Brites & Barroco (2022), ao refletirem sobre a ética profissional
e demandas institucionais, elencam uma série de demandas
conservadoras dirigidas ao trabalho profissional, dentre elas,
as que: “pretendem conferir ao exercício profissional a
perspectiva do controle sobre os comportamentos e modo de
vida das (os) usuárias (os) dos serviços; pretendem
subalternizar o trabalho da (o) assistente social a
procedimentos e avaliações de outras profissões mais
valorizadas socialmente, como no caso do saber médico na
área da saúde, ou mesmo a decisões de gestores que
contrariam garantias constitucionais¬ ¬ e legislações sociais;
não reconhecem e desrespeitam as competências e as
atribuições privativas da profissão (...)” (p. 231). Nessa
conjuntura, as autoras afirmam que a realização objetiva da
ética profissional demanda, necessariamente,
Matos, Santos, Araújo (2024) discorrem sobre uma das causas
de mortalidade materna: o abortamento inseguro no país,
sendo as maiores vítimas mulheres negras e indígenas, e
ressaltam: “Não podemos perder de campo de análise a
necessidade de consolidar o direito constitucional do Sistema
Único de Saúde (SUS), pois os direitos das mulheres, meninas
e demais pessoas que gestam têm sido constantemente
negados quando se diz respeito aos direitos reprodutivos (...)”
(p.17). Mencionam que esses direitos negados se expressam
por variadas questões, dentre elas
Santos (2012), ao considerar o desemprego como expressão
do mecanismo básico da reprodução da “questão social”
resultante da lei geral de acumulação capitalista, evidencia a
transversalidade que o desemprego opera no conjunto das
expressões da “questão social”. Nesse sentido, a autora
compreende, como particularidades do desemprego e da
“questão social” no Brasil, a
“O projeto privatista vem requisitando ao assistente social,
entre outras demandas, a seleção socioeconômica dos
usuários, atuação psicossocial por meio de aconselhamento,
ação fiscalizatória aos usuários dos planos de saúde,
assistencialismo por meio da ideologia do favor e predomínio
de práticas individuais. Entretanto, o projeto da reforma
sanitária vem apresentando como demandas que o assistente
social trabalhe as seguintes questões: democratização do
acesso as unidades e aos serviços de saúde; estratégias de
aproximação das unidades de saúde com a realidade;
trabalho interdisciplinar; ênfase nas abordagens grupais;
acesso democrático às informações e estímulo à participação
popular.” (CFESS, 2010, p.26).
Diante da semelhança entre o Projeto Ético-Político do Serviço
Social e o projeto da Reforma Sanitária, a atuação competente
e crítica do/a assistente social na área da saúde consiste em
Qual o papel da orientação e do acompanhamento nos
processos socioassistenciais?
“Historicamente, orientação e acompanhamento são termos
largamente utilizados pelos assistentes sociais, como
executores terminais das políticas sociais, para referenciar um
arco bastante grande de ações profissionais que se
desenvolvem em diversos espaços sócio-ocupacionais.
Considera-se que a orientação e o acompanhamento,
tradicionalmente vinculados ao atendimento de demandas
singulares de indivíduos, grupos e famílias, configuram-se
como ações socioeducativas que se desenvolvem nos
processos socioassistenciais e que se articulam
organicamente com os processos de planejamento e gestão e
com os processos político-organizativos.” (Mioto, 2009, p.1).
Qual o papel da orientação e do acompanhamento nos
processos socioassistenciais?
Ao compreendermos a família para além da sua estrutura
relacional e inscrita em um contexto abrangente, identificamos
que aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais
atravessam o compartilhamento de sua vida cotidiana,
conforme nos ensina Mioto (2010) em seu texto “Família,
trabalho com famílias e Serviço Social.”
Assinale a alternativa que apresenta a intervenção adequada
com as famílias no âmbito do Serviço Social.
No texto “Processos de trabalho e documentos em Serviço
Social: reflexões e indicativos relativos à construção, ao
registro e à manifestação da opinião técnica”, Fávero, Paiva e
Oliveira (2020) explicam a importância dos registros após a
realização do estudo social, pois evidenciam, de forma direta
ou indireta, as dimensões sociais, políticas e culturais na
apreensão de dada realidade.
Assinale a alternativa que elucida corretamente as possíveis
formas de registro em matéria de serviço social.
No texto “Teletrabalho e Teleperícia: orientações para
assistentes sociais no contexto da pandemia” (CFESS, 2021),
os autores refletem acerca das estratégias de trabalho
desenvolvidas durante a Pandemia de COVID-19 que
objetivaram garantir o isolamento social necessário à sociedade
naquele período e impuseram aos trabalhadores que se
apropriassem das tecnologias de informação e comunicação
(TICs) fora do ambiente da instituição empregadora, de modo
que o teletrabalho acabou se tornando uma realidade.
Diante disso, assinale a alternativa que apresenta quais as
consequências dessa tendência na forma em que o trabalho
profissional está se organizando na atualidade.
“Desse modo, o racismo e as condições de vida dessas
mulheres impossibilitavam que vivessem a maternidade, pois
o desespero por não ver seus filhos e filhas sob as mesmas
condições desumanas, por vezes, prevalecia, mesmo que
isso custasse também suas próprias vidas. As desigualdades
operadas pelo sistema do capital em nível internacional e as
apropriações que ele faz do patriarcado e do racismo são
expressas na vida sexual e reprodutiva das mulheres,
aprofundando a dimensão da opressão e da exploração sobre
elas. Assim, para nós, compreender as determinações
materiais e subjetivas das mulheres (e de diferentes mulheres,
em contextos diversos) é imprescindível para se pensar a
questão do aborto.” (Cisne, Cavalcante de Oliveira, Castro,
2018, p. 456).
Segundo as autoras, o aborto, por vezes, tem sido a única
alternativa diante de gravidezes indesejadas, com as
mulheres recorrendo a métodos inseguros que podem resultar
em diversas complicações na sua vida e saúde reprodutiva.
Além disso, a realidade do aborto inseguro no país e no
mundo é um retrato das desigualdades de sexo, raça/etnia e
classe, de modo que a criminalização do aborto atinge mais
diretamente um grupo em específico, aumentando, assim, a
discriminação social e aprofundando a “questão social”.
Ainda de acordo com as autoras, os abortos inseguros
O combate ao preconceito é uma prerrogativa no âmbito do
exercício profissional, seja porque o Código de Ética
Profissional é enfático a esse respeito, seja porque as
diretrizes teórico-metodológicas questionam a ideologia
dominante que, por sua vez, nega a razão crítica. Contudo, o
enfretamento ao preconceito também se faz necessário, pois