prévio. O quadro já permanece por alguns ciclos com impacto funcional significativo.
Considerando o quadro e as evidências atuais, qual é a conduta inicial mais adequada?