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Texto para a questão.

A bomba atômica

A bomba atômica é triste
Coisa mais triste não há
Quando cai, cai sem vontade
Vem caindo devagar
Tão devagar vem caindo
Que dá tempo a um passarinho
De pousar nela e voar...
Coitada da bomba atômica
Que não gosta de matar!

Coitada da bomba atômica
Que não gosta de matar
Mas que ao matar mata tudo
Animal e vegetal
Que mata a vida da terra
E mata a vida do ar
Mas que também mata a guerra...
A bomba atômica que aterra!
Pomba atômica da paz!

Pomba tonta, bomba atômica
Tristeza, consolação
Flor puríssima do urânio
Desabrochada no chão
Da cor pálida do hélium
E odor de rádium fatal
Loelia mineral carnívora
Radiosa rosa radical

Nunca mais, oh bomba atômica
Nunca, em tempo algum, jamais
Seja preciso que mates
Onde houver morte demais:
Fique apenas a tua imagem
Aterradora miragem
Sobre as grandes catedrais:
Guardiã de uma nova era
Arcanjo insigne da paz!

(Vinicius de Morais, O encontro do cotidiano, in: OBRA POÉTICA. Rio de Janeiro)

“ A bomba atômica é triste

Coisa mais triste não há

Quando cai, cai sem vontade

Vem caindo devagar”.

Assinale a única alternativa cuja palavra não pode substituir a que está sublinhada na estrofe, pois expressa uma relação semântica diferente:

 

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