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Em geral, entendemos por “poder” a possibilidade de que um homem, ou um grupo de homens, realize sua vontade própria em uma ação comunitária até mesmo contra a resistência de outros que participam da ação.
(Weber, 1982)
Considerando sua caracterização de “poder”, qual seria a relação, segundo Max Weber, entre o poder político e os fatores econômicos?
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Para que o Estado exista, os dominados devem obedecer à autoridade alegada pelos detentores do poder. Quando e por que os homens obedecem? Sobre que justificação íntima e sobre quais meios exteriores repousam esse domínio?
(Weber, 1982. Adaptado)
Max Weber aponta que, dentre as justificações básicas de tal domínio, encontra-se
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Se uma república for pequena, ela será destruída por uma força estrangeira; se for grande, será destruída por um vício interior. Este duplo inconveniente infecta igualmente as democracias e as aristocracias, sejam elas boas ou más. O mal está na própria coisa; não há nenhuma forma que a possa remediar. Assim, parecia muito provável que os homens fossem afinal obrigados a viver sob o governo de um só, se não tivessem imaginado uma forma de constituição que possui todas as vantagens internas do governo republicano e a força externa da monarquia.
(Montesquieu, 2000. Adaptado)
Segundo Montesquieu, a forma de governo que possui as vantagens da república e da monarquia, sem reproduzir suas desvantagens, é a
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O luxo é sempre proporcional à desigualdade das fortunas. Se, num Estado, as riquezas são igualmente divididas, não haverá luxo, pois o luxo está baseado nas comodidades que obtemos com o trabalho dos outros. O luxo também é proporcional ao tamanho das cidades, e principalmente da capital; de forma que ele está na razão composta das riquezas do Estado, da desigualdade das fortunas dos particulares e do número de homens que se reúnem em certos lugares. Quanto maior o número de homens reunidos, mais vãos eles se tornam e sentem nascer dentro de si a vontade de se singularizar por meio de pequenas coisas.
(Montesquieu)
Considerando os apontamentos de Montesquieu, o luxo
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As leis da educação são as primeiras que recebemos. E, como elas nos preparam para sermos cidadãos, cada família particular deve ser governada no mesmo plano da grande família que compreende todas. Se o povo em geral tem um princípio, as partes que o compõem, isto é, as famílias, também o terão. As leis da educação serão, portanto, diferentes nas monarquias, nas repúblicas e no despotismo.
(Montesquieu, 2000)Para Montesquieu, as leis da educação em estados despóticos deverão cultivar
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Quando, em uma república, o povo em conjunto possui o poder soberano, trata-se de uma Democracia. Quando o poder soberano está nas mãos de uma parte do povo, chama-se uma Aristocracia. O povo, na democracia, é, sob certos aspectos, o monarca; sob outros, é súdito.
(Montesquieu, 2000)Segundo o autor, o poder soberano do povo está condicionado
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Uma das primeiras qualidades que o “olhar sociológico” supõe é uma capacidade de descrição e de narração daquilo que é possível observar diretamente (paisagens, lugares, ambientações, objetos, personagens, maneiras de falar ou de fazer), quando estamos armados de nossos sentidos e de nossas categorias de percepção do mundo social. A descrição e a narração de cenas observadas são, portanto, a ocasião de aprender a nomear as coisas, a discriminar as situações, a designar gestos, mímicas ou atitudes. É também a ocasião de mostrar que os comportamentos individuais não se compreendem de maneira isolada, mas sempre “em relação a”, “em reação frente a”, “em interação com”, outros elementos do contexto (outros indivíduos, objetos, palavras ou gestos).
(Lahire, 2014. Adaptado)
Segundo Bernard Lahire, o “olhar sociológico” permite ao professor/pesquisador descrever adequadamente a realidade observada a partir de sua
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Ao discutir a possibilidade de o ensino de Sociologia ser introduzido desde o ensino fundamental, Bernard Lahire levanta a seguinte pergunta: “Pelo seu conteúdo e sua forma, essas ciências sociais não seriam intrinsecamente voltadas a intervir apenas ao nível de uma formação superior?
(2014. Adaptado)
Segundo o autor, a resposta a essa interrogação é a de que
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Contra as injunções multiformes de produção de um “saber útil”, os cientistas sempre lutaram pela “curiosidade gratuita” ou a “pesquisa da verdade” nela mesma e por ela mesma. Ao mesmo tempo, não se pode deixar de pensar que atrás de fortes reações frente à exigência de ser “útil” e de “servir”, se esconde uma defesa de uma outra forma de utilidade.
(Lahire, 2014. Adaptado)
Essa outra forma de utilidade refere-se a
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Para que e para quem serve a Sociologia? A Sociologia deve necessariamente “servir” a algo ou a alguém? E se ela tiver utilidade, qualquer que seja ela, qual deve ser sua natureza: (i) política (formar o pesquisador-expert, pesquisador conselheiro do príncipe, pesquisador dando armas de lutas aos dominados de toda natureza); (ii) terapêutica (analisar como diminuir os sofrimentos individuais pela compreensão do mundo social e de seus determinismos); (iii) cognitivo-científica (produzir o conhecimento mais verdadeiro possível)? Eis uma série de questões que giram em torno da utilidade e da inutilidade efetivas ou desejadas da Sociologia, com as quais os pesquisadores são sempre e inevitavelmente confrontados.
(Lahire, 2014. Adaptado)
As questões levantadas pelo autor
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