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O espaço também é tratado como um fato da natureza, “naturalizado” através da atribuição de sentidos cotidianos comuns. Sob certos aspectos, mais complexo do que o tempo – tem direção, área, forma, padrão e volumo como principais atributos, bem como distância – o espaço é tratado tipicamente como um atributo objetivo das coisas que pode ser medido e, portanto, apreendido. Reconhecemos que a nossa experiência subjetiva pode nos levar a domínios de percepção, de imaginação, de ficção e de fantasia que produzem espaços e mapas mentais como miragens da coisa supostamente “real”. Sob a superfície de ideias do senso comum e aparentemente “naturais” acerca do tempo e do espaço, ocultam-se territórios de ambiguidade, de contradição e de luta. Os conflitos surgem não apenas de apreciações subjetivas admitidamente diversas, mas porque diferentes qualidades materiais objetivas do tempo e do espaço são consideradas relevantes para a vida social em diferentes situações. Importantes batalhas também ocorrem nos domínios da teoria, bem como da prática, científica, social e estética. O modo como representamos o espaço e o tempo na teoria importa, visto afetar a maneira como nós e os outros interpretamos e depois agimos com relação ao mundo.
Adaptado de: HARVEY, David. A condição pós-moderna. Uma pesquisa sobre as Origens da Mudança Cultural. São Paulo: Edições Loyola, 1992, pp. 188 – 190.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor
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- Teorias Sociológicas e AutoresSociologia ClássicaMax WeberMax Weber e a Ação Social
- Relação entre Indivíduo e Sociedade
I. Ação social afetiva refere-se a condutas impulsionadas por sentimentos e paixões, como aquelas reações espontâneas, não racionalizadas, que ocorrem na impulsividade do instante.
II. Ação social tradicional refere-se a comportamentos moldados por desejos e identidades individuais, com uma percepção consciente de suas motivações.
III. Ação social racional refere-se a comportamentos planejados, que são orientados para obtenção de uma finalidade específica.
Está correto o que se afirma em
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Quando se traduz o substantivo "tempo" com sua forma verbal e se estuda o problema da determinação do tempo, logo se percebe que não se podem separar completamente as determinações dos acontecimentos sociais e dos fatos físicos. Com a evolução das medições humanas do tempo, aumenta a relativa autonomia da determinação social do tempo em relação à medição do tempo dos fatos não humanos; sua vinculação se tornou mais indireta, mas nunca desapareceu, sendo na verdade indissolúvel. Por muito tempo, entretanto, as exigências sociais humanas impulsionaram a determinação do tempo através dos astros. Podemos demonstrar sem muita dificuldade que a evolução da determinação natural do tempo foi e continuou dependente do desenvolvimento das exigências sociais humanas, embora tenha sempre havido influências recíprocas.
Adaptado de ELIAS, Norbert. Sobre el tiempo. México: Fondo de Cultura Económica, 2010, p. 66.
A partir da interpretação de Norbert Elias, é correto afirmar que
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( ) O sociólogo deve tratar os fatos sociais como coisas.
( ) O sociólogo deve analisar os fatos sociais, guiando-se pela sua própria subjetividade.
( ) O sociólogo deve se estudar os fatos sociais, se afastando sistematicamente todas as preconcepções.
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Ulrich Beck, caracterizando o que chama de “modernidade reflexiva”, discorre acerca do papel desempenhado pela ciência quanto à produção de conhecimentos concernentes aos riscos acarretados por essa forma de modernidade.
Sobre o papel da ciência conforme Beck, analise as afirmativas a seguir:
I. A crescente cientificização ocasionou indistinções entre ciência e política, as quais perpassam todas as esferas da vida social.
II. As contestações à autoridade científica foram decisivas para a sua obsolescência na “modernidade reflexiva”.
III. A racionalidade científica tornou-se imune a críticas, porquanto seja uma forma socialmente legítima de produzir verdades.
IV. Embora cada vez mais necessária, a ciência se torna cada vez menos suficiente para a definição socialmente vinculante de verdade.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Zygmunt Bauman faz a defesa da relevância da sociologia para o mundo contemporâneo, no bojo das transformações que originaram a chamada “modernidade líquida”.
Considerando o posicionamento de Bauman, analise as afirmativas abaixo e classifique V, para as sentenças verdadeiras, e F, para as falsas.
( ) Embora diagnosticar as “doenças” da sociedade não seja o mesmo que “curá-las”, a falta de diagnósticos favorece tais “doenças”.
( ) O trabalho sociológico deve ter por objetivo reduzir ou mesmo eliminar a miséria humana.
( ) Os sociólogos podem optar por uma forma descomprometida de fazer sociologia.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Leia o trecho a seguir:
“É enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e de conhecimento que os “sistemas simbólicos” cumprem a sua função política de instrumentos de imposição ou de legitimação da dominação, que contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica) dando reforço da sua própria força às relações de força que as fundamentam e contribuindo assim, segundo a expressão de Weber, para a ‘domesticação dos dominados’.”
(BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001, p. 11.)
Segundo Pierre Bourdieu, a chamada “violência simbólica”
I. ocorre pela imposição de normas, crenças e valores por parte de uma estrutura de poder dominante.
II. acaba por ser internalizada pelos oprimidos, moldando visões de mundo e comportamentos.
III. tem no uso da linguagem - mediante sistemas de significados e símbolos - sua principal forma de disseminação.
IV. caracteriza-se pela ostensividade, não se diferenciando, nesse aspecto, da violência física.
Estão corretas as afirmativas
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Leia o fragmento a seguir:
“Mostra-se nesse trabalho como o recurso às queimadas deve parecer aos colonos estabelecidos em mata virgem, de uma tão patente necessidade que não lhes ocorre, sequer, a lembrança de outros métodos de desbravamento. Parece-lhes que a produtividade do solo desbravado e destocado sem auxílio do fogo não é tão grande que compense o trabalho gasto em seu arroteio, tanto mais quanto são quase sempre mínimas as perspectivas de mercado próximo para a madeira cortada”.
(HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, Edição comemorativa 70 anos, 2006 - p. 59.)
O autor alude a uma prática recorrente no estabelecimento das áreas rurais do território brasileiro, denominando-a por persistência da lavoura de tipo
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