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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Política do abandono
No Brasil dos anos 1970, falava-se com convicção na necessidade de capturar os cachorros que viviam nas ruas. Sob uma forte ideologia de controle, o discurso era o da higiene, da ordem, da prevenção, palavras que tentavam dar um contorno racional a uma pratica dura e cruel, então consolidada como política pública legitimada, quase sem questionamento ético. Para os cachorros, no entanto, tudo isso tinha um nome só: a carrocinha. A carrocinha levou três cachorros de uma vez, repetiam as crianças, como quem canta, sem saber o peso do que diziam. Apesar de antiga e repetida nas brincadeiras de roda desde os anos 1950, a cantiga nunca foi só brincadeira para mim. Vinha sempre acompanhada de uma lembrança dura, que eu ainda não sabia nomear.
O tempo passou, as leis mudaram, os termos ficaram mais cuidadosos. Já não se fala da mesma forma, é verdade. Mas o erro humano atravessou as décadas quase intacto. Os animais continuam desprotegidos. Principalmente os cães, que seguem circulando como se ocupassem um espaço provisório, tolerado apenas enquanto não incomoda demais.
Costuma-se dizer que o abandono é um problema típico dos grandes centros urbanos. Cidades inchadas, trânsito caótico, gente demais. Mas basta caminhar com atenção pelo litoral para perceber que o problema também mora perto do mar. Ele se revela com mais nitidez depois do veraneio, quando o movimento diminui, as ruas esvaziam e as casas fecham suas janelas até a próxima temporada.
O verão vai embora levando cadeiras de praia, guarda-sóis e promessas de descanso. Ficam os rastros menos visíveis. Cães deixados para trás, como se fossem parte de uma bagagem esquecida ou descartável. Eles passam a vagar pelas ruas, pelas praças, pelas portas fechadas, carregando uma espera que não tem data.
Esperam um portão se abrir, um chamado conhecido, um gesto mínimo de carinho. Esperam sem saber que já não há retorno. A cidade retoma seu ritmo habitual, o comércio desacelera, os dias seguem. Só eles permanecem, testemunhas silenciosas de uma estação que passou rápido demais e de uma responsabilidade que nunca chegou a ser plenamente assumida.
No fim, talvez o abandono nunca tenha sido apenas uma falha de política pública. Ele se repete como um hábito humano antigo: o de ir embora deixando para trás aquilo que depende de nós. O verão acaba. A consciência, nem sempre.
Autora: Helô Bachicette - GZH (adaptado).
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Política do abandono
No Brasil dos anos 1970, falava-se com convicção na necessidade de capturar os cachorros que viviam nas ruas. Sob uma forte ideologia de controle, o discurso era o da higiene, da ordem, da prevenção, palavras que tentavam dar um contorno racional a uma pratica dura e cruel, então consolidada como política pública legitimada, quase sem questionamento ético. Para os cachorros, no entanto, tudo isso tinha um nome só: a carrocinha. A carrocinha levou três cachorros de uma vez, repetiam as crianças, como quem canta, sem saber o peso do que diziam. Apesar de antiga e repetida nas brincadeiras de roda desde os anos 1950, a cantiga nunca foi só brincadeira para mim. Vinha sempre acompanhada de uma lembrança dura, que eu ainda não sabia nomear.
O tempo passou, as leis mudaram, os termos ficaram mais cuidadosos. Já não se fala da mesma forma, é verdade. Mas o erro humano atravessou as décadas quase intacto. Os animais continuam desprotegidos. Principalmente os cães, que seguem circulando como se ocupassem um espaço provisório, tolerado apenas enquanto não incomoda demais.
Costuma-se dizer que o abandono é um problema típico dos grandes centros urbanos. Cidades inchadas, trânsito caótico, gente demais. Mas basta caminhar com atenção pelo litoral para perceber que o problema também mora perto do mar. Ele se revela com mais nitidez depois do veraneio, quando o movimento diminui, as ruas esvaziam e as casas fecham suas janelas até a próxima temporada.
O verão vai embora levando cadeiras de praia, guarda-sóis e promessas de descanso. Ficam os rastros menos visíveis. Cães deixados para trás, como se fossem parte de uma bagagem esquecida ou descartável. Eles passam a vagar pelas ruas, pelas praças, pelas portas fechadas, carregando uma espera que não tem data.
Esperam um portão se abrir, um chamado conhecido, um gesto mínimo de carinho. Esperam sem saber que já não há retorno. A cidade retoma seu ritmo habitual, o comércio desacelera, os dias seguem. Só eles permanecem, testemunhas silenciosas de uma estação que passou rápido demais e de uma responsabilidade que nunca chegou a ser plenamente assumida.
No fim, talvez o abandono nunca tenha sido apenas uma falha de política pública. Ele se repete como um hábito humano antigo: o de ir embora deixando para trás aquilo que depende de nós. O verão acaba. A consciência, nem sempre.
Autora: Helô Bachicette - GZH (adaptado).
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Política do abandono
No Brasil dos anos 1970, falava-se com convicção na necessidade de capturar os cachorros que viviam nas ruas. Sob uma forte ideologia de controle, o discurso era o da higiene, da ordem, da prevenção, palavras que tentavam dar um contorno racional a uma pratica dura e cruel, então consolidada como política pública legitimada, quase sem questionamento ético. Para os cachorros, no entanto, tudo isso tinha um nome só: a carrocinha. A carrocinha levou três cachorros de uma vez, repetiam as crianças, como quem canta, sem saber o peso do que diziam. Apesar de antiga e repetida nas brincadeiras de roda desde os anos 1950, a cantiga nunca foi só brincadeira para mim. Vinha sempre acompanhada de uma lembrança dura, que eu ainda não sabia nomear.
O tempo passou, as leis mudaram, os termos ficaram mais cuidadosos. Já não se fala da mesma forma, é verdade. Mas o erro humano atravessou as décadas quase intacto. Os animais continuam desprotegidos. Principalmente os cães, que seguem circulando como se ocupassem um espaço provisório, tolerado apenas enquanto não incomoda demais.
Costuma-se dizer que o abandono é um problema típico dos grandes centros urbanos. Cidades inchadas, trânsito caótico, gente demais. Mas basta caminhar com atenção pelo litoral para perceber que o problema também mora perto do mar. Ele se revela com mais nitidez depois do veraneio, quando o movimento diminui, as ruas esvaziam e as casas fecham suas janelas até a próxima temporada.
O verão vai embora levando cadeiras de praia, guarda-sóis e promessas de descanso. Ficam os rastros menos visíveis. Cães deixados para trás, como se fossem parte de uma bagagem esquecida ou descartável. Eles passam a vagar pelas ruas, pelas praças, pelas portas fechadas, carregando uma espera que não tem data.
Esperam um portão se abrir, um chamado conhecido, um gesto mínimo de carinho. Esperam sem saber que já não há retorno. A cidade retoma seu ritmo habitual, o comércio desacelera, os dias seguem. Só eles permanecem, testemunhas silenciosas de uma estação que passou rápido demais e de uma responsabilidade que nunca chegou a ser plenamente assumida.
No fim, talvez o abandono nunca tenha sido apenas uma falha de política pública. Ele se repete como um hábito humano antigo: o de ir embora deixando para trás aquilo que depende de nós. O verão acaba. A consciência, nem sempre.
Autora: Helô Bachicette - GZH (adaptado).
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna, de acordo com o sentido do texto.
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Política do abandono
No Brasil dos anos 1970, falava-se com convicção na necessidade de capturar os cachorros que viviam nas ruas. Sob uma forte ideologia de controle, o discurso era o da higiene, da ordem, da prevenção, palavras que tentavam dar um contorno racional a uma pratica dura e cruel, então consolidada como política pública legitimada, quase sem questionamento ético. Para os cachorros, no entanto, tudo isso tinha um nome só: a carrocinha. A carrocinha levou três cachorros de uma vez, repetiam as crianças, como quem canta, sem saber o peso do que diziam. Apesar de antiga e repetida nas brincadeiras de roda desde os anos 1950, a cantiga nunca foi só brincadeira para mim. Vinha sempre acompanhada de uma lembrança dura, que eu ainda não sabia nomear.
O tempo passou, as leis mudaram, os termos ficaram mais cuidadosos. Já não se fala da mesma forma, é verdade. Mas o erro humano atravessou as décadas quase intacto. Os animais continuam desprotegidos. Principalmente os cães, que seguem circulando como se ocupassem um espaço provisório, tolerado apenas enquanto não incomoda demais.
Costuma-se dizer que o abandono é um problema típico dos grandes centros urbanos. Cidades inchadas, trânsito caótico, gente demais. Mas basta caminhar com atenção pelo litoral para perceber que o problema também mora perto do mar. Ele se revela com mais nitidez depois do veraneio, quando o movimento diminui, as ruas esvaziam e as casas fecham suas janelas até a próxima temporada.
O verão vai embora levando cadeiras de praia, guarda-sóis e promessas de descanso. Ficam os rastros menos visíveis. Cães deixados para trás, como se fossem parte de uma bagagem esquecida ou descartável. Eles passam a vagar pelas ruas, pelas praças, pelas portas fechadas, carregando uma espera que não tem data.
Esperam um portão se abrir, um chamado conhecido, um gesto mínimo de carinho. Esperam sem saber que já não há retorno. A cidade retoma seu ritmo habitual, o comércio desacelera, os dias seguem. Só eles permanecem, testemunhas silenciosas de uma estação que passou rápido demais e de uma responsabilidade que nunca chegou a ser plenamente assumida.
No fim, talvez o abandono nunca tenha sido apenas uma falha de política pública. Ele se repete como um hábito humano antigo: o de ir embora deixando para trás aquilo que depende de nós. O verão acaba. A consciência, nem sempre.
Autora: Helô Bachicette - GZH (adaptado).
I. A referência à carrocinha revela como discursos de higiene e ordem foram utilizados para legitimar ações cruéis sob aparência de racionalidade.
II. A alteração do vocabulário institucional ao longo do tempo é apresentada como suficiente para transformar a condição de vulnerabilidade dos animais.
III. A permanência do abandono indica que o problema ultrapassa a esfera normativa e alcança dimensões éticas e culturais.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Política do abandono
No Brasil dos anos 1970, falava-se com convicção na necessidade de capturar os cachorros que viviam nas ruas. Sob uma forte ideologia de controle, o discurso era o da higiene, da ordem, da prevenção, palavras que tentavam dar um contorno racional a uma pratica dura e cruel, então consolidada como política pública legitimada, quase sem questionamento ético. Para os cachorros, no entanto, tudo isso tinha um nome só: a carrocinha. A carrocinha levou três cachorros de uma vez, repetiam as crianças, como quem canta, sem saber o peso do que diziam. Apesar de antiga e repetida nas brincadeiras de roda desde os anos 1950, a cantiga nunca foi só brincadeira para mim. Vinha sempre acompanhada de uma lembrança dura, que eu ainda não sabia nomear.
O tempo passou, as leis mudaram, os termos ficaram mais cuidadosos. Já não se fala da mesma forma, é verdade. Mas o erro humano atravessou as décadas quase intacto. Os animais continuam desprotegidos. Principalmente os cães, que seguem circulando como se ocupassem um espaço provisório, tolerado apenas enquanto não incomoda demais.
Costuma-se dizer que o abandono é um problema típico dos grandes centros urbanos. Cidades inchadas, trânsito caótico, gente demais. Mas basta caminhar com atenção pelo litoral para perceber que o problema também mora perto do mar. Ele se revela com mais nitidez depois do veraneio, quando o movimento diminui, as ruas esvaziam e as casas fecham suas janelas até a próxima temporada.
O verão vai embora levando cadeiras de praia, guarda-sóis e promessas de descanso. Ficam os rastros menos visíveis. Cães deixados para trás, como se fossem parte de uma bagagem esquecida ou descartável. Eles passam a vagar pelas ruas, pelas praças, pelas portas fechadas, carregando uma espera que não tem data.
Esperam um portão se abrir, um chamado conhecido, um gesto mínimo de carinho. Esperam sem saber que já não há retorno. A cidade retoma seu ritmo habitual, o comércio desacelera, os dias seguem. Só eles permanecem, testemunhas silenciosas de uma estação que passou rápido demais e de uma responsabilidade que nunca chegou a ser plenamente assumida.
No fim, talvez o abandono nunca tenha sido apenas uma falha de política pública. Ele se repete como um hábito humano antigo: o de ir embora deixando para trás aquilo que depende de nós. O verão acaba. A consciência, nem sempre.
Autora: Helô Bachicette - GZH (adaptado).
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Política do abandono
No Brasil dos anos 1970, falava-se com convicção na necessidade de capturar os cachorros que viviam nas ruas. Sob uma forte ideologia de controle, o discurso era o da higiene, da ordem, da prevenção, palavras que tentavam dar um contorno racional a uma pratica dura e cruel, então consolidada como política pública legitimada, quase sem questionamento ético. Para os cachorros, no entanto, tudo isso tinha um nome só: a carrocinha. A carrocinha levou três cachorros de uma vez, repetiam as crianças, como quem canta, sem saber o peso do que diziam. Apesar de antiga e repetida nas brincadeiras de roda desde os anos 1950, a cantiga nunca foi só brincadeira para mim. Vinha sempre acompanhada de uma lembrança dura, que eu ainda não sabia nomear.
O tempo passou, as leis mudaram, os termos ficaram mais cuidadosos. Já não se fala da mesma forma, é verdade. Mas o erro humano atravessou as décadas quase intacto. Os animais continuam desprotegidos. Principalmente os cães, que seguem circulando como se ocupassem um espaço provisório, tolerado apenas enquanto não incomoda demais.
Costuma-se dizer que o abandono é um problema típico dos grandes centros urbanos. Cidades inchadas, trânsito caótico, gente demais. Mas basta caminhar com atenção pelo litoral para perceber que o problema também mora perto do mar. Ele se revela com mais nitidez depois do veraneio, quando o movimento diminui, as ruas esvaziam e as casas fecham suas janelas até a próxima temporada.
O verão vai embora levando cadeiras de praia, guarda-sóis e promessas de descanso. Ficam os rastros menos visíveis. Cães deixados para trás, como se fossem parte de uma bagagem esquecida ou descartável. Eles passam a vagar pelas ruas, pelas praças, pelas portas fechadas, carregando uma espera que não tem data.
Esperam um portão se abrir, um chamado conhecido, um gesto mínimo de carinho. Esperam sem saber que já não há retorno. A cidade retoma seu ritmo habitual, o comércio desacelera, os dias seguem. Só eles permanecem, testemunhas silenciosas de uma estação que passou rápido demais e de uma responsabilidade que nunca chegou a ser plenamente assumida.
No fim, talvez o abandono nunca tenha sido apenas uma falha de política pública. Ele se repete como um hábito humano antigo: o de ir embora deixando para trás aquilo que depende de nós. O verão acaba. A consciência, nem sempre.
Autora: Helô Bachicette - GZH (adaptado).
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Utilize o texto para a questão abaixo:
Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres
A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada __ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que __ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre __ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.
O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.
“A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.
A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionada a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais, entre outros.
As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas, hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: “Você sente seus olhos secos?”, “Você sente seus olhos irritados?” e “Você já teve um diagnóstico de olho seco?”.
A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco, como diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).
Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte e hábitos alimentares –, Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.
O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver com saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver com saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, fazer pausas para hidratação, manter uma alimentação de boa qualidade e ter um sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.
Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/
No texto, aparece a forma “FMRP”, empregada para identificar a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Considerando a classificação linguística desse tipo de forma reduzida, “FMRP” classifica-se como:
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Utilize o texto para a questão abaixo:
Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres
A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada __ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que __ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre __ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.
O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.
“A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.
A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionada a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais, entre outros.
As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas, hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: “Você sente seus olhos secos?”, “Você sente seus olhos irritados?” e “Você já teve um diagnóstico de olho seco?”.
A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco, como diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).
Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte e hábitos alimentares –, Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.
O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver com saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver com saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, fazer pausas para hidratação, manter uma alimentação de boa qualidade e ter um sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.
Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/
No fragmento “Os pesquisadores buscavam mapear possíveis fatores de risco”, a forma verbal “buscavam” apresenta flexão determinada por elemento específico da oração. Considerando essa relação, a flexão verbal decorre:
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Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres
A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada __ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que __ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre __ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.
O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.
“A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.
A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionada a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais, entre outros.
As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas, hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: “Você sente seus olhos secos?”, “Você sente seus olhos irritados?” e “Você já teve um diagnóstico de olho seco?”.
A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco, como diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).
Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte e hábitos alimentares –, Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.
O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver com saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver com saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, fazer pausas para hidratação, manter uma alimentação de boa qualidade e ter um sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.
Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/
No trecho “A condição oftalmológica também é mais frequente entre as mulheres”, a palavra “mais” exerce função morfossintática específica. Nesse contexto, ela classifica-se como:
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Utilize o texto para a questão abaixo:
Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres
A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada __ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que __ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre __ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.
O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.
“A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.
A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionada a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais, entre outros.
As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas, hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: “Você sente seus olhos secos?”, “Você sente seus olhos irritados?” e “Você já teve um diagnóstico de olho seco?”.
A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco, como diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).
Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte e hábitos alimentares –, Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.
O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver com saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver com saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, fazer pausas para hidratação, manter uma alimentação de boa qualidade e ter um sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.
Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olho-seco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/
No trecho “Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto”, observa-se relação específica entre sujeito e verbo. Considerando as regras de flexão verbal e concordância, a forma verbal “são” justifica-se por concordar com:
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