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Observe a imagem a seguir:

Fonte: Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. RDC n° 216/2004. Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA).
No que se refere ao manejo de resíduos em uma cozinha, analise as afirmativas a seguir e julgue-as como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
(__) As lixeiras da cozinha devem ser de fácil higienização, possuir tampa e abrir por pedal.
(__) O lixo pode permanecer dentro da área de preparo de alimentos, mesmo que em sacos fechados, até o momento do descarte final.
(__) Após manusear o lixo, é obrigatório lavar bem as mãos antes de retornar às atividades.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
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- Nutrição e Dietética nos Ciclos de Vida
- Nutrição e Saúde PúblicaNovo Guia Alimentar para a População Brasileira
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(__)Alimentos in natura e minimamente processados são geralmente ricos em fibras que, no sistema digestório, contribuem para a saciedade por meio da distensão gástrica e da modulação da microbiota intestinal.
(__)O alto consumo de ultraprocessados, devido à sua rápida digestão e densidade energética, pode levar à desregulação hormonal, com menor liberação de hormônios de saciedade, como o Peptídeo-1 Semelhante ao Glucagon (GLP-1).
(__)A ingestão frequente de aditivos químicos presentes nos ultraprocessados e o baixo teor de fibras afetam a diversidade da microbiota intestinal, o que tem sido associado à alteração na produção de neurotransmissores e na comunicação do eixo intestino-cérebro.
(__)Cirurgias bariátricas atuam na restrição física do volume do estômago; o hormônio Grelina (hormônio da fome) e o GLP-1 permanecem inalterados, sendo necessário apenas o uso de medicamentos para controlar a fome.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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A Assembleia Mundial da Saúde (MAS) estabeleceu como meta global chegar a 2025 com pelo menos 50% dos bebês em aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. O objetivo é alcançar 70% em 2030. O Brasil, oficialmente, não atingiu os 50%, mas chegou bem perto. Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) de 2019, a taxa de amamentação exclusiva em bebês de até seis meses alcançou 45,8% no país. O avanço é expressivo: duas décadas atrás, em 2006, o índice era de 37,1%. Há 40 anos, era de apenas 4,7%. Mas é preciso avançar muito mais.
Fonte: Agência Senado (2025).
Quando não é possível que a amamentação ocorra, o nutricionista deve se atentar a alimentação do bebê, objetivando a oferta adequada para o seu desenvolvimento e crescimento. É comum as famílias ofertarem leite de vaca ou fórmulas infantis para o bebê. Quanto a esta condição, analise as afirmativas a seguir:
I. Para as crianças que recebem fórmula infantil, os novos alimentos deverão ser oferecidos a partir dos 6 meses, inclusive a água, e a fórmula infantil pode ser substituída pelo leite de vaca integral nesta idade.
II. A criança que faz uso do leite de vaca modificado deve receber suplementação de vitaminas e minerais sob orientação profissional. O leite de vaca deve ser diluído e, após 6 meses de vida, o leite em pó pode ser preparado de acordo com o recomendado no rótulo.
III. Quando a criança não é amamentada, a primeira alternativa é oferecer a fórmula infantil, pois ela é um produto mais adequado ao organismo ainda imaturo da criança do que o leite de vaca integral.
IV. Os leites de vaca com menores teores de gordura, como desnatado ou semidesnatado, não são indicados para criança menores de 2 anos de idade, pois este nutriente é importante para o desenvolvimento neurológico da criança.
V. Os leites vegetais (como arroz, aveia, inhame, etc) não são recomendados para crianças menores de 6 meses de idade, assim como os compostos lácteos, exceto em casos específicos sob orientação de profissional de saúde.
É correto apenas o que se afirma em:
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O envelhecimento populacional é um fenômeno crescente em todo o mundo e traz consigo desafios importantes para a saúde pública, entre eles a sarcopenia, uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa, força e função muscular. Estudos populacionais apontam que a sarcopenia acomete entre 10% e 40% dos idosos, variando conforme idade, sexo, critérios diagnósticos e presença de comorbidades. Nos indivíduos acima de 80 anos, essa prevalência pode ultrapassar 50%, refletindo a intensidade das alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento. No Brasil, onde a população idosa cresce de forma acelerada, a sarcopenia já é reconhecida como um importante determinante de fragilidade, quedas, incapacidade funcional e maior risco de hospitalização.
Dentro desse cenário, a nutrição desempenha papel central tanto na prevenção quanto no manejo da sarcopenia. A ingestão adequada de proteínas, energia, vitamina D e outros nutrientes-chave influencia diretamente a síntese e manutenção da massa muscular, enquanto padrões alimentares inadequados aceleram a perda de massa e função. Assim, compreender a interface entre nutrição e sarcopenia é fundamental para embasar condutas clínicas de cuidado ao idoso.
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta:
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A obesidade afeta aproximadamente 800 milhões de pessoas em todo o mundo, com prevalência estimada de 10,8% entre os homens e 14,9% entre as mulheres (SILVA et al., 2025). No Brasil, relatório recente da World Obesity Federation apontou que 68% da população brasileira tem excesso de peso, 31% vive com obesidade e 37% com sobrepeso.
O tratamento da obesidade é complexo, de longa duração, e requer mudanças significativas no estilo de vida, com ênfase na reeducação alimentar, prática regular de atividade física, intervenções psicológicas e, em alguns casos, tratamento medicamentoso ou cirúrgico.
A busca por soluções rápidas para o controle do peso tem levado muitas pessoas a adotarem modificações alimentares frequentemente restritivas e desequilibradas, as quais podem gerar efeitos adversos e, na maioria das vezes, não resultam em perda de peso sustentada a médio e longo prazo.
Acerca de condutas alimentares como tentativas de tratamento dietoterápico da obesidade, associe as colunas:
Primeira coluna: conduta alimentar
1- Dieta cetogênica
2- Dieta de muito baixas calorias
3- Dieta do Mediterrâneo
4- Alimentação vegetariana
5- Dieta com baixo teor de carboidratos
Segunda coluna: características da conduta alimentar
(__) A utilização de fonte alternativa de energia (como acetoacetato e beta-hidroxibutirato) em substituição a glicose pode ocasionar efeitos indesejáveis desta como baixo consumo de fibras e grãos integrais, desidratação, hipoglicemia, letargia, halitose, náuseas, vômitos, alopecia, entre outros. Também promove aumento das LDL-c, podendo elevar o risco cardiovascular em longo prazo e pode ainda induzi a diminuição de massa magra.
(__) Fornece grande quantidade de antioxidantes, como os polifenóis, que compreendem o ácido hicroxicinâmico, flavonóides (quercitina e catequina), resveratrol, oleuropeina e hidroxitirosol, os quais exibem atividade antioxidante e anti-inflamatória mediados pelo NF-κB. Assim, o conjunto de propriedades da dieta, que compreende a atividade antioxidante dos alimentos, consumo de gorduras saudáveis e alto teor de fibras explicam os benefícios metabólicos observados nos indivíduos com excesso de peso corporal.
(__) Geralmente envolvem a substituição parcial ou total de refeições e lanches por substitutos de refeição nutricionalmente completos e pré-embalados como shakes, sopas e barras, dependendo da disponibilidade desses produtos em cada país. São utilizadas em algumas situações clínicas que requerem perda de peso rápida, não são recomendadas rotineiramente no tratamento da obesidade.
(__) O consumo de pães, massas, grãos, frutas, tubérculos e raízes é restrito e o de proteína animal, gorduras e manteiga é permitido sem limitações, impactando na redução de peso em estudos de curta a média duração (3-6 meses). Tem como efeitos o aumento do gasto energético total, da adiponectina, da oxidação de gorduras, das concentrações plasmáticas de HDL-colesterol e redução nos níveis de triglicérides e maior redução da circunferência abdominal.
(__) Ressalta-se que os benefícios vêm daquelas que se baseiam em alimentos como grãos integrais, leguminosas, frutas, hortaliças, castanhas, óleos vegetais, chás e café. Costuma apresentar baixa densidade calórica, a maior quantidade de fibras e o efeito benéfico sobre a microbiota intestinal. Está associada à melhora na composição corporal e redução tanto do peso corporal como da resistência à insulina.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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A gestação é um período de muitas mudanças no metabolismo materno, aumentando as necessidades de vários nutrientes para garantir o adequado crescimento e desenvolvimento fetal (BRASIL, 2024). Após o parto, a nutrição materna adequada é importante para atender às demandas de qualidade e quantidade do leite materno, bem como às necessidades fisiológicas das próprias mães. Após o parto, as mulheres parecem priorizar a saúde de seus recém-nascidos em detrimento da sua própria, visto que a adequação da dieta demonstrou diminuir da gravidez para o pós-parto em estudos com mulheres 40 dias após o parto e por volta dos seis meses pós-parto (JIN; COAD; BROUGH, 2025).
Acerca da necessidade nutricional da mulher gestante e nutriz, é correto afirmar que:
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A alergia alimentar (AA) é uma condição clínica na qual o sistema imunológico responde de forma exagerada e consistente a um alimento específico, sempre que a ele for exposto. A AAs são classificadas de acordo com os mecanismos imunológicos implicados nas diversas manifestações clínicas em: imediatas ou mediadas por imunoglobulina E (IgE); tardias ou não mediadas por IgE; e mistas, quando ambos os mecanismos estão envolvidos.
Na infância, uma das AAs mais comentadas é a Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV), com incidência de suspeita de 2,2%, e prevalência de 5,4% nas crianças avaliadas. Como uma das medidas no tratamento da APLV, pode-se analisar a utilização de fórmulas infantis especiais para os lactentes, considerada apenas na impossibilidade de manutenção do aleitamento materno (exclusivo ou complementado). A decisão sobre qual fórmula utilizar é baseada nos sintomas, na gravidade do caso, na composição nutricional e na alergenicidade residual da fórmula.
Assinale a alternativa correta sobre a indicação de fórmulas infantis para lactentes com APLV:
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