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Texto I - A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar?
A vida moderna naturalizou a cobrança excessiva por produtividade e positividade; com tanta pressão por perfeição, saúde física e mental pedem a conta
Wanessa Ferrari - 3 Junho, 2021
“Já amanheci cansada.” O meme, que circula pela internet faz sucesso nas redes sociais ao resumir uma sensação que domina boa parte da sociedade adulta: o de que nem boas noites de sono são suficientes para restaurar o vigor e a disposição, por isso, não raramente amanhecemos cansados.
O que pouca gente sabe é que essa sensação permanente de exaustão tem explicação na filosofia: de acordo com o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, vivemos na , que naturalizou a cobrança excessiva por produtividade, pela alta sociedade do cansaço performance e pelos resultados, tudo isso sob o pano da positividade. Com tanta pressão, saúde física e mental pedem a conta.
Ter um olhar crítico sobre esforços e objetivos, reconhecer-se imperfeito e buscar por tempo de qualidade longe de telas e de trabalho são algumas das alternativas para se blindar dessa patologia da sociedade moderna.
Entenda a sociedade do cansaço
Pare e reflita: quantas vezes você já se cobrou e se frustrou por não ter a produtividade que esperava em um determinado dia ou período de tempo? E quantas vezes você já se deparou com o perfil de um colega de faculdade no , observou a empresa onde LinkedIn ele trabalha ou a atual situação profissional dele, comparou com sua situação e se sentiu deprimido ou fracassado? Questionamentos e sentimentos como estes, que têm como pano de fundo a busca excessiva por produtividade, alta performance, desempenho e resultado são decorrentes da , um termo cunhado por Byung-Chul Han, que se dedicou a entender como o modelo de sociedade do cansaço produção da última fase do capitalismo tem interferido na vida das pessoas. Os resultados foram reunidos no livro Sociedade do Cansaço.
“Esse filósofo defende que a sociedade atual valoriza o desempenho, a alta performance, o resultado, a máxima produtividade. O problema é quando essas coisas não acontecem. As pessoas tendem a se sentir frustradas, deprimidas e fracassadas”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Ana Gabriela Andriani, doutora em educação pela Universidade de Campinas (Unicamp).
O cansaço extremo, por sua vez, na visão do filósofo, favorece o surgimento de patologias que afetam a saúde física e mental, como a hiperatividade, o déficit de atenção, o transtorno de personalidade borderline, a ansiedade, a melancolia, a depressão e a síndrome de burnout.
Outra característica marcante da sociedade do cansaço levantada pelo filósofo sul-coreano é a individualização e o isolamento. “As pessoas vivem cercadas por outras, mas estão isoladas dentro de si”, explica a psicoterapeuta.
A cobrança em excesso, somada ao surgimento de patologias e à individualização resulta ainda em um outro problema: o uso excessivo de medicamentos. “Para poder desempenhar bem seus papéis, as pessoas vêm se utilizando de artifícios químicos e medicamentos para que oscilações emocionais não aconteçam. Elas não podem ficar tristes nem desmotivadas; precisam garantir a estabilidade de humor e a alta produtividade sempre”, explica Ana Gabriela Andriani.
Para o psicanalista clínico Diego Felipe Silva Cavalcante, da clínica Kaizen, excesso de estímulos e de informações, a globalização e o avanço tecnológico, a obsessão em querer atender às expectativas geradas pela sociedade e o esforço do indivíduo em ser produtivo, autêntico e inovador são alguns dos fatores que mais contribuem com a sociedade do cansaço.
Fonte: Ferrari, Wanessa. A sociedade do cansaço é cada vez mais realidade. Como se blindar? https://consumidormoderno.com.br/sociedade-cansaco-blindar/[adaptado]. Acesso em: 23 out. 2025.
A partir do contexto apresentado no Texto I, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- O sentimento de exaustão constante relatado no texto está ligado à cobrança excessiva por produtividade e à busca por desempenho e positividade.
PORQUE
II- Segundo Byung-Chul Han, a sociedade contemporânea transformou o indivíduo naquele que se autoexplora em nome da performance e do sucesso.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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Leia o Texto III em seguida responda a questão.
Texto III

No último quadrinho, Armandinho lê:
“Júpiter em Gêmeos tem influência sobre você que tem ascendência em...”.
Observa-se a ocorrência de duas funções da linguagem: uma PREDOMINANTE e uma SECUNDÁRIA, embora intencional. Ambas são, respectivamente:
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Leia o Texto III em seguida responda a questão.
Texto III

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Leia o Texto III em seguida responda a questão.
Texto III

Acerca do texto, analise as seguintes assertivas:
I- A coerência do texto é construída a partir do mal-entendido em torno do significado do substantivo “mapa”.
II- Na pergunta “O que diz o mapa, filho?”, ocorre uma prosopopeia.
III- Do ponto de vista morfológico, o termo “filho” é um aposto.
É CORRETO o que se afirma em:
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Leia o Texto II e, em seguida, responda ao que se pede.
Texto II

Nas orações:
⋅ O fim de um namoro é como uma ferida.
⋅ No caso dela, [o fim de um namoro] é como uma gripe.
Ocorre, em ambas, a presença de uma mesma figura de linguagem, qual seja:
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Leia o Texto I e, em seguida, analise as assertivas.
Texto I

I- A informatividade colabora com a coerência do texto, pois o seu sentido está atrelado ao conhecimento do que era a Pangea.
II- Na tira, o fato de haver um dinossauro conversando com um ser humano não prejudica a aceitabilidade do texto.
III-
IV-
V-
É CORRETO o que se afirma em:
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Bortoni-Ricardo (2005, p. 36) argumenta: “Outro fator que recomenda o ensino da norma culta é a importância que este aprendizado tem na mobilidade social do indivíduo. Qualquer pessoa precisa dominar a variedade linguística de prestígio para poder ter acesso a níveis superiores de ensino e assim obter empregos bem remunerados”.
Fonte: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola Editorial, 2005 (Série Língua[gem]; v. 11).
Nesse contexto, é CORRETO afirmar que o ensino da norma culta é fundamental porque:
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Antunes (2014, p. 34) afirma que: “Os índices obtidos nos mais diferentes instrumentos de avaliação são contundentes: grande parte dos alunos que concluem o Ensino Fundamental não sabem ler nem escrever. Em algumas regiões do Brasil, esses índices são ainda mais altos. Esses dados são mostrados abertamente, e, nem assim, os programas escolares tiram de foco o ensino da gramática, que continua concentrando as aulas de português, em detrimento de outras que deveriam destinar-se a atividades de oralidade, leitura, análise e escrita de textos”.
Fonte: ANTUNES, Irandé. Gramática contextualizada: limpando “o pó das ideias simples”. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2014 (Série Estratégias de Ensino; v.49).
Considerando esse contexto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas.
I- A autora defende que o ensino de gramática seja abolido das aulas de português na Educação Básica.
PORQUE
II- Muitos alunos brasileiros egressos do Ensino Fundamental não sabem ler nem escrever por conta do foco que se atribui ao ensino de gramática nas aulas de português.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
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Baseado na concepção bakhtiniana de gêneros textuais como “um enunciado de natureza histórica, sociointeracional, ideológica e linguística relativamente estável ” (Marcuschi, 2011, p. 18, grifo do autor), o linguista assevera que “ precisamos da categoria de gênero para trabalhar com a língua em funcionamento com critérios dinâmicos, de natureza ao mesmo tempo social e linguística” (Marcuschi, 2011, p. 19, grifo do autor).
Fonte: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. KARWOSKI, Acir Mário; GAYDECZA, Beatriz; BRITO, Karim In: Siebeneicher (Orgs.).Gêneros textuais reflexões e ensino. 4. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2011(Série Estratégias de Ensino; v. 25).
Considerando esse contexto, analise as assertivas a seguir.
I- Um professor que em sala de aula trabalhe com textos orais ou escritos norteado por essa concepção de gêneros textuais leva em consideração não apenas a matéria linguística em si, mas também a acepção social, cultural, histórica, ideológica e discursiva dos textos.
II- O professor tem a consciência de que o ensino de Língua Portuguesa deve se centrar em textos, os quais materializam a língua em uso, e cada texto pertence a um determinado gênero textual.
III- A maneira adequada de trabalhar com textos em sala de aula é utilizá-los como fonte de frases para, a partir delas, empreender o estudo de gramática normativa.
É CORRETO o que se afirma em:
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De acordo com Soares (2012, p. 72, grifo da autora): “Aqueles que priorizam, no fenômeno do letramento, a sua dimensão social, argumentam que ele não é um atributo unicamente ou essencialmente pessoal, mas é, sobretudo, uma prática social: letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e de escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, valores e práticas sociais”.
Fonte: SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
Acerca do conceito de letramento e de sua abrangência, analise as assertivas abaixo.
I- Letramento é a denominação moderna de alfabetização.
II- O letramento revela que as práticas de leitura e escrita estão de tal maneira imbrincadas na vida em sociedade que estão presentes em praticamente todas as atividades humanas em uma cultura grafocêntrica, isto é, centrada na palavra escrita.
III- Para pegar um ônibus em um terminal, por exemplo, é preciso estar familiarizado com práticas de letramento específicas para esta atividade.
É CORRETO o que se afirma em:
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