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Feitos para esquecer

Por Pedro Guerra

  1. Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
  2. lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
  3. lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
  4. — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
  5. silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
  6. reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
  7. ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
  8. Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
  9. deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
  10. livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
  11. um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
  12. não ser devolvido.
  13. É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
  14. cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
  15. não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
  16. algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
  17. perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
  18. Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
  19. de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
  20. que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
  21. mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
  22. a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
  23. sempre a vida oferece essa gentileza.
  24. Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
  25. toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
  26. exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
  27. rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
  28. pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação dos pronomes sublinhados:

“Pode ser que o objeto não tenha valor sentimental algum – e isso basta”.

 

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4090893 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS

Sobre pólipos adenomatosos colorretais, qual é a característica que aumenta de forma mais significativa o risco de progressão para carcinoma, considerando critérios morfológicos e moleculares?

 

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4090892 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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Na classificação BI-RADS, uma lesão BI-RADS 5 indica:

 

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4090891 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
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O sinal do “vidro fosco” na TC de tórax indica principalmente:

 

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Feitos para esquecer

Por Pedro Guerra

  1. Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
  2. lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
  3. lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
  4. — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
  5. silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
  6. reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
  7. ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
  8. Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
  9. deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
  10. livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
  11. um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
  12. não ser devolvido.
  13. É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
  14. cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
  15. não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
  16. algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
  17. perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
  18. Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
  19. de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
  20. que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
  21. mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
  22. a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
  23. sempre a vida oferece essa gentileza.
  24. Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
  25. toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
  26. exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
  27. rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
  28. pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Sobre a classificação da palavra “guarda-chuvas”, é INCORRETO afirmar que trata-se de um substantivo:

 

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4090889 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS

Uma paciente de 18 anos apresenta diagnóstico recente de doença hepática crônica avançada descompensada, com icterícia e ascite. Em associação, apresenta alterações de conduta, tremores e riso sardônico. Na suspeita de doença de Wilson, qual achado reforçaria o diagnóstico?

 

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Feitos para esquecer

Por Pedro Guerra

  1. Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
  2. lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
  3. lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
  4. — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
  5. silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
  6. reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
  7. ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
  8. Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
  9. deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
  10. livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
  11. um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
  12. não ser devolvido.
  13. É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
  14. cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
  15. não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
  16. algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
  17. perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
  18. Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
  19. de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
  20. que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
  21. mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
  22. a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
  23. sempre a vida oferece essa gentileza.
  24. Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
  25. toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
  26. exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
  27. rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
  28. pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.

Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido conferido aos trechos a seguir pelo uso das palavras ou expressões sublinhadas:

1. “são esquecidos sem alarde” (l. 01).

2. “Talvez porque funcionem bem como ausências” (l. 03).

3. “Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar” (l. 18).

 

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Questão presente nas seguintes provas
4090887 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS

Um paciente do sexo masculino, 50 anos, com hiperferritinemia, realizou um teste genético que resultou em homozigose C282Y, o que se configura como diagnóstico de hemocromatose hereditária. Qual é o mecanismo que explica o acúmulo progressivo de ferro nesse paciente?

 

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4090886 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Considerando o curso típico e a tríade diagnóstica da síndrome hemolítico-urêmica associada à infecção por Escherichia coli produtora de toxina Shiga em crianças, analise as assertivas a seguir:

I. O quadro clínico costuma ser precedido por sintomas gastrointestinais como dor abdominal, vômitos e diarreia, que evoluem para diarreia sanguinolenta em grande parte dos casos.

II. A tríade diagnóstica dessa condição inclui anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e acometimento renal, sendo este último indicado por alterações como aumento da creatinina, proteinúria e/ou hematúria.

III. A gravidade da anemia hemolítica se correlaciona diretamente com a gravidade do acometimento renal, permitindo a estratificação prognóstica pela intensidade da anemia.

Quais estão corretas?

 

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Questão presente nas seguintes provas
4090885 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Gravataí-RS
Provas:

Sobre o manejo inicial das glomerulopatias mediadas pelo componente C3 em pacientes com doença moderada a grave, analise as assertivas a seguir:

I. Recomenda-se iniciar um inibidor do complemento associado a medidas de suporte, em vez de medidas de suporte isoladas ou combinadas com outros imunossupressores.

II. Entre os inibidores do complemento disponíveis para essa situação estão o iptacopan (administrado por via oral, inibidor do fator B) e o pegcetacoplan (administrado por via subcutânea, inibidor do componente C3), podendo a escolha depender de disponibilidade e preferência do paciente, já que não há estudos comparativos diretos entre eles.

III. Na indisponibilidade dos inibidores do complemento, uma alternativa razoável consiste no uso de micofenolato associado a glicocorticoide por via oral.

Quais estão corretas?

 

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