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3547922 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Leia os dois trechos das músicas a seguir. O primeiro é a versão original da música “Mulheres”, de Toninho Geraes, e o segundo é uma adaptação da música, realizada por Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.

I.
Nós somos mulheres de todas as cores De várias idades, de muitos amores Lembro de Elza Soares, mulher fora da lei Lembro Marielle, valente e guerreira De Chica Da Silva, Toda Mulher Brasileira Crescendo oprimida pelo patriarcado Meu corpo, minhas regras, agora mudou o quadro Mulheres cabeça e muito equilibradas Ninguém está confusa, não te perguntei nada São elas por elas Escute este samba que eu vou te cantar Eu não sei por que eu tenho que ser a sua felicidade Não sou a sua projeção, você é que se baste Meu bem, amor assim eu quero longe de mim Sou Mulher, sou dona do meu corpo e da minha vontade Fui eu que descobri poder e liberdade
Adaptado de: Música “Nós somos mulheres. Samba que elas querem” de Doralyce Ferreira e Silvia Duffrayer.

II.
Já tive mulheres de todas as cores De várias idades, de muitos amores Com umas até certo tempo fiquei Pra outras apenas um pouco me dei Já tive mulheres do tipo atrevida Do tipo acanhada, do tipo vivida Casada carente, solteira feliz Já tive donzela e até meretriz Mulheres cabeça e desequilibradas Mulheres confusas, de guerra e de paz Mas nenhuma delas me fez tão feliz Como você me faz Procurei em todas as mulheres a felicidade Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Adaptado de: Música “Mulheres” de Toninho Geraes

Analise as afirmativas a seguir relacionadas ao procedimento de adaptação da versão original do samba.

I. Apropria-se de um elemento cultural que reforça papéis de gênero com o objetivo de questioná-lo e reformulá-lo de acordo com os interesses e os desejos de um grupo social.
II. Plagia uma expressão cultural ao reproduzir fielmente seu conteúdo sem fazer a devida atribuição de autoria.
III. Rejeita o estilo musical do samba que frequentemente perpetua a sexualização da mulher, representando-a como objeto de desejo masculino.

Está correto o que se afirma em
 

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3547921 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Observe o gráfico a seguir.

Enunciado 4166395-1

Fonte: https://www2.ufjf.br/noticias/2022/06/21/cotistas-sao-47-na-ufjfpercentual-de-negros-triplica-em-dez-anos/

O gráfico apresenta a avaliação da população brasileira sobre o sistema de cotas em 2022. A maioria dos entrevistados (50%) se mostrou a favor, enquanto 34% foram contra. Além disso, 12% não souberam responder e 3% se declararam indiferentes.

Com base na análise do gráfico, é possível afirmar que as políticas das cotas sociorraciais nos ambientes universitários, enquanto políticas afirmativas,

 

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3547920 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Leia o trecho a seguir.

Sociologicamente, o importante é compreender que a posição particular que os pobres assistidos ocupam não impede sua integração no Estado, como membros de uma unidade política total. Apesar de sua situação em geral tornar sua condição individual um fim externo ao ato de assistência, e, por outro lado, um objeto inerte, destituído de direitos nos objetivos gerais do Estado, que parecem colocar os pobres fora do Estado, eles estão ordenados de forma orgânica no interior deste. Em princípio, aquele que recebe uma esmola dá também alguma coisa; há uma difusão de efeitos indo dele ao doador e é precisamente o que converte a doação em uma interação, em um acontecimento sociológico.

Adaptado de: SIMMEL, Georg. Les pauvres. Paris: Presses Universitaires de France, 1998, p.55-56.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor entende a pobreza através
 

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3547919 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Assinale a afirmativa que descreve corretamente os estudos de gênero como categoria analítica para estudos sociológicos.
 

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3547918 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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A história de vida é uma daquelas noções do senso comum que entram de contrabando no universo acadêmico; primeiro, sem tambor nem trompete, pelos etnólogos; depois, mais recentemente, e não sem estrondo, entre os sociólogos. Falar de história de vida é pressupor pelo menos, e isto não é pouco, que a vida é uma história e uma vida é inseparavelmente o conjunto de acontecimentos de uma existência individual concebida como uma história e o relato desta história. O mundo social, que tende a identificar a normalidade com a identidade, entendida como constância de si mesmo de um ser responsável, ou seja, previsível ou, no mínimo, inteligível, à maneira de uma história bem construída, dispõe de todos os tipos de instituições de totalização e de unificação do eu.
Os acontecimentos biográficos são definidos como muitos posicionamentos e deslocamentos no espaço social, ou seja, mais precisamente, nos diferentes estados sucessivos da estrutura de distribuição das diferentes espécies de capital envolvidas em dado campo

Adaptado de: BOURDIEU, Pierre. L’illusion biographique. In: Actes de la recherche en sciences sociales. Vol. 62-63, 1986.

Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que, segundo o autor, o sociólogo, ao estudar biografias, deve
 

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3547917 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Leia o trecho a seguir.

Embora os rolos – no qual os filmes residem enquanto potência fílmica – sejam palpáveis, o filme em si não é. Não pode ser tocado, tampouco visto sem que seja projetado. À medida que o projetor roda, dando às gravações velocidade suficiente para gerar a ilusão do movimento, cabe aos espectadores, sem tempo para fixar o olhar e o entendimento em um ou outro aspecto determinado da sequência de imagens que lhe é mostrada, juntar algumas impressões do que acaba de ser visto para formatar um ponto de vista ou uma interpretação. Tanto o que faz “eleger” alguns dentre os incontáveis sinais possíveis como os mais significativos de um filme quanto o modo como os interpreta não pode ser desvinculado de seus desejos e conhecimentos prévios. Em outras palavras, o processo não é desvinculado das particularidades daquele que o vê, de sua memória e de seu saber.

Adaptado de: NASCIMENTO, Nayara. Amor em telas – amor e tecnologia digital em filmes dos anos 2010. Tese de doutorado em Sociologia da Universidade de São Paulo, 2022, p. 21.

Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a compreensão sociológica da autora sobre o ato de consumir produções audiovisuais.
 

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3547916 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Assinale a afirmativa que descreve corretamente o conceito de Estado Democrático de Direito.
 

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3547915 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Analise as afirmativas a seguir sobre o materialismo histórico.

I. O materialismo histórico é uma tradição de pensamento idealista, que tem como objetivo a subversão da ordem social vigente.
II. O materialismo histórico-dialético entende as classes sociais como opostas, reconhecendo sua relação dialética desde os primórdios da humanidade.
III. O materialismo histórico possui um caráter científico, visando compreender a sociedade a partir de sua realidade concreta.

Está correto o que se afirma em
 

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3547914 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Leia o trecho a seguir.

O Estado é uma ilusão bem fundamentada, uma realidade que existe essencialmente porque acreditamos que ela existe. Esta realidade ilusória, mas validada coletivamente por meio do consenso, é o lugar para o qual somos remetidos quando recuamos em vários fenômenos, como títulos acadêmicos, títulos profissionais ou o calendário. Recuando cada vez mais, chegamos a um ponto que é a origem de tudo isso. Esta realidade misteriosa existe por seus efeitos e pela crença coletiva em sua existência, que é o princípio desses efeitos. Não se pode tocá-la com as mãos ou tratá-la da maneira que um agente da tradição marxista faria, dizendo: "O Estado faz isso", "O Estado faz aquilo". Poderia citar quilômetros de textos nos quais a palavra "Estado" aparece como sujeito das ações. Trata-se de uma ficção perigosa que nos impede de pensar o Estado. Portanto, como advertência, eu diria: cuidado, todas as frases que têm o Estado como sujeito são frases teológicas, o que não significa que sejam falsas, pois o Estado é uma entidade teológica, ou seja, uma entidade que existe devido à crença.

Adaptado de: BOURDIEU, Pierre. Sobre el Estado. Cursos en el Collège de France (1989-1992). Barcelona: Anagrama, 2014, pp. 15-16.

Com base na leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir e assinale a (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) O autor descreve o Estado como uma realidade fictícia, sustentada por ideias preconcebidas e construídas socialmente, cuja existência é validada coletivamente pela crença das pessoas.
( ) O autor afirma que a materialidade do Estado decorre de suas ações concretas como sujeito histórico, capaz de alterar dinâmicas sociais.
( ) O autor considera que as manifestações do Estado não têm fundamento sólido, sendo ele uma ficção e vez de uma realidade.

Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
 

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3547913 Ano: 2025
Disciplina: Sociologia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
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Leia o trecho a seguir.

A discussão sobre interseccionalidade tem ocupado um espaço importante na pesquisa de gênero. O reconhecimento de que formas sexuais de injustiça são, por um lado, análogas e, por outro, empiricamente entrelaçadas com outras formas de injustiça - como as relacionadas a "raça", etnia e religião - encontra nesse conceito sua expressão teórica. Tanto racismos quanto sexismos podem ser entendidos como fenômenos complexos de poder que operam no contexto de atribuição de diferenças categoriais. Mesmo que não seja sempre necessariamente assim, eles frequentemente funcionam por meio de referências a características corporais e, portanto, por meio de referências a supostas certezas biológicas. É por isso que atribuições de diferença de cunho racista ou sexista são geralmente atribuições de diferenças naturalizadas que exigem validade atemporal ou pelo menos por longos períodos. Nesse sentido também as formas racistas e sexistas de poder são diferentes daquelas que operam vinculadas a relações de classe ou de produção.

Adaptado de: KERNER, Ina. Tudo é interseccional? Sobre a relação entre racismo e sexismo. Novos estud. CEBRAP (93), 2012, pp. 45- 46.

Assinale a afirmativa que descreve corretamente a interpretação da autora sobre as abordagens interseccionais nos estudos sociológicos.
 

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