Texto I
Uma proposição é uma frase declarativa, que pode ser julgada como verdadeira — V — ou falsa — F —, mas não como V e F simultaneamente. É usual representar uma proposição pelas letras maiúsculas do alfabeto: P, Q, R etc. A construção de proposições compostas é feita usando-se os denominados símbolos lógicos e proposições previamente construídas. Parênteses, chaves e colchetes são usados para evitar ambiguidades. Uma proposição da forma P !$ \wedge !$Q, lida como “P e Q”, tem valor lógico V, se P e Q forem V e, nos demais casos, é F; uma proposição da forma P !$ \vee !$Q, lida como “P ou Q”, tem valor lógico F, se P e Q forem F e, nos demais casos, é V; uma proposição da forma P →Q, lida como “se P, então Q”, tem valor lógico F, se P for V e Q for F e, nos demais casos, é V; uma proposição da forma ¬P, lida como “não P”, é a negação de P e tem valor F quando P for V, e valor V quando P for F. Uma proposição é simples quando não existir nenhuma outra proposição que faz parte dela.
Texto II
Uma dedução é uma sequência de proposições em que algumas são denominadas premissas e as demais, conclusões. Quando as premissas são verdadeiras e, por consequência das premissas e de conclusões anteriores, as conclusões também são verdadeiras, tem-se o que se denomina uma dedução correta.
Considere que em determinada dedução, que possui duas premissas, a proposição simbolizada por [P !$ \vee !$(¬Q)] →R é uma das premissas verdadeiras e Q é uma conclusão. Nesse caso, para que a dedução seja uma dedução correta, como definida no texto, é suficiente considerar como a outra premissa a proposição