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No estudo da psicopatologia e da saúde
mental, definir com precisão quais comportamentos ou vivências podem ser considerados “normais” é uma tarefa complexa, na
qual podem ser utilizados diferentes critérios, a depender dos objetivos e concepções
teóricas de profissionais e instituições. Por
exemplo, em determinados contextos, consideram-se anormais os fenômenos psíquicos pouco frequentes em uma população,
assim como os mais comuns, em termos
quantitativos, são considerados normais. Tal
critério denomina-se:
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O processo de adoecimento, especialmente em
doenças crônicas e incapacitantes, mobiliza
intensamente o aparelho psíquico do sujeito, exigindo
reestruturação das imagens de si, do corpo e do
futuro. Nesses casos, a adesão ao tratamento depende,
predominantemente, do grau de instrução do paciente
e da clareza técnica das orientações fornecidas pela
equipe médica, sendo secundária a influência das
condições subjetivas, culturais e relacionais que
estruturam sua vivência de doença e cuidado. A
Psicologia, nesse cenário, atua apenas como
facilitadora de comunicação entre médico e paciente.
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A escuta da criança e do adolescente em contextos
clínicos e institucionais, segundo os princípios do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), deve ser
conduzida com extrema sensibilidade às suas
possibilidades de expressão simbólica, respeitando
seus tempos psíquicos e evitando revitimizações. Tal
escuta requer do psicólogo não apenas domínio
técnico, mas também compreensão dos
atravessamentos sociais, afetivos e legais que
constituem a infância, sendo necessária articulação
com a rede de proteção e respeito ao protagonismo
infantil.
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A inserção do psicólogo em equipes
interdisciplinares de saúde exige, além de
competência técnica, uma postura relacional sensível
às lógicas de poder que perpassam as instituições e as
práticas profissionais. Entretanto, é aceitável que o
psicólogo adote uma postura neutra, restringindo-se à
aplicação de seu saber específico, sem implicar-se nas
decisões coletivas ou nos dilemas ético-clínicos que
envolvem os demais profissionais da saúde, uma vez
que sua função primordial é aplicar o conhecimento
psicológico de forma objetiva.
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No campo da Psicologia Social Crítica,
compreende-se que a promoção do bem-estar
psíquico e social não pode ser dissociada da análise
das estruturas de desigualdade que atravessam os
sujeitos e suas comunidades. Essa vertente propõe
uma prática comprometida com a transformação social, denunciando as condições opressoras que
geram sofrimento e propondo ações que vão além da
clínica individualizada. O psicólogo, nesse sentido,
atua como agente político, problematizando a
naturalização da exclusão e ampliando os sentidos de
cidadania, saúde e subjetividade.
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- Psicologia Social e ComunitáriaConceito, Histórico, Atuação e Objetos de Estudo da Psicologia Social
O debate epistemológico entre conhecimento
científico e conhecimento comum revela não apenas
distinções metodológicas, mas também implicações
ético-políticas sobre quais vozes e saberes são
validados nas práticas sociais. Na Psicologia,
especialmente em contextos de saúde pública, essa
tensão se expressa na dificuldade de acolher os
saberes populares e comunitários como fontes
legítimas de compreensão e intervenção sobre o
sofrimento psíquico. Assim, embora o conhecimento
científico se fundamente na objetividade e
sistematização, não é isento de valores e ideologias
que atravessam sua produção, tampouco é neutro em
suas aplicações.
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A psicoterapia de grupo, especialmente em
contextos hospitalares, oferece um espaço
privilegiado para a troca de experiências,
identificação mútua, construção coletiva de
significados e elaboração de angústias diante do
adoecimento. Contudo, sua eficácia é limitada à
medida em que os grupos tendem a gerar fusão
emocional, diluindo a singularidade dos participantes
e reforçando padrões de dependência grupal.
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A Reforma Psiquiátrica brasileira propõe uma
reestruturação do modelo de atenção em saúde
mental, centrando o cuidado no território, nas
relações afetivas e nos projetos de vida dos usuários.
Porém, tal proposta é vista como utópica por muitos
profissionais da saúde, que consideram os serviços
comunitários insuficientes frente à complexidade dos
quadros psiquiátricos graves, sendo preferível, nesses
casos, manter o hospital psiquiátrico como referência
principal de cuidado.
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A Reforma Psiquiátrica brasileira, orientada pela
lógica da desinstitucionalização, propõe não apenas o fechamento de hospitais psiquiátricos, mas uma
mudança paradigmática no cuidado em saúde mental,
centrada no território, na cidadania e na inclusão
social do sujeito em sofrimento psíquico.
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Reich, ao desenvolver suas ideias a partir da
psicanálise freudiana, propôs uma abordagem que
enfatizava o papel das couraças musculares como
defesas corporais que se cristalizam ao longo da
história do sujeito. Para ele, a energia libidinal
reprimida não apenas se manifestava simbolicamente,
mas se alojava no corpo, sendo necessário intervir
diretamente na estrutura muscular para liberar o fluxo
energético e restaurar a saúde psíquica.
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