Agosto 1964
Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques,
viajo
num ônibus Estrada de Ferro-Leblon.
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras. [...]
Digo adeus à ilusão
mas não ao mundo. Mas não à vida,
meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do horror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira
GULLAR, F. Toda poesia – 1950 – 1980. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, p. 164.
Dadas as afirmativas, considerando que o gênero textual referente é um poema de cunho social,
I. O autor esboça-se do lirismo com intensa explanação da objetividade.
II. O efeito poético é resultado da apresentação dos problemas sociais, os quais são mostrados sucessivamente, por meio de acumulação.
III. No poema, visualiza-se a identidade pessoal ampliada pela identidade nacional, isso porque as desigualdades sociais são explicitadas.
IV. O texto se utiliza da voz coletiva, cuja “bandeira” representa luta, força, sindicalidade.
verifica-se que está(ão) correta(s)
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