O texto a seguir é referência para a questão.
Efeitos do zika vírus sobre os neurônios
A microcefalia tem sido um fantasma para gestantes e mulheres que planejam engravidar. A relação entre o problema e a predisposição genética também já é bem conhecida dos pesquisadores. Mas, recentemente, a doença foi associada também ao zika vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. As futuras mães temem as várias manifestações clínicas dos efeitos sobre o cérebro, como déficit cognitivo, paralisia cerebral, epilepsia e atraso no desenvolvimento mental ou mesmo global. O prognóstico, entretanto, varia de um bebê para outro. Alguns podem até desenvolver um grau de microcefalia pequeno, que não causa nenhum dano neurológico. Mas ainda há muitas interrogações. O que se sabe com certeza é que o vírus ultrapassa a barreira criada pela placenta e atinge o tecido cerebral do feto, fazendo com que tanto o surgimento de novos neurônios quanto de células cerebrais já existentes ocorra de forma mais lenta. A desaceleração do processo de maturação cerebral desencadeia alteração na taxa de crescimento do osso craniano, impedindo que o desenvolvimento ocorra de forma adequada.
Em março, a publicação científica Cell Stem Cell apresentou os resultados de mais uma pesquisa. Em testes de laboratório, o vírus destruiu (ou impediu o crescimento de) células progenitoras neurais, que constituem o cérebro e o sistema nervoso. Para chegar a essa conclusão, a equipe americana, formada por pesquisadores das universidades Johns Hopkins e Emory, infectou um grupo das células com o vírus por duas horas e analisou essas amostras três dias depois. O zika infectou até 90% das células progenitoras neurais em uma das amostras, levando à morte de cerca de um terço delas e a sérios danos nas demais. Um efeito similar teria resultados graves em um cérebro em desenvolvimento.
Os pesquisadores alertam, porém, que isso ainda não representa uma relação definitiva entre o zika e a doença. A epidemia de zika tem sido amplamente apontada como o motivo do aumento dos casos de microcefalia, mas esse elo ainda não foi cientificamente confirmado aos olhos da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, até o fechamento desta edição de Mente e Cérebro, estavam confirmados 641 casos de microcefalia ou outras malformações em cérebros de bebês, segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. Outros 4,2 mil casos suspeitos estão sob investigação e pouco mais de mil foram descartados.
(Adaptado de: Mente e Cérebro, maio de 2016)
Com base no texto acima, é correto afirmar:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Analista de TI
40 Questões
Bibliotecário Documentalista
40 Questões
Coreógrafo
40 Questões
Físico
40 Questões
Fisioterapeuta
40 Questões
Jornalista
40 Questões
Médico - Radiologista
40 Questões
Nutricionista
40 Questões
Odontólogo
40 Questões
Psicólogo
40 Questões
Revisor de Textos
40 Questões
Terapeuta Ocupacional
40 Questões