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4044168 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
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Um velho adolescente
       Descobri recentemente, mais precisamente no sábado passado, que sou um velho adolescente. Isso porque me peguei grudado a tarde toda num livro da Thalita Rebouças. A visão da escritora me fez voar, imaginar situações, me perder em dilemas, num passeio raso d’água nos olhos, encarar alguns medos eternos, até sentir novamente as transformações.
     Thalita escreve para mulheres de um modo tão próximo e profundo, que conseguiu, por momentos, me transformar num velho adolescente menina. Foi um despertar, pouco antes, na minha retina cansada, de que guardava a adolescência como se fosse a estátua de Antínoo, dura, fria, calada, mas eternamente jovem.
      No livro, logo me identifiquei com a personagem, uma garota sem dotes de beleza, um tanto desleixada, dona dos cabelos ruins e peso acima do ideal. Outras semelhanças apareceram durante a narrativa: a menina ouve música para sentir vontade de chorar. Fiz isso recentemente, sem motivos aparentes, lágrima libertária, não de agonia, envolta numa música antiga (...), de um cantor que eu desprezava quando adolescente, o Biafra, naquela parte em que ele afirma existir um licor a mais no bombom. Homem não chora! Uma ova, chora sim, mesmo na maturidade. (...)
     Quase adulto, imaginava a maturidade tal e qual a quinta sinfonia de Beethoven, a reta final, da qual queria distância. No entanto, cá estou. Acho que Biafra me fez chorar por causa disso, o licor ainda vivo, perdido em meio ao bombom. Imagino Beethoven, mas escuto Biafra. “O que sai de mim vem do prazer, de querer sentir o que eu não posso ter...”, o que ele quis dizer com isso?   
        As folhas da árvore da minha adolescência ainda tremem, esparramam o orvalho no soprar do vento, restos daquela mesma chuva que me arrancou o sono, restando em mim o pensamento incerto: será que existe por aí outro adolescente velho quieto e atento, tal e qual a estátua de Antínoo, ouvindo, entrelaçado por pequenos tremores, a sinfonia de Beethoven? Fechei a última página, já sentindo saudades da menina do livro e à procura do resto de licor perdido dentro do bombom.
ALVEZ, André Luiz. Um velho adolescente. Correio do
Estado. Disponível em
<https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-eopiniao/leia-a-cronica-de-andre-luiz-alvez-br-um-velhoadolescente/326927/>. 
“As folhas da árvore da minha adolescência ainda tremem, esparramam o orvalho no soprar do vento, restos daquela mesma chuva que me arrancou o sono”
No trecho acima, predominam construções em sentido:
 

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4044167 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
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Um velho adolescente
       Descobri recentemente, mais precisamente no sábado passado, que sou um velho adolescente. Isso porque me peguei grudado a tarde toda num livro da Thalita Rebouças. A visão da escritora me fez voar, imaginar situações, me perder em dilemas, num passeio raso d’água nos olhos, encarar alguns medos eternos, até sentir novamente as transformações.
     Thalita escreve para mulheres de um modo tão próximo e profundo, que conseguiu, por momentos, me transformar num velho adolescente menina. Foi um despertar, pouco antes, na minha retina cansada, de que guardava a adolescência como se fosse a estátua de Antínoo, dura, fria, calada, mas eternamente jovem.
      No livro, logo me identifiquei com a personagem, uma garota sem dotes de beleza, um tanto desleixada, dona dos cabelos ruins e peso acima do ideal. Outras semelhanças apareceram durante a narrativa: a menina ouve música para sentir vontade de chorar. Fiz isso recentemente, sem motivos aparentes, lágrima libertária, não de agonia, envolta numa música antiga (...), de um cantor que eu desprezava quando adolescente, o Biafra, naquela parte em que ele afirma existir um licor a mais no bombom. Homem não chora! Uma ova, chora sim, mesmo na maturidade. (...)
     Quase adulto, imaginava a maturidade tal e qual a quinta sinfonia de Beethoven, a reta final, da qual queria distância. No entanto, cá estou. Acho que Biafra me fez chorar por causa disso, o licor ainda vivo, perdido em meio ao bombom. Imagino Beethoven, mas escuto Biafra. “O que sai de mim vem do prazer, de querer sentir o que eu não posso ter...”, o que ele quis dizer com isso?   
        As folhas da árvore da minha adolescência ainda tremem, esparramam o orvalho no soprar do vento, restos daquela mesma chuva que me arrancou o sono, restando em mim o pensamento incerto: será que existe por aí outro adolescente velho quieto e atento, tal e qual a estátua de Antínoo, ouvindo, entrelaçado por pequenos tremores, a sinfonia de Beethoven? Fechei a última página, já sentindo saudades da menina do livro e à procura do resto de licor perdido dentro do bombom.
ALVEZ, André Luiz. Um velho adolescente. Correio do
Estado. Disponível em
<https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-eopiniao/leia-a-cronica-de-andre-luiz-alvez-br-um-velhoadolescente/326927/>. 
O autor-narrador do texto “Um velho adolescente” pode ser caracterizado como alguém:
 

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4044136 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
Assinale a alternativa em que a forma verbal destacada está corretamente flexionada.
 

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4044135 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
Assinale a alternativa cuja forma verbal destacada está corretamente empregada na frase, de acordo com a concordância lógica.
 

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4044134 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP

Enunciado 4976649-1

CAZO. Avanço da inteligência artificial na escrita de livros.

Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-

avanco-da-inteligencia-artificial-na-escrita-de-livros/>.


Nos quadrinhos acima, os “livros orgânicos” são comparados a:

 

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4044133 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
Assinale a alternativa em que a frase se encontra escrita totalmente correta, inclusive com a pontuação adequada.
 

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4044132 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
Assinale a alternativa cuja lacuna só pode ser preenchida corretamente com “a”, de acordo com as normas de crase em Língua Portuguesa.
 

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4044131 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
nós conseguíamos fazer com que ele falasse toda a verdade sobre o fato.”
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, em relação à palavra destacada no período acima. Trata-se de uma palavra com o sentido de _______, que pode ser substituída adequadamente por “_______”.
 

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4044130 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP
Assinale a alternativa em que a expressão destacada apresenta natureza adjetiva, qualificando um ser.
 

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4044129 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Avança SP
Orgão: Câm. Francisco Morato-SP

Leia o texto a seguir para responder à questão.

O último relógio

Em uma pequena vila cercada por montanhas, existia uma torre com um relógio único, que não marcava horas, mas momentos importantes da vida de cada habitante. Ninguém sabia como ele funcionava, mas todos o respeitavam. Quando alguém nascia, uma engrenagem nova surgia. Quando morria, a engrenagem parava.

Certo dia, o ponteiro principal do relógio parou subitamente. A vila ficou em alvoroço. Nenhum momento parecia mais ser registrado. Maria, uma jovem curiosa, subiu até a torre para investigar. Lá dentro, encontrou um velho homem, o Guardião do Relógio, sentado entre engrenagens brilhantes.

– Por que o relógio parou? – perguntou Maria.

O Guardião sorriu, mas parecia cansado.

– Porque o mundo lá fora parou de viver momentos que importam. As pessoas se esqueceram de sentir, de sonhar.

Maria ficou em silêncio, mas algo nela despertou. Saiu da torre determinada. Começou a reunir as pessoas da vila para contar histórias, plantar flores, dançar na praça e rir juntas. Aos poucos, o relógio recomeçou a girar.

No dia em que Maria subiu novamente à torre, encontrou apenas uma nota deixada pelo Guardião: “Continue girando o mundo com o que importa.”

REIS, Guilherme. O último relógio. Gazeta Itapirense. Disponível em <https://www.gazetaitapirense.com.br/cronica-o-ultimo-relogio-por-guilherme-reis/>.

“Maria, uma jovem curiosa, subiu até a torre para investigar.”
A palavra destacada no trecho acima, mantendo o mesmo significado, pode ser substituída corretamente por:
 

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