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A Declaração de Independência, a Assembleia Nacional Constituinte, os conflitos com os portugueses e as lutas populares não conseguiram lançar o país a um patamar mais avançado da história. As campanhas e os escritos de José Bonifácio, Bernardo Pereira de Vasconcelos, Frei Caneca e outros, bem como as revoltas e revoluções populares em diversas partes do país, não provocaram a abolição do regime de trabalho escravo, a Proclamação da República, o estabelecimento de garantias democráticas.
(Ianni, 1994. Adaptado)
Segundo Octavio Ianni, depois da Declaração da Independência, ocorreram
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É contínua e reiterada a reflexão sobre aspectos fundamentais e secundários da sociedade nacional. As controvérsias entre grupos, classes, movimentos sociais, partidos políticos e correntes de opinião pública, compreendendo intelectuais, artistas e líderes, mantêm sempre em aberto os dilemas do presente, das relações entre o passado e o presente, das possibilidades do futuro. Nas conjunturas críticas, no entanto, quando ocorrem rupturas estruturais mais ou menos amplas ou mesmo revoluções, a nação ó levada a pensar-se de novo, de modo mais abrangente, original ou recorrente.
(Ianni, 1994. Adaptado)
Para Octavio Ianni, os diferentes modos pelos quais a nação pensa a respeito de si mesma depois de rupturas estruturais têm um elemento em comum:
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A visão da sociedade ideal para os positivistas ortodoxos era comunitária e incorporadora. Em menor escala, o modelo liberal poderia também incluir exigências de ampliação da participação popular. O extravasamento das visões de república para o mundo extraelite, ou as tentativas de operar tal extravasamento, diante da nula participação popular na proclamação, não poderia ser feito por meio do discurso, inacessível a um público com baixo nível de educação formal.
(Carvalho, 2017. Adaptado)
Segundo José Murilo de Carvalho, o mencionado extravasamento das visões de república ocorreu
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Na obra intitulada Vida para o consumo, Zigmunt Bauman (2022) apresenta e problematiza a “síndrome cultural consumista”, que ele considera um desvio seminal que congrega diferentes impulsos, intuições, propensões e modos de vida, sendo drasticamente distinta da síndrome cultural que a precedeu, qual seja, a “síndrome cultural produtivista”.
Para Bauman (2022), a “síndrome cultural consumista” caracteriza-se por
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Hoje em dia, deficit de poder e recursos afligem a maioria dos Estados-nação que luta para desempenhar a contento a tarefa da comodificação – deficit causados pela exposição do capital nativo à competição cada vez mais intensa resultante da globalização dos mercados de capitais, trabalho e mercadorias, e pela difusão planetária das modernas formas de produção e comércio, assim como dos deficit provocados pelos custos, em rápido crescimento, do “Estado de bem-estar social”, esse instrumento supremo e talvez indispensável da comodificação do trabalho.
A comodificação a que se refere Bauman (2022) no excerto é um fenômeno contemporâneo que permite
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Uma vez que finquem seus pés numa escola ou numa comunidade, seja ela física ou eletrônica, os sites de “rede social” se espalham à velocidade de uma “infecção virulenta ao extremo”. Com muita rapidez, deixaram de ser apenas uma opção entre muitas para se tornarem o endereço padrão de um número crescente de jovens, homens e mulheres. Obviamente, os inventores e promotores das redes eletrônicas tocaram uma corda sensível – ou num nervo exposto e tenso que há muito esperava o tipo certo de estímulo. Eles podem ter motivos para se vangloriar de terem satisfeito uma necessidade real, generalizada e urgente.
(Bauman, 2022. Adaptado)
Qual seria, segundo Bauman, a necessidade suprida pelas redes sociais digitais?
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O sistema de metabolismo social do capital nasceu como resultado da divisão social que operou a subordinação estrutural do trabalho ao capital. Não sendo consequência de nenhuma determinação ontológica inalterável, esse sistema de metabolismo social é o resultado de um processo historicamente constituído. Os seres sociais tornaram-se mediados entre si e combinados dentro de uma totalidade social estruturada, mediante um sistema de produção e intercâmbio estabelecido. Um sistema de mediações de segunda ordem sobredeterminou suas mediações primárias básicas, suas mediações de primeira ordem.
(Antunes, 2009)
Segundo Ricardo Antunes, é característica das mediações de primeira ordem dos seres humanos:
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Particularmente nas últimas décadas, a sociedade contemporânea vem presenciando profundas transformações, tanto nas formas de materialidade quanto na esfera da subjetividade, dadas as complexas relações entre essas formas de ser e existir da sociabilidade humana. A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mutações no interior do mundo do trabalho.
(Antunes, 2009)
A mutação a que se refere Ricardo Antunes no excerto é
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Depois de descrever a sociologia da autoridade carismática na obra Ensaios de Sociologia, Max Weber argumenta que: “É destino do carisma, sempre que chega às instituições permanentes de uma comunidade, dar lugar aos poderes da tradição ou da socialização racional. Esse desaparecimento do carisma indica, geralmente, a decrescente importância da ação individual” (1982).
Qual é, segundo Weber, a força que diminui a importância da ação individual mais irresistível?
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Como aponta Max Weber em seus Ensaios de Sociologia, a burocracia moderna envolve modos específicos de funcionamento. Para ele: “Os princípios da hierarquia dos postos e dos níveis de autoridades significam um sistema firmemente ordenado de mando e subordinação, no qual há uma supervisão dos postos inferiores pelos superiores” (1982).
Segundo Weber (1982), tal ordenamento permite, em especial,
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