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Com intuito de fazer uma crítica construtiva ao estatuto teórico e prático da psicologia da saúde em seu estágio atual de desenvolvimento, Marks constrói seu argumento a partir da análise de sete pontos:
1) a natureza derivativa de suas teorias; 2) a predominância do enfoque clínico; 3) o viés individualista; 4) a desvinculação das políticas sociais; 5) a falta de desenvolvimento de medidas adequadas; 6) o fracasso em lidar com as desigualdades; 7) a falta de treinamento apropriado para os psicólogos da saúde.
Spink, em seu livro Psicologia Social e Saúde – Práticas, saberes e sentidos, realiza o agrupamento dos sete tópicos de Marks em três pontos: 1) o viés individualista e consequente predominância do enfoque clínico; 2) a natureza derivativa de suas teorias e o fracasso no desenvolvimento de medidas apropriadas; 3) a falta de atenção às questões sociais, seja no que tange à contribuição às políticas públicas ou à questão das desigualdades sociais.
Todos os três pontos colocados por Spink, em seu conjunto, desembocam na questão final, o(a)
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“Falar da psicose ao invés de as psicoses é acentuar a psicose como uma estrutura clínica, uma estrutura que se revela no dizer do sujeito e que corresponde a um modo particular de articulação dos registros do real, simbólico e imaginário. É também acentuar que na psicose, assim como na neurose, trata-se da estrutura da linguagem, ou melhor, da relação do sujeito com o significante”. (Quinet)
Sobre as ideias apresentadas por Quinet em Teoria e Clínica da Psicose, aponte se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I Em 1894, Freud, no artigo “Psiconeuroses de defesa”, afirmava que existe na psicose uma espécie de defesa muito menos enérgica e eficaz que na neurose.
II A diferença entre paranoia e obsessão, porém, encontra-se no fato de que na paranoia as recriminações são projetadas no mundo exterior e na obsessão elas se mantêm no mundo interior.
III O objetivo da paranoia é rejeitar uma representação incompatível com o eu projetando seu conteúdo no mundo exterior, observando que a projeção é um mecanismo comum, não específico da paranoia, onde é utilizada apenas como defesa.
IV Na esquizofrenia chama-nos a atenção dois tipos de fenômenos: as alucinações, ou seja, as vozes, e as manifestações corporais de toda ordem.
As afirmativas I, II, III e IV são, respectivamente,
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“Em outras palavras: a entrevista é um processo de entrega psicoemocional entre duas pessoas baseado num sistema de comunicação entre cliente e psicoterapeuta no qual o cliente revela aspectos íntimos de sua vida, percebidos como perturbadores de seu equilíbrio afetivo-emocional, e espera, por meio do processo psicoterapêutico, readquirir seu bem-estar e normalidade”. (Ponciano)
Segundo Ponciano, a operacionalização de uma entrevista poderá seguir alguns diferentes caminhos:
I Aquele psicométrico, baseado em testes, pesquisas, controle estatístico-matemático. Nesse enfoque psicométrico, o entrevistador manterá sua postura básica de encontro, usando, porém, uma série de instrumentos predeterminados, não só como forma de contato, mas como instrumento de conhecimento. O entrevistador dificilmente conseguirá aprofundar a relação em si, permanecendo o encontro mais formal e informativo do que criativo e transformador.
II Aquele psicodinâmico, baseado em um psicodiagnóstico da personalidade, construído por meio de testes projetivos e da análise das forças internas mentais que formam os diversos focos neuróticos do cliente. Nesse enfoque psicodinâmico, a relação poderá ser mais aprofundada, pois o entrevistador conta com mais espaço para fazer perguntas e conduzir a situação de maneira livre. A situação perde um pouco do aqui e agora, por estar mais baseada no passado como explicação do presente, e se volta para uma relação tipo causa-efeito, linear, essencialista, na qual a subjetividade, tanto do cliente quanto do psicoterapeuta, poderão dificultar uma maior fluidez da comunicação e sua concretude.
III Aquele fenomenológico, baseado sobretudo nos processos neuróticos causados pela relação pessoa-ambiente, ou seja, pela psicopatologia da cultura como ocasião ou causa dos distúrbios do indivíduo. Nesse enfoque fenomenológico, a entrevista caminha para utilizar toda uma relação ambiente-organismo na compreensão da comunicação. Todos os dados são úteis e importantes, ainda que aqui e agora não se saiba para onde caminham. A entrevista ganha em soltura, fluidez e, ao mesmo tempo, torna-se mais complexa, exigindo prática do entrevistador para analisar e compreender os dados.
Dos itens acima mencionados, está(ão) correto(s), apenas
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A terapia comportamental (TC) baseia-se nas teorias e nos princípios da aprendizagem para explicar o surgimento, a manutenção e a eliminação dos sintomas. Entre esses princípios, evidenciam-se:
I o condicionamento clássico.
II o condicionamento operante.
III a aprendizagem social.
Ordenando de cima para baixo, os princípios contidos nas afirmativas I, II e III são, respectivamente, relacionados aos autores
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Em seu escrito Psicoterapia Breve Integrada, Lemgruber destaca que
I as raízes da psicoterapia breve de orientação psicodinâmica são encontradas nos trabalhos pioneiros de S. Freud.
II a chamada técnica ativa proposta pelo psicanalista húngaro Sándor Ferenczi trouxe significativa contribuição para a psicoterapia breve.
III o advento das terapias cognitivas e comportamentais não pode ser considerado como fator explicativo da tendência em direção ao campo das psicoterapias breves.
IV a pressão pela diminuição de custo exercida pelas companhias de seguro saúde e pelas empresas que, mesmo dando cobertura aos seus funcionários, limitam o atendimento psicoterápico a um número determinado de consultas, pode ser visto como fator explicativo da tendência em direção às terapias de curto prazo.
Dos itens mencionados anteriormente, estão corretos, apenas
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Em relação à Experiência Emocional Corretiva (E.E.C.) avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I Para encorajar a E.E.C., o terapeuta assume intencionalmente uma atitude similar daquela pessoa que participou do conflito original.
II O terapeuta em psicoterapia breve deve procurar facilitar a E.E.C., tentando fazer o paciente revivenciar situações emocionais intoleráveis no passado.
III O Protótipo da E.E.C. foi colocado por Alexander e French como sendo a experiência clássica do personagem Jean Valjean, da obra literária de Victor Hugo, Os Miseráveis, escrita em 1862.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente,
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Sobre psicopatologia, considere as afirmações:
I é o ramo da ciência que trata da natureza essencial da doença ou transtorno mental – suas causas, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de manifestação.
II todo estudo psicopatológico segue a rigor os ditames de uma “ciência sensu strictu”.
III em acepção mais ampla, pode ser definida como o conjunto de conhecimentos referentes ao adoecimento mental do ser humano.
IV é um conhecimento que se esforça por ser sistemático, elucidativo e desmistificante.
V tem boa parte de suas raízes na tradição médica (na obra dos grandes clínicos e alienistas do passado, sobretudo dos séculos XVIII até o presente).
Dos itens acima mencionados, estão corretos, apenas
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