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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.
A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.
Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Analise a classe gramatical das palavras destacadas no fragmento: "O convite é simples, direto, econômico...". No contexto em que estão inseridas, essas palavras classificam-se como:
 

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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.
A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.
Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "a narrativa circula há gerações como aviso e assombro", e mais adiante ao descrever o rio como uma "voz", o autor utiliza recursos expressivos para atribuir características humanas ou intensificar o mistério do ambiente. A figura de linguagem que consiste em atribuir características de seres vivos a objetos inanimados, como o rio no texto, é:
 

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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.
A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.
Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Considere o trecho: "A lenda persiste porque não depende apenas da geografia...". A oração em destaque estabelece com a oração principal uma relação de:
 

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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.
A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.
Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No período: "A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta", as orações introduzidas pelo termo destacado classificam-se como:
 

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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.
A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.
Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho "O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto", o efeito de sentido pretendido pelo autor é enfatizar que:
 

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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.
A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.
Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Considerando a situação comunicativa do texto — um ensaio que analisa a persistência de narrativas folclóricas no contexto urbano contemporâneo — o autor posicionase como:
 

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4054450 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Gama
Orgão: Pref. Dracena-SP
O fluxo de comunicação entre o monitor e a direção escolar deve ser contínuo, especialmente em situações de anormalidade, como interrupções de vias, acidentes de trânsito ou problemas mecânicos no veículo. Quando o monitor identifica uma falha persistente em um dos equipamentos de segurança do ônibus, ele deve formalizar a notificação para que a Secretaria Municipal de Educação providencie o reparo. O foco dessa comunicação é garantir a:
 

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O Hospital Psiquiátrico de Beechworth, no estado de Victoria, Austrália, nasceu no século XIX como parte de um projeto de “civilização” que prometia ordem, ciência e alívio para o sofrimento mental. Erguido em uma paisagem fria, de prédios robustos e corredores longos, o lugar foi concebido para separar: afastar do convívio social aqueles considerados “incorrigíveis”, “perigosos” ou simplesmente inconvenientes.

A arquitetura reforçava essa lógica com pavilhões amplos, janelas altas e rotinas rígidas que transformavam o tempo em disciplina. Em épocas de superlotação, o hospital passou a funcionar como uma cidade fechada, com regras próprias, hierarquias e uma linguagem que convertia pessoas em casos.

A ideia de tratamento, então, misturava cuidado e controle, como se a mente pudesse ser corrigida por hábitos impostos e silêncio prolongado.

Nesse contexto surgiu o que muitos chamariam, mais tarde, de “terapia do terror”: um conjunto de práticas que buscava reduzir sintomas por meio de medo, choque e submissão, sob o argumento de que a ruptura do comportamento “desviante” exigia impacto. Em diferentes instituições do período, técnicas aversivas foram aplicadas com variações: isolamento, contenções, banhos frios, privação sensorial e regimes punitivos disfarçados de método clínico. O paciente era exposto a situações extremas para “aprender” a obedecer ou para desistir de manifestações consideradas indesejáveis, como agitação, fuga, insônia ou alucinações. A justificativa era a eficiência: produzir calma rápida, tornar o corpo previsível, silenciar o que incomodava a ordem do pavilhão. O problema é que o medo não cura; ele condiciona, rebaixa, reconfigura a subjetividade em torno da ameaça.

Com o tempo, parte dessas práticas foi sendo contestada por mudanças éticas, por avanços científicos e por relatos de sofrimento que transbordavam os muros. A psiquiatria passou a enfrentar uma tensão entre duas promessas: a de aliviar a dor psíquica e a de administrar a diferença social. Em Beechworth, como em tantos hospitais históricos, a memória do tratamento é atravessada por ambiguidades: houve profissionais comprometidos, houve tentativas de humanização, mas houve também rotinas que produziram humilhação e trauma. A ideia de “cura” às vezes era menos clínica do que administrativa, medindo-se pelo comportamento dócil e pela ausência de conflito. Quando a terapêutica se aproxima do terror, a instituição deixa de ser espaço de cuidado e se torna máquina de normalização. Hoje, ao revisitar histórias como a de Beechworth, a discussão sobre saúde mental tende a destacar o que a experiência institucional ensinou de forma amarga: vínculo, escuta e responsabilização não são detalhes, mas o núcleo do cuidado.

O sofrimento psíquico não se resolve por coerção, e a segurança não precisa ser sinônimo de violência. A crítica a práticas aversivas reforça a necessidade de protocolos baseados em evidência, consentimento, supervisão e direitos, além de uma cultura assistencial que reconheça o paciente como sujeito. Em lugar do medo como ferramenta, cresce o entendimento de que tratamento implica ambiente terapêutico, comunicação qualificada e planos construídos com a pessoa, não contra ela. O que permanece, por trás das paredes antigas, é o alerta de que qualquer sistema pode

Quanto à tonicidade, é exemplo de oxítona a palavra:
 

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O Hospital Psiquiátrico de Beechworth, no estado de Victoria, Austrália, nasceu no século XIX como parte de um projeto de “civilização” que prometia ordem, ciência e alívio para o sofrimento mental. Erguido em uma paisagem fria, de prédios robustos e corredores longos, o lugar foi concebido para separar: afastar do convívio social aqueles considerados “incorrigíveis”, “perigosos” ou simplesmente inconvenientes.

A arquitetura reforçava essa lógica com pavilhões amplos, janelas altas e rotinas rígidas que transformavam o tempo em disciplina. Em épocas de superlotação, o hospital passou a funcionar como uma cidade fechada, com regras próprias, hierarquias e uma linguagem que convertia pessoas em casos.

A ideia de tratamento, então, misturava cuidado e controle, como se a mente pudesse ser corrigida por hábitos impostos e silêncio prolongado.

Nesse contexto surgiu o que muitos chamariam, mais tarde, de “terapia do terror”: um conjunto de práticas que buscava reduzir sintomas por meio de medo, choque e submissão, sob o argumento de que a ruptura do comportamento “desviante” exigia impacto. Em diferentes instituições do período, técnicas aversivas foram aplicadas com variações: isolamento, contenções, banhos frios, privação sensorial e regimes punitivos disfarçados de método clínico. O paciente era exposto a situações extremas para “aprender” a obedecer ou para desistir de manifestações consideradas indesejáveis, como agitação, fuga, insônia ou alucinações. A justificativa era a eficiência: produzir calma rápida, tornar o corpo previsível, silenciar o que incomodava a ordem do pavilhão. O problema é que o medo não cura; ele condiciona, rebaixa, reconfigura a subjetividade em torno da ameaça.

Com o tempo, parte dessas práticas foi sendo contestada por mudanças éticas, por avanços científicos e por relatos de sofrimento que transbordavam os muros. A psiquiatria passou a enfrentar uma tensão entre duas promessas: a de aliviar a dor psíquica e a de administrar a diferença social. Em Beechworth, como em tantos hospitais históricos, a memória do tratamento é atravessada por ambiguidades: houve profissionais comprometidos, houve tentativas de humanização, mas houve também rotinas que produziram humilhação e trauma. A ideia de “cura” às vezes era menos clínica do que administrativa, medindo-se pelo comportamento dócil e pela ausência de conflito. Quando a terapêutica se aproxima do terror, a instituição deixa de ser espaço de cuidado e se torna máquina de normalização. Hoje, ao revisitar histórias como a de Beechworth, a discussão sobre saúde mental tende a destacar o que a experiência institucional ensinou de forma amarga: vínculo, escuta e responsabilização não são detalhes, mas o núcleo do cuidado.

O sofrimento psíquico não se resolve por coerção, e a segurança não precisa ser sinônimo de violência. A crítica a práticas aversivas reforça a necessidade de protocolos baseados em evidência, consentimento, supervisão e direitos, além de uma cultura assistencial que reconheça o paciente como sujeito. Em lugar do medo como ferramenta, cresce o entendimento de que tratamento implica ambiente terapêutico, comunicação qualificada e planos construídos com a pessoa, não contra ela. O que permanece, por trás das paredes antigas, é o alerta de que qualquer sistema pode

No trecho: "Hoje, ao revisitar histórias como a de Beechworth, a discussão sobre saúde mental", as vírgulas foram empregadas para:
 

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O Hospital Psiquiátrico de Beechworth, no estado de Victoria, Austrália, nasceu no século XIX como parte de um projeto de “civilização” que prometia ordem, ciência e alívio para o sofrimento mental. Erguido em uma paisagem fria, de prédios robustos e corredores longos, o lugar foi concebido para separar: afastar do convívio social aqueles considerados “incorrigíveis”, “perigosos” ou simplesmente inconvenientes.

A arquitetura reforçava essa lógica com pavilhões amplos, janelas altas e rotinas rígidas que transformavam o tempo em disciplina. Em épocas de superlotação, o hospital passou a funcionar como uma cidade fechada, com regras próprias, hierarquias e uma linguagem que convertia pessoas em casos.

A ideia de tratamento, então, misturava cuidado e controle, como se a mente pudesse ser corrigida por hábitos impostos e silêncio prolongado.

Nesse contexto surgiu o que muitos chamariam, mais tarde, de “terapia do terror”: um conjunto de práticas que buscava reduzir sintomas por meio de medo, choque e submissão, sob o argumento de que a ruptura do comportamento “desviante” exigia impacto. Em diferentes instituições do período, técnicas aversivas foram aplicadas com variações: isolamento, contenções, banhos frios, privação sensorial e regimes punitivos disfarçados de método clínico. O paciente era exposto a situações extremas para “aprender” a obedecer ou para desistir de manifestações consideradas indesejáveis, como agitação, fuga, insônia ou alucinações. A justificativa era a eficiência: produzir calma rápida, tornar o corpo previsível, silenciar o que incomodava a ordem do pavilhão. O problema é que o medo não cura; ele condiciona, rebaixa, reconfigura a subjetividade em torno da ameaça.

Com o tempo, parte dessas práticas foi sendo contestada por mudanças éticas, por avanços científicos e por relatos de sofrimento que transbordavam os muros. A psiquiatria passou a enfrentar uma tensão entre duas promessas: a de aliviar a dor psíquica e a de administrar a diferença social. Em Beechworth, como em tantos hospitais históricos, a memória do tratamento é atravessada por ambiguidades: houve profissionais comprometidos, houve tentativas de humanização, mas houve também rotinas que produziram humilhação e trauma. A ideia de “cura” às vezes era menos clínica do que administrativa, medindo-se pelo comportamento dócil e pela ausência de conflito. Quando a terapêutica se aproxima do terror, a instituição deixa de ser espaço de cuidado e se torna máquina de normalização. Hoje, ao revisitar histórias como a de Beechworth, a discussão sobre saúde mental tende a destacar o que a experiência institucional ensinou de forma amarga: vínculo, escuta e responsabilização não são detalhes, mas o núcleo do cuidado.

O sofrimento psíquico não se resolve por coerção, e a segurança não precisa ser sinônimo de violência. A crítica a práticas aversivas reforça a necessidade de protocolos baseados em evidência, consentimento, supervisão e direitos, além de uma cultura assistencial que reconheça o paciente como sujeito. Em lugar do medo como ferramenta, cresce o entendimento de que tratamento implica ambiente terapêutico, comunicação qualificada e planos construídos com a pessoa, não contra ela. O que permanece, por trás das paredes antigas, é o alerta de que qualquer sistema pode

No trecho: "houve profissionais comprometidos, houve tentativas de humanização, mas houve também rotinas...", a substituição do verbo haver pelo verbo existir, para que se mantenha a norma culta e a correção gramatical, deve ser feita da seguinte forma:
 

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