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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Da arte de falar mal
    Durante anos, mantive no Correio da Manhã, num canto da capa do segundo caderno, um espaço assim intitulado: "Da arte de falar mal". Até hoje me perguntam a razão de uma rubrica que, entre outras coisas, me levou para a prisão seis vezes por delito de opinião. Num dos interrogatórios a que fui submetido, o coronel que presidia o IPM (Inquérito Policial Militar) quis saber por que eu falava tão mal do regime militar que então se instalava. Eu respondi que não podia mudar o título da minha coluna, falando bem de qualquer coisa.
    Mas a ideia do título não foi minha. Devo-a a Maura Cançado Lopes, colega no suplemento dominical do Jornal do Brasil, um caderno dedicado às artes, que, depois de algum tempo, já em sua fase terminal, saía pontualmente aos sábados. Ela escrevia contos maravilhosos, chamou a atenção das editoras, teve dois livros publicados, que receberam crítica consagradora. Hospício É Deus foi colocado à altura de Clarice Lispector, que aliás a admirava. Escreveu também O Sofredor do Ver – um dos melhores que já li em minha vida.
    Maura namorava Luiz Reis, o Cabeleira, parceiro de Haroldo Barbosa em "Cara de Palhaço" e "Momentos São", dois sucessos absolutos daquela época, gravados por Elizeth Cardoso. Um dia, quis sair comigo. Eu tinha uma Hudson conversível, ela me perguntou se eu era rico, se eu podia comprar um navio. Respondi que sim – e ela colocou essa cena em seu romance, com meu nome e tudo.
    Mas foi nessa mesma tarde que ela me fez parar na Urca, diante da baía que entardecia, e me explicou: "Chamei você para falarmos mal de todo mundo. Falar mal é uma arte".
    Nem lembro mais de quem falamos mal. Creio que não tenha escapado ninguém, a começar pelo pessoal do JB: Décio Pignatari, Reynaldo Jardim, Ferreira Gullar, Oliveira Bastos, Walmir Ayala, Mário Pedrosa, Carlinhos de Oliveira, os irmãos Campos, José Lino Grünewald, Assis Brasil, José Louzeiro, não abrimos exceção nem para o doce Mário Faustino, que havia morrido dias antes. Todos nossos amigos, amigos queridos por sinal.
    Mais ou menos na mesma época, recebi recado de um vizinho do Posto 6 que estava gripado, ardendo em febre, mas queria me ver. Ele não tinha carro e eu guardava o meu na vaga de sua garagem; nunca me cobrou aluguel nem carona, pois adorava andar de ônibus.
    Fui. Encontrei-o na cama, lendo um troço complicado que depois vim a saber que era a gramática de um dialeto do Vietnã. Embaixador aposentado, escritor de sucesso, ele gostava de aprender coisas inúteis e com elas escrevia obras-primas. –
    Estou aqui – disse. – Algum recado?
    – Não. Há dias que não falo mal de ninguém. Chamei-o para isso.
    Três horas depois, já sem febre, ele me levou até a porta de seu apartamento. Com os olhos de gato acesos, olhou-me severamente e, com o orgulho que lhe era próprio (referia-se a si mesmo sempre na terceira pessoa), admitiu:
    – Puxa! Como falamos mal de todo mundo!
    Morreria em breve, poucas horas depois de um discurso que levou mais de três anos para ter coragem de fazer e no qual só falou bem dos outros. Acho que o sacrifício lhe custou a vida.
    Foi ele que me ensinou a regra fundamental da arte de falar mal: "Só fale mal dos ausentes, nunca dos presentes". Pode parecer uma obviedade. Mas o meu amigo e vizinho era também acusado de obviedades geniais em sua obra literária. Uma de suas frases mais famosas ainda é citada: "Viver é muito perigoso".
    Pulando no tempo que pulou sobre todos. Morreu o jornal em que trabalhava, morreu a Maura, morreu o meu amigo ex-embaixador, morreu até o doce Mário Faustino num desastre de avião. Ninguém é imortal, com exceção de uma amiga famosa, romancista histórica, que me quis tornar imortal como ela.
    Hoje, não mais se fazem aquelas constrangedoras visitas aos imortais, antes que eles morram. Pelo contrário, a afobação de um candidato à imortalidade é letal. Adoentada, sem poder sair de casa, ela me pediu pela sobrinha e secretária que fosse à sua casa buscar o seu voto. É evidente que fui, pois muito queria vê-la.
    Ela me recebeu nordestinamente afável. Sentada em sua cadeira de palhinha, com ares de senhora-deengenho, esticou-me o envelope branco: 
    – Toma. Aqui estão os meus votos. Agora não falemos mais em literatura. Vamos falar mal de todo mundo! Também saí tarde de sua casa. Não deixamos pedra sobre pedra e, seguindo o conselho do exembaixador, só falamos mal dos ausentes, que era o restante da humanidade, pois em sua sala só havia a visitada e o visitante.
    Por essas e outras, sempre admirei o Antônio Callado, que definia os personagens do nosso tempo em duas categorias: os que tinham boa presença e os que tinham péssima ausência. Boa presença era quando todos falavam bem de um sujeito presente. Péssima ausência era quando, ausente, o sujeito monopolizava a conversa, cada qual juntando um graveto para queimar na alegre pira da maledicência.
    E, com aquele jeito de único inglês da vida real, Callado completava a sua frase: "O mais gostoso de tudo isso é que o bom presente e o mau ausente são sempre a mesma pessoa".
CONY, Carlos Heitor. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. As cem melhores crônicas brasileiras (org. e int.). Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 332-334.
A crônica de Carlos Heitor Cony articula memória pessoal, crítica cultural e ironia. Considerando os recursos discursivos e temáticos mobilizados pelo autor, assinale a alternativa que NÃO condiz com uma interpretação adequada do texto.
 

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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Da arte de falar mal
    Durante anos, mantive no Correio da Manhã, num canto da capa do segundo caderno, um espaço assim intitulado: "Da arte de falar mal". Até hoje me perguntam a razão de uma rubrica que, entre outras coisas, me levou para a prisão seis vezes por delito de opinião. Num dos interrogatórios a que fui submetido, o coronel que presidia o IPM (Inquérito Policial Militar) quis saber por que eu falava tão mal do regime militar que então se instalava. Eu respondi que não podia mudar o título da minha coluna, falando bem de qualquer coisa.
    Mas a ideia do título não foi minha. Devo-a a Maura Cançado Lopes, colega no suplemento dominical do Jornal do Brasil, um caderno dedicado às artes, que, depois de algum tempo, já em sua fase terminal, saía pontualmente aos sábados. Ela escrevia contos maravilhosos, chamou a atenção das editoras, teve dois livros publicados, que receberam crítica consagradora. Hospício É Deus foi colocado à altura de Clarice Lispector, que aliás a admirava. Escreveu também O Sofredor do Ver – um dos melhores que já li em minha vida.
    Maura namorava Luiz Reis, o Cabeleira, parceiro de Haroldo Barbosa em "Cara de Palhaço" e "Momentos São", dois sucessos absolutos daquela época, gravados por Elizeth Cardoso. Um dia, quis sair comigo. Eu tinha uma Hudson conversível, ela me perguntou se eu era rico, se eu podia comprar um navio. Respondi que sim – e ela colocou essa cena em seu romance, com meu nome e tudo.
    Mas foi nessa mesma tarde que ela me fez parar na Urca, diante da baía que entardecia, e me explicou: "Chamei você para falarmos mal de todo mundo. Falar mal é uma arte".
    Nem lembro mais de quem falamos mal. Creio que não tenha escapado ninguém, a começar pelo pessoal do JB: Décio Pignatari, Reynaldo Jardim, Ferreira Gullar, Oliveira Bastos, Walmir Ayala, Mário Pedrosa, Carlinhos de Oliveira, os irmãos Campos, José Lino Grünewald, Assis Brasil, José Louzeiro, não abrimos exceção nem para o doce Mário Faustino, que havia morrido dias antes. Todos nossos amigos, amigos queridos por sinal.
    Mais ou menos na mesma época, recebi recado de um vizinho do Posto 6 que estava gripado, ardendo em febre, mas queria me ver. Ele não tinha carro e eu guardava o meu na vaga de sua garagem; nunca me cobrou aluguel nem carona, pois adorava andar de ônibus.
    Fui. Encontrei-o na cama, lendo um troço complicado que depois vim a saber que era a gramática de um dialeto do Vietnã. Embaixador aposentado, escritor de sucesso, ele gostava de aprender coisas inúteis e com elas escrevia obras-primas. –
    Estou aqui – disse. – Algum recado?
    – Não. Há dias que não falo mal de ninguém. Chamei-o para isso.
    Três horas depois, já sem febre, ele me levou até a porta de seu apartamento. Com os olhos de gato acesos, olhou-me severamente e, com o orgulho que lhe era próprio (referia-se a si mesmo sempre na terceira pessoa), admitiu:
    – Puxa! Como falamos mal de todo mundo!
    Morreria em breve, poucas horas depois de um discurso que levou mais de três anos para ter coragem de fazer e no qual só falou bem dos outros. Acho que o sacrifício lhe custou a vida.
    Foi ele que me ensinou a regra fundamental da arte de falar mal: "Só fale mal dos ausentes, nunca dos presentes". Pode parecer uma obviedade. Mas o meu amigo e vizinho era também acusado de obviedades geniais em sua obra literária. Uma de suas frases mais famosas ainda é citada: "Viver é muito perigoso".
    Pulando no tempo que pulou sobre todos. Morreu o jornal em que trabalhava, morreu a Maura, morreu o meu amigo ex-embaixador, morreu até o doce Mário Faustino num desastre de avião. Ninguém é imortal, com exceção de uma amiga famosa, romancista histórica, que me quis tornar imortal como ela.
    Hoje, não mais se fazem aquelas constrangedoras visitas aos imortais, antes que eles morram. Pelo contrário, a afobação de um candidato à imortalidade é letal. Adoentada, sem poder sair de casa, ela me pediu pela sobrinha e secretária que fosse à sua casa buscar o seu voto. É evidente que fui, pois muito queria vê-la.
    Ela me recebeu nordestinamente afável. Sentada em sua cadeira de palhinha, com ares de senhora-deengenho, esticou-me o envelope branco: 
    – Toma. Aqui estão os meus votos. Agora não falemos mais em literatura. Vamos falar mal de todo mundo! Também saí tarde de sua casa. Não deixamos pedra sobre pedra e, seguindo o conselho do exembaixador, só falamos mal dos ausentes, que era o restante da humanidade, pois em sua sala só havia a visitada e o visitante.
    Por essas e outras, sempre admirei o Antônio Callado, que definia os personagens do nosso tempo em duas categorias: os que tinham boa presença e os que tinham péssima ausência. Boa presença era quando todos falavam bem de um sujeito presente. Péssima ausência era quando, ausente, o sujeito monopolizava a conversa, cada qual juntando um graveto para queimar na alegre pira da maledicência.
    E, com aquele jeito de único inglês da vida real, Callado completava a sua frase: "O mais gostoso de tudo isso é que o bom presente e o mau ausente são sempre a mesma pessoa".
CONY, Carlos Heitor. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. As cem melhores crônicas brasileiras (org. e int.). Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 332-334.
No texto “Da arte de falar mal”, Carlos Heitor Cony reflete sobre a prática da maledicência a partir de experiências pessoais e de convivência intelectual. Considerando o texto como um todo, pode-se afirmar, EXCETO:
 

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Os dois pares de palavras a seguir foram formados segundo determinado critério, em um exercício aplicado em uma escola municipal de Porto Velho – RO.

Lacerado – cal.
Amoroso – roma.
Amorar – _______ .

Seguindo o mesmo critério, é CORRETO afirmar que a palavra que deverá ocupar o lugar da lacuna é:
 

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Leia o trecho inicial de uma reportagem publicada por A Gazeta de Rondônia.
Porto Velho consolida projeto Construindo Campeões no esporte
Por Paulo de Tarso
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 20h29
      O esporte no município de Porto Velho foi fortalecido com a ampliação das modalidades do projeto Construindo Campeões, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), na atual gestão. Em 2025, cerca de 2 mil crianças e adolescentes foram assistidos pelo projeto, tanto na Capital quanto nos distritos. O resultado é fruto dos esforços e empenho da gestão municipal, na aplicação de políticas públicas no âmbito do esporte.
      De acordo com o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, os alunos do projeto têm sido grandes protagonistas, mostrando suas habilidades e potencial. O incentivo da prefeitura, por meio da pasta de esportes, reafirma o compromisso com o desenvolvimento integral, fomentando habilidades físicas.
      “Temos o compromisso com o esporte porto-velhense, ativando ainda mais as habilidades de nossas crianças e jovens que anseiam por um futuro promissor dentro do esporte”.
[...]
Disponível em: https://agazetaderondonia.com.br/porto-velho-consolida-projeto-construindo-campeoes-no-esporte/. Acesso em: 30 dez. 2025.
Releia mais um trecho da reportagem.
“Temos o compromisso com o esporte porto-velhense, ativando ainda mais as habilidades de nossas crianças e jovens que anseiam por um futuro promissor dentro do esporte”.

Todas as afirmações sobre a parte em destaque estão corretas, EXCETO:
 

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Leia o trecho inicial de uma reportagem publicada por A Gazeta de Rondônia.
Porto Velho consolida projeto Construindo Campeões no esporte
Por Paulo de Tarso
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 20h29
      O esporte no município de Porto Velho foi fortalecido com a ampliação das modalidades do projeto Construindo Campeões, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), na atual gestão. Em 2025, cerca de 2 mil crianças e adolescentes foram assistidos pelo projeto, tanto na Capital quanto nos distritos. O resultado é fruto dos esforços e empenho da gestão municipal, na aplicação de políticas públicas no âmbito do esporte.
      De acordo com o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, os alunos do projeto têm sido grandes protagonistas, mostrando suas habilidades e potencial. O incentivo da prefeitura, por meio da pasta de esportes, reafirma o compromisso com o desenvolvimento integral, fomentando habilidades físicas.
      “Temos o compromisso com o esporte porto-velhense, ativando ainda mais as habilidades de nossas crianças e jovens que anseiam por um futuro promissor dentro do esporte”.
[...]
Disponível em: https://agazetaderondonia.com.br/porto-velho-consolida-projeto-construindo-campeoes-no-esporte/. Acesso em: 30 dez. 2025.
Releia este trecho do texto.
      O esporte no município de Porto Velho foi fortalecido com a ampliação das modalidades do projeto Construindo Campeões, idealizado pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), na atual gestão. Em 2025, cerca de 2 mil crianças e adolescentes foram assistidos pelo projeto, tanto na Capital quanto nos distritos.

Sobre a voz verbal presente em ambos os períodos, é INCORRETO afirmar que:
 

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Enunciado 4952942-1
Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/n%C3%A3o-deixem-de-assistir-essa-reportagem-asitua%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-realmente-complicada/312698425466854/. Acesso em: 30 dez. 2025 
Sobre as informações presentes no post, analise as afirmações a seguir:

I. À expressão “não sabem usar corretamente a língua portuguesa”, subjaz uma visão de língua calcada na prescrição e no dialogismo, que desconsidera os contextos de uso.
II. Matérias como essa, publicada pelo g1, acabam por veicular preconceito linguístico ao não se darem conta de que o português no Brasil apresenta um alto grau de diversidade e de variabilidade.
III. O trecho “Não deixem de assistir essa reportagem” apresenta, segundo a prescrição gramatical, um erro de regência, o que revela uma contradição em relação ao que se preconiza como “usar corretamente a língua portuguesa”.

Está INCORRETO o que se afirma em:
 

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Leia este poema.
E as margens
Respira mansa a superfície do lago
silêncio e lágrimas pesam-lhe as margens.
Uma mulher quieta
enche as mãos de sangue
cortando o azul
da superfície de vidro.
Tavares, Ana Paula. As margens. In: Amargos como os frutos: poesia reunida. Rio de Janeiro: Pallas, 2011. p. 130.
A poesia da angolana Ana Paula Ribeiro Tavares, autora do texto, é marcada por um lirismo intenso e se apresenta como uma voz singular, construída a partir de uma concepção feminina e intimista.
No contexto do poema “E as margens”, avalie as afirmações a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

(__) A relação entre os vocábulos “superfície” e “margens”, nos dois primeiros versos, é de aquiescência entre a mansuetude da superfície do lago e o peso das margens provocado pelo silêncio e pelas lágrimas do eu lírico.
(__) “Estar na margem”, metaforicamente, pode significar “não estar no centro”, considerando-se que o eu lírico se trata de uma personagem afrofeminina, o que enfatiza a perspectiva dessa voz poética, seus desafios e sua (re)existência.
(__) O lago, no poema, simboliza nascimento, fonte de vida, sacralidade, ancestralidade. O eu lírico está diante de uma superfície espelhada, que reflete sua imagem e sua condição de existência, com suas dores e seus desafios.
(__) A mansidão do lago, apresentada na primeira estrofe, é quebrada pelos três últimos versos do poema, sugerindo que o eu lírico, ao tocar a água, rompe com a própria imagem e provoca desequilíbrios pessoais e sociais.

A sequência que preenche os parênteses CORRETAMENTE é:
 

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Leia a tirinha de Armandinho.
Enunciado 4952940-1
Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho. Acesso em: 28 dez. 2025. 
O fenômeno da variação linguística é inerente a todas as línguas humanas, o que significa dizer que elas variam no tempo, no espaço, em diferentes classes sociais, nos variados contextos de uso.
A tirinha de Armandinho exemplifica esse fenômeno linguístico, salientando que:
 

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Leia este meme publicado em redes sociais.
Enunciado 4952939-1
Disponível em: https://www.facebook.com/photo?fbid=869880872102425&set=a.238417511915434&locale=pt_BR. Acesso em: 28 dez. 2025.
O meme, intitulado “Calor surreal”, SÓ NÃO estabelece uma relação intertextual com a tela “A persistência da memória”, do pintor espanhol Salvador Dalí, porque:
 

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Leia trechos de uma matéria publicada no jornal O Globo.
Como o corpo humano reage ao forte calor [...]
[...]
Por O GLOBO — São Paulo
27/12/2025
       Com a chegada do verão neste final de ano, o calor passa a ser o companheiro do brasileiro. Ele vem manso. Começa com um suorzinho, e a gente se abana. O termômetro sobe um pouco mais, e afrouxamos o colarinho e bebemos água. Mas, de repente, parece que estamos assando por dentro. Se estamos no ônibus lotado então... Logo ficamos ofegantes, sentimos uma tonteira e podemos até desmaiar.
       [...]
       Os efeitos do calorão ambiente podem ser extremos. O corpo humano precisa manter constante a temperatura interna a 36,5 °C, não importando o termômetro no exterior. Em dias muito quentes, para conseguir isso o corpo fica sobrecarregado, células literalmente derretem. E nosso sistema de resfriamento pode entrar em colapso.
       Para você não derreter, há dicas de como driblar o calorão com muita hidratação, roupas mais leves e até compressas de água gelada.
       O calorão mata
       Nenhum extremo climático é mais mortal do que ondas de calor como a que estamos vivendo e devem se repetir nos próximos meses, fazendo de 2023 e 2024 os anos mais quentes da História. Mais pessoas morrem em decorrência do calor do que de todos os outros desastres climáticos combinados - em 2019, foram 489 mil mortes.
       Os principais alvos
       Idosos, crianças, pessoas obesas, diabéticos, cardíacos, portadores de doenças respiratórias e pacientes renais são os mais sensíveis ao calorão. E mulheres, em geral, têm menor tolerância do que os homens, devido à distribuição de gordura e a fatores hormonais.
[...]
Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/12/27/como-o-corpo-humano-reage-ao-forte-calor-videografico-explica.ghtml. Acesso em 27 dez. 2025
Ao ler a matéria, o leitor tem a sensação de imediatismo, de contemporaneidade, como se o que é veiculado estivesse ocorrendo no momento da leitura, o que acaba por provocar vivacidade e um certo impacto.
Essa consequência, na matéria jornalística lida, é obtida principalmente por:
 

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