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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação dos pronomes sublinhados:
“Pode ser que o objeto não tenha valor sentimental algum – e isso basta”.
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Sobre pólipos adenomatosos colorretais, qual é a característica que aumenta de forma mais significativa o risco de progressão para carcinoma, considerando critérios morfológicos e moleculares?
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Na classificação BI-RADS, uma lesão BI-RADS 5 indica:
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O sinal do “vidro fosco” na TC de tórax indica principalmente:
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Sobre a classificação da palavra “guarda-chuvas”, é INCORRETO afirmar que trata-se de um substantivo:
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Uma paciente de 18 anos apresenta diagnóstico recente de doença hepática crônica avançada descompensada, com icterícia e ascite. Em associação, apresenta alterações de conduta, tremores e riso sardônico. Na suspeita de doença de Wilson, qual achado reforçaria o diagnóstico?
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Feitos para esquecer
Por Pedro Guerra
- Guarda-chuvas e livros têm algo em comum: são esquecidos sem alarde. ___ vezes
- lembramos tarde demais que deixamos um guarda-chuva para trá....; outras vezes, nem
- lembramos quando (ou com quem) um livro ficou. Talvez porque funcionem bem como ausências
- — não fazem falta imediata, não cobram, não mandam mensagem. São as ausências mais
- silenciosas possíveis. Ficam onde foram deixados, cumprindo um papel que também
- reconhecemos em algumas pessoas que passam por nós: presentes em determinado momento,
- ausentes no seguinte. Não por crueldade, mas por circunstância.
- Um livro esquecido raramente volta. Existe um acordo silencioso de que reivindicá-lo é
- deselegante demais para o valor do objeto. Isso quando lembramos onde ele foi parar. Assim, o
- livro passa a cumprir outra função: ___ de testemunha. Ele fica ali, na estante de alguém, como
- um inquilino sem registro. Presente o bastante para não ser esquecido, distante o suficiente para
- não ser devolvido.
- É claro que nem todo esquecimento carrega uma metáfora. Em alguns momentos, a
- cabeça está cheia demais para se lembrar de um simples guarda-chuva. Pode ser que o objeto
- não tenha valor sentimental algum – e isso basta. Nem tudo que não segue conosco quer dizer
- algo maior. Algumas coisas apenas são perdidas porque, independentemente do que for, as
- perdas tra....em um recado valioso: nem todo desprendimento precisa de uma despedida.
- Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar. Há pessoas e coisas que simplesmente deixam
- de estar. Não por desintere....e, mas porque permanecer também exige uma forma de presença
- que nem sempre é possível. Algumas vezes, ir embora é só a consequência natural de não caber
- mais. Outras vezes, é apenas o mundo seguindo, sem pedir licença. E se estamos acostumados
- a ritos de passagem que funcionam como marcos simbólicos para términos e despedidas, nem
- sempre a vida oferece essa gentileza.
- Talvez o esforço esteja menos em interpretar o esquecimento e mais em aceitá-lo. Nem
- toda ausência é falta. Algumas coisas — e algumas pessoas — precisam deixar de ser
- exclusivamente nossas para continuarem existindo. Há afastamentos que não nascem de
- rupturas, mas de circunstâncias. ___ partir dali, seguimos caminhos distintos, tornando-nos,
- pouco a pouco, parte da vida de outros. E o tempo, como sempre, cuida do resto.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2026/01/feitos-para-esquecer-cmkpk4kou01fw0168ddulws6k.html – texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido conferido aos trechos a seguir pelo uso das palavras ou expressões sublinhadas:
1. “são esquecidos sem alarde” (l. 01).
2. “Talvez porque funcionem bem como ausências” (l. 03).
3. “Ou seja, nem tudo o que cai precisa avisar” (l. 18).
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Um paciente do sexo masculino, 50 anos, com hiperferritinemia, realizou um teste genético que resultou em homozigose C282Y, o que se configura como diagnóstico de hemocromatose hereditária. Qual é o mecanismo que explica o acúmulo progressivo de ferro nesse paciente?
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Considerando o curso típico e a tríade diagnóstica da síndrome hemolítico-urêmica associada à infecção por Escherichia coli produtora de toxina Shiga em crianças, analise as assertivas a seguir:
I. O quadro clínico costuma ser precedido por sintomas gastrointestinais como dor abdominal, vômitos e diarreia, que evoluem para diarreia sanguinolenta em grande parte dos casos.
II. A tríade diagnóstica dessa condição inclui anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e acometimento renal, sendo este último indicado por alterações como aumento da creatinina, proteinúria e/ou hematúria.
III. A gravidade da anemia hemolítica se correlaciona diretamente com a gravidade do acometimento renal, permitindo a estratificação prognóstica pela intensidade da anemia.
Quais estão corretas?
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Sobre o manejo inicial das glomerulopatias mediadas pelo componente C3 em pacientes com doença moderada a grave, analise as assertivas a seguir:
I. Recomenda-se iniciar um inibidor do complemento associado a medidas de suporte, em vez de medidas de suporte isoladas ou combinadas com outros imunossupressores.
II. Entre os inibidores do complemento disponíveis para essa situação estão o iptacopan (administrado por via oral, inibidor do fator B) e o pegcetacoplan (administrado por via subcutânea, inibidor do componente C3), podendo a escolha depender de disponibilidade e preferência do paciente, já que não há estudos comparativos diretos entre eles.
III. Na indisponibilidade dos inibidores do complemento, uma alternativa razoável consiste no uso de micofenolato associado a glicocorticoide por via oral.
Quais estão corretas?
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